Coppe/UFRJ realiza teste de evacuação no prédio da Reitoria

A Coppe/UFRJ e o Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro realizaram na sexta-feira (7/4) teste de evacuação inédito no país. O simulado aconteceu no prédio Jorge Machado Moreira e analisou a interação entre as pessoas e sua movimentação dentro do edifício.

Com a finalidade de calibrar um modelo operacional pioneiro que está sendo desenvolvido no Laboratório de Estruturas e Materiais do Programa de Engenharia Civil (PEC/Coppe), a iniciativa reuniu cerca de 40 alunos voluntários, cadetes do Corpo de Bombeiros e pesquisadores da Universidade. A mestranda Nathália Aquino, cuja pesquisa de dissertação originou o modelo, afirma que os testes são necessários para compreender de que maneiras as pessoas se movimentam em situações de perigo. “Após o incêndio do ano passado, decidimos modelar o prédio para ajudar na prevenção de eventos como esse e para minimizar possíveis perdas humanas.”

Segundo a aluna, a simulação, mesmo com um número reduzido de participantes, permitiu observar como as pessoas interagem tanto em situações sem obstáculos quanto naquelas em que agravantes (como fumaça e baixa luminosidade) afetama orientação. A partir das informações, o sistema poderá prever outros cenários e gerar dados como o número de possíveis vítimas e os danos materiais.

Responsável técnico pelo teste, o capitão Polycarpo enfatiza a importância dessas iniciativas, tanto para a Universidade quanto para o Corpo de Bombeiros. A simulação serviu também como teste para os cadetes, que organizaram toda a operação logística. “Essa é uma prática não só comum como obrigatória em outras países, mas muito pouco promovida no Brasil. Os alunos precisam ter simulados de incêndio como uma rotina, e este trabalho pode contribuir para isso”, ressalta.

Para Alexandre Landesmann, professor da Coppe/FAU e orientador da dissertação, o teste foi um sucesso. “A simulação mostrou aos alunos como de fato é um incêndio. Além disso, ela poderá nos auxiliar na compreensão de eventos como esse e promover melhorias muito além da UFRJ”, conclui o professor.