O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, participou nesta segunda-feira, 2/3, da visita técnica às futuras instalações do Centro de Saúde Pública de Precisão (Cespp) do Complexo Hospitalar da UFRJ (CH-UFRJ), na Cidade Universitária. Com foco na medicina de precisão e na inovação tecnológica aplicada ao Sistema Único de Saúde (SUS), o projeto ampliará a capacidade de pesquisa e assistência em doenças de alta complexidade.
A iniciativa contempla a instalação de laboratórios e plataformas tecnológicas capazes de realizar análises genéticas e identificação de biomarcadores, essenciais para o diagnóstico e o acompanhamento de doenças raras, neoplasias e outras condições de alta complexidade. Durante a visita, também estiveram presentes os seguintes representantes do CH-UFRJ: o superintendente-geral, Amâncio de Carvalho; o superintendente de ensino, Marcelo Land; a superintendente-administrativa, Roberta Coelho; e a chefe do Setor de Gestão da Pesquisa e da Inovação Tecnológica, Soniza Vieira Alves Leon.
A infraestrutura científica e tecnológica do Cespp está sendo viabilizada por meio de recursos obtidos em editais públicos, principalmente da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), cuja liberação financeira ocorreu no final de 2025. No total, foram disponibilizados mais de R$ 14 milhões. Em relação à relevância estratégica do projeto para o enfrentamento das doenças de alta complexidade no país, Medronho foi enfático: “As estimativas hoje são de 13 milhões de brasileiros com uma doença de alta complexidade. Muitas vezes, o diagnóstico tardio aumenta os custos do sistema. Então, esse tipo de iniciativa é absolutamente fantástico, nos orgulha muito”.
A implantação do Cespp faz parte de um conjunto mais amplo de iniciativas voltadas à pesquisa e inovação no Complexo Hospitalar da UFRJ, que inclui o desenvolvimento de plataformas digitais para análise de dados clínicos e genéticos e a criação de um biobanco institucional. Além disso, o projeto fortalece a integração entre as unidades do CH e as unidades acadêmicas do Centro de Ciências da Saúde (CCS) e outros centros universitários da UFRJ. O resultado é a ampliação colaborativa entre pesquisadores e profissionais de saúde com uma formação altamente qualificada: “Essa estrutura permitirá a pesquisa e também viabilizará o diagnóstico e o tratamento precoce, além do monitoramento”, destacou Soniza Leon.
