Aplicativo da UFRJ que ajuda a identificar COVID-19 é usado no país


foto: Artur Moês (Coordcom/UFRJ)

O aplicativo Minha Saúde, desenvolvido pela Lemobs – empresa residente da Incubadora de Empresas do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe/UFRJ) –, despertou o interesse da Confederação Nacional de Municípios (CNM) por facilitar o diagnóstico da COVID-19, doença provocada pelo novo coronavírus. Mais de 10 mil pessoas já baixaram a ferramenta, que é gratuita e está disponível no Google Play e App Store.

Por meio de chamada pública, a CNM selecionou a solução e, desde o início do mês, está divulgando a ferramenta e sua relevância para os 5.570 municípios do Brasil. O aplicativo permite realizar uma autoavaliação, que, embora não substitua o diagnóstico clínico que deve ser feito exclusivamente por um médico, pode indicar a necessidade de monitoramento diário de sintomas como temperatura e pressão, gerando pontuações de risco e análises por parte das Secretarias de Saúde.

A tecnologia começou a ser implantada no município de Teresópolis, Região Serrana do estado do Rio, onde o prefeito determinou que, para retomarem suas atividades, todas as empresas deverão ter seus funcionários utilizando o aplicativo a fim de protegerem os clientes e a si próprios. Uma vez identificada uma diferença no estado de saúde que possa indicar COVID-19, o funcionário e a empresa terão de acionar o serviço hospitalar, pelo próprio aplicativo, para receberem as orientações pertinentes.

Segundo André Assis, médico e presidente da ProntLife (uma das empresas parceiras do aplicativo), os dados obtidos na autoavaliação indicam se a pessoa faz parte do grupo de risco, se apresenta sintomas de alarme, se tem alergia a algum medicamento sintomático usado para aliviar sintomas, como dipirona, paracetamol e AS. “Dependendo do caso, seguindo diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e das autoridades públicas de Saúde, o aplicativo alertará o usuário, sugerindo que procure o serviço de Saúde mais próximo, fornecendo número de telefone e WhatsApp de contato”, afirma Assis.

Juazeiro do Norte (CE) também adotou o aplicativo. Lá, ele foi lançado no dia 2/6 pelo prefeito e pelo secretário de Saúde. Em 14/6, a Prefeitura emitiu um decreto determinando que empresários, comerciantes e prestadores de serviços monitorem seus funcionários usando o aplicativo Minha Saúde.


foto: Artur Moês (Coordcom/UFRJ)

Até o momento, oito cidades mineiras também já utilizam o app. Santa Rita do Sapucaí, Paraguaçu e Elói Mendes aderiram logo assim que a ferramenta foi disponibilizada, na primeira quinzena de maio. Na sequência, a ferramenta foi implantada em Ouro Fino, Jacutinga, Monte Sião, Inconfidentes e Bueno Brandão. Nesses municípios, as informações cadastradas pelo usuário já podem ser acompanhadas pelas Secretarias de Saúde, por meio de um programa on-line que não precisa ser instalado no computador.

Segundo Sérgio Rodrigues, presidente da Lemobs, o programa foi estruturado de forma que os profissionais das Secretarias de Saúde possam organizar o conteúdo seguindo os protocolos de segurança da informação, como determina a Lei Gral de Proteção de Dados. “Como o aplicativo é georreferenciado, a Secretaria Municipal de Saúde poderá monitorar os sintomas do cidadão e saber onde ele se encontra, facilitando a identificação de focos da pandemia. Além disso, o usuário poderá, futuramente, consultar todos os dados registrados, além de manter um canal direto com os serviços de Saúde”, explica Rodrigues, também pesquisador do Laboratório do Futuro da Coppe/UFRJ.

Além de atender às necessidades dos municípios, a ferramenta pode ser configurada para que empresas e planos de saúde possam oferecer o serviço a seus associados e também para que empresas prestem serviço de acompanhamento médico on-line aos seus funcionários.

 

App é livre para uso

De acordo com Rodrigues, todos os interessados podem utilizar o aplicativo, mesmo que não haja conexão direta com uma Secretaria de Saúde. Nesse caso, uma pessoa que desconfie que está com um dos sintomas da COVID-19 poderá consultar os dados do Ministério da Saúde disponibilizados no aplicativo, junto com o número direto de contato para tirar dúvidas.

Além disso, é possível acessar o mapa das Unidades de Saúde, indicando as mais próximas. Até 15/6, foram registrados downloads de usuários em 15 estados, envolvendo 100 municípios, sendo 27 somente no Rio de Janeiro. Mais de 10 mil usuários já baixaram o aplicativo.

O app Minha Saúde é fruto de uma parceria entre a Lemobs, a empresa ProntLife, o Laboratório do Futuro do Programa de Engenharia de Sistema e Computação (Pesc) da Coppe, o Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC) e a Universidade Federal de Itajubá (Unifei).

Saiba como baixar o aplicativo na página do App Minha Saúde.

Da Assessoria de Comunicação da Coppe/UFRJ, com adaptações