A vida durante a pandemia

Foto de Mutuha Mehinaku Kuikuro, egresso do Museu Nacional

Escrever para registrar, expressar, curar. Pensando em maneiras de passar pela pandemia da COVID-19, estudantes e egressos da pós-graduação da Universidade Federal do Rio de Janeiro e da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) decidiram escrever sobre seu cotidiano e, assim, criaram o site Corpos que Falam.

A iniciativa partiu do Núcleo de Pesquisas Linguísticas (Nupeli) e do Laboratório de Antropologia e História (LAH), ambos vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (PPGAS/MN), que se uniram ao Programa de Pós-Graduação em História da Ciência e da Saúde da Casa de Oswaldo Cruz (PPGHCS/COC).

Como se alimentassem um caderno de campo, os estudantes publicam, em formato livre, textos e imagens sobre suas experiências em quarentena. E tentam responder às seguintes perguntas, conforme registra o site: “Quais são os impactos da pandemia entre estudantes de pós-graduação? De que maneira jovens estudantes provenientes de outros estados, aldeias, países, comunidades tradicionais, periferias, e diversos gêneros, raças e orientações sexuais, vêm refletindo sobre os impactos da pandemia e das medidas sanitárias que visam ao seu enfrentamento?”

A curadoria é feita por discentes e docentes ligados aos dois programas. O resultado revela olhares sensíveis sobre a realidade e escutas apuradas de si e do outro. Vale a pena conhecer!