Servidores da UFRJ discutem políticas de comunicação

Foto: Diogo Vasconcellos

 

No dia 6/7, servidores da UFRJ que atuam na comunicação realizaram, no auditório da Casa da Ciência, mais um debate do ciclo de A Comunicação na UFRJ, com a participação de representantes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IGBE) e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Composta por representantes de instituições federais, a mesa discutiu os processos de criação e modelos de política de comunicação. Adriana Saraiva, editora do site IBGE Notícias, e Márcia Corrêa e Castro, diretora do Canal Saúde, da Fiocruz, apresentaram os documentos criados em suas instituições, citando as dificuldades pelas quais passaram e os benefícios alcançados.

Segundo Adriana Saraiva, o que motivou a criação de uma política de comunicação no IBGE foi a busca pela preservação das melhores práticas no Instituto, independentemente de mudanças na direção. “A gente queria institucionalizar a estratégia de comunicação do IBGE. O presidente do IBGE é indicado por Ministério. Tínhamos receio de que, de alguma maneira, um presidente pudesse entrar lá e decidir os rumos dessa comunicação. Confiávamos muito nos nossos processos, nossas ações, mas a gente não confiava neles”, afirmou.

Márcia Corrêa e Castro observou as semelhanças entre a Fiocruz e a UFRJ na construção da política. “Um dos desafios que nós precisamos superar é a diversidade de experiências e a multiplicidade de objetivos e finalidades, o equilíbrio entre a necessidade da norma e a questão de manter a autonomia das unidades.” Márcia apontou ainda o processo de construção como uma forma de superar as dificuldades. “Ela foi uma construção coletiva. Realmente mobilizou toda a instituição. Só não colocou uma linha na política de comunicação da Fundação Oswaldo Cruz, dentro da comunidade, quem realmente não se interessou por fazer isso porque todos os espaços públicos foram construídos.”

Após a explanação dos palestrantes, o público questionou pontos específicos do processo de criação e conceitos abordados na política. Houve uma grande ênfase na defesa de uma comunicação pública que respeite a participação social, em oposição à concentração da informação por parte dos grandes conglomerados midiáticos.

Da esquerda para direita: Adriana Saraiva (IBGE), Jean Souza (UFRJ) e Márcia Corrêa e Castro (Fiocruz). Foto: Diogo Vasconcellos

 

A política de comunicação da UFRJ

O Ciclo de Debates é uma iniciativa de um Grupo de Trabalho composto por profissionais que atuam com comunicação na UFRJ e contam com o apoio institucional da Reitoria. O objetivo é estimular uma discussão sobre a importância da Comunicação na UFRJ junto à comunidade universitária, visando a romper com uma tradição de fragmentação, levar temas relevantes para o grande público e contribuir para que a Universidade assuma papel protagonista na sociedade brasileira.