Restrições orçamentárias afetam a UFRJ e as políticas estudantis

A Universidade é um espelho da sociedade da qual faz parte. Depois de anos de crescimento, com a expansão das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes), as universidades sofrem os efeitos da crise econômica e política no Brasil.

O orçamento da UFRJ é, em sua maior parte, oriundo do Ministério da Educação (MEC). Desde 2014, no entanto, o repasse de verbas vem sofrendo cortes constantes. Mesmo os orçamentos aprovados na Lei Orçamentária Anual (LOA) sofrem contingenciamento de repasses durante o período de vigência, tornando a situação ainda mais delicada e prejudicando o planejamento a longo prazo.

Dos recursos liberados neste ano, mais de 525 milhões de reais serão destinados ao custeio, ou seja, manutenção de serviços como limpeza, segurança, alimentação, entre outros. Os recursos de investimento, por sua vez, somam mais de 28 milhões e podem ser usados na aquisição de equipamentos e obras, por exemplo.

A UFRJ conta também com fonte de receita própria, como o aluguel de imóveis e espaço para permissionários dentro de seus campi. Desse orçamento, mais de 380 milhões serão usados para custeio e 7 milhões para investimento.

As políticas estudantis, assim como toda a Universidade, são sensivelmente afetadas pelos cortes. Os investimentos para apoio aos alunos são oriundos do Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes) e, também, das verbas de custeio da própria universidade.

Conhecer quem é o estudante e de que maneira a Universidade pode colaborar para sua permanência é lutar por um maior investimento na educação superior pública. Participe da V Pesquisa do Perfil Socioeconômico dos Estudantes das Universidades Federais e ajude a construir uma Universidade melhor.

 

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