O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aprovou, em sessão ordinária híbrida realizada na quinta-feira, 27/8, a criação da Medalha Minerva do Mérito Administrativo e Espírito Público. A honraria é destinada a reconhecer servidores, tanto docentes quanto técnico-administrativos em Educação (TAEs), que se destaquem na gestão universitária e em ações de excepcional espírito público. A reunião do Conselho aconteceu na Sala de Sessões do Consuni, no edifício Jorge Machado Moreira (JMM), na Cidade Universitária.
A proposta, idealizada pela Pró-Reitoria de Pessoal (PR-4), busca corrigir uma lacuna histórica de reconhecimento na UFRJ. Até então, as homenagens institucionais ao corpo técnico limitavam-se a servidores aposentados, como o título de Técnico Emérito, ou medalhas por tempo de serviço. A nova honraria permite a valorização em vida funcional ativa.
Durante discussão na reunião do Conselho, o superintendente-geral de Pessoal da UFRJ, Rafael Pereira, defendeu a instituição da honraria como marco regulatório necessário para valorizar a atuação prática cotidiana daqueles que conduzem a gestão universitária. Ele apontou que, historicamente, o corpo técnico enfrentava um cenário de invisibilidade funcional, uma vez que as homenagens existentes exigiam a aposentadoria ou dependiam de critérios puramente acadêmicos, os quais raramente contemplam a complexidade do trabalho de apoio administrativo.

“A medalha reconhece uma dimensão do trabalho, tanto dos técnicos quanto dos docentes, que é essencial para o funcionamento da Universidade, para a garantia do ensino, pesquisa e extensão, mas que em geral é invisibilizada, que é a dimensão administrativa. A medalha carrega a simbologia daquilo que é a Universidade do futuro: uma universidade que não tem diferenciação entre técnicos e docentes, entre estudantes, onde todo mundo tem a mesma importância”, destacou Rafael.
Força que faz a engrenagem funcionar
Para o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, a grande missão de todos que exercem o serviço público dentro da instituição é atuar com competência, ética e compromisso. Existe um trabalho essencial que muitas vezes não aparece: a dedicação diária de quem cuida da nossa administração.
“A criação da medalha nasce para celebrar justamente essa força. Ela é o nosso reconhecimento aos servidores que fazem essa engrenagem funcionar e que demonstram compromisso público em todos os momentos. Aprovar a criação da Medalha Minerva de Mérito Administrativo é mais um diferencial da UFRJ”, concluiu o reitor.
Já para a pró-reitora de Pessoal da UFRJ, Neuza Luzia Pinto, a honraria carrega um simbolismo ainda mais expressivo para o corpo de TAEs ao celebrar a dedicação, competência e o compromisso que eles oferecem diariamente ao serviço público.
“A criação da Medalha de Mérito Administrativo e Espírito Público representa o reconhecimento do valor de um trabalho cotidiano, essencial e indispensável para o funcionamento da Universidade. Para os técnicos-administrativos em Educação, essa homenagem tem um simbolismo ainda maior. Ela reafirma a importância de uma categoria que sustenta a vida universitária e representa mais um passo no processo de retirar esses profissionais da invisibilidade, valorizando sua dedicação, competência e compromisso com o serviço público”, afirmou Neuza
Consuni cassa título de Doutor Honoris Causa de Salazar
Ainda durante a sessão ordinária híbrida realizada no dia 27/8, o Consuni aprovou a cassação do título de Doutor Honoris Causa concedido ao ditador português António de Oliveira Salazar em 5 de agosto de 1941. O processo concluiu que a manutenção da homenagem é incompatível com os valores constitucionais e democráticos da UFRJ. A decisão de descontinuidade dos efeitos honoríficos foi aprovada por maioria, mantendo-se preservados os arquivos históricos originais da concessão para fins de memória institucional.




























































































