Em cerimônia realizada na quinta-feira, 27/8, na Sala Copacabana, na Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), na Cidade Universitária, a UFRJ e a CNNC Overseas Limited, da China, firmaram um memorando de cooperação técnica e pesquisa no setor nuclear.
Com vigência de cinco anos, o memorando prevê o desenvolvimento conjunto de pequenos reatores modulares, pesquisas para o aprimoramento da exploração de urânio e intercâmbio de pesquisadores e estudantes.
O evento contou com a presença do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e de uma delegação chinesa, composta por representantes da China National Nuclear Corporation (CNNC) e das subsidiárias China National Uranium Corporation (CNUC) e CNNC Overseas Limited. A parceria consolida o alinhamento de interesses científicos entre as duas nações no campo da energia limpa, segura e de baixa emissão de carbono. O acordo foi assinado pelo reitor e pelo diretor da CNNC Overseas Limited, Hu Pengfei.

“Para o Brasil, o domínio da tecnologia nuclear para fins pacíficos é uma questão de desenvolvimento sustentável, segurança energética e soberania científica. O país dispõe de importantes reservas de urânio, possui capacidade tecnológica relevante e reúne instituições acadêmicas e industriais preparadas para participar de projetos de elevada complexidade. Nossa responsabilidade é transformar esse potencial em conhecimento, inovação, energia limpa e benefícios concretos para a sociedade, sempre observando os mais rigorosos padrões internacionais de segurança, responsabilidade ambiental e utilização pacífica da energia nuclear”, disse o reitor da UFRJ.
A UFRJ tem uma contribuição histórica no desenvolvimento da Engenharia Nuclear no Brasil, que remonta à década de 1950. A Universidade abriga o Programa de Engenharia Nuclear da Coppe (PEN/UFRJ), fundado em 1968 e pioneiro na América Latina, o qual atua em integração com o Departamento de Engenharia Nuclear da Escola Politécnica (DNC) desde 1972.
Atualmente, a UFRJ destaca-se como a única universidade brasileira a oferecer um curso de graduação em Engenharia Nuclear (desde 2010). Sua pós-graduação já formou mais de 600 mestres e centenas de doutores, que hoje atuam em órgãos estratégicos como a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), a Eletronuclear, as Indústrias Nucleares do Brasil (INB) e a Marinha do Brasil. Os pesquisadores da UFRJ desenvolvem estudos de ponta em física e engenharia de reatores, termohidráulica, segurança nuclear, proteção radiológica, ciclo do combustível, análise de risco e novas tecnologias.








