Reitoria informa novas ações após incêndio na Residência Estudantil

Hospedagem em hotel

A Reitoria da UFRJ contratou os serviços do hotel Ibis da Praça Tiradentes, no Centro do Rio de Janeiro, para hospedar 206 estudantes que ficaram sem moradia após o incêndio que afetou a ala B da Residência Estudantil, no dia 2/8. São estudantes com matrícula ativa e perfil de renda condizente com o Programa Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes), cadastrados pela Superintendência Geral de Políticas Estudantis (SuperEst).

A contratação da hospedagem foi em caráter emergencial, para o período de 30 dias, com o objetivo de prover condições dignas aos estudantes da UFRJ, muitos deles provenientes de outros estados do país e desprovidos de rede familiar no Rio de Janeiro.

A Universidade garantirá a tranferência para o hotel, ficando a logística sob responsabilidade da Prefeitura da UFRJ. Eles serão transferidos para o hotel ao longo desta terça-feira (8/8), de acordo com horários previamente levantados pela SuperEst, dando conta das necessidades individuais e compromissos acadêmicos. Serão reservados quartos triplos para acomodação.

Desde as 8h de hoje, a SuperEst, a Divisão de Segurança (Diseg) e servidores técnico-administrativos voluntários acompanharam os estudantes para a retirada de pertences. Esse encaminhamento se deu após recebimento de laudo do Corpo de Bombeiros na segunda-feira (7/8) pela Reitoria, permitindo o acesso.

A Pró-Reitoria de Graduação providenciou 2a via de carteira de estudantes.

 

Moradia após o período de hospedagem

A UFRJ tem buscado alternativas para garantir uma construção pré-fabricada na Cidade Universitária, tendo como referência experiências bem-sucedidas com módulos e outras construções provisórias. No entendimento da Reitoria, a construção modular no campus permitirá melhor acesso à rede de serviços já ofertada no local, como os três restaurantes universitários, linhas intra e intercampi de ônibus da própria UFRJ, facilidade de acesso aos ambientes de aula, entre outras vantagens.

O reitor da UFRJ, Roberto Leher, terá reunião com o Ministério da Educação nesta quarta-feira para apresentar a situação e demandas relativas à moradia estudantil na Universidade.

A UFRJ teve duas reuniões com a Secretaria Municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação, na semana passada, para estudo de alternativas de médio e longo prazo. Outra reunião ocorrerá nesta terça-feira, na Prefeitura do Rio.

 

Atendimento à saúde

A SuperEst e a Assessoria para Assuntos Hospitalares da Reitoria estão trabalhando para a promoção de melhorias na atenção à saúde dos estudantes, por meio dos canais já existentes, em especial a Divisão de Saúde do Estudante (DISAE), e outras colaborações institucionais. Quatro assistentes sociais e uma psicóloga atuam no local e um grupo de trabalho fará acompanhamentos prioritários na sexta-feira, na Residência Estudantil, às 12h (é necessário fazer cadastro no local).

Um grupo de acolhimento está sendo trabalhado pela SuperEst, em parceria com o Programa de Atenção em Saúde Mental do Estudante, do Instituto de Psiquiatria da UFRJ (Ipub).

 

Laudos

Após o ocorrido, a Prefeitura da UFRJ solicitou perícias à Polícia Federal, ao Corpo de Bombeiros, à Defesa Civil e à Coppe-UFRJ. O laudo da Defesa Civil determinou a interdição dos quartos 324 e 328, no 2o  pavimento. De acordo com a Divisão de Segurança (Diseg) da UFRJ, os apartamentos 222, 224, 226 e 228 (1o  andar) foram integralmente comprometidos. A perícia da Polícia Federal foi realizada na sexta-feira (5/8) e a Universidade aguarda emissão de laudo.

 

Reforma

Para reforma do local, a UFRJ apresentou ofício ao Ministério da Educação, na semana passada. Além de apresentar as necessidades para reabertura do local em condições apropriadas, a Reitoria solicitou ao MEC ampliação da oferta de vagas de moradia, visto que a UFRJ, atualmente, tem condições de prover assistência estudantil para apenas 15% da demanda.

 

Solidariedade tem marcado episódio

Desde a última quarta-feira, a comunidade acadêmica da UFRJ tem presenciado diversas manifestações de solidariedade por parte da sociedade carioca e da comunidade universitária. Mobilizações diversas foram organizadas para ajudar os estudantes com alimentação, materiais escolares, artigos de higiene e vestuário, entre outros.