FAU e EBA retornam às aulas na segunda-feira, 7/11 

foto: Jean Souza
Foto: Jean Souza

O retorno às atividades práticas e teóricas da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e da Escola de Belas Artes (EBA) será na próxima segunda-feira, 7/11. Os cursos, que somam mais de 4 mil alunos, foram os mais afetados pelo incêndio que atingiu o edifício Jorge Moreira Machado (JMM), no início do mês passado. 

A data para retorno das aulas já havia sido anunciada anteriormente pela Pró-Reitoria de Graduação (PR-1) e pelas direções dos cursos, e foi confirmada hoje à tarde, numa reunião entre a Administração Central e estudantes. 

Entre as principais preocupações apresentadas nesta terça, estão a organização do primeiro semestre letivo de 2017 e as condições de segurança no edifício, que abriga, além da FAU e da EBA, aulas dos cursos de Gestão Pública para o Desenvolvimento Econômico e Social, sete programas de pós-graduação e setores administrativos da Reitoria.

Participaram da reunião com os estudantes o reitor da UFRJ, Roberto Leher, o prefeito da Universidade, Paulo Mário Ripper, as pró-reitoras Maria Malta (Extensão) e Leila Rodrigues (Pós-Graduação e Pesquisa) e a superintendente de Graduação, Vera Nunes.

Confira um resumo das pautas discutidas, informes e encaminhamentos:

Causas do incêndio e segurança no prédio

Roberto Leher e Paulo Mário Ripper lembraram que os laudos e avaliações emitidos apontam para um superaquecimento da rede elétrica como a causa do incêndio que, no dia 3/10, atingiu o oitavo andar do edifício JMM, mais conhecido como prédio da Reitoria. A avaliação já existente é de autoria da UFRJ. Os laudos da Polícia Federal, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros são aguardados para a próxima sexta-feira. 

Não há comprometimento da infraestrutura do prédio e, por esse motivo, atividades no térreo e segundo andares estão ocorrendo desde a segunda semana de outubro. O oitavo e o sétimo andares deverão receber reforço infraestrutural. A Reitoria se comprometeu a dar publicidade aos laudos. 

Para retomada de atividades, a Prefeitura da UFRJ está instalando um gerador de 500kVA para uso de ar-condicionado e obras no Museu D. João VI. Os elevadores de carga serão religados apenas para transporte de materiais; os demais continuarão parados.

Volta às aulas e 2017/1

O reitor reconheceu que o retorno das atividades não é no melhor cenário, mas manifestou preocupação com a postergação de prazos, que poderiam comprometer calendários de aulas, férias, avaliações e outros compromissos acadêmicos. Leher afirmou que concentrar atividades no edifício JMM é importante para garantir unidade e centralidade das aulas. Segundo ele, como uma semana inteira de outubro foi dedicada à Semana de Integração Acadêmica (Siac) e não para aulas, na prática, a reposição não será extensa. 

A PR-1 vai acompanhar os contratos de professores substitutos, para que não haja discrepância entre calendário de aulas e disponibilidade de docentes.

As aulas do primeiro semestre de 2017 estão previstas para ocorrerem nas instalações provisórias. Segundo Vera Nunes, no Centro de Tecnologia (CT), Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN) e Faculdade de Letras. Caso seja necessário fazer alterações no calendário acadêmico, isso será discutido amplamente com os estudantes e as direções dos cursos. 

“Conversamos com os CAs e acordamos que ainda em novembro vamos trabalhar a preparação de 2017/1. Vamos aperfeiçoar a organicidade do espaço de cada curso”, informou o reitor. A previsão é concluir obras emergenciais ainda este ano. 

Se tudo seguir dentro do programado, as atividades terão condições de voltar ao prédio no final de 2017/1.

Leila Rodrigues disse que as aulas dos cursos de pós não foram suspensas. Estes cursos têm número menor de estudantes e se organizaram com mais facilidade.

Instalações provisórias no prédio da Reitoria

Um esforço conjunto de servidores, estudantes e trabalhadores terceirizados está garantindo a instalação provisória de mobiliário no térreo e no segundo andar do edifício. Nesses espaços, serão realizadas aulas teóricas e práticas dos cursos. “São 16 espaços para aulas práticas no mezanino e 19 no térreo”, segundo Maria Malta. “Estamos fazendo o encaminhamento necessário para montagem de toldos”, disse, já prevendo dias de chuva. 

Dez banheiros estarão disponíveis para uso. Uma sinalização de locais de aula e de equipamentos será providenciada.

Para informações gerais, o balcão na entrada do prédio terá pessoal orientado para responder às dúvidas.

A pró-reitora de Extensão informou também que, em relação às salas de informática da EBA, as Salas do Futuro do CCMN estão sendo estudadas como espaços alternativos, já com acompanhamento dos professores Carlos Terra e Madalena Grimaldi, respectivos diretor e vice-diretora da Escola. Eles estão vendo quais softwares precisam ser instalados no local provisório.

Recursos emergenciais

Em reuniões com o Ministério da Educação (MEC), a Reitoria informou demandas emergenciais não só para o edifício JMM, mas também para o Centro de Ciências da Saúde (CCS) e Instituto de Química (IQ). Elas se referem à prevenção de incêndios e adequação de instalações. O Ministério afirmou que vai liberar R$ 9 milhões para obras no prédio da Reitoria. A demanda do MEC, de justificativa para liberação de recursos emergenciais, já foi atendida. 

“Já inserimos todos os itens na conta do Simec [Sistema Integrado de Monitoração e Controle do ministério]. Estamos em condições de começar a receber recursos”, disse Leher. 

Prédio da EBA e outras obras

O prédio para construção de uma sede para a Escola de Belas Artes teve obras interrompidas depois que a empresa contratada por licitação apresentou objeções ao projeto em andamento, e faliu. O caso está na justiça e por isso não houve andamento do projeto. “Nosso empenho é fazer um acordo para não postergar o litígio jurídico”, disse o reitor. 

Roberto Leher disse também que o Escritório Técnico da Universidade acompanha as obras do prédio dos cursos de Dança e Gastronomia, algumas das prioridades, assim como a reforma da Residência Estudantil, instalação de novos módulos pré-fabricados para moradia no campus, e prédio ao lado da Letras, que receberá inicialmente a Faculdade de Educação. A missão da Reitoria é concluir obras em andamento e priorizar obras do Reuni. 

Decanos receberão estudantes

Entre os próximos compromissos, em relação aos estudantes do prédio incendiado, está a discussão de encaminhamentos com decanos da Universidade. 

Próximos informes serão publicados nos canais institucionais da UFRJ e, a pedido dos alunos, a Reitoria estuda qualificar a comunicação via Siga.