Reitoria lança campanha para incentivar economia de energia elétrica

A Reitoria lança esta semana a campanha “Essa conta é de todos”, iniciativa com apoio da Prefeitura da Universidade, cujo objetivo é reduzir o consumo de energia elétrica, uma das contas que mais pesam no orçamento da UFRJ.

As peças da campanha serão expostas ao longo do próximo ano em áreas de visibilidade, chamando atenção para hábitos do dia a dia que podem reduzir as despesas, por meio da participação consciente da comunidade universitária. 

Cartazes, banners, adesivos, entre outras peças, lembrarão a importância do uso adequado de aparelhos de ar-condicionado, computadores e outros equipamentos. Paralelamente, a Administração Central da UFRJ, com apoio de um Grupo de Trabalho, promoverá ações junto às diversas unidades acadêmicas e administrativas para incentivar a economia.

Modernização de subestações de energia elétrica, instalação de sensores para ativação luminosa automática, uso de energia solar e fiscalização de consumo por permissionários fazem parte de um pacote de medidas já em andamento.

Entretanto, a participação individual, nas salas de aulas, laboratórios e locais de trabalho, será lembrada como fator importante para cumprimento da meta. 

Conta dobrou em 2015, com aumento da tarifa

A UFRJ pode ser comparada a uma verdadeira cidade. O campus da Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, tem área superior aos bairros de Copacabana e Leme juntos. A circulação no local é de aproximadamente 100 mil pessoas por dia. O alto consumo é explicado pelo volume intenso de atividades neste e em outros campi. Ao todo, são 951 laboratórios de pequeno, médio e grande porte, muitos deles com funcionamento ininterrupto e equipamentos de alta complexidade e manutenção. 

As atividades de excelência em ensino, pesquisa e extensão são desenvolvidas também em oito hospitais, 13 museus e 41 bibliotecas, apenas para citar alguns exemplos da rotina universitária.

Em 2015, com o reajuste da tarifa, a conta da UFRJ praticamente dobrou, mesmo sem crescimento no consumo. A previsão de gastos para o ano era de R$25,5 milhões, mas com o reajuste a despesa subiu para R$46,2 milhões. O orçamento da Universidade, entretanto, não aumentou. Pelo contrário, sofreu cortes da ordem de R$120 milhões nos últimos dois anos, acarretando atrasos nas contas da Universidade.