Pesquisa traça perfil do estudante e mostra a cara da Universidade

A Associação Nacional de Dirigentes das Instituições Federais de Ensino (Andifes) e o Fórum Nacional dos Pró-Reitores de Assistência Estudantil (Fonaprace) realizam, até o dia 30/6, a V Pesquisa do Perfil Socioeconômico dos Estudantes das Universidades Federais. A iniciativa busca compreender o perfil do estudante de graduação, a fim de criar políticas de assistência estudantil e melhorias para o ensino superior no país.

Com sua primeira edição realizada em 1996, o levantamento mostrou a cara das universidades públicas brasileiras. As quatro edições anteriores acompanharam o período de expansão do ensino superior federal, com o Reuni, o crescimento dos investimentos no setor e a implementação e fortalecimento da política de cotas, além de outras modificações em quase duas décadas de pesquisa.

A pesquisa evoluiu nos últimos anos e não se limita apenas a analisar o perfil socioeconômico do estudante, mas também outras características, como a saúde física e mental, as condições de estudo e as expectativas de vida após a universidade. Todos esses dados compõem um perfil que balizará os investimentos na educação superior no país.

Segundo Camila Baz, superintendente de políticas estudantis, a pesquisa auxilia a construção do perfil do estudante a ser utilizado pelo Plano Nacional de Assistência Estudantil (Pnaes). “A pesquisa é, principalmente, de uso político, mas tem muitos efeitos práticos. Com ela, caíram muitos tabus sobre quem está na universidade”, afirma.

O documento resultante da última edição da pesquisa, realizada em 2014, mostra uma universidade com forte presença feminina e um crescente percentual de negros e de camadas mais pobres da população, mesmo nos cursos tradicionalmente considerados elitistas.

Os resultados das últimas edições mostram também um esforço das universidades em criar políticas estudantis capazes de manter esses alunos nas instituições, diminuindo os índices de evasão. Para Baz, os dados retirados das pesquisas são capazes de evidenciar a importância das atividades de assistência para assegurar que os alunos continuem em seus cursos de maneira plena.

O levantamento deste ano auxiliará a defesa das políticas estudantis atuais, identificando a eficácia do que já foi feito, além de embasar a criação de novas formas de assistência e a melhoria das já existentes. “Nossos esforços são para transformar o Pnaes em lei, para que possamos garantir sua existência e fortalecimento”, explica Baz.

Participe da pesquisa e ajude a melhorar a Universidade.  

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