A UFRJ neste um ano de coronavírus

Há exatamente um ano, no dia 16/3/2020, a UFRJ suspendeu as atividades presenciais não essenciais, visando, principalmente, a proteger o corpo social contra a COVID-19 e ajudar a diminuir a transmissão do novo coronavírus (SARS-CoV-2) no nosso país.

Agradecemos muito a todos os profissionais e voluntários da UFRJ, que foram incansáveis no enfrentamento desta crise sanitária sem precedentes. Vocês nos orgulham muito! Nosso corpo social tem atuado com muita dedicação no atendimento das diferentes demandas da sociedade. Nossas atividades de ensino, pesquisa e extensão que podem ocorrer de forma não presencial estão acontecendo de maneira remota, com o intuito de garantir a continuidade da formação profissional e de cidadãos engajados na solução dos problemas da sociedade.

Apesar de, inicialmente, ter ocorrido uma redução de algumas de nossas atividades, intensificamos nossas ações em muitos casos, com o objetivo de ajudar o país neste momento de pandemia. Assim, bem precocemente, iniciamos a assistência aos pacientes acometidos pela infecção e ampliamos o número de leitos hospitalares de enfermaria e UTI. Criamos, ainda, um centro de triagem e diagnóstico molecular da COVID-19. Produzimos álcoois e material didático para esclarecimentos sobre a doença, realizamos atendimento psicológico a enfermos e seus familiares, desenvolvemos ventiladores e projetos de pesquisa, que geram novos conhecimentos sobre a doença e que, mais recentemente, levaram ao desenvolvimento de vacinas, que estão na fase dos testes pré-clínicos. 

Em relação às doenças virais transmitidas de pessoa a pessoa, sem intermediários, a higiene e o distanciamento social são medidas preventivas necessárias e eficazes. Nesta pandemia, causada por um vírus respiratório que pode ser letal, não há novidades quanto a isso. O novo coronavírus se comporta exatamente como outros vírus, que podem modificar o seu material genético por mutações (mudanças) que apenas acontecem quando se replicam, ou seja, durante as infecções no organismo humano. Portanto, quanto mais transmissão do vírus, maior a chance de novas variantes surgirem e o aumento da possibilidade de essas novas formas virais não mais responderem às vacinas previamente desenvolvidas. As novas variantes podem ser ainda mais poderosas contra os seres humanos. Esses são os motivos pelos quais, mesmo vacinados, devemos nos isolar ao máximo até que o pesadelo passe.

Neste último ano, os países que enfrentaram a pandemia com mais seriedade já se encontram mais próximos da normalidade. No entanto, na maior parte dos países, a pandemia ainda está matando muitas pessoas. Nosso país vive, agora, um dos piores momentos desde março de 2020. Chegamos à casa de 2.000 mortes por dia, o que nos entristece. Somos solidários com todas as pessoas que perderam seus entes queridos, membros da nossa comunidade acadêmica e da sociedade brasileira em geral. A vacinação em massa da população é um enorme desafio e a única maneira de controlar a disseminação da doença e salvar vidas. Nossos voluntários têm atuado em conjunto com as secretarias de saúde para ampliar rapidamente o número de vacinados.

Neste momento de pandemia, devemos reafirmar a importância da ciência, para garantirmos um futuro melhor aos nossos descendentes. Essa é a forma de construir a verdadeira sociedade do conhecimento, formada por pessoas com mais empatia e respeito ao outro e ao meio ambiente. O corpo social tem usado o conhecimento técnico-científico, associado à compaixão e à solidariedade, visando ao preenchimento do que entendemos ser a necessidade da humanidade neste momento. Essa mistura será fundamental para transformar a sociedade neste século. Nossos agradecimentos a cada um de vocês!

Reitoria da UFRJ

Reitora da UFRJ conta sobre preparativos para evento na Universidade Harvard

Na última terça-feira, 2/3, a reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, participou da reunião de abertura do ano do comitê diretor da Rede Talloires de Universidades Engajadas (Talloires Network Steering Committee, em inglês), coalizão global que reúne 410 reitores e gestores universitários de 79 países que se comprometeram a fortalecer as responsabilidades sociais de suas instituições. É o maior consórcio do mundo focado especialmente no envolvimento universitário em questões da sociedade. Na rede, Denise foi eleita como representante da América Latina.

O encontro discutiu os preparativos para a conferência que acontecerá entre 30/9 e 3/10, organizada pela Universidade Harvard, cujo foco será debater o engajamento das universidades em temas relevantes, como, por exemplo, respostas inovadoras de enfrentamento da pandemia de COVID-19, desigualdades, justiça climática e empreendedorismo social.

“Estavam presentes praticamente todos os membros do comitê diretor. O presidente do consórcio, Anthony Monaco, informou que as eleições de acesso ao comitê diretor da rede foram muito competitivas e havia candidatos muito qualificados. Ele nos parabenizou pelas respectivas eleições e fiquei muito honrada em ter sido eleita e estar ali entre reitores de todos os continentes de vários países do mundo”

— Denise Pires de Carvalho, reitora da UFRJ

“Durante a reunião de preparação para a conferência, nós introduzimos também o tema de saúde mental e bem-estar. A reunião foi excelente e nós vamos avançar coordenando as palestras desse importante evento da Talloires, que acontece entre final de setembro e início de outubro de 2021 de forma virtual e organizado por Harvard”, destacou a reitora.

Reitora da UFRJ é eleita para comitê diretor da Rede Talloires

A reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, foi eleita representante da América Latina para integrar o comitê diretor da Rede Talloires de Universidades Engajadas (Talloires Network Steering Committee, em inglês), coalizão global que reúne 410 reitores e gestores universitários de 79 países que se comprometeram a fortalecer as responsabilidades sociais de suas instituições. É o maior consórcio do mundo focado especialmente no envolvimento universitário em questões da sociedade.

Junto com outros 13 líderes, a reitora da UFRJ estará na equipe diretora até dezembro de 2023. Quem coordena a entidade global é Anthony Monaco, presidente da Universidade Tufts (EUA) e ex-gestor de planejamento e recursos da Universidade de Oxford (Inglaterra). A Rede Talloires tem entre seus objetivos identificar e reconhecer publicamente universidades engajadas, reforçar compromissos institucionais com práticas, estruturas e políticas de engajamento cívico e construir uma comunidade internacional para compartilhar práticas e facilitar a reflexão rigorosa e crítica sobre essas experiências.

Anthony Monaco é o presidente da Rede Talloires | Foto: Divulgação

“Estamos animados com as ações que nossas universidades membros estão realizando para enfrentar e superar a pandemia do coronavírus e os desafios relacionados. Continuamos a expandir a diversidade e o alcance de nossos programas em colaboração com novos parceiros de financiamento de longo prazo. O comitê diretor é um ingrediente essencial para o sucesso da Rede. Os membros da equipe diretora atuam como embaixadores da Rede, moldando ativamente sua direção estratégica e as prioridades do programa. Estamos extremamente entusiasmados com a nova energia, perspectivas e experiência que nossos novos membros trazem para a nossa causa comum – construir um movimento global de instituições de ensino superior engajadas civicamente”, destaca Monaco. 

Além de Denise, chegam como novos integrantes do comitê diretor do consórcio de universidades: Vincent Chang, vice-chanceler da Universidade Brac (Bangladesh); Verity Firth, diretora executiva da Universidade de Tecnologia de Sydney (Austrália); Mathew Johnson, presidente da Albion College (Estados Unidos); Peter Mathieson, vice-chanceler da Universidade de Edimburgo (Escócia); Kate Morris, coordenadora nacional do Campus Engage (Irlanda); Victor Ngonidzashe Muzvidziwa, vice-chanceler da Universidade Estadual de Midlands (Zimbábue); e Nieves Segovia, presidente da Instituição Educativa SEK (Espanha).

Entre as centenas de instituições afiliadas à Rede estão a Universidade Harvard (EUA), Universidade de Buenos Aires (Argentina), Universidade da Cidade do Cabo (África do Sul), Universidade de Valladolid (Espanha) e Universidade de Melbourne (Austrália).

A reitora da UFRJ está animada com o ingresso no comitê diretor.

“Foi uma honra ter sido eleita, uma honra à UFRJ fazer parte deste grupo que pretende discutir e fortalecer a missão social das universidades no mundo todo. É um comitê que discutirá questões muito importantes como a fome, o racismo estrutural e a opressão de gênero. São questões fundamentais para o futuro da humanidade. Pretendo não só representar a Universidade Federal do Rio de Janeiro e o Brasil, mas também a América Latina, onde precisamos avançar muito contra a desigualdade social e a pobreza e ajudar, em termos técnico-científicos, a estudar o que as mudanças climáticas causarão no mundo, no futuro próximo, com relação a doenças emergentes. Enfim, é uma grande honra, e espero representar bem os países latino-americanos e projetar ainda mais a UFRJ para o mundo”, conclui Denise.

UFRJ cumprirá, com autonomia, sua missão institucional

Em virtude da publicação da Portaria nº 1.030, de 1º de dezembro de 2020, do Ministério da Educação, que dispõe sobre o retorno às aulas presenciais e o caráter excepcional de utilização de recursos educacionais digitais para integralização da carga horária das atividades pedagógicas enquanto durar a situação de pandemia da COVID-19, a reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Denise Pires de Carvalho, disse, na manhã desta quarta-feira, 2/12, que a Universidade “seguirá, com muita seriedade e responsabilidade, protegendo a vida da comunidade universitária e não deixará de cumprir, com autonomia, a sua missão institucional”.

A reitora informou que nesta quinta-feira, 3/12, o Conselho Pleno da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) debaterá a decisão governamental e reiterou que Resolução nº 07/2020 do Consuni permanece em vigor.

UFRJ aposta na mobilização social para reconstrução do Museu Nacional

Para ampliar o potencial de captação dos recursos necessários à reconstrução do Museu Nacional (MN), a Associação Amigos do Museu Nacional (Samn) está autorizada pela UFRJ a buscar patrocínios para o restauro, obras e projetos da instituição bicentenária de grande relevância científica e cultural. Os patrocinadores, inclusive, poderão contar com incentivos fiscais para o apoio, de acordo com as normas e os procedimentos da Secretaria Especial de Cultura do Ministério do Turismo. 

O Projeto Museu Nacional Vive é resultado de uma cooperação técnica entre a UFRJ, a UNESCO e o Instituto Cultural Vale. A iniciativa aposta na mobilização social e na articulação permanente de parcerias com instituições públicas, privadas e do terceiro setor para reabrir o Museu o mais breve possível.

Até o momento, o Projeto conta com o patrocínio da Vale, do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), do Ministério da Educação (MEC), da Bancada Federal do Rio de Janeiro, da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) e com apoios governamentais de países como Alemanha e Áustria e órgãos britânicos e estadunidenses.

A Samn é uma importante parceira do Projeto. Fundada em 13/1/1937, tornou-se a primeira associação de amigos de um museu brasileiro. Desde então, zela pelo patrimônio cultural do Museu Nacional, enriquecendo suas coleções, auxiliando em expedições e projetos científicos, dentre outras iniciativas acadêmicas e culturais. Atualmente, estrutura-se nos termos do novo Código Civil, e sua Diretoria é formada por servidores públicos, docentes e técnicos-administrativos atuantes no Museu Nacional/UFRJ. A Associação criou uma conta para receber doações de pessoas físicas também, além de ser possível se tornar sócio da Samn. Para conhecer melhor e contribuir com as atividades da Associação, acesse: www.samn.org.br

Reitora indaga sobre escolha do país para o futuro

A reitora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) assina, na edição 72 da revista Plurale, um artigo no qual celebra o centenário da instituição de ensino e retrata o histórico de formação superior no país. Denise Pires de Carvalho não se limita, no entanto, a revelar o passo a passo da instituição ao longo do tempo e fomenta nos leitores a necessidade de refletir sobre os rumos do país com os sucessivos cortes orçamentários para as áreas de educação, ciência e tecnologia.

O texto destaca o papel da universidade na formação profissional de diversos brasileiros ano a ano, além de toda a importância para o desenvolvimento do Brasil, com os avanços científicos e tecnológicos que ocorrem em centros de pesquisas, laboratórios, bibliotecas, museus e edificações da instituição. Denise Carvalho destaca que 95% do conhecimento brasileiro depende de instituições públicas – como a UFRJ –, que impulsionam descobertas para a exploração de petróleo, o agronegócio ou o enfrentamento de doenças, entre tantas outras.

O artigo é um convite para os leitores refletirem sobre uma nova era econômica, com os avanços da inteligência artificial e da automação nas indústrias. A reitora assinala, ainda, a necessidade de ruptura com o modelo agroexportador de commodities para que o Brasil no futuro seja cada vez mais soberano. Nesse sentido, Denise Carvalho lança o desafio sobre qual caminho os brasileiros desejam seguir: aquele que leva ao desenvolvimento e coloca o país em destaque no cenário mundial ou aquele que nos leva a ser uma nação subserviente e periférica.

Com 13 anos de existência, a revista Plurale é um dos principais veículos do país sobre sustentabilidade e meio ambiente, voltada para empresas e formadores de opinião. Para ler a íntegra do artigo na edição de novembro/dezembro de 2020, basta clicar aqui.

Entidades se solidarizam com UFRJ acerca da ação da PF na Universidade

A Associação Brasileira de Geólogos do Petróleo (ABGP) e a Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) emitiram notas sobre a ação da Polícia Federal (PF) ocorrida no dia 22/10, quando fez incursão no Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN) da UFRJ para procedimento de mandado acerca da suspeita de um professor estar envolvido com contrabando de fósseis. Na ocasião, a Reitoria da UFRJ e a decania do CCMN se manifestaram.

A ABGP afirmou reconhecer “a idoneidade e competência dos professores da UFRJ em realizar as pesquisas que foram e vem sendo desenvolvidas na Bacia do Araripe”.

“Além disso, em 2011, a Faculdade de Geologia do Instituto de Geociências/UFRJ, numa visão holística, iniciou a construção da “Casa da Pedra” em Santana do Cariri (CE) para abrigar estudantes e pesquisadores que se dedicam a vários tópicos relacionados às Ciências que envolvem a Bacia do Araripe no nordeste brasileiro”, destacou a ABGP.

A Febrageo repudiou a incursão da PF no campus universitário. “A Federação Brasileira de Geólogos – Febrageo, acompanha apreensiva a notícia da ação da Polícia Federal realizada no Departamento de Geologia, do Instituto de Geociências, da UFRJ (DG/IG/UFRJ) e apresenta sua total indignação como a ação foi realizada e divulgada, desprezando a história da Instituição, de seus docentes, pesquisadores e funcionários em prol da proteção, valorização, conservação e pesquisa do patrimônio geológico nacional”, afirmou a Federação.

Leia as notas na íntegra:

ABGP:

Pela presente nota, a Associação Brasileira de Geólogos de Petróleo (ABGP), vem a público manifestar-se sobre a notícia veiculada, na imprensa, com relação ao contrabando de fósseis da Bacia do Araripe.

A ABGP reconhece a idoneidade e competência dos professores da UFRJ em realizar as pesquisas que foram e vem sendo desenvolvidas na Bacia do Araripe. Além disso, em 2011, a Faculdade de Geologia do Instituto de Geociências/UFRJ, numa visão holística, iniciou a construção da “Casa da Pedra” em Santana do Cariri (CE) para abrigar estudantes e pesquisadores que se dedicam a vários tópicos relacionados às Ciências que envolvem a Bacia do Araripe no nordeste brasileiro.

ABGP e Faculdade de Geologia são parceiras de longa data, no que se refere à difusão do ensino das geociências.

O engano já foi esclarecido e precisa ser amplamente divulgado. Aproveitamos para convidar a todos para conhecerem mais deste projeto fantástico no nosso site: https://abgp.com.br/abgp-de-olho-no-amanha-a-casa-da-pedra/.

Atenciosamente,
Marcos do Amaral de Almeida
Presidente da ABGP

Febrageo:

NOTA DE REPÚDIO A AÇÃO ARBITRÁRIA NA UFRJ

A Federação Brasileira de Geólogos – FEBRAGEO, acompanha apreensiva a notícia da ação da Polícia Federal realizada no Departamento de Geologia, do Instituto de Geociências, da UFRJ (DG/IG/UFRJ) e apresenta sua total indignação como a ação foi realizada e divulgada, desprezando a história da Instituição, de seus docentes, pesquisadores e funcionários em prol da proteção, valorização, conservação e pesquisa do patrimônio geológico nacional.

A FEBRAGEO apoia o combate ao comércio ilegal de fósseis, não só por questões legais, mas por considerar este valioso patrimônio natural como um instrumento instigador da curiosidade e interesse da sociedade pela Ciência. Tal patrimônio é essencial para avanço do conhecimento sobre os processos da evolução de nosso planeta e indissociável do desafio da sustentabilidade econômica, social e ambiental. Por isto, há que se coibir o tráfico destes valiosos restos de animais, plantas ou vestígios de seres vivos preservados nas rochas, recuperar e mantê-los em nosso país, em museus e exposições, e estimular a pesquisa do acervo de fósseis brasileiros. Ademais, tal patrimônio tem o potencial de expandir, no Brasil, o setor do turismo científico, ainda pouco explorado frente a enorme geodiversidade de um país continental.

A tarefa de estruturar estes acervos em nossas instituições científicas recai sobre os ombros de especialistas, que devem ser valorizados e apoiados na organização acadêmica, que é baseada no trinômio ensino, pesquisa e extensão. No DG/IG/UFRJ está um dos melhores exemplos de como a preservação do patrimônio fossilífero do país pode ser útil à sociedade. Visando a boa formação dos geólogos brasileiros, a instituição promove, há mais de uma década, atividades de campo na Bacia Sedimentar do Araripe, uma das melhores escolas a céu aberto que se tem no mundo. Vários docentes e estudantes de graduação e pós-graduação da UFRJ desenvolvem pesquisas científicas com fósseis desta bacia, que vêm agregando valiosas contribuições científicas reconhecidas nacional e internacionalmente. Como não poderia deixar de ser, fazem este trabalho com observância plena à legislação e com autorização da Agência Nacional de Mineração, órgão competente a autorizar a coleta, transporte e registro dos espécimes fósseis no Brasil. Todo este material é tratado por especialistas, registrado em livro de tombo, divulgado e colocado à disposição para pesquisa na coleção, que é armazenada em ambiente adequado e apropriado a este fim.

A atividade do DG/IG/UFRJ notabiliza-se também pela preocupação em valorizar e estimular os valores culturais, sociais e econômicos daquela região nordestina, apoiando e difundindo as iniciativas para a preservação da geodiversidade da Chapada do Araripe. Prova inconteste desta ação, é que construiu no município do Santana do Cariri, no Ceará, uma unidade avançada da UFRJ – a Casa da Pedra – que recepciona alunos de várias universidades do país que estejam interessados em desenvolver pesquisa e/ou treinamento na Chapada. Seu prédio, em concepção inovadora, valoriza o uso da “pedra do Cariri” e a geodiversidade local. A Casa de Pedra passou a ser um centro de estímulo à cultura local, tornando-se um excelente ambiente para que muitos universitários brasileiros conheçam e valorizem a região nordeste brasileira em toda a sua extensão.

A FEBRAGEO entende que o eventual combate a desvios legais deve ser conduzido com o devido cuidado, dando ampla chance de defesa a eventuais suspeitos e afastando ações espetaculosas que sirvam a interesses midiáticos. A exposição da informação colhida de forma açodada, não raro causa estragos injustos à imagem das pessoas e instituições, execrações públicas, com prejuízos à sociedade e ao Estado de Direito. O exemplo mais grotesco de arbitrariedades desta natureza foi a prisão do Reitor Luiz Carlos Cancellier, da UFSC, com um desfecho trágico antecedendo à constatação de sua inocência.

O bem sucedido esforço desenvolvido pela área de Paleontologia da UFRJ para a educação geocientífica brasileira é amplamente reconhecido pela comunidade de geólogos brasileiros. Esta é a razão da insuspeição da FEBRAGEO quanto à má-fé de qualquer de seus docentes. Os manifestos dos seus pares e o da UFRJ asseguram a correção deste juízo de valor. Reforçam, também, a necessidade de que a denúncia contra qualquer membro desta Instituição seja conduzida com a devida habilidade, sabendo-se separar práticas ilegais das ações de natureza científicas, que somente visam o avanço do conhecimento e o aprimoramento educativo da sociedade de nosso país.

A FEBRAGEO espera que a Polícia Federal investigue também as razões e intenções por trás dessas denúncias contra universidades públicas brasileiras. Ressalta-se que há de se respeitar as instituições de ensino históricas, os seus docentes e funcionários que tanto produzem e contribuem para educação, inovação e ciência do país.

Atenciosamente,
Diretoria da FEBRAGEO

Reitoria da UFRJ presta homenagem a servidores públicos

A reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, e o vice-reitor, Carlos Frederico Leão Rocha, emitiram mensagem nesta quarta-feira, 28/10, na ocasião do Dia do Servidor Público. “O reconhecimento e a valorização do servidor público são cada vez mais importantes porque garantem a sustentação de uma sociedade democrática e justa”, destacam.

Leia a mensagem na íntegra:

Os servidores públicos são profissionais altamente qualificados que se prepararam durante a sua formação para servir ao público. Assumimos nossos cargos após aprovação em concursos, amplamente elaborados, e permanecemos em contínua qualificação profissional ao longo da carreira. A dedicação profissional é a nossa marca, embora nosso importante papel para a nação venha sendo questionado. Ao contrário, o reconhecimento e a valorização do servidor público são cada vez mais importantes porque garantem a sustentação de uma sociedade democrática e justa. 

O dia 28 de outubro foi escolhido para a celebração a partir da publicação do decreto-lei nº 1.713, de 28 de outubro de 1939, que estabelecia direitos e deveres daqueles que atuavam diretamente nos serviços públicos. Em 17 de junho é comemorado o Dia do Funcionário Público Aposentado, que também merece nosso destaque hoje, pela atuação a serviço do público durante toda a sua vida mais produtiva. 

Na nossa universidade, garantimos que as atividades de ensino, pesquisa e extensão sejam indissociáveis e de excelência, reflexo da dedicação inconteste de nossos servidores e servidoras, que permanecem em formação continuada nas diferentes áreas do conhecimento. Em tempos inéditos de pandemia pela COVID-19, nos adaptamos rapidamente ao trabalho no ambiente remoto, quando possível, para minimizar as perdas para a população. A sociedade brasileira reconhece o trabalho dos servidores públicos neste momento difícil para a humanidade e consegue perceber, agora ainda mais, a importância dos serviços públicos. Uma homenagem especial aos profissionais que estão atuando na linha de frente, no enfrentamento desta crise sanitária de enormes proporções.

Defendemos a estabilidade do servidor público e os planos de carreira justamente porque essas características são as únicas garantias de que a população tenha a chance de ser bem atendida nas suas diferentes demandas. Toda sociedade avançada deve evitar interferências não previstas em lei em políticas públicas bem-sucedidas, o que pode, porventura, ser deletério para a própria população no curto ou médio prazos. Nessas premissas se baseiam os servidores públicos, porque devem atuar em defesa do público e para fortalecer o interesse público. A missão precípua desses profissionais, que atuam com estabilidade nos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, é servir.

Parabéns pelo nosso dia, que certamente será marcado pela defesa dos servidores públicos e das suas carreiras de estado – o que garantirá, em longo prazo, o bem-estar social, tão fundamental para o nosso povo.

Reitora da UFRJ recebe ministro da Educação

Na manhã desta segunda-feira, 26/10, a reitora da UFRJ, Denise Pires de Carvalho, recebeu o ministro da Educação, Milton Ribeiro, para reunião no gabinete da Reitoria.

O encontro foi uma retribuição à visita da reitora ao ministro, em Brasília, no início deste mês

“Conversamos sobre questões importantes para a educação brasileira como um todo, e não especificamente sobre a UFRJ, como a questão da residência médica − se continua como um programa exclusivo do MEC ou se vai para o Ministério da Saúde. Pudemos, ainda, apresentar um pouco da UFRJ para ele, como o número de alunos e de cursos, além dos desafios da Universidade, como os prédios com obras não concluídas”, disse Denise. O vice-reitor da Universidade, Carlos Frederico Rocha, também esteve na reunião.

Na opinião da reitora, receber o ministro foi positivo para que haja a percepção da grandiosidade da UFRJ. Segundo ela, a sinalização é a de que o novo titular do Ministério respeita a autonomia universitária.

Depois do encontro com a reitora, Milton seguiu agenda no Rio de Janeiro.

Mensagem da Reitoria sobre o Dia do Professor

A reitora da UFRJ, professora Denise Pires de Carvalho, emitiu mensagem nesta quinta-feira, 15/10, a todos os professores da Universidade, da creche ao pós-doutorado.

“Parabéns às professoras e aos professores, neste dia 15 de outubro de 2020. Em tempos inéditos, em que precisamos nos reinventar e nos adaptar, os professores passaram do quadro negro ou branco para a tela do computador, o que tem sido realizado em meio a dificuldades, mas com muita determinação e seriedade. Seguiremos de cabeça erguida, trabalhando para construir o futuro pela educação de qualidade”, afirma Denise.

Assista ao vídeo, em relançamento da campanha #ProfSou, coordenada pelo Complexo de Formação de Professores da UFRJ: