PR-5 oferece formação continuada sobre bullying e violência

Está sendo realizado, desde 24/3, o curso de aperfeiçoamento Ser Diferente, Ser Igual, uma parceria entre a Pró-Reitoria de Extensão da UFRJ (PR-5) e a Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC) do Ministério de Educação. Com o tema Bullying, Violência, Preconceito e Discriminação, o curso é oferecido a 250 professores em cinco municípios do estado do Rio de Janeiro: Duque de Caxias, Macaé, Nova Friburgo, Nova Iguaçu e Rio de Janeiro, o último com foco nas regiões da Maré e de Manguinhos.

Desenvolvido no formato de Educação a Distância (EAD), o curso é hospedado virtualmente na plataforma Moodle, com carga horária de 180 horas no ambiente virtual e 36 horas nos encontros presenciais. A formação tem a duração de seis meses e é dividida em seis disciplinas que abordam Família e Sociedade, Direitos Humanos, Relações de Gênero e Étnico-raciais, Bullying, entre outros. Para cada tema, há textos e vídeos ilustrativos e é obrigatória a participação nos fóruns online. A avaliação final levará em consideração tanto a interação dos cursistas no ambiente virtual quanto o projeto final, que deve ser realizado nas escolas e/ou comunidades de atuação dos professores.

Os polos de trabalho foram selecionados devido a ações já consolidadas da UFRJ nas localidades. Ao todo, 50 vagas foram oferecidas para cada município, todas para profissionais da educação básica de escolas públicas. Ao longo dos seis meses, os cursistas se encontrarão quatro vezes com os tutores e organizadores a fim de articular os conteúdos apreendidos no ambiente virtual com a prática profissional cotidiana.

Com a coordenação de Carla Dias, superintendente de Integração e Articulação da Extensão, a formação foi desenvolvida em conjunto com integrantes da PR-5 e do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos (Nepp-DH). Além disso, 16 tutores atuam diretamente com os cursistas, dez deles a distância e seis com foco nos encontros presenciais.

Carla defende que a escola tem uma responsabilidade social grande e que, por isso, os desafios são muitos para diminuir o sofrimento dos estudantes. “Muitas vezes a evasão escolar está ligada à não aceitação, à gordofobia, ao racismo, à homofobia... Vamos debater para que cada professor possa construir a melhor maneira de tratar isso na sua realidade”, explica. A proposta é de que as tarefas tenham uma base empírica de vivência, e não do ponto de vista acadêmico.

A aula inaugural do curso Ser Diferente, Ser Igual aconteceu no dia 10/4, no Centro de Referência da Mulher (CRM), e contou com a presença da pró-reitora de Extensão, Maria Malta.