Escola de Serviço Social da UFRJ empossa nova diretoria em solenidade marcada por afeto e representatividade

O auditório da Escola de Serviço Social (ESS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Campus da Praia Vermelha, foi palco, na sexta-feira, 21/8, de uma emocionante cerimônia de posse da nova diretoria da instituição. Com o auditório ornamentado e repleto de estudantes, docentes, técnicos administrativos e trabalhadores terceirizados, a professora Gracyelle Costa Ferreira assumiu o cargo de diretora, tendo ao seu lado o professor Luis Eduardo Acosta como vice-diretor.

A solenidade, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, marcou a transição da gestão liderada anteriormente pelos professores Ana Izabel Moura de Carvalho e Guilherme Silva de Almeida. Também compuseram a mesa de honra da cerimônia a vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci, e o decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), Vantuil Pereira.

Durante a cerimônia, o reitor Roberto Medronho resgatou a história da Escola de Serviço Social, iniciada na década de 1930, ainda na Universidade do Brasil, consolidando-se como referência intelectual nacional e internacional. Medronho homenageou os professores eméritos José Paulo Netto e Carlos Nelson Coutinho, reafirmando que a excelência acadêmica não se dissocia do compromisso prático com a sociedade.

Reitor Roberto Medronho participou da cerimônia na ESS | Foto: Divulgação (SGCOM/UFRJ).

“Nossa missão não é formar técnicos para o mercado de trabalho, é formar cidadãos para transformar o mundo. Dirigir uma unidade universitária é assumir a responsabilidade de cuidar das pessoas, defender a pluralidade, promover o diálogo e, ao mesmo tempo, preservar a inquietação intelectual que faz uma universidade avançar”, destacou o reitor.

Despedida emocionada dos ex-diretores 

Os diretores que estão deixando a gestão da ESS expressaram profunda gratidão pela jornada à frente da instituição. O professor Guilherme de Almeida destacou o papel fundamental dos técnicos administrativos e recorreu à poesia de Cora Coralina para resumir o sentimento de dever cumprido: “O que vale da vida não é o ponto de partida, e sim nossa caminhada”.

Mesa de honra da cerimônia de posse na ESS | Foto: Divulgação (SGCOM/UFRJ).

Por sua vez, a professora Ana Izabel relembrou os desafios cotidianos e o esforço constante para fortalecer o trabalho coletivo. Citando o educador Paulo Freire, ela enfatizou que “não há educação sem amor”, desejando pleno sucesso aos novos gestores.

Os desafios e as bandeiras da nova gestão

O novo vice-diretor, Luis Eduardo Acosta, destacou sua origem uruguaia e sua vinculação histórica à tradição da reforma universitária de Córdoba. Acosta evocou o pensamento de Álvaro Vieira Pinto, professor histórico da casa, para defender uma universidade que olhe continuamente para os trabalhadores e setores populares que ainda não conseguiram nela ingressar. Ele também alertou para os desafios da “revolução cognitiva” provocada pela inteligência artificial e afirmou que a tecnologia deve ser capitaneada a favor da humanidade e não contra ela.

Gracyelle Costa Ferreira assinou o termo de posse como nova diretora da ESS da UFRJ | Foto: Divulgação (SGCOM/UFRJ).

A nova diretora, Gracyelle Costa Ferreira, compartilhou uma memória marcante de sua caminhada. Em 2025, ao subir as escadas do auditório, ouviu de um trabalhador terceirizado que ela seria a próxima diretora da Escola. Na época, ela sorriu e recusou a ideia, mas a lembrança daquele momento a fez refletir sobre a força coletiva da comunidade escolar, que engloba docentes, técnicos, estudantes e terceirizados. Gracyelle prestou homenagem às suas ancestrais, mulheres trabalhadoras domésticas a quem foi negado o direito à alfabetização, e afirmou com orgulho ser produto direto das políticas de ações afirmativas na graduação. 

“Nós apostaremos na esperança como a práxis coletiva que transforma a escuta em planejamento, que transforma o planejamento em ação compartilhada e ação em aprendizado e construção propositiva. Essa esperança coletiva é maior do que uma equipe de gestão. Ela se concretiza através de vocês, através de nós, porque pessoas que aceitam assumir este ciclo aceitam junto também reafirmar a defesa de uma universidade pública, popular, fundada nos direitos e defendendo os seus direitos mais profundos no que envolve a democracia e os direitos humanos e sociais. É por isso que defender a Escola e o serviço social é também defender a capacidade da UFRJ de responder aos grandes problemas e desafios nacionais”, disse Gracyelle.

Homenagens da comunidade acadêmica

O encerramento da solenidade foi coroado por um momento de emoção, conduzido por aqueles que representam a própria razão de ser da instituição.  O estudante Ezequiel subiu ao palco para presentear a nova diretora com o poema “Flores para você”. Ele dedicou os versos a quem, segundo suas palavras, o incentivou a seguir em frente e a continuar caminhando quando parecia não haver mais saída. 

A nova diretoria da ESS foi homenageada por alunos e ex-alunos | Foto: Divulgação (SGCOM/UFRJ).

Logo em seguida, a assistente social Cristiane, que trilhou toda a sua trajetória acadêmica na Escola, da graduação ao mestrado, e hoje atua na instituição após ser aprovada em concurso público, tomou a palavra. Relembrando com carinho que o vice-diretor Luiz Acosta foi seu professor na graduação e que a nova diretora é uma “colega de trabalho incrível”, Cristiane expressou os sentimentos de toda a comunidade acadêmica. Em nome dos técnicos administrativos, docentes e estudantes, ela desejou à nova gestão uma caminhada repleta de energia, esperança, renovação, compromisso e afeto. Os participantes ainda caíram no samba no final da cerimônia, com a presença de uma bateria que animou o público.

Com uma equipe de gestão motivada, a Escola de Serviço Social da UFRJ inicia este novo capítulo reafirmando seu papel histórico de defesa dos direitos sociais e humanos no Brasil.

UFRJ inaugura Laboratório de Estudos Russos na Faculdade de Letras

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou, na terça-feira, 11/8, no bloco F da Faculdade de Letras (FL), o Laboratório de Estudos Russos Innopraktika. O novo espaço amplia a cooperação acadêmica e cultural entre o Brasil e a Rússia e cria oportunidades para atividades de ensino, pesquisa, intercâmbio e programação cultural voltadas à comunidade universitária.

A cerimônia reuniu o reitor da UFRJ, Roberto Medronho; o decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Afrânio Barbosa; o diretor da FL, Roberto de Freitas Junior; a superintendente-geral de Relações Internacionais, Andreia Lima Belfort Duarte; e o cônsul-geral da Rússia no Rio de Janeiro, Feodosii Alexandrovich Vladyshevskii. Também estiveram presentes alunos e professores da FL.

Para Medronho, o laboratório representa um marco na aproximação entre os dois países. O reitor ressaltou o papel da língua e da cultura na aproximação entre os povos e destacou a trajetória da UFRJ na formação de tradutores, professores e pesquisadores. Segundo ele, o espaço permitirá que estudantes e servidores possam “aprofundar o estudo da língua russa em um ambiente equipado, moderno e voltado à inovação”, disse.

Em participação virtual, a primeira vice-diretora-geral da Innopraktika, Natália Popova, explicou que a iniciativa vai além do ensino da língua russa e funcionará como uma plataforma de aproximação cultural entre os dois países. “Tenho certeza de que nossa cooperação está apenas começando. Temos pela frente muitas palestras, diferentes projetos, estreias de filmes”, afirmou. 

A cooperação com a Rússia integra a estratégia de internacionalização da UFRJ. De acordo com a superintendente-geral de Relações Internacionais, Andreia Lima Belfort Duarte, os acordos firmados entre instituições dos dois países abrangem diferentes áreas do conhecimento e podem ampliar a mobilidade de estudantes, professores e pesquisadores, além do desenvolvimento de projetos conjuntos e da formação de redes internacionais de pesquisa. “Queremos transformar cada acordo em ações efetivas, duradouras e capazes de gerar benefícios para as nossas comunidades universitárias e para as nossas sociedades”, declarou.

A Innopraktika desenvolve projetos educacionais e culturais voltados ao intercâmbio internacional. A iniciativa reúne professores de instituições de ensino de referência da Rússia para trabalhar com estudantes de diferentes países, valorizando experiências culturais e questões contemporâneas e estimulando, por meio da educação e da arte, o diálogo entre diferentes tradições.

UFRJ promove encontro sobre Saúde Coletiva

O Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (Iesc) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) promove, até esta quarta-feira, 12/8, o 1º Encontro Temático em Saúde Coletiva. Dedicado aos 40 anos da 8ª Conferência Nacional de Saúde (CNS), o evento resgata um dos principais marcos da construção do Sistema Único de Saúde (SUS) e da consolidação do campo da saúde coletiva no Brasil. A programação reúne estudantes, professores, técnicos administrativos e convidados para palestras, debates e oficinas.

Durante a abertura do encontro, na segunda-feira, 10/8, no Auditório Dulce Helena Chiaverini, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, falou sobre sua participação na 8ª CNS, realizada em 1986, durante o processo de redemocratização do país. Para ele, a trajetória da saúde coletiva brasileira está diretamente relacionada à defesa da democracia. “Democracia e saúde estão vinculadas às lutas pela saúde pública, pela saúde coletiva. Sem democracia, nunca teremos uma saúde adequada”, afirmou.

Medronho também destacou os princípios que estruturam o SUS e defendeu a preservação de suas bases. “O princípio da universalidade é fundamental. O princípio da integralidade, o princípio da equidade e o princípio da participação social são inegociáveis”, declarou.

Já a vice-diretora do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (Neabi/UFRJ), Maria Soledade Simeão, ressaltou a importância da integração entre ensino, pesquisa, formação profissional e políticas públicas de saúde. Segundo ela, é necessário preservar a memória das conquistas históricas da saúde coletiva e, ao mesmo tempo, enfrentar os desafios contemporâneos da área. “O evento é um espaço de debate, de memória e de proposições, reconhecendo a importância das políticas que deram origem ao sistema de saúde”, afirmou.

Os três dias de atividades no Iesc também vão buscar o avanço da proposta de reforma curricular do curso de graduação em Saúde Coletiva da UFRJ. A expectativa é chegar a uma versão final do projeto e viabilizar a implantação do estágio supervisionado, em conformidade com as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN). “Teremos uma tarefa importante aqui no nosso corpo social, formado por professores, técnicos e estudantes: buscar uma formatação final para nossa proposta de reforma curricular”, disse a diretora do Instituto, Maria de Lourdes Tavares Cavalcanti.

A programação do 1º Encontro Temático em Saúde Coletiva inclui, ainda, oficinas voltadas aos estudantes. Entre as atividades, estão encontros sobre análise de dados na linguagem R e orientações para o preenchimento do Currículo Lattes.

SGTIC celebra 15 anos e destaca trajetória da transformação digital na UFRJ

Os 15 anos da Superintendência-Geral de Tecnologia da Informação e Comunicação (SGTIC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foram celebrados, nesta sexta-feira (10/7), em uma cerimônia marcada por lembranças sobre a criação da área e reflexões sobre os desafios da transformação digital da universidade. Reunidos no Salão Nobre do Conselho Universitário, gestores que participaram dessa trajetória destacaram como a tecnologia deixou de ser um serviço de apoio para se tornar uma estrutura essencial ao funcionamento da instituição.

Em seu discurso, o reitor Roberto Medronho afirmou que a comemoração vai além de uma data simbólica e representa o reconhecimento de uma equipe que sustenta diariamente o ensino, a pesquisa, a extensão, a assistência e a administração da UFRJ.

“A tecnologia deixou de ser apenas uma área de apoio. Tornou-se parte essencial da missão universitária”, afirmou. Para o reitor, investir em infraestrutura digital significa fortalecer a produção científica, ampliar a capacidade de inovação e contribuir para a soberania nacional. “Defender a tecnologia pública é defender o conhecimento. Defender o conhecimento é defender a soberania”, destacou.

A atual superintendente da SGTIC, Ana Maria Ribeiro, relembrou sua própria trajetória na UFRJ para mostrar como a evolução tecnológica acompanhou a história da universidade. Das primeiras experiências com cartões perfurados às páginas iniciais da UFRJ na internet, ela destacou que a tecnologia passou a ocupar um papel estratégico em todas as áreas da instituição.

Segundo Ana Maria, a regulamentação recente das competências da SGTIC pelo Conselho Universitário marca uma nova etapa para a Superintendência, que hoje atua em áreas como governança digital, segurança da informação, inteligência artificial, redes, desenvolvimento de sistemas e infraestrutura tecnológica.

“Quem olha para a TIC apenas como infraestrutura não percebe seus inúmeros tentáculos e sua interface com todas as áreas”, disse. Ela também apontou projetos como o supercomputador Fênix, as parcerias com a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP), Faperj e Huawei e a elevada qualificação da equipe técnica da Superintendência.

A professora Cláudia Werner, primeira superintendente da SGTIC, recordou os desafios enfrentados na criação da estrutura em 2011. Ela lembrou que recebeu o convite do então pró-reitor Carlos Levi após participar de um workshop sobre o futuro da tecnologia na universidade e assumiu a missão de organizar uma equipe que ainda era pequena para atender a uma instituição em expansão.

Cláudia recordou a elaboração do primeiro Plano Diretor de Tecnologia da Informação (PDTIC) e a criação do então Conselho Gestor de TIC, iniciativas que ajudaram a estruturar a política de tecnologia da UFRJ. Para ela, os desafios continuam, embora assumam novas formas. “As tecnologias mudam. Os problemas continuam os mesmos, apenas com outra roupagem”, resumiu, ao exultar o fortalecimento da governança digital da universidade.

Também presente à cerimônia, o ex-reitor Carlos Antônio Levi relembrou o contexto que levou à criação da SGTIC. Segundo ele, já era evidente que a revolução digital transformaria rapidamente a universidade e exigiria uma gestão específica para responder às novas demandas.

“A transformação acontecia com muita intensidade e rapidez, e era preciso preparar a UFRJ para essa nova realidade”, afirmou, lembrando que um dos primeiros desafios da época foi modernizar a infraestrutura tecnológica da universidade.

A vice-reitora Cássia Turci salientou que celebrar os 15 anos da SGTIC significa reconhecer uma área que mantém a universidade permanentemente conectada e em funcionamento. Ela observou que, muitas vezes, a comunidade universitária só percebe o trabalho da Superintendência quando ocorre algum problema técnico.

Durante a cerimônia foram feitas homenagens aos ex-superintendentes, aos servidores que integram a SGTIC desde sua criação e ao analista de tecnologia da informação Márcio Ayala, homenageado in memoriam na presença de seus familiares.

Fórum debate os caminhos da ciência e da inovação para construir o Brasil de 2050

“A soberania, hoje, depende cada vez mais da capacidade de produzir ciência, dominar tecnologias estratégicas, formar pessoas altamente qualificadas e transformar inovação em melhoria concreta da vida da população.” Com essa reflexão, o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, abriu, nesta terça-feira (30/6), o fórum Diálogos para o Futuro – O Brasil em 2050, realizado no Salão Dourado do Palácio Universitário, na Praia Vermelha. 

Em seu discurso de abertura, Medronho defendeu que pensar o Brasil de 2050 significa assumir, desde já, um compromisso com a construção de uma nação mais justa, sustentável, democrática e soberana. Segundo ele, ciência, tecnologia e inovação devem ocupar posição central nesse projeto. 

“Um país que não investe em ciência depende da inteligência dos outros. Um país que não domina tecnologias críticas se torna vulnerável nas cadeias globais de valor. E um país que não articula universidades, institutos de pesquisa, Estado e setor produtivo perde a oportunidade de transformar sua riqueza natural, cultural e humana em desenvolvimento social”, afirmou.

O reitor também defendeu mudanças no modelo de financiamento da pesquisa científica brasileira. Para ele, o país precisa investir em grandes missões nacionais, articulando universidades, institutos de pesquisa, empresas e governos em torno de desafios estratégicos. 

Entre as prioridades citadas estão a transição energética, o enfrentamento da crise climática, a saúde, a segurança alimentar, a inteligência artificial, os semicondutores, a biotecnologia, o fortalecimento do complexo econômico-industrial da saúde e a neoindustrialização sustentável. “A competição faz parte da ciência, mas ela não pode substituir a cooperação. O país precisa financiar grandes missões nacionais, com recursos robustos, continuidade e visão estratégica”, destacou Medronho.

Ao apresentar o papel da UFRJ nesse processo, Medronho reafirmou o compromisso institucional com o desenvolvimento do país. “Somos uma universidade pública, nacional, comprometida com a excelência acadêmica e com o destino do Brasil. Produzimos ciência, formamos gerações, inovamos, cuidamos de pessoas, preservamos memória e cultura e contribuímos para o pensamento crítico do país”, disse. 

 O reitor defendeu também um novo pacto nacional em defesa da ciência e da inovação. “Que este encontro seja mais do que um seminário. Que seja um chamado à construção de um novo pacto nacional pela ciência, pela tecnologia, pela inovação e pelo desenvolvimento soberano. O Brasil de 2050 começa nas escolhas que fazemos hoje”, observou. 

Promovido pela Revista Fórum, em parceria com a UFRJ, o encontro reuniu pesquisadores, gestores públicos, representantes do setor produtivo e da sociedade civil para discutir estratégias de desenvolvimento para o país nas próximas décadas.

Extensão e Agenda 2030

A pró-reitora de Extensão da UFRJ, Ivana Bentes, destacou que as universidades têm papel decisivo na construção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e afirmou que a extensão universitária compartilha, em sua essência, os princípios da Agenda 2030. Ela argumentou que os quatro eixos do encontro — transição ecológica, neoindustrialização, desenvolvimento social e democracia, comunicação e inteligência artificial — formam uma agenda integrada para o futuro do país.

Ivana também ressaltou a proposta brasileira de incorporar três novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: o ODS 18 (Igualdade Étnico-Racial), o ODS 19 (Arte, Cultura e Comunicação) e o ODS 20 (Direitos dos Povos Originários e Comunidades Tradicionais). De acordo com a pró-reitora, centenas de ações de extensão desenvolvidas pela UFRJ já contribuem diretamente para essas agendas.

Na abertura do evento, o jornalista Renato Rovai, fundador da Revista Fórum, afirmou que discutir o Brasil de 2050 significa transformar sonhos em projetos concretos de país. Segundo ele, o encontro busca reunir diferentes setores da sociedade para construir propostas capazes de fortalecer a democracia, ampliar as políticas públicas e enfrentar os desafios das próximas décadas.

A programação contou com a participação de pesquisadores, gestores públicos e especialistas de diferentes áreas, entre eles o filósofo Renato Janine Ribeiro, a diretora da Coppe/UFRJ, Suzana Kahn, o presidente do IBGE, Márcio Pochmann, a professora da Escola de Comunicação da UFRJ Ivana Bentes, a cientista Nina da Hora e representantes do BNDES, do governo federal, da Prefeitura de Maricá e de instituições de pesquisa.

Museu da Computação é reinaugurado e amplia preservação da memória da informática brasileira

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) reinaugurou nesta terça-feira (17/6) o Museu da Computação, espaço dedicado à preservação da história da informática brasileira e da contribuição da universidade para o desenvolvimento tecnológico do país. Instalado no Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais (NCE), o museu apresenta uma nova configuração expositiva, resultado de um amplo processo de revitalização realizado nos últimos anos.

A história do museu começou há quase uma década. Seu marco inicial ocorreu em 2017, quando foi inaugurada a primeira versão do espaço, fruto do trabalho de pesquisadores, servidores e colaboradores empenhados em preservar equipamentos, documentos e sistemas desenvolvidos na UFRJ ao longo de décadas.

A reinauguração foi viabilizada por recursos obtidos em edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) voltado à revitalização de espaços científico-culturais. O investimento permitiu a realização de obras de adequação, a criação de uma nova expografia, a ampliação do acervo exposto e a modernização da experiência de visitação.

O Museu da Computação reúne artefatos tecnológicos produzidos entre as décadas de 1970 e o início dos anos 2000, período em que a UFRJ se destacou como um dos principais centros brasileiros de desenvolvimento em informática. O acervo preserva equipamentos, protótipos, documentos e sistemas criados nos laboratórios da universidade em uma época marcada pelos esforços nacionais para construir autonomia tecnológica e fortalecer a indústria brasileira de computação.

Durante a cerimônia, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, ressaltou que a preservação dessa memória é estratégica para o país em um contexto de rápidas transformações tecnológicas. “Conhecer a nossa história nos permite compreender que o Brasil não está condenado a ser apenas consumidor de tecnologias desenvolvidas no exterior. Temos capacidade para produzir conhecimento, inovar e criar caminhos próprios”, afirmou.

Para o reitor, o museu também representa uma reflexão sobre soberania nacional. “Preservar essa memória é especialmente importante em um momento em que as tecnologias digitais, a inteligência artificial, o processamento de grandes volumes de dados e a cibersegurança se tornam dimensões estratégicas da soberania nacional”, destacou.

A coordenadora do museu, Ana Lúcia Rodrigues, destacou que o espaço busca mostrar que a história da computação vai muito além da rápida sucessão de tecnologias. “A computação é sempre orientada para o futuro. O Museu da Computação da UFRJ abre suas portas para provar que a computação tem, sim, muita história para contar”, argumentou.

O acervo apresenta os resultados de um período em que pesquisadores brasileiros desenvolveram soluções tecnológicas próprias e contribuíram para a formação de profissionais altamente qualificados. “Orgulhosamente reforçamos que o museu apresenta os resultados da construção de uma identidade nacional na área de computação e expõe os frutos do conhecimento produzido na UFRJ entre as décadas de 1970 e o início dos anos 2000”, disse.

A diretora do Instituto Tércio Pacitti, Angélica Fonseca da Silva Dias, ressaltou que o museu preserva não apenas equipamentos históricos, mas também a trajetória de pessoas que ajudaram a construir a ciência e a tecnologia no Brasil. “O Museu da Computação nasce da convicção de que conhecer nossa trajetória é essencial para construir o futuro. Cada equipamento, documento, fotografia e relato preservados representa um capítulo da história da ciência, da tecnologia e da inovação em nosso país”, observou.

Já o decano do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), Cabral Lima, destacou a importância da preservação da memória para a produção de novos conhecimentos. “A computação tem história. Tudo aquilo que queremos transmitir às próximas gerações precisa ser preservado. Conhecer o passado é essencial para construir o futuro”, disse.

Além de preservar a memória da computação brasileira, o museu foi concebido como espaço de ensino, pesquisa, extensão e divulgação científica. A proposta inclui atividades educativas, ações de acessibilidade, exposições temáticas e o uso de recursos digitais capazes de aproximar diferentes públicos da história da tecnologia produzida no país.

Após os pronunciamentos, foi realizado o descerramento da placa inaugural e a visitação ao espaço, que passa a integrar a rede de museus e centros de memória da UFRJ.

Instituto de Nutrição Josué de Castro celebra 80 anos de história, ciência e compromisso social

“Ao escrever obras fundamentais, como Geografia da Fome e Geopolítica da Fome, Josué de Castro retirou a fome do campo da fatalidade e a colocou no centro da responsabilidade política e social. Demonstrou que a fome tem causas concretas e que, portanto, pode e deve ser superada pela ação humana. Essa compreensão permanece extraordinariamente atual.”

Com essa reflexão, o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, resumiu o espírito da celebração dos 80 anos do Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC), realizada nesta terça-feira (16/6). A solenidade homenageou a trajetória de uma das unidades mais tradicionais da universidade e destacou a atualidade do legado de Josué de Castro, pioneiro nos estudos sobre a fome e a segurança alimentar.

Realizada no Auditório Professora Maria Thereza Loureiro Lima, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), a cerimônia reuniu estudantes, docentes, técnicos-administrativos e representantes da administração central da universidade para celebrar oito décadas de uma instituição que se tornou referência nacional no ensino, na pesquisa e na extensão na área da alimentação e nutrição.

Criado em 1946, o instituto carrega o nome de um dos mais importantes intelectuais brasileiros do século XX. Médico, pesquisador, professor e diplomata, Josué de Castro revolucionou a compreensão sobre a fome ao demonstrar que ela não era resultado da escassez natural de alimentos, mas consequência de estruturas sociais e econômicas injustas.

Durante a solenidade, Medronho ressaltou a atualidade do pensamento de Josué de Castro e a relevância do trabalho desenvolvido pelo instituto ao longo de suas oito décadas de existência. “O maior legado desta instituição talvez esteja na capacidade de articular excelência acadêmica e compromisso público. A ciência encontra sua expressão mais elevada quando se coloca a serviço da vida, da dignidade e da transformação da sociedade”, afirmou.

Em sua fala, o reitor destacou ainda que o instituto ajudou a consolidar a nutrição como campo científico e profissional no Brasil, formando gerações de profissionais comprometidos com a saúde pública, a segurança alimentar e a justiça social. “Que as novas gerações continuem honrando a visão pioneira de Josué de Castro, reafirmando que a fome não é uma fatalidade e que a alimentação adequada não é um privilégio: é um direito”, conclamou.

Representando a família do patrono, Ricardo de Castro, neto de Josué de Castro, emocionou o público ao lembrar que a obra do avô continua inspirando os debates contemporâneos sobre alimentação, desigualdade e desenvolvimento. “Josué compreendeu cedo que a fome não era fruto da natureza, da seca ou da escassez inevitável de alimentos. A fome era produzida por estruturas sociais injustas, pela desigualdade de renda, pela concentração da terra e pela ausência de políticas públicas”, observou.

Para Ricardo, o instituto mantém vivo não apenas o nome, mas também o método de pensamento deixado pelo fundador. “Ao dar nome a este instituto, Josué não está presente apenas como memória. Ele está presente como método, uma forma de olhar para a nutrição de maneira ampla, interdisciplinar e comprometida com a transformação da realidade social”, disse.

A diretora do INJC, Avany Fernandes Pereira, destacou o papel da comunidade acadêmica na construção da história da unidade e definiu o instituto por quatro palavras: formar, acolher, refletir e agir. Em sua fala, agradeceu a dedicação de docentes, técnicos, estudantes e trabalhadores terceirizados que contribuíram para o fortalecimento da instituição ao longo dos anos.

Já a vice-diretora Verônica Oliveira ressaltou o desafio permanente de construir o futuro sem perder de vista o legado deixado por Josué de Castro. Segundo ela, o instituto segue produzindo conhecimento e formando profissionais comprometidos com uma alimentação mais justa, adequada e acessível para toda a população.

O decano do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Luiz Eurico Nasciutti, também enfatizou a atualidade das questões enfrentadas pelo instituto. Em seu discurso, lembrou que desafios como a fome, a insegurança alimentar, as mudanças climáticas e a desinformação nutricional reforçam a importância da atuação da unidade na formação de profissionais críticos e comprometidos com a transformação social.

A cerimônia foi aberta por uma apresentação especial do médico pediatra, pesquisador e compositor Antônio Ledo, que interpretou a canção Tributo ao INJC e Josué de Castro, composta especialmente para a celebração dos 80 anos do instituto. A música aborda momentos marcantes da trajetória de Josué de Castro e destaca seu legado científico, humanista e político no combate à fome.

Em versos que lembram obras de Josué de Castro e a atuação do intelectual pernambucano na denúncia das desigualdades sociais, a composição homenageou aquele que transformou a compreensão da alimentação em um tema central para a construção de uma sociedade mais justa.

Ao longo de oito décadas, o Instituto de Nutrição Josué de Castro consolidou-se como uma referência nacional no ensino, na pesquisa e na extensão. A unidade oferece o tradicional curso de graduação em Nutrição, criado em 1948, participou da implantação do curso de Nutrição da UFRJ em Macaé e foi responsável pela criação, em 2011, do primeiro curso público de Gastronomia da Região Sudeste.

Hoje, o instituto também atua na formação de estudantes de diferentes áreas da saúde e mantém programas de pós-graduação reconhecidos nacionalmente, contribuindo para a produção de conhecimento e para a formulação de políticas públicas voltadas à alimentação e à nutrição.

Ao encerrar a cerimônia, a comunidade acadêmica foi convidada a visitar a exposição Identidade e Memória: 80 anos do Instituto de Nutrição Josué de Castro da UFRJ, que reúne fotografias históricas e capas de livros produzidos por docentes e técnicos da unidade, celebrando a trajetória de uma instituição cuja história se confunde com a própria luta pelo direito humano à alimentação adequada no Brasil.

UFRJ promove encontro internacional sobre crise climática e cenário global

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou nesta quinta-feira (22/5), na Inovateca, o 6º Encontro Anual Internacional – CCS em Faces 2026, promovido pelo Centro de Ciências da Saúde (CCS), por meio da Coordenação de Relações Internacionais (CRI). Com o tema “Crise Climática e o Cenário Global”, o evento reuniu pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes da sociedade civil para debater os desafios impostos pelas mudanças climáticas e suas consequências para a saúde pública, o meio ambiente e as relações internacionais.

Na abertura do encontro, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destacou a necessidade de articulação entre ciência, políticas públicas e cooperação internacional para enfrentar a crise climática. Em seu discurso, afirmou que o tema representa “talvez o maior desafio civilizatório do nosso tempo”.

Medronho ressaltou ainda que os efeitos das mudanças climáticas já impactam diretamente a vida das populações em todo o planeta, especialmente os grupos mais vulneráveis. “A crise climática não é uma abstração distante. Ela já se manifesta no aumento da frequência de eventos extremos, na intensificação de enchentes, secas e ondas de calor, na insegurança hídrica e nos impactos sobre a biodiversidade e a saúde humana”, afirmou.

Ao defender o papel da universidade pública diante desse cenário, Medronho destacou a importância da integração entre diferentes áreas do conhecimento e do fortalecimento da cooperação internacional. Segundo ele, a UFRJ tem ampliado suas parcerias acadêmicas com instituições estrangeiras, especialmente com universidades dos países do Brics, como parte da estratégia de internacionalização da instituição.

O decano do CCS, Luiz Eurico Nasciutti, enfatizou o caráter simbólico desta edição do encontro, que coincide com os 12 anos de criação da Coordenação de Relações Internacionais do centro. Para ele, a internacionalização se consolidou como um eixo estratégico para a produção do conhecimento e o fortalecimento institucional do CCS.

“Em um cenário marcado pela intensificação da crise climática e de seus impactos sobre a saúde, o meio ambiente e as desigualdades sociais, torna-se indispensável promover reflexões interdisciplinares e intersetoriais capazes de aproximar ciência, políticas públicas e sociedade”, afirmou o decano.

Ao longo do dia, o encontro promoveu debates sobre crise climática e cenário global, acordos internacionais, gestão ambiental e gestão pública da saúde. A programação contou com pesquisadores da UFRJ, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e da Universidade de Beihang, na China.   A superintendente-geral de Relações Internacionais da UFRJ, Andrea Belfort, o coordenador de Relações Internacionais do CCS, Andrew Macrae, e a chefe de gabinete da Reitoria, Fabiana Fonseca, também participaram do evento, entre outros.   

UFRJ inaugura Centro de Livros da China na Faculdade de Letras

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou, na quarta-feira (13/5), o Centro de Livros da China, instalado na Faculdade de Letras. A iniciativa é fruto da cooperação entre a UFRJ e o Grupo de Publicações Internacionais da China (China International Publishing Group – CIPG) e contou ainda com a participação do Instituto Confúcio da UFRJ, da China International Book Trading (Group) Co. Ltd. (CIBTC) e do Instituto de Inovação Beihang no Brasil (BIIB).

A cerimônia reuniu autoridades acadêmicas e diplomáticas brasileiras e chinesas, além de estudantes, pesquisadores e representantes da comunidade universitária. O evento incluiu a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a UFRJ e o CIPG, seguida do descerramento da placa alusiva à criação do centro.

Durante a solenidade, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, afirmou que o novo espaço simboliza o fortalecimento das relações acadêmicas e culturais entre os dois países. “O China Book Centre nasce não apenas como um espaço de leitura, mas como um centro de circulação de ideias, de aproximação acadêmica e de intercâmbio cultural”, disse o reitor.

Segundo Medronho, a criação do centro representa mais do que a chegada de um acervo bibliográfico à universidade. “A criação de um centro dedicado ao livro chinês na UFRJ é muito mais do que a chegada de um acervo bibliográfico. É a abertura de uma janela para uma civilização milenar”, afirmou.

O reitor observou ainda que a cooperação entre Brasil e China deve ir além das relações econômicas. “As relações entre Brasil e China não podem se limitar ao comércio, aos investimentos ou à infraestrutura. Elas precisam também se apoiar no conhecimento mútuo, na formação de novas gerações, na compreensão cultural, no diálogo acadêmico e na cooperação científica”, argumentou.

Medronho também mencionou a importância estratégica da parceria entre a UFRJ e a Universidade de Beihang, uma das principais instituições chinesas nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, além do papel desempenhado pelo Instituto Confúcio na aproximação entre os dois países.

A cerimônia foi realizada ao lado da Biblioteca José de Alencar, da Faculdade de Letras, considerada pelo reitor um dos maiores patrimônios acadêmicos e culturais da universidade brasileira. Em seu pronunciamento, Medronho lembrou que o espaço abriga mais de 400 mil volumes e cerca de 8 mil obras raras autografadas.

Para o vice-presidente do Grupo de Publicações Internacionais da China, Xie Gang, o centro representa um novo passo no aprofundamento das relações culturais entre Brasil e China. Em discurso realizado em chinês, com tradução simultânea para o português, ele afirmou que o espaço deverá funcionar como um ambiente permanente de intercâmbio acadêmico e intelectual.

“Continuaremos atualizando recursos bibliográficos de qualidade e realizando regularmente palestras, encontros de leitura e atividades culturais para promover o intercâmbio entre os dois povos”, afirmou. 

Xie Gang também falou sobre a importância da tradução e da circulação de obras literárias e acadêmicas entre os países, citando a recente publicação, em chinês, do livro O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro. Segundo ele, iniciativas desse tipo contribuem para ampliar o conhecimento mútuo entre as sociedades brasileira e chinesa.

A cônsul-geral da República Popular da China no Rio de Janeiro, Tian Min, afirmou que o relacionamento entre Brasil e China vive “o melhor momento histórico” e enfatizou o papel da educação, da ciência e da cultura no fortalecimento da cooperação bilateral.

“Os livros são pontes importantes para o diálogo entre diferentes civilizações”, declarou a diplomata, que também defendeu a ampliação dos intercâmbios acadêmicos e culturais entre os dois países.

De acordo com Tian Min, o novo centro deverá se consolidar como um espaço de promoção da cultura chinesa no Brasil e de fortalecimento das relações entre universidades, pesquisadores e estudantes brasileiros e chineses.

Em seu discurso, o decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Afrânio Gonçalves Barbosa, ressaltou a importância da inauguração do espaço para o fortalecimento das relações acadêmicas e culturais entre Brasil e China. Lembrou ainda que o intercâmbio da Faculdade de Letras com instituições chinesas começou há 16 anos e afirmou que a parceria vem ampliando oportunidades de cooperação, ensino e troca cultural entre os dois países.

A cerimônia de inauguração do novo centro foi realizada ao lado da Biblioteca José de Alencar, da Faculdade de Letras, apontada como um dos maiores patrimônios acadêmicos e culturais da universidade brasileira. O espaço abriga mais de 400 mil volumes e cerca de 8 mil obras raras autografadas.

Participaram da solenidade a vice-reitora da UFRJ, Cassia Turci; o diretor da Faculdade de Letras, Roberto de Freitas Junior; a chefe de gabinete da Reitoria, Fabiana Fonseca; a superintendente-geral de Relações Internacionais da UFRJ, Andrea Lima Belfort Duarte; o diretor da Escola de Química, Papa Matar Ndiaye; e o diretor chinês do Instituto Confúcio da UFRJ, Jiang Quanhong, entre outros. 

Reitor participa de comemoração dos 57 anos do ICB e de aula inaugural na Faculdade de Direito

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, participou, na segunda-feira (13/4), de dois eventos institucionais: a celebração dos 57 anos do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) e a aula inaugural da Faculdade Nacional de Direito (FND), com o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin.

Com o tema “A proteção de vulneráveis na jurisprudência do STJ”, o ministro abriu o semestre na Faculdade de Direito, no Salão Nobre da unidade. Em sua exposição, abordou o papel do Judiciário na garantia de direitos e na interpretação dos valores constitucionais, com ênfase na proteção de grupos mais vulneráveis.

“Esta faculdade foi, é e sempre será a Faculdade Nacional de Direito da Nação Brasileira. O juiz é aquele que olha para os valores previstos na Constituição e nas leis”, afirmou o ministro.

Ao final da aula inaugural, o reitor destacou a relevância do encontro para a universidade e para a formação acadêmica dos estudantes. “Estou certo de que esta aula permanecerá na memória de todos nós como uma abertura à altura da tradição, da excelência e da responsabilidade pública dessa instituição. Foi um momento de reflexão em nome de todos nós, cidadãos deste país”, declarou Medronho.

A mesa da aula inaugural foi composta pelo reitor, que presidiu a cerimônia; pelo diretor da FND, Marilson dos Santos Santana; e pelo representante do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira, Lucas Bruno Azevedo; entre outros.

Mais cedo, o reitor participou da abertura das atividades comemorativas do ICB, que seguem até o dia 16 de abril. A programação reúne docentes, estudantes e pesquisadores em palestras, mesas-redondas e apresentações acadêmicas, promovendo o debate sobre os desafios contemporâneos da biomedicina e sua contribuição para o desenvolvimento científico e social do país.

Além do reitor, a mesa solene contou com a vice-reitora, Cássia Turci; o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, João Ramos Torres de Mello Neto; o decano do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Luiz Eurico Nasciutti; a diretora do ICB, Patrícia Dias Fernandes; o vice-diretor, Leandro Miranda Alves; e a diretora adjunta de Pós-Graduação e Pesquisa, Flávia Gomes.

Durante a cerimônia, o decano Luiz Eurico Nasciutti foi homenageado com uma placa em reconhecimento à sua trajetória e contribuição à universidade.