UFRJ cria máscaras baratas e confiáveis para proteger da COVID-19


foto: Ana Marina Coutinho (Coordcom/UFRJ)

Baixo custo e facilidade de confecção são as principais vantagens das máscaras faciais que estão sendo desenvolvidas por Lisandra Rodrigues Risi, doutoranda do Programa de Pós-graduação stricto sensu da Escola de Enfermagem Ana Nery (UFRJ) e professora da Faculdade de Enfermagem da Uerj. Com o uso de um elemento filtrante de celulose, que pode ser encontrado até em supermercados, a confecção de máscaras caseiras, com dupla camada em tecido de algodão, proporciona uma barreria física e microbiológica segura para a população. A máscara poderá ser alternativa em casos de desabastecimento e escassez de equipamentos de proteção individual para profissionais de saúde no enfrentamento da COVID-19, que já levou a óbito milhares de brasileiros.


imagem: colagem sobre fotos - Eean/UFRJ

As máscaras já foram submetidas a testes físicos e agora passam por testes microbiológicos, que exigem prazo maior de análise. “É preciso esperar o desenvolvimento de culturas dos agentes patogênicos”, argumentou a professora, que é orientada no doutorado pelo professor Alexandre Barbosa de Oliveira, líder do Grupo de Ensino, Pesquisa e Extensão de Saúde em Emergências e Desastres ─ Gepesed (UFRJ). Os testes estão sendo realizados no laboratório da Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde (rede Reblas), validado pela Anvisa e chancelado pelo Inmetro.

De acordo com Lisandra, o custo de produção de cada unidade deve ficar próximo de 5 reais. “A máscara pode ser lavada, conforme as orientações do Ministério da Saúde. A inserção do filtro de celulose, popularmente usado como coador de café, aumenta a barreira de proteção. Ela pode ser produzida tanto em escala industrial como por qualquer pessoa que tenha local apropriado para desenvolver atividades de costura e confecção têxteis”, afirmou.

A doutoranda explicou que, nos testes de permeabilidade do ar das máscaras faciais com filtro de celulose, o elemento filtrante foi de 8,6, sob aplicação de uma pressão de 125 (PA) em uma área de 20 centímetros quadrados. “Em comparação com os resultados dos ensaios de máscaras comercializadas para uso profissional, os testes nos mostraram que as camadas fazem a retenção das partículas de forma efetiva”, esclareceu ela.