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No Dia Mundial da Saúde, UFRJ abre ano letivo com aula magna sobre o SUS e anuncia investimento no Complexo Hospitalar

No Dia Mundial da Saúde, celebrado na terça-feira, 7/4, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) abriu o ano letivo com a aula magna do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ao longo do dia, o reitor Roberto Medronho participou de uma agenda conjunta com o ministro, que incluiu o anúncio de investimentos em institutos ligados ao Complexo Hospitalar, a inauguração do Memorial da Pandemia, no Centro do Rio, e a regulamentação da profissão de sanitarista.

A programação começou  no Centro de Ciências da Saúde (CCS), onde cerca de 500 estudantes, professores e técnicos lotaram o Auditório Professor Rodolpho Paulo Rocco, o Quinhentão, para acompanhar a aula magna de Padilha com o tema “35 anos do SUS e os próximos desafios”.

Durante a apresentação, o ministro destacou os avanços do Sistema Único de Saúde (SUS) ao longo de mais de três décadas, como a redução da mortalidade infantil, a ampliação da atenção primária e o fortalecimento de políticas públicas de acesso à saúde. Também apontou desafios contemporâneos, como o combate ao negacionismo, os impactos das mudanças climáticas e o envelhecimento da população.

“O Sistema Único de Saúde é a política pública com maior impacto na redução das desigualdades no Brasil. Todos os indicadores relacionados à vida melhoraram depois da sua criação”, afirmou o ministro.

Ao lado de Padilha, o reitor destacou o papel histórico da universidade pública na construção do sistema de saúde e na formação de profissionais.“É com muita honra que a universidade recebe o ministro Padilha, uma das figuras fundamentais na reforma sanitária que levou à criação do Sistema Único de Saúde”, disse Medronho.

Investimento no Complexo Hospitalar

Antes da aula magna, Padilha e Medronho assinaram contrato de adesão que destina R$ 9 milhões a institutos ligados ao Complexo Hospitalar da UFRJ. Com o recurso, seis unidades passam a integrar o Programa Nacional de Qualificação e Ampliação dos Serviços prestados por Hospitais Universitários Federais integrantes do SUS (PRHOSUS): os institutos de Psiquiatria (Ipub), de Ginecologia, São Francisco de Assis (HESFA), de Doenças do Tórax, de Neurologia e do Coração.

A medida amplia a capacidade de atendimento, fortalece a formação de profissionais e impulsiona a produção científica em saúde, além de integrar de forma mais estruturada essas unidades à rede do SUS.

Durante a assinatura, Padilha reforçou a relevância do sistema público de saúde no país. “Com o SUS, o Brasil vive mais. O Sistema Único de Saúde é a história da política pública com maior impacto e maior capilaridade no enfrentamento à desigualdade social”, argumentou o ministro.

Encerrando a agenda do dia, o reitor participou de evento no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Centro do Rio, que marcou o lançamento do Memorial da Pandemia. O espaço homenageia as mais de 700 mil vítimas da covid-19 no Brasil e busca preservar a memória coletiva sobre o período.

Durante a cerimônia, o ministro Alexandre Padilha destacou a importância da memória na construção de políticas públicas e na valorização da ciência. “A memória é para dar conforto e visibilidade, e também para construir uma consciência social para que nunca mais se repita o que tivemos na Covid-19 no Brasil”, observou Padilha.

Regulamentação da profissão de sanitarista

Ainda no contexto do Dia Mundial da Saúde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que regulamenta a profissão de sanitarista, uma demanda histórica da área.

Medronho, que participou das etapas iniciais desse processo quando esteve à frente do Instituto de Saúde Pública da UFRJ, destacou a importância da medida. “Tive a oportunidade de contribuir no processo inicial de regulamentação da profissão de sanitarista. Agora, vou solicitar também meu registro como sanitarista, somando às minhas especializações como pediatra, infectologista e epidemiologista.”

A regulamentação reconhece formalmente uma carreira estratégica para o funcionamento do SUS e para a formulação de políticas públicas em saúde. “Iniciamos essa discussão no início dos anos 2000, com a criação do curso de saúde coletiva. Ver a regulamentação da profissão de sanitarista se concretizar agora é motivo de muito orgulho”, comemorou o reitor.

Texto contém informações retiradas da matéria do repórter João Vitor Prudente, do portal da Rede Minerva