UFRJ manifesta apoio ao CNPq e ao MCTIC

Cientista manipula tubos de ensaio. Ao fundo, tela com gráficos
foto: AEB/MCTIC

Na última quinta-feira, 22/8, o Conselho Universitário (Consuni), órgão máximo da UFRJ, emitiu moção de apoio ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

 

Leia na íntegra:

 

As Universidades de pesquisa, cuja base é a indissociabilidade do ensino, da pesquisa e da extensão, iniciaram as suas atividades no Brasil entre as décadas de 20 e 30 do século XX, o que propiciou a criação do CNPq, em 1951, com o intuito de sistematizar e institucionalizar o fomento à pesquisa e de promover o desenvolvimento do país. A pós-graduação foi institucionalizada no Brasil a partir de 1965, com o parecer Sucupira. O Brasil levou décadas para construir os fundamentos da pós-graduação e da pesquisa de qualidade, atualmente reconhecida internacionalmente em várias áreas do conhecimento.

A projeção internacional que nos orgulha vem sendo construída às custas de investimento governamental visionário. Deste modo, será desastroso para o ensino, a pesquisa e o desenvolvimento tecnológico deste país a descontinuidade deste financiamento neste momento.

Os cortes, além de sopear a formação em andamento dos alunos de pós-graduação, atingem o coração da mais importante e única iniciativa de estímulo à vocação científica no mundo: o Programa Institucional de Iniciação Científica – PIBIC.

Desta forma, o Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que representa a comunidade acadêmica da mais antiga instituição de ensino superior do Brasil, berço da pós-graduação e da pesquisa e desenvolvimento científico e tecnológico do país, reunido em sessão de 22 de agosto de 2019, solicita que o orçamento do MCTIC, assim como o do CNPq, sejam imediatamente recompostos, sob pena de haver enorme e irremediável desmonte do sistema educacional de maior qualidade e orgulho para a nação brasileira, o ensino superior público. Sistema este, vale destacar, que é responsável por mais de 95% da produção científica nacional.

A UFRJ está em consonância com os anseios da sociedade brasileira que não aceita retrocessos na área de educação, ciência e tecnologia.

Profª Denise Pires de Carvalho
Reitora