COVID-19: ações tornam UFRJ referência no acompanhamento da crise

Mulher de jaleco caminha no corredor do Hospital Universitário. No fundo da imagem, pacientes aguardam sentados em cadeiras.
HU será referência para COVID-19 Foto: Raphael Pizzino - Coordcom/UFRJ

* Atualizado em 11/3, às 12:21.

A UFRJ vem desenvolvendo uma série de iniciativas no combate à epidemia mundial da COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus surgido na China no final de 2019. Para o acompanhamento da crise foi criado um grupo de trabalho multidisciplinar com pesquisadores da área da saúde a fim de desenvolver ações de orientação, diagnóstico e tratamento de possíveis casos da doença.

Até o momento são mais de 74 mil infectados e cerca de 2 mil mortes, apenas na China. Outros 30 países já tiveram casos positivos e mortes relacionadas ao vírus. No Brasil,  mais de 30 paciente foram testados positivos. A crise, que atingiu seu ápice no final de janeiro, é considerada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) uma emergência de saúde pública global, condição apenas alcançada quando um evento demanda uma ação internacional imediata por superar as fronteiras do país inicialmente afetado.

Roberto Medronho, professor da Faculdade de Medicina, conta que a UFRJ atua em três objetivos principais: 1) produzir material de orientação para a comunidade acadêmica, 2) estruturar um fluxo para atender possíveis casos suspeitos, 3) criar grupo de pesquisa para elaborar projetos que proporcionem um maior entendimento do tema, tanto do ponto de vista epidemiológico quanto clínico e virológico.

“O grupo de trabalho procurou abranger os mais importantes aspectos dos problemas. Ressalto, no entanto, que ele está aberto a colegas que queiram contribuir com sua expertise, tendo em vista ser um problema muito complexo com impacto em várias áreas do conhecimento.”, disse Medronho.

Para orientar o público, o grupo de trabalho produziu um boletim com informações sobre a origem do vírus, a forma de transmissão, os sintomas causados e as medidas de prevenção. O documento também traz uma análise sobre a possibilidade de ampliação da disseminação da COVID-19 pelo mundo e da chegada da doença no Brasil. Segundo o informativo, “a estratégia para evitar a disseminação da doença baseia-se na detecção precoce e isolamento adequado dos casos que possam acontecer em pessoas provenientes de outros locais”.

Com essa possibilidade em mente, o grupo pesquisa formas mais rápidas e acessíveis para diagnóstico e prevenção da doença. O Laboratório de Virologia Molecular do Instituto de Biologia, coordenado pelo professor Amilcar Tanuri, já padronizou testes para detectar a COVID-19.

Durante a Plenária de Decanos e Diretores, a reitora, Denise Carvalho, afirmou que o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho será referência para o atendimento de casos de coronavírus. “Contaremos com enfermarias de isolamento e também, muito provavelmente, leitos de CTI com isolamento, caso necessário.”

Para Medronho, o enfrentamento de um problema grave e com repercussão mundial por parte da UFRJ é mais um exemploda grande importância que as universidades têm para o país. “Elas são fundamentais não apenas para formar cidadãos éticos, competentes e compromissados socialmente, mas também para produzir conhecimento, visando a uma melhor qualidade de vida e a uma sociedade mais justa e igualitária. Para tal, é essencial que tenhamos autonomia universitária e financiamento adequado”, concluiu.

Leia o Boletim Técnico na íntegra.