UFRJ inaugura Centro de Livros da China na Faculdade de Letras

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou, na quarta-feira (13/5), o Centro de Livros da China, instalado na Faculdade de Letras. A iniciativa é fruto da cooperação entre a UFRJ e o Grupo de Publicações Internacionais da China (China International Publishing Group – CIPG) e contou ainda com a participação do Instituto Confúcio da UFRJ, da China International Book Trading (Group) Co. Ltd. (CIBTC) e do Instituto de Inovação Beihang no Brasil (BIIB).

A cerimônia reuniu autoridades acadêmicas e diplomáticas brasileiras e chinesas, além de estudantes, pesquisadores e representantes da comunidade universitária. O evento incluiu a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a UFRJ e o CIPG, seguida do descerramento da placa alusiva à criação do centro.

Durante a solenidade, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, afirmou que o novo espaço simboliza o fortalecimento das relações acadêmicas e culturais entre os dois países. “O China Book Centre nasce não apenas como um espaço de leitura, mas como um centro de circulação de ideias, de aproximação acadêmica e de intercâmbio cultural”, disse o reitor.

Segundo Medronho, a criação do centro representa mais do que a chegada de um acervo bibliográfico à universidade. “A criação de um centro dedicado ao livro chinês na UFRJ é muito mais do que a chegada de um acervo bibliográfico. É a abertura de uma janela para uma civilização milenar”, afirmou.

O reitor observou ainda que a cooperação entre Brasil e China deve ir além das relações econômicas. “As relações entre Brasil e China não podem se limitar ao comércio, aos investimentos ou à infraestrutura. Elas precisam também se apoiar no conhecimento mútuo, na formação de novas gerações, na compreensão cultural, no diálogo acadêmico e na cooperação científica”, argumentou.

Medronho também mencionou a importância estratégica da parceria entre a UFRJ e a Universidade de Beihang, uma das principais instituições chinesas nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, além do papel desempenhado pelo Instituto Confúcio na aproximação entre os dois países.

A cerimônia foi realizada ao lado da Biblioteca José de Alencar, da Faculdade de Letras, considerada pelo reitor um dos maiores patrimônios acadêmicos e culturais da universidade brasileira. Em seu pronunciamento, Medronho lembrou que o espaço abriga mais de 400 mil volumes e cerca de 8 mil obras raras autografadas.

Para o vice-presidente do Grupo de Publicações Internacionais da China, Xie Gang, o centro representa um novo passo no aprofundamento das relações culturais entre Brasil e China. Em discurso realizado em chinês, com tradução simultânea para o português, ele afirmou que o espaço deverá funcionar como um ambiente permanente de intercâmbio acadêmico e intelectual.

“Continuaremos atualizando recursos bibliográficos de qualidade e realizando regularmente palestras, encontros de leitura e atividades culturais para promover o intercâmbio entre os dois povos”, afirmou. 

Xie Gang também falou sobre a importância da tradução e da circulação de obras literárias e acadêmicas entre os países, citando a recente publicação, em chinês, do livro O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro. Segundo ele, iniciativas desse tipo contribuem para ampliar o conhecimento mútuo entre as sociedades brasileira e chinesa.

A cônsul-geral da República Popular da China no Rio de Janeiro, Tian Min, afirmou que o relacionamento entre Brasil e China vive “o melhor momento histórico” e enfatizou o papel da educação, da ciência e da cultura no fortalecimento da cooperação bilateral.

“Os livros são pontes importantes para o diálogo entre diferentes civilizações”, declarou a diplomata, que também defendeu a ampliação dos intercâmbios acadêmicos e culturais entre os dois países.

De acordo com Tian Min, o novo centro deverá se consolidar como um espaço de promoção da cultura chinesa no Brasil e de fortalecimento das relações entre universidades, pesquisadores e estudantes brasileiros e chineses.

Em seu discurso, o decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Afrânio Gonçalves Barbosa, ressaltou a importância da inauguração do espaço para o fortalecimento das relações acadêmicas e culturais entre Brasil e China. Lembrou ainda que o intercâmbio da Faculdade de Letras com instituições chinesas começou há 16 anos e afirmou que a parceria vem ampliando oportunidades de cooperação, ensino e troca cultural entre os dois países.

A cerimônia de inauguração do novo centro foi realizada ao lado da Biblioteca José de Alencar, da Faculdade de Letras, apontada como um dos maiores patrimônios acadêmicos e culturais da universidade brasileira. O espaço abriga mais de 400 mil volumes e cerca de 8 mil obras raras autografadas.

Participaram da solenidade a vice-reitora da UFRJ, Cassia Turci; o diretor da Faculdade de Letras, Roberto de Freitas Junior; a chefe de gabinete da Reitoria, Fabiana Fonseca; a superintendente-geral de Relações Internacionais da UFRJ, Andrea Lima Belfort Duarte; o diretor da Escola de Química, Papa Matar Ndiaye; e o diretor chinês do Instituto Confúcio da UFRJ, Jiang Quanhong, entre outros. 

Reitor participa de comemoração dos 57 anos do ICB e de aula inaugural na Faculdade de Direito

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, participou, na segunda-feira (13/4), de dois eventos institucionais: a celebração dos 57 anos do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) e a aula inaugural da Faculdade Nacional de Direito (FND), com o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin.

Com o tema “A proteção de vulneráveis na jurisprudência do STJ”, o ministro abriu o semestre na Faculdade de Direito, no Salão Nobre da unidade. Em sua exposição, abordou o papel do Judiciário na garantia de direitos e na interpretação dos valores constitucionais, com ênfase na proteção de grupos mais vulneráveis.

“Esta faculdade foi, é e sempre será a Faculdade Nacional de Direito da Nação Brasileira. O juiz é aquele que olha para os valores previstos na Constituição e nas leis”, afirmou o ministro.

Ao final da aula inaugural, o reitor destacou a relevância do encontro para a universidade e para a formação acadêmica dos estudantes. “Estou certo de que esta aula permanecerá na memória de todos nós como uma abertura à altura da tradição, da excelência e da responsabilidade pública dessa instituição. Foi um momento de reflexão em nome de todos nós, cidadãos deste país”, declarou Medronho.

A mesa da aula inaugural foi composta pelo reitor, que presidiu a cerimônia; pelo diretor da FND, Marilson dos Santos Santana; e pelo representante do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira, Lucas Bruno Azevedo; entre outros.

Mais cedo, o reitor participou da abertura das atividades comemorativas do ICB, que seguem até o dia 16 de abril. A programação reúne docentes, estudantes e pesquisadores em palestras, mesas-redondas e apresentações acadêmicas, promovendo o debate sobre os desafios contemporâneos da biomedicina e sua contribuição para o desenvolvimento científico e social do país.

Além do reitor, a mesa solene contou com a vice-reitora, Cássia Turci; o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, João Ramos Torres de Mello Neto; o decano do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Luiz Eurico Nasciutti; a diretora do ICB, Patrícia Dias Fernandes; o vice-diretor, Leandro Miranda Alves; e a diretora adjunta de Pós-Graduação e Pesquisa, Flávia Gomes.

Durante a cerimônia, o decano Luiz Eurico Nasciutti foi homenageado com uma placa em reconhecimento à sua trajetória e contribuição à universidade.

No Dia Mundial da Saúde, UFRJ abre ano letivo com aula magna sobre o SUS e anuncia investimento no Complexo Hospitalar

No Dia Mundial da Saúde, celebrado na terça-feira, 7/4, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) abriu o ano letivo com a aula magna do ministro da Saúde, Alexandre Padilha. Ao longo do dia, o reitor Roberto Medronho participou de uma agenda conjunta com o ministro, que incluiu o anúncio de investimentos em institutos ligados ao Complexo Hospitalar, a inauguração do Memorial da Pandemia, no Centro do Rio, e a regulamentação da profissão de sanitarista.

A programação começou  no Centro de Ciências da Saúde (CCS), onde cerca de 500 estudantes, professores e técnicos lotaram o Auditório Professor Rodolpho Paulo Rocco, o Quinhentão, para acompanhar a aula magna de Padilha com o tema “35 anos do SUS e os próximos desafios”.

Durante a apresentação, o ministro destacou os avanços do Sistema Único de Saúde (SUS) ao longo de mais de três décadas, como a redução da mortalidade infantil, a ampliação da atenção primária e o fortalecimento de políticas públicas de acesso à saúde. Também apontou desafios contemporâneos, como o combate ao negacionismo, os impactos das mudanças climáticas e o envelhecimento da população.

“O Sistema Único de Saúde é a política pública com maior impacto na redução das desigualdades no Brasil. Todos os indicadores relacionados à vida melhoraram depois da sua criação”, afirmou o ministro.

Ao lado de Padilha, o reitor destacou o papel histórico da universidade pública na construção do sistema de saúde e na formação de profissionais.“É com muita honra que a universidade recebe o ministro Padilha, uma das figuras fundamentais na reforma sanitária que levou à criação do Sistema Único de Saúde”, disse Medronho.

Investimento no Complexo Hospitalar

Antes da aula magna, Padilha e Medronho assinaram contrato de adesão que destina R$ 9 milhões a institutos ligados ao Complexo Hospitalar da UFRJ. Com o recurso, seis unidades passam a integrar o Programa Nacional de Qualificação e Ampliação dos Serviços prestados por Hospitais Universitários Federais integrantes do SUS (PRHOSUS): os institutos de Psiquiatria (Ipub), de Ginecologia, São Francisco de Assis (HESFA), de Doenças do Tórax, de Neurologia e do Coração.

A medida amplia a capacidade de atendimento, fortalece a formação de profissionais e impulsiona a produção científica em saúde, além de integrar de forma mais estruturada essas unidades à rede do SUS.

Durante a assinatura, Padilha reforçou a relevância do sistema público de saúde no país. “Com o SUS, o Brasil vive mais. O Sistema Único de Saúde é a história da política pública com maior impacto e maior capilaridade no enfrentamento à desigualdade social”, argumentou o ministro.

Encerrando a agenda do dia, o reitor participou de evento no Centro Cultural do Ministério da Saúde, no Centro do Rio, que marcou o lançamento do Memorial da Pandemia. O espaço homenageia as mais de 700 mil vítimas da covid-19 no Brasil e busca preservar a memória coletiva sobre o período.

Durante a cerimônia, o ministro Alexandre Padilha destacou a importância da memória na construção de políticas públicas e na valorização da ciência. “A memória é para dar conforto e visibilidade, e também para construir uma consciência social para que nunca mais se repita o que tivemos na Covid-19 no Brasil”, observou Padilha.

Regulamentação da profissão de sanitarista

Ainda no contexto do Dia Mundial da Saúde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que regulamenta a profissão de sanitarista, uma demanda histórica da área.

Medronho, que participou das etapas iniciais desse processo quando esteve à frente do Instituto de Saúde Pública da UFRJ, destacou a importância da medida. “Tive a oportunidade de contribuir no processo inicial de regulamentação da profissão de sanitarista. Agora, vou solicitar também meu registro como sanitarista, somando às minhas especializações como pediatra, infectologista e epidemiologista.”

A regulamentação reconhece formalmente uma carreira estratégica para o funcionamento do SUS e para a formulação de políticas públicas em saúde. “Iniciamos essa discussão no início dos anos 2000, com a criação do curso de saúde coletiva. Ver a regulamentação da profissão de sanitarista se concretizar agora é motivo de muito orgulho”, comemorou o reitor.

Texto contém informações retiradas da matéria do repórter João Vitor Prudente, do portal da Rede Minerva

UFRJ firma parceria com Prefeitura de Porciúncula para estudo de cheias urbanas

Sob os alertas de chuvas intensas no estado, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio da Escola Politécnica, firmou, na sexta-feira, 23/1, uma parceria com a Prefeitura Municipal de Porciúncula e a Fundação Universitária José Bonifácio (Fujb) para o desenvolvimento de um estudo técnico de modelagem das cheias urbanas no município, a partir de um diagnóstico detalhado das inundações fluviais e urbanas. 

O projeto visa avaliar o funcionamento da drenagem urbana do município, o mais setentrional do estado do Rio, no qual estruturas usuais de macrodrenagem falham e os escoamentos pluviais afetam o centro da cidade, somando-se aos efeitos das cheias do Rio Carangola e seus afluentes. Esse contexto se torna ainda mais urgente diante dos eventos registrados em 2020 e 2021, quando graves inundações impactaram significativamente a região, afetando, respectivamente, 26% e 46% da população de Porciúncula. 

Para o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, a parceria “não é meramente um ato administrativo”, mas “um compromisso com vidas humanas, com a prevenção, com planejamento urbano inteligente, com a ciência a serviço da sociedade”. Segundo ele, diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos extremos, investir em estudos técnicos torna-se fundamental para prevenir problemas e proteger a população.

Medronho também enfatizou o caráter colaborativo da iniciativa. “A UFRJ não chega apenas para entregar um produto. Chega para construir com o município, com seus dados, suas equipes e sua realidade territorial. É um trabalho conjunto”, afirmou. Para ele, a troca entre universidade e cidade fortalece tanto a gestão pública quanto a formação acadêmica: “Nossos estudantes e pesquisadores aprendem com o desafio real, com a cidade viva e com a urgência do cotidiano”.

Já a vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci, defendeu a ampliação da presença da UFRJ no interior do estado, ressaltando a importância da troca entre universidade e municípios. “Quando a gente interage com as cidades e com a nossa comunidade, nós levamos conhecimento, mas também temos muito a aprender”, afirmou Cássia, que acredita que a aproximação fortalece os cursos de graduação, os programas de pós-graduação e gera benefícios diretos para toda a comunidade acadêmica.

Egresso da UFRJ, o prefeito de Porciúncula, Guilherme Fonseca Cardoso, por sua vez, destacou a relevância do acordo para o enfrentamento de um desafio histórico do município: as enchentes. Em sua fala, ele enfatizou a confiança na universidade pública brasileira e classificou a parceria com a UFRJ como um legado para as próximas gerações. “Confiar o futuro de Porciúncula a esse projeto é uma decisão importante. O histórico do município em relação às enchentes é muito dramático”, disse.

A cerimônia de assinatura do acordo entre as instituições, realizada no Salão Nobre da Decania do Centro de Tecnologia (CT), contou, ainda, com a participação da vice-decana do CT, Maria Inês Bruno Tavares; da diretora da Escola Politécnica, Cláudia Morgado; do coordenador do projeto, Marcelo Gomes Miguez; e do secretário municipal de Urbanismo de Porciúncula, Gabriel Gonçalves.

Evento aconteceu no Salão Nobre da Decania do CT | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Metodologia do estudo

O projeto prevê o desenvolvimento de um modelo hidrológico e hidrodinâmico capaz de simular os eventos de inundação e testar a efetividade de diferentes cenários de intervenção. A metodologia inclui o reconhecimento da área, a caracterização de chuvas intensas, simulações do sistema atual e de soluções propostas, além da integração com o ambiente construído e diretrizes para o planejamento urbano.

“O estudo pretende apresentar um conjunto de soluções para mitigação das inundações nas sub-bacias do Rio Carangola dentro do território municipal, avaliadas por meio de simulações matemáticas. As diretrizes adotadas se baseiam na abordagem de infraestrutura verde e azul, que considera o território na escala da bacia hidrográfica e organiza as intervenções a partir das conexões entre áreas de interesse ecológico e áreas urbanas, utilizando a própria rede hidrográfica como elemento estruturador do planejamento da paisagem e do projeto de controle de inundações”, explicou o coordenador do projeto e professor da Escola Politécnica, Marcelo Gomes Miguez.

O coordenador do projeto e professor da Escola Politécnica, Marcelo Gomes Miguez | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

UFRJ comemora 80 anos do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho

A Universidade Federal do Rio de Janeiro está em festa pelos 80 anos do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), considerado um dos mais importantes centros de pesquisa, formação acadêmica e impacto social do país. A cerimônia de celebração foi realizada na tarde de sexta-feira, 12/12, no Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da UFRJ, em Botafogo, Zona Sul do Rio. O reitor da Universidade, Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, integraram a mesa de honra do evento, que também foi composta pela vice-decana do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Lina Zingali. O IBCCF, por sua vez, foi representado pelo diretor, Kildare Rocha de Miranda, e pela vice-diretora, Adriane Regina Todeschini.

A programação, que uniu ciência, história e cultura, se estendeu até a noite. Foram várias atividades: apresentações sobre as contribuições científicas e os programas temáticos do instituto; lançamento do documentário “Curare – quando a ciência encontra a vida”, dirigido por Daniel dos Anjos; conferência do professor da University of Québec,Tiago H. Falk, com o tema “Rumo à saúde 5.0: o papel (e os riscos) da inteligência artificial”; apresentação musical de chorinho; exposição “25 anos do Espaço Memorial Carlos Chagas Filho (EMCCF)”. Além disso, não faltou reconhecimento para aquele que lançou as bases da octogenária instituição, com a criação de um núcleo estável de pesquisa experimental:

“É impossível falarmos do Instituto de Biofísica sem primeiramente reconhecermos todo o legado de Carlos Chagas Filho, egresso da Faculdade de Medicina, professor emérito e uma pessoa que tem seu nome colocado no nosso IBCCF. Tenho muita honra e gratidão por ter sido aluno dele. Nesta celebração, também temos que pensar no futuro, já que o Instituto de Biofísica exerce um papel estratégico ao atuar nesse território onde se investiga o que sustenta e também o que termina a vida. Temos inúmeros exemplos de grandes contribuições feitas por integrantes do instituto para a ciência, a tecnologia e a formação de estudantes. Neste sentido, como reitor da UFRJ, reafirmo nosso compromisso em defender a ciência com transparência, seus estudos, laboratórios, bibliotecas, equipes técnicas e estudantes”, afirmou Medronho no evento.

Reitor da UFRJ, Roberto Medronho, durante programação comemorativa do IBCC | Foto: Sonia Toledo

Fundado em 17 de dezembro de 1945 pelo cientista Carlos Chagas Filho, ao longo das décadas, o IBCCF tornou-se responsável por significativas contribuições em áreas como biofísica, bioquímica, fisiologia e biotecnologia. A respeito da trajetória do instituto, que é referência nacional e internacional em pesquisa interdisciplinar, Turci, não economizou nos elogios:

“Sempre que as pessoas pensam no IBCCF, logo associam à excelência. Não só no ensino, na pesquisa e na extensão, mas também na inovação. Que essa unidade continue sendo cada vez mais forte, fortalecendo a nossa Universidade e contribuindo com a formação de cidadãos conscientes do que precisamos fazer para que o nosso país seja ainda melhor, mais humano e mais justo!”.

UFRJ sedia Fórum China-Brasil de Educação em Engenharia

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recebeu, na terça-feira, 9/12, no auditório da Escola de Química, no Centro de Tecnologia, uma delegação da Universidade de Petróleo da China (CUP) para o Fórum China-Brasil de Educação em Engenharia. Realizado no âmbito do recém-criado centro de excelência em engenharia Instituto de Engenheiros de Destaque, o evento teve como finalidade aprofundar as discussões sobre os acordos de cotutela e detalhar como os programas de pós-graduação em engenharia poderão se beneficiar da parceria entre as instituições.

Na ocasião, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destacou que o Brasil e a China são países centrais para o Sul Global, com vasta capacidade científica e tecnológica, população expressiva e grande potencial de desenvolvimento. Para Medronho, discutir educação em engenharia no âmbito bilateral significa projetar o futuro dos dois países.

“É na formação de engenheiros e engenheiras que preparamos quem vai projetar nossas infraestruturas, liderar a tão necessária transição energética, inovar nas tecnologias e propor soluções sustentáveis para os grandes desafios sociais, econômicos e ambientais”, afirmou.

O reitor também ressaltou os benefícios concretos que são esperados a partir da cooperação bilateral, tais como: o fortalecimento da formação de recursos humanos altamente qualificados; a aproximação entre universidades e setor produtivo; e o estímulo a projetos conjuntos em áreas estratégicas – energia, transição energética, digitalização, meio ambiente e inovação industrial.

“Quando Brasil e China se unem em torno da ciência, da educação e da engenharia, contribuem para soluções que beneficiam não só os nossos países, mas diversos outros em desenvolvimento”, disse Medronho.

Na UFRJ, o Instituto de Engenheiros de Destaque é dirigido pelo professor Cristiano Borges, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe). “Esperamos que esta seja uma longa parceria para a formação de mestres e doutores”, declarou o docente.

Participaram do evento internacional, ainda, o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ, João Torres de Mello Neto; a conselheira para Assuntos Educacionais da Embaixada da República Popular da China no Brasil, Chen Mo; o presidente e o vice-presidente da CUP, Jin Yan e Zhang Guangqing, respectivamente; e a professora da CUP Zao Ying.

Homenagens

Durante o fórum, a UFRJ e a CUP reconheceram professores de ambas as instituições pelos esforços institucionais empreendidos para ampliar a cooperação entre os países. Confira a lista de professores credenciados:

Pela CUP

  • Roberto Medronho
  • João Ramos Torres de Mello Neto
  • Papa Matar Ndiaye
  • Suzana Kahn Ribeiro
  • Cláudia do Rosário Vaz Morgado
  • Andréa Medeiros Salgado
  • Jean-David Caprace
  • Cristiano Piacsek Borges
  • Marcelo Igor Lorenço de Souza
  • Murilo Augusto Vaz
  • Su Jian

Pela UFRJ

  • Yan Jin
  • Guangqing Zhang
  • Linlin Wang
  • Botao Lin
  • Qi Liu
  • Quan Xu
  • Yangye He
  • Chen An

UFRJ celebra os 15 anos do Instituto de História

Uma importante cerimônia comemorou, na terça-feira, 9/12, os 15 anos do Instituto de História (IH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Criado em dezembro de 2010, a partir da extinção do antigo Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs), o IH usufrui de autonomia institucional, integrando-se como unidade universitária independente do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH). A celebração foi realizada no Salão Nobre do instituto, no Largo São Francisco de Paula, no centro do Rio de Janeiro.

“A UFRJ nos mostra que estamos sempre andando, acompanhando o crescimento do que nós precisamos para a educação desse país. Nosso maior capital é o capital humano, e precisamos investir muito para que tenhamos uma infraestrutura física que seja compatível com o nosso corpo social. Criamos um grupo de trabalho e, juntamente com a direção do instituto, temos feito reuniões com diferentes órgãos públicos para conseguir melhorias de infraestrutura. Vamos lutar juntos para conseguir melhorar as condições também para os nossos servidores técnico-administrativos em Educação, professores, para que os nossos estudantes tenham o melhor possível para mudar um pouco a situação tão precária que nós temos ainda nesse país”, disse a vice-reitora da UFRJ, professora Cássia Turci.

A vice-reitora da UFRJ, professora Cássia Turci, durante a cerimônia que comemorou os 15 anos do Instituto de História da UFRJ | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

Durante o evento, representantes do Centro Acadêmico Manoel Maurício de Albuquerque (Camma) pediram investimentos em melhorias estruturais no IH, além de destacarem a importância do instituto na construção da memória e da identidade nacional. Também enfatizaram o papel do Camma na organização de atividades acadêmicas e culturais ao longo dos últimos anos. Jessie Jane Vieira, diretora do Ifcs na época da criação do IH, lembrou a longa luta dos docentes pela transformação do departamento em instituto, reconhecendo as dificuldades administrativas enfrentadas, especialmente relacionadas à gestão e às estruturas institucionais.

Também compuseram a mesa solene o decano do CFCH, Vantuil Pereira; a diretora do IH, Marta Mega; a vice-diretora do IH, Lise Fernanda Sedrez; e a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise Pires de Carvalho. Eles apontaram a importância histórica e simbólica do Instituto de História, lembrando que sua criação representou mais do que uma mudança administrativa, mas a consolidação de um projeto coletivo construído ao longo de décadas. Destacaram ainda o protagonismo da graduação, o fortalecimento da pesquisa e da pós-graduação, além do papel central do instituto na formação de professores e historiadores. 

“Nesses 15 anos, o instituto é reconhecido como referência nacional na formação de historiadores. Oferece cursos de bacharelado e licenciatura em História, além de programas de pós-graduação reconhecidos. Os diferentes programas de pesquisa renovam continuamente a investigação histórica no Brasil, promovendo o diálogo interdisciplinar e a produção do conhecimento crítico. O Instituto de História também se destaca pelas atividades de extensão que aproximam a Universidade da sociedade, promovendo debates, jornadas de estudos, conferências e projetos que fortalecem o vínculo entre saber histórico e cidadania”, observou Marta Mega.

A diretora do IH, Marta Mega | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

Passado, presente e futuro do IH entrelaçaram-se na celebração, que contou com plateia lotada. Gratidão e esperança marcaram os 15 anos como um ponto de partida para novas conquistas. Os participantes reafirmaram, ainda, a inserção do instituto em um projeto mais amplo de revitalização cultural do centro do Rio, com o reconhecimento da importância do capital humano formado por docentes, técnicos e estudantes.

A celebração foi realizada no Salão Nobre do instituto, no Largo São Francisco de Paula, no centro do Rio de Janeiro | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

UFRJ abre as portas para encontro da Escola Internacional dos Brics: Nova Geração

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sedia, nos dias 3 e 4/12, as atividades do encontro anual da Escola Internacional dos Brics: Nova Geração, voltado para o fortalecimento da cooperação internacional entre os países do bloco e da agenda do Sul Global. As palestras e debates acontecem no auditório da Escola de Química, no Centro de Tecnologia, e são abertas ao público.

Na cerimônia de abertura, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, enfatizou a importância do diálogo, da diversidade e da colaboração entre as nações, especialmente no contexto dos Brics e para o enfrentamento de importantes desafios globais, tais como a crise ambiental, a desigualdade social, as ameaças à democracia e as transformações tecnológicas.

“Ao receber esse encontro internacional, reafirmamos nossa vocação para dialogar com o mundo e contribuir para a formação de lideranças capazes de transformar suas sociedades. Este é um espaço de formação política, intelectual e humana”, afirmou Medronho.

Na ocasião, um vídeo da primeira-dama, Janja Lula da Silva, foi exibido, no qual ela reafirmou o compromisso do governo Lula com o fortalecimento dos espaços multilaterais e a ampliação de alianças e parcerias – aspectos considerados prioritários na política internacional e no exercício da presidência dos Brics.

“Em 2024 e 2025, o Brasil presidiu importantes fóruns internacionais, como o G20 e a COP 30, possibilitando que retomássemos nossa política externa positiva, orientada pela solidariedade, pela cooperação e pelo benefício mútuo. Colhemos resultados políticos relevantes, contribuindo para o fortalecimento do multilateralismo, e ampliamos a participação social nesses processos, algo que consideramos fundamental e estratégico”, disse Janja.

A primeira-dama também defendeu que os estudos sobre o bloco, que estão no foco do evento sediado pela UFRJ, são cruciais para a formação de uma nova geração de líderes e estudiosos que atuem em prol do desenvolvimento, da cooperação e da paz.

“Compreendemos que desafios globais como a crise climática e ambiental, as guerras e conflitos armados que enfrentamos hoje como humanidade, só serão superados com ações coordenadas entre as nações”, complementou.

Para a vice-reitora da Escola Superior de Economia (Universidade HSE), da Rússia, Victoria Panova, que também comanda o Brics Expert Council-Russia, o encontro é fundamental para promover maior conhecimento mútuo. “É vital que compreendamos a história, as tradições, a mentalidade e as abordagens à governança global e às relações internacionais uns dos outros”, disse.

Além do reitor da UFRJ e da vice-reitora da HSE, o cônsul-geral da Federação da Rússia no Rio de Janeiro, Andrei Petrov, compôs a mesa de abertura do evento internacional. “Espero que cada sessão deste encontro seja um tijolo a mais na parede de nosso futuro”, afirmou.

Escola Internacional dos Brics: Nova Geração (Brics International School: New Generation | Brazil)

Pela primeira vez realizada fora da Rússia, onde foi criada, a Escola Internacional dos Brics: Nova Geração é um projeto educacional internacional de destaque, voltado para jovens líderes das nações que compõem o Brics. O programa da edição 2025 é organizado pelo Brics Expert Council–Russia, pela Universidade HSE e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o apoio do Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa. Neste ano, a Escola está sendo realizada no âmbito da Presidência do Brasil no Brics.

O público-alvo é composto por cientistas, analistas, diplomatas, representantes de ministérios e agências governamentais, especialistas de centros de pesquisa, empreendedores, jornalistas e líderes de organizações da juventude e da sociedade civil, com idades entre 18 e 35 anos.

A programação inclui palestras e sessões estratégicas, nas quais os jovens líderes terão a oportunidade de aprofundar-se nas áreas-chave de cooperação dos Brics e de discutirem o papel do grupo na formação de um novo equilíbrio global de poder.

O objetivo principal é construir uma comunidade de jovens profissionais dedicados ao diálogo internacional, ao intercâmbio cultural e à promoção de uma agenda Brics positiva em escala global.

Saiba mais aqui.

UFRJ sedia abertura do VIII Encontro Nacional do Forcult

Teve início na segunda-feira, 1º/12, o VIII Encontro Nacional do Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras (Forcult). Desta vez, o anfitrião do evento, que vai até o dia 5/12, é o Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Servidores, discentes, agentes culturais, pesquisadores e terceirizados, que atuam na gestão cultural universitária do país, podem participar da programação híbrida, que inclui mesas temáticas, reuniões de grupos de trabalho e apresentação de relatos de experiências. 

Na mesa de abertura, realizada no Auditório Pedro Calmon, situado no Palácio Universitário, no campus Praia Vermelha, a UFRJ foi representada pelo reitor, Roberto Medronho, a vice-reitora, Cássia Turci, e a coordenadora do FCC, Christine Ruta. Na ocasião, também estiveram presentes o presidente do Forcult e pró-reitor de Cultura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fernando Mencarelli; e as secretárias do Ministério da Cultura (MinC) Roberta Martins, de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, e  Márcia Rollemberg, de Cidadania e Diversidade Cultural:  

“Falar em cultura é tratar de identidade nacional. Temos uma sociedade fantasticamente diversa com as contribuições de vários povos: indígenas, negros e os de matrizes europeias. A cultura costura todas essas diferenças e nos dá sentido de pertencimento. Essa é nossa grande fortaleza! No entanto, também temos uma realidade social profundamente desigual. Precisamos combater o apagamento de memórias e de manifestações culturais, que, durante muito tempo, foram negligenciadas. Temos que valorizar e integrar a cultura e a criatividade vindas das favelas e periferias. É necessário fortalecer a relação entre cultura, educação e cidadania. Sem cultura não há democracia, nem direitos humanos”, enfatizou Medronho.

Foto: Aní Coutinho (SGCOM/UFRJ)

Durante sua fala, Christine Ruta questionou que tipo de Brasil se deseja projetar com o poder simbólico da cultura. A resposta da coordenadora do FCC veio na colocação feita na sequência: “Nossas línguas, festas, tradições, religiões, museus, terreiros, quilombos e aldeias compõem um patrimônio vivo, que ninguém pode importar ou copiar. Quando o Estado brasileiro investe em cultura, protege fronteiras simbólicas, fortalece a democracia e garante a autonomia de pensamento, especialmente num país que já viveu a censura. Não há soberania cultural se as vozes que fundaram este país seguem silenciadas. As culturas afro-brasileiras e indígenas não são recortes, são pilares da nossa formação. Fortalecer políticas de cultura é enfrentar o racismo estrutural e o colonialismo interno, garantir recursos, espaços, formação e poder de decisão para artistas, mestres, griôs, lideranças indígenas e negras em todo o nosso território”.

Ao referir-se à programação do evento, Cássia Turci chamou a atenção para o caráter abrangente das atividades ofertadas ao longo do encontro, que amplia o tradicional entendimento a respeito da área cultural: “Quando consultamos esse conjunto de atividades, percebemos, na prática, que a cultura e a arte podem estar presentes em todas as áreas do conhecimento. Há, inclusive, uma temática relacionada à cultura e à crise climática”. Para quem quiser conferir, na íntegra, a programação do VIII Encontro Nacional do Forcult, basta acessar o link:  https://www.even3.com.br/8-forcult-nacional-635621/.

Sobre o Forcult

Entidade de natureza propositiva e consultiva, o Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras, composto por representações regionais e nacional, promove encontros anuais. A intenção é construir possíveis caminhos para uma gestão cultural universitária orientada pelo reconhecimento do papel cultural das Ipes e da transversalidade da cultura nas ações de ensino, pesquisa e extensão, assim como nos diversos campos de conhecimento. 

Principal rede nacional voltada à gestão cultural nas Ipes, o Fórum é um espaço de construção coletiva onde, além de discutir políticas culturais, há o compartilhamento de experiências, o fortalecimento dos vínculos institucionais e a ampliação da capacidade de atuação dos envolvidos — gestores, pesquisadores, estudantes, servidores técnico-administrativos em educação (TAEs), docentes e representantes governamentais.

Evento “Brasil-Rússia: mais perto do que pensamos” celebra cooperação acadêmica com instituições russas

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a Universidade Estatal Russa de Humanidades (RSUH), promoveu, nesta terça-feira, 25/11, no auditório da Inovateca, no Parque Tecnológico, o evento “Brasil-Rússia: mais perto do que pensamos”. O encontro, organizado pela Superintendência-Geral de Relações Internacionais (Sgri), teve como principais objetivos: discutir possibilidades de colaboração entre o Brasil e a Rússia, fortalecer o diálogo entre as comunidades universitárias dos dois países e apresentar oportunidades de mobilidade acadêmica. 

A UFRJ tem, atualmente, 35 acordos vigentes com instituições russas (https://internacional.ufrj.br/pesquisaacordos/). O fortalecimento do diálogo entre as comunidades universitárias dos dois países é importante para a superação de desafios, como a barreira linguística, e o consequente aumento do fluxo de estudantes. “Nossa grande missão é pensar em estratégias políticas que possam favorecer esse movimento de aproximação entre o Brasil e a Rússia”, disse o superintendente substituto e coordenador-geral da Sgri, Guilherme Antunes Ramos.

Na ocasião, a vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci, enfatizou que a universidade brasileira tem grande interesse em ampliar os acordos de cooperação acadêmica com a Rússia. “Nós temos incentivado essas iniciativas, nós temos comemorado os entendimentos, porque o nosso foco é fazer com que os nossos estudantes e os estudantes da Rússia se conheçam melhor, tanto em termos técnicos quanto em termos culturais. Nossas culturas são diferentes, mas, ao mesmo tempo, essa mistura, esse intercâmbio faz com que nós cresçamos”, afirmou.

O vice-ministro da Ciência e do Ensino Superior da Rússia, Konstantin Mogilevsky, afirmou, em vídeo exibido na teleconferência, que a crescente demanda por uma interação mais estreita no plano interpessoal e intercultural relaciona-se à influência dos Brics no cenário global. “A cooperação entre nossos países tradicionalmente se sustenta no compromisso comum de fortalecer um mundo multipolar”, declarou.

Para Larissa Caroline Souza da Silva, mestre em Relações Internacionais pelo Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGRI/Uerj), o intercâmbio na Rússia proporcionou maior contato com pesquisadores de vários países, o que enriqueceu sua formação acadêmica e pessoal. “Consegui visitar lugares que até então eu só conhecia através de livros, fotografias e vídeos, além de ter conhecido outras pessoas, de ter participado de programas que me enriqueceram enquanto pesquisadora e também como pessoa”, compartilhou. 

Já a coordenadora-geral da Associação de Pós-Graduandos da UFRJ, Natália Trindade, explicou que muitos estudantes desejam fazer intercâmbio, mas enfrentam dois obstáculos principais: falta de informação sobre como participar dos programas e dificuldades financeiras para viajar e se manter no exterior. “As ações de financiamento são muito importantes para que os estudantes possam internacionalizar. Para a grande maioria dos jovens brasileiros, realizar uma viagem internacional é um luxo”, defendeu. Natália também reivindicou mais investimentos em políticas linguísticas — tanto para o ensino de russo no Brasil quanto de português na Rússia — e em iniciativas culturais que aproximem os dois países.

Semestralmente, a Sgri lança editais de mobilidade para as instituições com as quais a UFRJ possui acordos de cooperação. Os interessados podem acompanhar as oportunidades pelo site e pelas mídias sociais da Sgri.

Participantes da teleconferência

Participaram do evento “Brasil-Rússia: mais perto do que pensamos” a vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci; o superintendente substituto e coordenador-geral da Sgri, Guilherme Antunes Ramos; a pesquisadora da UFRJ, doutora em Ciência da Literatura/Teoria Literária, Verônica de Araújo Costa; a coordenadora-geral da Capes, Helena Cristina Cavalcanti de Albuquerque; o vice-ministro da Ciência e do Ensino Superior da Rússia, Konstantin Mogilevsky; o diretor do Centro de Consultoria para ONGs do Knowledge Hub, da RSUH, Kirill Kostin; o chefe do Departamento de Cooperação Juvenil Internacional e Turismo do Ministério da Ciência e do Ensino Superior da Rússia, Konstantin Malyshev; o vice-diretor da agência russa Rossotrudnichestvo, Pavel Shevtsov; o vice-diretor de Cooperação Internacional do Knowledge Hub, Ivan Kryazhev; e a pesquisadora russa especialista em estudos brasileiros Daria Litova. A mediação foi do russo Alexander Dashichev. Apresentaram experiências de colaboração Brasil-Rússia o professor da UFRJ Alexander Zhebit e as pesquisadoras Larissa Caroline Souza da Silva (Uerj) e Natália Trindade (UFRJ). 

Na plateia, estudantes da graduação e da pós-graduação, professores e representantes das pró-reitorias e de superintendências da UFRJ.

Assista à teleconferência aqui.

Estudantes da graduação e da pós-graduação prestigiaram o evento no auditório da Inovateca