Comitê do Plano Diretor recebe propostas da Prefeitura Universitária

Os diretores da Prefeitura Universitária da UFRJ conheceram no último dia 22 as propostas preliminares do Plano Diretor UFRJ 2020. O urbanista e presidente do comitê técnico, Pablo Benetti apresentou o projeto e ouviu as demandas das divisões que compõem o setor. "Este encontro foi proveitoso porque traz novos subsídios ao conceito de universidade que estamos pensando", declarou Benetti. O prefeito Hélio de Mattos Alves também considerou positiva a reunião. "Todos compartilhamos com a idéia de integração interna da UFRJ e da instituição, como um todo, com a cidade do Rio de Janeiro. É importante que toda a comunidade universitária vá internalizando esta concepção", disse.
 
Para Benetti, alguns pontos debatidos deverão ser mais aprofundados para que as soluções sejam incorporadas ao futuro Plano Diretor. "Considero questões como a da iluminação pública, coleta seletiva, segurança, manutenção e código de postura fundamentais", apontou.
 
A diretora da Divisão de Limpeza Urbana, Carmen Odete Antinarelli, destacou a necessidade da implantação do sistema de coleta seletiva na universidade. "Isto é fundamental até para a utilização dos nossos resíduos em usinas verdes (que transformam lixo em energia). Também é importante a criação de uma central de compostagem", definiu.
 
Hélio de Mattos Alves sugeriu a aquisição de veículos leves e ambientalmente corretos, como motocicletas e carros elétricos, além da criação de uma central de segurança em um ponto privilegiado da Cidade Universitária. "Poderíamos construir um edifício de três andares no 'eixão', onde, no último andar ficaria instalado um posto de observação, no segundo, uma central de operações e inteligência e, no primeiro, um estacionamento", opinou.
 
O Prefeito da UFRJ lembrou ainda a necessidade de criação de códigos de postura no campus. "Não estamos querendo censurar, mas regulamentar a utilização do espaço público, como o uso de faixas, a instalação de esculturas e pichações realizadas em áreas de uso comum na Cidade Universitária", ressaltou.
 
Outros temas também foram abordados como a construção da ponte de acesso à Cidade Universitária, que deve ser iniciada no início de 2009. Sobre o destino das 400 famílias da Vila Residencial, Pablo Benetti foi otimista. "A permanência dos moradores está garantida por uma lei específica que permite a regularização fundiária para as famílias que chegaram ali antes de 2001, porém, sem o direito de venda. Em relação ao saneamento, já existe um projeto da Escola Politécnica para o tratamento de esgoto", afirmou.
 
O engenheiro Sérgio Rodrigues Siqueira, diretor da Divisão de Redes, lembrou a precariedade do sistema de águas pluviais que atualmente atende à comunidade universitária. "As nossas redes estão todas assoreadas. Sugiro pensarmos na instalação de uma nova rede de águas pluviais e não contar com a já existente", afirmou.
 
Em referência à expansão do Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), Benetti apontou a importância da definição das propostas do Plano Diretor. "A UFRJ alugou aquela área, pois não havia uma destinação específica para ela. Quando criarmos o nosso Plano Diretor, vamos saber o que queremos fazer com o nosso espaço. Ninguém questiona a importância da Petrobras para o Brasil, mas a prioridade da área é da universidade", defendeu.