Escola Politécnica tem liderança feminina pela primeira vez

Foto: Tassia Menezes | Coordcom/UFRJ

No gabinete da Direção da Escola Politécnica da UFRJ (Poli), uma das mais antigas da Universidade, uma mulher assume a gestão dos 14 cursos de Engenharia pela primeira vez. Com uma trajetória que se iniciou na própria UFRJ, Cláudia Morgado acumula várias experiências: como professora, orientadora e gestora. Agora, como diretora da Poli desde abril, ela quer aproveitar a oportunidade para levar à Escola discussões sobre diversidade e respeito, a fim de garantir que todo estudante seja bem acolhido.

Com cursos de Engenharia Ambiental, Básico, Civil, Computação e Informação, Controle e Automação, de Materiais, de Petróleo, de Produção, Elétrica, Eletrônica e de Computação, Mecânica, Metalúrgica, Naval e Oceânica e Nuclear, a Poli tem, em sua maioria, alunos e professores do sexo masculino, embora esteja aumentando o número de alunas que buscam os cursos da Escola. Ainda assim, Claudia afirma que sente a responsabilidade de ser o primeiro mandato feminino em 225 anos, apesar de isso não ter sido uma meta para ela.

É essa posição atual que permite que Cláudia tenha contato com reclamações de assédio sofrido por alunas, como os relatados a ela pelo Coletivo ComCiência Feminina. Para a diretora, esse é um condicionamento que precisa ser trabalhado e para isso a gestão está planejando realizar debates que reúnam pessoas especializadas e estatísticas, tanto do Ministério Público quanto da Ouvidoria da UFRJ a fim de conscientizar as pessoas. “A gente tem que garantir que a pessoa entre na Escola e que ela seja bem acolhida; que ela não vai sofrer nenhum tipo de moléstia, nem moral nem de ordem nenhuma, pra que ela possa fazer bem o seu curso e se formar”, explica a diretora.

Formada em Engenharia Civil pela UFRJ, com mestrado em Engenharia Civil pela UFF e doutorado em Engenharia de Produção pela Coppe/UFRJ, Cláudia Morgado é docente na UFRJ desde 1997. Já no ano seguinte, tornou-se Diretora Adjunta de Administração e Pessoal e, desde então, foi unindo a docência com outras funções, tendo atuado como conselheira do Conselho de Ensino para Graduados (CEPG) durante sete anos e também como presidente da Câmara Mista CEG/CEPG.