Matriz Andifes: perfil do aluno e recursos financeiros

Você já se perguntou como são feitos os cálculos para repasse de verbas e alocação de recursos nas universidades brasileiras? As Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) no país possuem diferentes fontes de recurso, entre elas a renda própria e as emendas parlamentares, mas a principal fonte de orçamento é o investimento do governo por meio do Ministério da Educação (MEC). E, para chegar ao total investido, é utilizada a Matriz Andifes, metodologia que reúne uma série de indicadores para alocação de recursos nas Ifes.

Com o decreto presidencial nº 7.233, de 19 de julho de 2010, foram feitas mudanças significativas no modo como o orçamento era dividido entre as universidades brasileiras. Com as alterações, o sistema passou a ser compreendido de maneira heterogênea, procurando enxergar as características e particularidades de cada instituição.

A partir dessas mudanças, nasceu a metodologia da Matriz Andifes, que busca fornecer dados específicos para a compreensão do perfil dos estudantes de cada universidade. O principal indicador utilizado pela matriz é o aluno-equivalente, empregado para fins de análise dos custos de manutenção dos estudantes. São analisados diversos dados para compor esse indicador, como curso, turno, local, tempo médio de permanência, entre outros, nos níveis de graduação, mestrado, doutorado e residência médica. Também são levados em conta os gastos das universidades com as despesas gerais de custeio.

Para promover uma matriz eficiente, é necessária uma série de levantamentos junto às universidades para conhecer de maneira mais aprofundada as instituições e seus estudantes. Uma das ferramentas é a V Pesquisa do Perfil Socioeconômico dos Estudantes das Universidades Federais, que traça o retrato dos alunos da graduação, fornecendo dados para compreender o cenário da educação superior pública no país.

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