Hesfa realiza 14ª edição de semana científica

Foto: Diogo Vasconcellos | CoordCOM/UFRJ  

De 2/10 a 4/10, o Instituto de Atenção à Saúde São Francisco de Assis (Hesfa) realizou mais uma edição de sua semana científica que, neste ano, teve como objetivo discutir a vulnerabilidade de grupos sociais. Durante os três dias, foram apresentados trabalhos científicos da área e realizados mesas-redondas e debates que giraram em torno de discutir como melhorar a assistência de saúde e acolhimento às populações vulneráveis, como moradores em situação de rua, por exemplo.

Com a presença do reitor da UFRJ, Roberto Leher, a mesa de abertura também recebeu o vereador Reimont (PT), do município do Rio de Janeiro, o diretor geral do Hesfa, Roberto José Leal, e a diretora adjunta da DDAC/Hesfa, Ana Beatriz Queiroz. Em seguida, o vereador proferiu a conferência de abertura: Populações Vulneráveis: Construindo uma Política com Equidade. Ele compartilhou com o público sua experiência política, que tem como foco as mazelas da população de rua e a defesa desse público. Além disso, Reimont também apresentou dados sobre esse grupo da sociedade, mostrando que desde 2013 o número de pessoas de rua quase triplicou, aumentando de 5.580 para 14.150. Segundo ele, compreender o fazer político é ter o entendimento de que ninguém é uma folha em branco. “Cada pessoa tem a sua história, que deve ser respeitada”, destacou o político.

Roberto Leher ressaltou que, mesmo diante das adversidades, a Universidade segue fazendo a diferença. Para ele, o fato de as periferias da cidade serem vistas como locais de uma população hostil faz com que os direitos das famílias e trabalhadores sejam ignorados, o que repercute no âmbito da saúde.  “Aqui na UFRJ estamos plantando os germes para a Universidade do futuro e esse evento está contribuindo para trazer para a Universidade uma reflexão mais profunda sobre a saúde brasileira”, destacou.

Outros temas de destaque durante a 14ª Semana Científica do Hesfa foram doenças como o HIV/Aids, tuberculose, câncer de mama e hanseníase e também outras questões sobre a saúde das populações negras, trans, femininas e também de crianças e adolescentes.