Os 15 anos da Superintendência-Geral de Tecnologia da Informação e Comunicação (SGTIC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foram celebrados, nesta sexta-feira (10/7), em uma cerimônia marcada por lembranças sobre a criação da área e reflexões sobre os desafios da transformação digital da universidade. Reunidos no Salão Nobre do Conselho Universitário, gestores que participaram dessa trajetória destacaram como a tecnologia deixou de ser um serviço de apoio para se tornar uma estrutura essencial ao funcionamento da instituição.
Em seu discurso, o reitor Roberto Medronho afirmou que a comemoração vai além de uma data simbólica e representa o reconhecimento de uma equipe que sustenta diariamente o ensino, a pesquisa, a extensão, a assistência e a administração da UFRJ.
“A tecnologia deixou de ser apenas uma área de apoio. Tornou-se parte essencial da missão universitária”, afirmou. Para o reitor, investir em infraestrutura digital significa fortalecer a produção científica, ampliar a capacidade de inovação e contribuir para a soberania nacional. “Defender a tecnologia pública é defender o conhecimento. Defender o conhecimento é defender a soberania”, destacou.
A atual superintendente da SGTIC, Ana Maria Ribeiro, relembrou sua própria trajetória na UFRJ para mostrar como a evolução tecnológica acompanhou a história da universidade. Das primeiras experiências com cartões perfurados às páginas iniciais da UFRJ na internet, ela destacou que a tecnologia passou a ocupar um papel estratégico em todas as áreas da instituição.
Segundo Ana Maria, a regulamentação recente das competências da SGTIC pelo Conselho Universitário marca uma nova etapa para a Superintendência, que hoje atua em áreas como governança digital, segurança da informação, inteligência artificial, redes, desenvolvimento de sistemas e infraestrutura tecnológica.
“Quem olha para a TIC apenas como infraestrutura não percebe seus inúmeros tentáculos e sua interface com todas as áreas”, disse. Ela também apontou projetos como o supercomputador Fênix, as parcerias com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Faperj e Huawei e a elevada qualificação da equipe técnica da Superintendência.
A professora Cláudia Werner, primeira superintendente da SGTIC, recordou os desafios enfrentados na criação da estrutura em 2011. Ela lembrou que recebeu o convite do então pró-reitor Carlos Levi após participar de um workshop sobre o futuro da tecnologia na universidade e assumiu a missão de organizar uma equipe que ainda era pequena para atender a uma instituição em expansão.
Cláudia recordou a elaboração do primeiro Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTIC) e a criação do então Conselho Gestor de TIC, iniciativas que ajudaram a estruturar a política de tecnologia da UFRJ. Para ela, os desafios continuam, embora assumam novas formas. “As tecnologias mudam. Os problemas continuam os mesmos, apenas com outra roupagem”, resumiu, ao exultar o fortalecimento da governança digital da universidade.
Também presente à cerimônia, o ex-reitor Carlos Antônio Levi relembrou o contexto que levou à criação da SGTIC. Segundo ele, já era evidente que a revolução digital transformaria rapidamente a universidade e exigiria uma gestão específica para responder às novas demandas.
“A transformação acontecia com muita intensidade e rapidez, e era preciso preparar a UFRJ para essa nova realidade”, afirmou, lembrando que um dos primeiros desafios da época foi modernizar a infraestrutura tecnológica da universidade.
A vice-reitora Cássia Turci salientou que celebrar os 15 anos da SGTIC significa reconhecer uma área que mantém a universidade permanentemente conectada e em funcionamento. Ela observou que, muitas vezes, a comunidade universitária só percebe o trabalho da Superintendência quando ocorre algum problema técnico.
Durante a cerimônia foram feitas homenagens aos ex-superintendentes, aos servidores que integram a SGTIC desde sua criação e ao analista de tecnologia da informação Márcio Ayala, homenageado in memoriam na presença de seus familiares.




