Coronavírus: Ministério da Saúde muda protocolo sobre uso de máscaras

Homem de perfil utilizando máscara
EPIs descartáveis para uso profissional Foto: Artur Moês - Coordcom/UFRJ

Durante coletiva de imprensa no dia 31/3, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que sua equipe trabalhava na mudança de protocolo sobre o uso de máscaras faciais. No início da pandemia, o uso exclusivo de máscaras – modelo descartável − era para profissionais da saúde e pacientes infectados pela COVID-19. Com a mudança de protocolo, os Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) passaram a ser recomendados para uso geral, mas na versão em pano. As proteções descartáveis continuam de uso prioritário para atendimento de saúde.

Entre os especialistas, os debates sobre a eficácia das máscaras ainda não chegaram a uma conclusão definitiva, mas tanto o Ministério da Saúde (MS) quanto a Organização Mundial da Saúde (OMS) vêm orientando para o uso. Diante da questão, o Grupo de Trabalho Multidisciplinar para Enfrentamento da COVID-19 e a Escola de Enfermagem Anna Nery (Eean), ambos da UFRJ, produziram uma cartilha informativa para tratar do assunto.

Segundo a publicação, o EPI deve ser utilizado em locais públicos em que não seja possível manter a distância segura recomendada pelos órgãos de saúde, como, por exemplo, em mercados e transportes públicos. Porém, os especialistas que assinam o documento enfatizam que o uso tão somente da máscara não é totalmente eficiente. Precisa ser acompanhado da correta e regular higienização das mãos e superfícies, além do distanciamento social.

Os materiais mais indicados para a confecção das máscaras são o tricoline e as malhas (de camiseta, por exemplo) com no mínimo 65% de algodão, tecidos não elásticos, de mais fácil higienização e reutilização. É necessário, ainda, que a máscara tenha, no mínimo, duas camadas de tecido para que o poder de filtragem seja efetivo.

Entre as principais orientações dos especialistas para o uso das máscaras, está o cuidado com a higienização e com a forma de utilização. O equipamento só pode ser usado durante duas horas e deve ser trocado quando necessário, sendo sempre esterilizado quando retirado do rosto: colocá-lo de molho em uma solução de hipoclorito, deixar secar e passar a ferro em seguida.

Os cuidados com colocação e retirada da máscara precisam ser respeitados. Ao vesti-la, a pessoa deve segurar pelos elásticos e acomodar nela todo o queixo, boca e nariz. Na retirada, o processo também se dá por meio das alças, sem tocar na frente da máscara.

“Diante das evidências disponíveis sobre a disseminação do novo coronavírus, o uso de máscara caseira pode oferecer uma barreira contra a contaminação por gotículas e reduzir a disseminação do vírus na população, desde que seja associado às seguintes medidas de prevenção, visando interromper o ciclo do novo coronavírus: higienização frequente e rigorosa das mãos, objetos e superfícies com água e sabão ou álcool 70%, cuidados com roupas, sapatos e utensílios de uso pessoal, distanciamento de 2 metros entre as pessoas”, afirma o texto produzido pelo GT e pela Eean.

Leia o documento na íntegra aqui.