Fórum debate os caminhos da ciência e da inovação para construir o Brasil de 2050

“A soberania, hoje, depende cada vez mais da capacidade de produzir ciência, dominar tecnologias estratégicas, formar pessoas altamente qualificadas e transformar inovação em melhoria concreta da vida da população.” Com essa reflexão, o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, abriu, nesta terça-feira (30/6), o fórum Diálogos para o Futuro – O Brasil em 2050, realizado no Salão Dourado do Palácio Universitário, na Praia Vermelha. 

Em seu discurso de abertura, Medronho defendeu que pensar o Brasil de 2050 significa assumir, desde já, um compromisso com a construção de uma nação mais justa, sustentável, democrática e soberana. Segundo ele, ciência, tecnologia e inovação devem ocupar posição central nesse projeto. 

“Um país que não investe em ciência depende da inteligência dos outros. Um país que não domina tecnologias críticas se torna vulnerável nas cadeias globais de valor. E um país que não articula universidades, institutos de pesquisa, Estado e setor produtivo perde a oportunidade de transformar sua riqueza natural, cultural e humana em desenvolvimento social”, afirmou.

O reitor também defendeu mudanças no modelo de financiamento da pesquisa científica brasileira. Para ele, o país precisa investir em grandes missões nacionais, articulando universidades, institutos de pesquisa, empresas e governos em torno de desafios estratégicos. 

Entre as prioridades citadas estão a transição energética, o enfrentamento da crise climática, a saúde, a segurança alimentar, a inteligência artificial, os semicondutores, a biotecnologia, o fortalecimento do complexo econômico-industrial da saúde e a neoindustrialização sustentável. “A competição faz parte da ciência, mas ela não pode substituir a cooperação. O país precisa financiar grandes missões nacionais, com recursos robustos, continuidade e visão estratégica”, destacou Medronho.

Ao apresentar o papel da UFRJ nesse processo, Medronho reafirmou o compromisso institucional com o desenvolvimento do país. “Somos uma universidade pública, nacional, comprometida com a excelência acadêmica e com o destino do Brasil. Produzimos ciência, formamos gerações, inovamos, cuidamos de pessoas, preservamos memória e cultura e contribuímos para o pensamento crítico do país”, disse. 

 O reitor defendeu também um novo pacto nacional em defesa da ciência e da inovação. “Que este encontro seja mais do que um seminário. Que seja um chamado à construção de um novo pacto nacional pela ciência, pela tecnologia, pela inovação e pelo desenvolvimento soberano. O Brasil de 2050 começa nas escolhas que fazemos hoje”, observou. 

Promovido pela Revista Fórum, em parceria com a UFRJ, o encontro reuniu pesquisadores, gestores públicos, representantes do setor produtivo e da sociedade civil para discutir estratégias de desenvolvimento para o país nas próximas décadas.

Extensão e Agenda 2030

A pró-reitora de Extensão da UFRJ, Ivana Bentes, destacou que as universidades têm papel decisivo na construção dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e afirmou que a extensão universitária compartilha, em sua essência, os princípios da Agenda 2030. Ela argumentou que os quatro eixos do encontro — transição ecológica, neoindustrialização, desenvolvimento social e democracia, comunicação e inteligência artificial — formam uma agenda integrada para o futuro do país.

Ivana também ressaltou a proposta brasileira de incorporar três novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável: o ODS 18 (Igualdade Étnico-Racial), o ODS 19 (Arte, Cultura e Comunicação) e o ODS 20 (Direitos dos Povos Originários e Comunidades Tradicionais). De acordo com a pró-reitora, centenas de ações de extensão desenvolvidas pela UFRJ já contribuem diretamente para essas agendas.

Na abertura do evento, o jornalista Renato Rovai, fundador da Revista Fórum, afirmou que discutir o Brasil de 2050 significa transformar sonhos em projetos concretos de país. Segundo ele, o encontro busca reunir diferentes setores da sociedade para construir propostas capazes de fortalecer a democracia, ampliar as políticas públicas e enfrentar os desafios das próximas décadas.

A programação contou com a participação de pesquisadores, gestores públicos e especialistas de diferentes áreas, entre eles o filósofo Renato Janine Ribeiro, a diretora da Coppe/UFRJ, Suzana Kahn, o presidente do IBGE, Márcio Pochmann, a professora da Escola de Comunicação da UFRJ Ivana Bentes, a cientista Nina da Hora e representantes do BNDES, do governo federal, da Prefeitura de Maricá e de instituições de pesquisa.

Museu da Computação é reinaugurado e amplia preservação da memória da informática brasileira

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) reinaugurou nesta terça-feira (17/6) o Museu da Computação, espaço dedicado à preservação da história da informática brasileira e da contribuição da universidade para o desenvolvimento tecnológico do país. Instalado no Instituto Tércio Pacitti de Aplicações e Pesquisas Computacionais (NCE), o museu apresenta uma nova configuração expositiva, resultado de um amplo processo de revitalização realizado nos últimos anos.

A história do museu começou há quase uma década. Seu marco inicial ocorreu em 2017, quando foi inaugurada a primeira versão do espaço, fruto do trabalho de pesquisadores, servidores e colaboradores empenhados em preservar equipamentos, documentos e sistemas desenvolvidos na UFRJ ao longo de décadas.

A reinauguração foi viabilizada por recursos obtidos em edital do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) voltado à revitalização de espaços científico-culturais. O investimento permitiu a realização de obras de adequação, a criação de uma nova expografia, a ampliação do acervo exposto e a modernização da experiência de visitação.

O Museu da Computação reúne artefatos tecnológicos produzidos entre as décadas de 1970 e o início dos anos 2000, período em que a UFRJ se destacou como um dos principais centros brasileiros de desenvolvimento em informática. O acervo preserva equipamentos, protótipos, documentos e sistemas criados nos laboratórios da universidade em uma época marcada pelos esforços nacionais para construir autonomia tecnológica e fortalecer a indústria brasileira de computação.

Durante a cerimônia, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, ressaltou que a preservação dessa memória é estratégica para o país em um contexto de rápidas transformações tecnológicas. “Conhecer a nossa história nos permite compreender que o Brasil não está condenado a ser apenas consumidor de tecnologias desenvolvidas no exterior. Temos capacidade para produzir conhecimento, inovar e criar caminhos próprios”, afirmou.

Para o reitor, o museu também representa uma reflexão sobre soberania nacional. “Preservar essa memória é especialmente importante em um momento em que as tecnologias digitais, a inteligência artificial, o processamento de grandes volumes de dados e a cibersegurança se tornam dimensões estratégicas da soberania nacional”, destacou.

A coordenadora do museu, Ana Lúcia Rodrigues, destacou que o espaço busca mostrar que a história da computação vai muito além da rápida sucessão de tecnologias. “A computação é sempre orientada para o futuro. O Museu da Computação da UFRJ abre suas portas para provar que a computação tem, sim, muita história para contar”, argumentou.

O acervo apresenta os resultados de um período em que pesquisadores brasileiros desenvolveram soluções tecnológicas próprias e contribuíram para a formação de profissionais altamente qualificados. “Orgulhosamente reforçamos que o museu apresenta os resultados da construção de uma identidade nacional na área de computação e expõe os frutos do conhecimento produzido na UFRJ entre as décadas de 1970 e o início dos anos 2000”, disse.

A diretora do Instituto Tércio Pacitti, Angélica Fonseca da Silva Dias, ressaltou que o museu preserva não apenas equipamentos históricos, mas também a trajetória de pessoas que ajudaram a construir a ciência e a tecnologia no Brasil. “O Museu da Computação nasce da convicção de que conhecer nossa trajetória é essencial para construir o futuro. Cada equipamento, documento, fotografia e relato preservados representa um capítulo da história da ciência, da tecnologia e da inovação em nosso país”, observou.

Já o decano do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), Cabral Lima, destacou a importância da preservação da memória para a produção de novos conhecimentos. “A computação tem história. Tudo aquilo que queremos transmitir às próximas gerações precisa ser preservado. Conhecer o passado é essencial para construir o futuro”, disse.

Além de preservar a memória da computação brasileira, o museu foi concebido como espaço de ensino, pesquisa, extensão e divulgação científica. A proposta inclui atividades educativas, ações de acessibilidade, exposições temáticas e o uso de recursos digitais capazes de aproximar diferentes públicos da história da tecnologia produzida no país.

Após os pronunciamentos, foi realizado o descerramento da placa inaugural e a visitação ao espaço, que passa a integrar a rede de museus e centros de memória da UFRJ.

Instituto de Nutrição Josué de Castro celebra 80 anos de história, ciência e compromisso social

“Ao escrever obras fundamentais, como Geografia da Fome e Geopolítica da Fome, Josué de Castro retirou a fome do campo da fatalidade e a colocou no centro da responsabilidade política e social. Demonstrou que a fome tem causas concretas e que, portanto, pode e deve ser superada pela ação humana. Essa compreensão permanece extraordinariamente atual.”

Com essa reflexão, o reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, resumiu o espírito da celebração dos 80 anos do Instituto de Nutrição Josué de Castro (INJC), realizada nesta terça-feira (16/6). A solenidade homenageou a trajetória de uma das unidades mais tradicionais da universidade e destacou a atualidade do legado de Josué de Castro, pioneiro nos estudos sobre a fome e a segurança alimentar.

Realizada no Auditório Professora Maria Thereza Loureiro Lima, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), a cerimônia reuniu estudantes, docentes, técnicos-administrativos e representantes da administração central da universidade para celebrar oito décadas de uma instituição que se tornou referência nacional no ensino, na pesquisa e na extensão na área da alimentação e nutrição.

Criado em 1946, o instituto carrega o nome de um dos mais importantes intelectuais brasileiros do século XX. Médico, pesquisador, professor e diplomata, Josué de Castro revolucionou a compreensão sobre a fome ao demonstrar que ela não era resultado da escassez natural de alimentos, mas consequência de estruturas sociais e econômicas injustas.

Durante a solenidade, Medronho ressaltou a atualidade do pensamento de Josué de Castro e a relevância do trabalho desenvolvido pelo instituto ao longo de suas oito décadas de existência. “O maior legado desta instituição talvez esteja na capacidade de articular excelência acadêmica e compromisso público. A ciência encontra sua expressão mais elevada quando se coloca a serviço da vida, da dignidade e da transformação da sociedade”, afirmou.

Em sua fala, o reitor destacou ainda que o instituto ajudou a consolidar a nutrição como campo científico e profissional no Brasil, formando gerações de profissionais comprometidos com a saúde pública, a segurança alimentar e a justiça social. “Que as novas gerações continuem honrando a visão pioneira de Josué de Castro, reafirmando que a fome não é uma fatalidade e que a alimentação adequada não é um privilégio: é um direito”, conclamou.

Representando a família do patrono, Ricardo de Castro, neto de Josué de Castro, emocionou o público ao lembrar que a obra do avô continua inspirando os debates contemporâneos sobre alimentação, desigualdade e desenvolvimento. “Josué compreendeu cedo que a fome não era fruto da natureza, da seca ou da escassez inevitável de alimentos. A fome era produzida por estruturas sociais injustas, pela desigualdade de renda, pela concentração da terra e pela ausência de políticas públicas”, observou.

Para Ricardo, o instituto mantém vivo não apenas o nome, mas também o método de pensamento deixado pelo fundador. “Ao dar nome a este instituto, Josué não está presente apenas como memória. Ele está presente como método, uma forma de olhar para a nutrição de maneira ampla, interdisciplinar e comprometida com a transformação da realidade social”, disse.

A diretora do INJC, Avany Fernandes Pereira, destacou o papel da comunidade acadêmica na construção da história da unidade e definiu o instituto por quatro palavras: formar, acolher, refletir e agir. Em sua fala, agradeceu a dedicação de docentes, técnicos, estudantes e trabalhadores terceirizados que contribuíram para o fortalecimento da instituição ao longo dos anos.

Já a vice-diretora Verônica Oliveira ressaltou o desafio permanente de construir o futuro sem perder de vista o legado deixado por Josué de Castro. Segundo ela, o instituto segue produzindo conhecimento e formando profissionais comprometidos com uma alimentação mais justa, adequada e acessível para toda a população.

O decano do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Luiz Eurico Nasciutti, também enfatizou a atualidade das questões enfrentadas pelo instituto. Em seu discurso, lembrou que desafios como a fome, a insegurança alimentar, as mudanças climáticas e a desinformação nutricional reforçam a importância da atuação da unidade na formação de profissionais críticos e comprometidos com a transformação social.

A cerimônia foi aberta por uma apresentação especial do médico pediatra, pesquisador e compositor Antônio Ledo, que interpretou a canção Tributo ao INJC e Josué de Castro, composta especialmente para a celebração dos 80 anos do instituto. A música aborda momentos marcantes da trajetória de Josué de Castro e destaca seu legado científico, humanista e político no combate à fome.

Em versos que lembram obras de Josué de Castro e a atuação do intelectual pernambucano na denúncia das desigualdades sociais, a composição homenageou aquele que transformou a compreensão da alimentação em um tema central para a construção de uma sociedade mais justa.

Ao longo de oito décadas, o Instituto de Nutrição Josué de Castro consolidou-se como uma referência nacional no ensino, na pesquisa e na extensão. A unidade oferece o tradicional curso de graduação em Nutrição, criado em 1948, participou da implantação do curso de Nutrição da UFRJ em Macaé e foi responsável pela criação, em 2011, do primeiro curso público de Gastronomia da Região Sudeste.

Hoje, o instituto também atua na formação de estudantes de diferentes áreas da saúde e mantém programas de pós-graduação reconhecidos nacionalmente, contribuindo para a produção de conhecimento e para a formulação de políticas públicas voltadas à alimentação e à nutrição.

Ao encerrar a cerimônia, a comunidade acadêmica foi convidada a visitar a exposição Identidade e Memória: 80 anos do Instituto de Nutrição Josué de Castro da UFRJ, que reúne fotografias históricas e capas de livros produzidos por docentes e técnicos da unidade, celebrando a trajetória de uma instituição cuja história se confunde com a própria luta pelo direito humano à alimentação adequada no Brasil.

UFRJ promove encontro internacional sobre crise climática e cenário global

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou nesta quinta-feira (22/5), na Inovateca, o 6º Encontro Anual Internacional – CCS em Faces 2026, promovido pelo Centro de Ciências da Saúde (CCS), por meio da Coordenação de Relações Internacionais (CRI). Com o tema “Crise Climática e o Cenário Global”, o evento reuniu pesquisadores, estudantes, gestores públicos e representantes da sociedade civil para debater os desafios impostos pelas mudanças climáticas e suas consequências para a saúde pública, o meio ambiente e as relações internacionais.

Na abertura do encontro, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destacou a necessidade de articulação entre ciência, políticas públicas e cooperação internacional para enfrentar a crise climática. Em seu discurso, afirmou que o tema representa “talvez o maior desafio civilizatório do nosso tempo”.

Medronho ressaltou ainda que os efeitos das mudanças climáticas já impactam diretamente a vida das populações em todo o planeta, especialmente os grupos mais vulneráveis. “A crise climática não é uma abstração distante. Ela já se manifesta no aumento da frequência de eventos extremos, na intensificação de enchentes, secas e ondas de calor, na insegurança hídrica e nos impactos sobre a biodiversidade e a saúde humana”, afirmou.

Ao defender o papel da universidade pública diante desse cenário, Medronho destacou a importância da integração entre diferentes áreas do conhecimento e do fortalecimento da cooperação internacional. Segundo ele, a UFRJ tem ampliado suas parcerias acadêmicas com instituições estrangeiras, especialmente com universidades dos países do Brics, como parte da estratégia de internacionalização da instituição.

O decano do CCS, Luiz Eurico Nasciutti, enfatizou o caráter simbólico desta edição do encontro, que coincide com os 12 anos de criação da Coordenação de Relações Internacionais do centro. Para ele, a internacionalização se consolidou como um eixo estratégico para a produção do conhecimento e o fortalecimento institucional do CCS.

“Em um cenário marcado pela intensificação da crise climática e de seus impactos sobre a saúde, o meio ambiente e as desigualdades sociais, torna-se indispensável promover reflexões interdisciplinares e intersetoriais capazes de aproximar ciência, políticas públicas e sociedade”, afirmou o decano.

Ao longo do dia, o encontro promoveu debates sobre crise climática e cenário global, acordos internacionais, gestão ambiental e gestão pública da saúde. A programação contou com pesquisadores da UFRJ, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e da Universidade de Beihang, na China.   A superintendente-geral de Relações Internacionais da UFRJ, Andrea Belfort, o coordenador de Relações Internacionais do CCS, Andrew Macrae, e a chefe de gabinete da Reitoria, Fabiana Fonseca, também participaram do evento, entre outros.   

UFRJ inaugura Centro de Livros da China na Faculdade de Letras

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou, na quarta-feira (13/5), o Centro de Livros da China, instalado na Faculdade de Letras. A iniciativa é fruto da cooperação entre a UFRJ e o Grupo de Publicações Internacionais da China (China International Publishing Group – CIPG) e contou ainda com a participação do Instituto Confúcio da UFRJ, da China International Book Trading (Group) Co. Ltd. (CIBTC) e do Instituto de Inovação Beihang no Brasil (BIIB).

A cerimônia reuniu autoridades acadêmicas e diplomáticas brasileiras e chinesas, além de estudantes, pesquisadores e representantes da comunidade universitária. O evento incluiu a assinatura de um Memorando de Entendimento entre a UFRJ e o CIPG, seguida do descerramento da placa alusiva à criação do centro.

Durante a solenidade, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, afirmou que o novo espaço simboliza o fortalecimento das relações acadêmicas e culturais entre os dois países. “O China Book Centre nasce não apenas como um espaço de leitura, mas como um centro de circulação de ideias, de aproximação acadêmica e de intercâmbio cultural”, disse o reitor.

Segundo Medronho, a criação do centro representa mais do que a chegada de um acervo bibliográfico à universidade. “A criação de um centro dedicado ao livro chinês na UFRJ é muito mais do que a chegada de um acervo bibliográfico. É a abertura de uma janela para uma civilização milenar”, afirmou.

O reitor observou ainda que a cooperação entre Brasil e China deve ir além das relações econômicas. “As relações entre Brasil e China não podem se limitar ao comércio, aos investimentos ou à infraestrutura. Elas precisam também se apoiar no conhecimento mútuo, na formação de novas gerações, na compreensão cultural, no diálogo acadêmico e na cooperação científica”, argumentou.

Medronho também mencionou a importância estratégica da parceria entre a UFRJ e a Universidade de Beihang, uma das principais instituições chinesas nas áreas de ciência, tecnologia e inovação, além do papel desempenhado pelo Instituto Confúcio na aproximação entre os dois países.

A cerimônia foi realizada ao lado da Biblioteca José de Alencar, da Faculdade de Letras, considerada pelo reitor um dos maiores patrimônios acadêmicos e culturais da universidade brasileira. Em seu pronunciamento, Medronho lembrou que o espaço abriga mais de 400 mil volumes e cerca de 8 mil obras raras autografadas.

Para o vice-presidente do Grupo de Publicações Internacionais da China, Xie Gang, o centro representa um novo passo no aprofundamento das relações culturais entre Brasil e China. Em discurso realizado em chinês, com tradução simultânea para o português, ele afirmou que o espaço deverá funcionar como um ambiente permanente de intercâmbio acadêmico e intelectual.

“Continuaremos atualizando recursos bibliográficos de qualidade e realizando regularmente palestras, encontros de leitura e atividades culturais para promover o intercâmbio entre os dois povos”, afirmou. 

Xie Gang também falou sobre a importância da tradução e da circulação de obras literárias e acadêmicas entre os países, citando a recente publicação, em chinês, do livro O Povo Brasileiro, de Darcy Ribeiro. Segundo ele, iniciativas desse tipo contribuem para ampliar o conhecimento mútuo entre as sociedades brasileira e chinesa.

A cônsul-geral da República Popular da China no Rio de Janeiro, Tian Min, afirmou que o relacionamento entre Brasil e China vive “o melhor momento histórico” e enfatizou o papel da educação, da ciência e da cultura no fortalecimento da cooperação bilateral.

“Os livros são pontes importantes para o diálogo entre diferentes civilizações”, declarou a diplomata, que também defendeu a ampliação dos intercâmbios acadêmicos e culturais entre os dois países.

De acordo com Tian Min, o novo centro deverá se consolidar como um espaço de promoção da cultura chinesa no Brasil e de fortalecimento das relações entre universidades, pesquisadores e estudantes brasileiros e chineses.

Em seu discurso, o decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Afrânio Gonçalves Barbosa, ressaltou a importância da inauguração do espaço para o fortalecimento das relações acadêmicas e culturais entre Brasil e China. Lembrou ainda que o intercâmbio da Faculdade de Letras com instituições chinesas começou há 16 anos e afirmou que a parceria vem ampliando oportunidades de cooperação, ensino e troca cultural entre os dois países.

A cerimônia de inauguração do novo centro foi realizada ao lado da Biblioteca José de Alencar, da Faculdade de Letras, apontada como um dos maiores patrimônios acadêmicos e culturais da universidade brasileira. O espaço abriga mais de 400 mil volumes e cerca de 8 mil obras raras autografadas.

Participaram da solenidade a vice-reitora da UFRJ, Cassia Turci; o diretor da Faculdade de Letras, Roberto de Freitas Junior; a chefe de gabinete da Reitoria, Fabiana Fonseca; a superintendente-geral de Relações Internacionais da UFRJ, Andrea Lima Belfort Duarte; o diretor da Escola de Química, Papa Matar Ndiaye; e o diretor chinês do Instituto Confúcio da UFRJ, Jiang Quanhong, entre outros. 

Reitor participa de comemoração dos 57 anos do ICB e de aula inaugural na Faculdade de Direito

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, participou, na segunda-feira (13/4), de dois eventos institucionais: a celebração dos 57 anos do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) e a aula inaugural da Faculdade Nacional de Direito (FND), com o presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin.

Com o tema “A proteção de vulneráveis na jurisprudência do STJ”, o ministro abriu o semestre na Faculdade de Direito, no Salão Nobre da unidade. Em sua exposição, abordou o papel do Judiciário na garantia de direitos e na interpretação dos valores constitucionais, com ênfase na proteção de grupos mais vulneráveis.

“Esta faculdade foi, é e sempre será a Faculdade Nacional de Direito da Nação Brasileira. O juiz é aquele que olha para os valores previstos na Constituição e nas leis”, afirmou o ministro.

Ao final da aula inaugural, o reitor destacou a relevância do encontro para a universidade e para a formação acadêmica dos estudantes. “Estou certo de que esta aula permanecerá na memória de todos nós como uma abertura à altura da tradição, da excelência e da responsabilidade pública dessa instituição. Foi um momento de reflexão em nome de todos nós, cidadãos deste país”, declarou Medronho.

A mesa da aula inaugural foi composta pelo reitor, que presidiu a cerimônia; pelo diretor da FND, Marilson dos Santos Santana; e pelo representante do Centro Acadêmico Cândido de Oliveira, Lucas Bruno Azevedo; entre outros.

Mais cedo, o reitor participou da abertura das atividades comemorativas do ICB, que seguem até o dia 16 de abril. A programação reúne docentes, estudantes e pesquisadores em palestras, mesas-redondas e apresentações acadêmicas, promovendo o debate sobre os desafios contemporâneos da biomedicina e sua contribuição para o desenvolvimento científico e social do país.

Além do reitor, a mesa solene contou com a vice-reitora, Cássia Turci; o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa, João Ramos Torres de Mello Neto; o decano do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Luiz Eurico Nasciutti; a diretora do ICB, Patrícia Dias Fernandes; o vice-diretor, Leandro Miranda Alves; e a diretora adjunta de Pós-Graduação e Pesquisa, Flávia Gomes.

Durante a cerimônia, o decano Luiz Eurico Nasciutti foi homenageado com uma placa em reconhecimento à sua trajetória e contribuição à universidade.

UFRJ firma parceria com Prefeitura de Porciúncula para estudo de cheias urbanas

Sob os alertas de chuvas intensas no estado, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), por meio da Escola Politécnica, firmou, na sexta-feira, 23/1, uma parceria com a Prefeitura Municipal de Porciúncula e a Fundação Universitária José Bonifácio (Fujb) para o desenvolvimento de um estudo técnico de modelagem das cheias urbanas no município, a partir de um diagnóstico detalhado das inundações fluviais e urbanas. 

O projeto visa avaliar o funcionamento da drenagem urbana do município, o mais setentrional do estado do Rio, no qual estruturas usuais de macrodrenagem falham e os escoamentos pluviais afetam o centro da cidade, somando-se aos efeitos das cheias do Rio Carangola e seus afluentes. Esse contexto se torna ainda mais urgente diante dos eventos registrados em 2020 e 2021, quando graves inundações impactaram significativamente a região, afetando, respectivamente, 26% e 46% da população de Porciúncula. 

Para o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, a parceria “não é meramente um ato administrativo”, mas “um compromisso com vidas humanas, com a prevenção, com planejamento urbano inteligente, com a ciência a serviço da sociedade”. Segundo ele, diante do aumento da frequência e da intensidade dos eventos extremos, investir em estudos técnicos torna-se fundamental para prevenir problemas e proteger a população.

Medronho também enfatizou o caráter colaborativo da iniciativa. “A UFRJ não chega apenas para entregar um produto. Chega para construir com o município, com seus dados, suas equipes e sua realidade territorial. É um trabalho conjunto”, afirmou. Para ele, a troca entre universidade e cidade fortalece tanto a gestão pública quanto a formação acadêmica: “Nossos estudantes e pesquisadores aprendem com o desafio real, com a cidade viva e com a urgência do cotidiano”.

Já a vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci, defendeu a ampliação da presença da UFRJ no interior do estado, ressaltando a importância da troca entre universidade e municípios. “Quando a gente interage com as cidades e com a nossa comunidade, nós levamos conhecimento, mas também temos muito a aprender”, afirmou Cássia, que acredita que a aproximação fortalece os cursos de graduação, os programas de pós-graduação e gera benefícios diretos para toda a comunidade acadêmica.

Egresso da UFRJ, o prefeito de Porciúncula, Guilherme Fonseca Cardoso, por sua vez, destacou a relevância do acordo para o enfrentamento de um desafio histórico do município: as enchentes. Em sua fala, ele enfatizou a confiança na universidade pública brasileira e classificou a parceria com a UFRJ como um legado para as próximas gerações. “Confiar o futuro de Porciúncula a esse projeto é uma decisão importante. O histórico do município em relação às enchentes é muito dramático”, disse.

A cerimônia de assinatura do acordo entre as instituições, realizada no Salão Nobre da Decania do Centro de Tecnologia (CT), contou, ainda, com a participação da vice-decana do CT, Maria Inês Bruno Tavares; da diretora da Escola Politécnica, Cláudia Morgado; do coordenador do projeto, Marcelo Gomes Miguez; e do secretário municipal de Urbanismo de Porciúncula, Gabriel Gonçalves.

Evento aconteceu no Salão Nobre da Decania do CT | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Metodologia do estudo

O projeto prevê o desenvolvimento de um modelo hidrológico e hidrodinâmico capaz de simular os eventos de inundação e testar a efetividade de diferentes cenários de intervenção. A metodologia inclui o reconhecimento da área, a caracterização de chuvas intensas, simulações do sistema atual e de soluções propostas, além da integração com o ambiente construído e diretrizes para o planejamento urbano.

“O estudo pretende apresentar um conjunto de soluções para mitigação das inundações nas sub-bacias do Rio Carangola dentro do território municipal, avaliadas por meio de simulações matemáticas. As diretrizes adotadas se baseiam na abordagem de infraestrutura verde e azul, que considera o território na escala da bacia hidrográfica e organiza as intervenções a partir das conexões entre áreas de interesse ecológico e áreas urbanas, utilizando a própria rede hidrográfica como elemento estruturador do planejamento da paisagem e do projeto de controle de inundações”, explicou o coordenador do projeto e professor da Escola Politécnica, Marcelo Gomes Miguez.

O coordenador do projeto e professor da Escola Politécnica, Marcelo Gomes Miguez | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

UFRJ comemora 80 anos do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho

A Universidade Federal do Rio de Janeiro está em festa pelos 80 anos do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), considerado um dos mais importantes centros de pesquisa, formação acadêmica e impacto social do país. A cerimônia de celebração foi realizada na tarde de sexta-feira, 12/12, no Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da UFRJ, em Botafogo, Zona Sul do Rio. O reitor da Universidade, Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, integraram a mesa de honra do evento, que também foi composta pela vice-decana do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Lina Zingali. O IBCCF, por sua vez, foi representado pelo diretor, Kildare Rocha de Miranda, e pela vice-diretora, Adriane Regina Todeschini.

A programação, que uniu ciência, história e cultura, se estendeu até a noite. Foram várias atividades: apresentações sobre as contribuições científicas e os programas temáticos do instituto; lançamento do documentário “Curare – quando a ciência encontra a vida”, dirigido por Daniel dos Anjos; conferência do professor da University of Québec,Tiago H. Falk, com o tema “Rumo à saúde 5.0: o papel (e os riscos) da inteligência artificial”; apresentação musical de chorinho; exposição “25 anos do Espaço Memorial Carlos Chagas Filho (EMCCF)”. Além disso, não faltou reconhecimento para aquele que lançou as bases da octogenária instituição, com a criação de um núcleo estável de pesquisa experimental:

“É impossível falarmos do Instituto de Biofísica sem primeiramente reconhecermos todo o legado de Carlos Chagas Filho, egresso da Faculdade de Medicina, professor emérito e uma pessoa que tem seu nome colocado no nosso IBCCF. Tenho muita honra e gratidão por ter sido aluno dele. Nesta celebração, também temos que pensar no futuro, já que o Instituto de Biofísica exerce um papel estratégico ao atuar nesse território onde se investiga o que sustenta e também o que termina a vida. Temos inúmeros exemplos de grandes contribuições feitas por integrantes do instituto para a ciência, a tecnologia e a formação de estudantes. Neste sentido, como reitor da UFRJ, reafirmo nosso compromisso em defender a ciência com transparência, seus estudos, laboratórios, bibliotecas, equipes técnicas e estudantes”, afirmou Medronho no evento.

Reitor da UFRJ, Roberto Medronho, durante programação comemorativa do IBCC | Foto: Sonia Toledo

Fundado em 17 de dezembro de 1945 pelo cientista Carlos Chagas Filho, ao longo das décadas, o IBCCF tornou-se responsável por significativas contribuições em áreas como biofísica, bioquímica, fisiologia e biotecnologia. A respeito da trajetória do instituto, que é referência nacional e internacional em pesquisa interdisciplinar, Turci, não economizou nos elogios:

“Sempre que as pessoas pensam no IBCCF, logo associam à excelência. Não só no ensino, na pesquisa e na extensão, mas também na inovação. Que essa unidade continue sendo cada vez mais forte, fortalecendo a nossa Universidade e contribuindo com a formação de cidadãos conscientes do que precisamos fazer para que o nosso país seja ainda melhor, mais humano e mais justo!”.

UFRJ sedia Fórum China-Brasil de Educação em Engenharia

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recebeu, na terça-feira, 9/12, no auditório da Escola de Química, no Centro de Tecnologia, uma delegação da Universidade de Petróleo da China (CUP) para o Fórum China-Brasil de Educação em Engenharia. Realizado no âmbito do recém-criado centro de excelência em engenharia Instituto de Engenheiros de Destaque, o evento teve como finalidade aprofundar as discussões sobre os acordos de cotutela e detalhar como os programas de pós-graduação em engenharia poderão se beneficiar da parceria entre as instituições.

Na ocasião, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destacou que o Brasil e a China são países centrais para o Sul Global, com vasta capacidade científica e tecnológica, população expressiva e grande potencial de desenvolvimento. Para Medronho, discutir educação em engenharia no âmbito bilateral significa projetar o futuro dos dois países.

“É na formação de engenheiros e engenheiras que preparamos quem vai projetar nossas infraestruturas, liderar a tão necessária transição energética, inovar nas tecnologias e propor soluções sustentáveis para os grandes desafios sociais, econômicos e ambientais”, afirmou.

O reitor também ressaltou os benefícios concretos que são esperados a partir da cooperação bilateral, tais como: o fortalecimento da formação de recursos humanos altamente qualificados; a aproximação entre universidades e setor produtivo; e o estímulo a projetos conjuntos em áreas estratégicas – energia, transição energética, digitalização, meio ambiente e inovação industrial.

“Quando Brasil e China se unem em torno da ciência, da educação e da engenharia, contribuem para soluções que beneficiam não só os nossos países, mas diversos outros em desenvolvimento”, disse Medronho.

Na UFRJ, o Instituto de Engenheiros de Destaque é dirigido pelo professor Cristiano Borges, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe). “Esperamos que esta seja uma longa parceria para a formação de mestres e doutores”, declarou o docente.

Participaram do evento internacional, ainda, o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ, João Torres de Mello Neto; a conselheira para Assuntos Educacionais da Embaixada da República Popular da China no Brasil, Chen Mo; o presidente e o vice-presidente da CUP, Jin Yan e Zhang Guangqing, respectivamente; e a professora da CUP Zao Ying.

Homenagens

Durante o fórum, a UFRJ e a CUP reconheceram professores de ambas as instituições pelos esforços institucionais empreendidos para ampliar a cooperação entre os países. Confira a lista de professores credenciados:

Pela CUP

  • Roberto Medronho
  • João Ramos Torres de Mello Neto
  • Papa Matar Ndiaye
  • Suzana Kahn Ribeiro
  • Cláudia do Rosário Vaz Morgado
  • Andréa Medeiros Salgado
  • Jean-David Caprace
  • Cristiano Piacsek Borges
  • Marcelo Igor Lorenço de Souza
  • Murilo Augusto Vaz
  • Su Jian

Pela UFRJ

  • Yan Jin
  • Guangqing Zhang
  • Linlin Wang
  • Botao Lin
  • Qi Liu
  • Quan Xu
  • Yangye He
  • Chen An

UFRJ celebra os 15 anos do Instituto de História

Uma importante cerimônia comemorou, na terça-feira, 9/12, os 15 anos do Instituto de História (IH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Criado em dezembro de 2010, a partir da extinção do antigo Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs), o IH usufrui de autonomia institucional, integrando-se como unidade universitária independente do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH). A celebração foi realizada no Salão Nobre do instituto, no Largo São Francisco de Paula, no centro do Rio de Janeiro.

“A UFRJ nos mostra que estamos sempre andando, acompanhando o crescimento do que nós precisamos para a educação desse país. Nosso maior capital é o capital humano, e precisamos investir muito para que tenhamos uma infraestrutura física que seja compatível com o nosso corpo social. Criamos um grupo de trabalho e, juntamente com a direção do instituto, temos feito reuniões com diferentes órgãos públicos para conseguir melhorias de infraestrutura. Vamos lutar juntos para conseguir melhorar as condições também para os nossos servidores técnico-administrativos em Educação, professores, para que os nossos estudantes tenham o melhor possível para mudar um pouco a situação tão precária que nós temos ainda nesse país”, disse a vice-reitora da UFRJ, professora Cássia Turci.

A vice-reitora da UFRJ, professora Cássia Turci, durante a cerimônia que comemorou os 15 anos do Instituto de História da UFRJ | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

Durante o evento, representantes do Centro Acadêmico Manoel Maurício de Albuquerque (Camma) pediram investimentos em melhorias estruturais no IH, além de destacarem a importância do instituto na construção da memória e da identidade nacional. Também enfatizaram o papel do Camma na organização de atividades acadêmicas e culturais ao longo dos últimos anos. Jessie Jane Vieira, diretora do Ifcs na época da criação do IH, lembrou a longa luta dos docentes pela transformação do departamento em instituto, reconhecendo as dificuldades administrativas enfrentadas, especialmente relacionadas à gestão e às estruturas institucionais.

Também compuseram a mesa solene o decano do CFCH, Vantuil Pereira; a diretora do IH, Marta Mega; a vice-diretora do IH, Lise Fernanda Sedrez; e a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise Pires de Carvalho. Eles apontaram a importância histórica e simbólica do Instituto de História, lembrando que sua criação representou mais do que uma mudança administrativa, mas a consolidação de um projeto coletivo construído ao longo de décadas. Destacaram ainda o protagonismo da graduação, o fortalecimento da pesquisa e da pós-graduação, além do papel central do instituto na formação de professores e historiadores. 

“Nesses 15 anos, o instituto é reconhecido como referência nacional na formação de historiadores. Oferece cursos de bacharelado e licenciatura em História, além de programas de pós-graduação reconhecidos. Os diferentes programas de pesquisa renovam continuamente a investigação histórica no Brasil, promovendo o diálogo interdisciplinar e a produção do conhecimento crítico. O Instituto de História também se destaca pelas atividades de extensão que aproximam a Universidade da sociedade, promovendo debates, jornadas de estudos, conferências e projetos que fortalecem o vínculo entre saber histórico e cidadania”, observou Marta Mega.

A diretora do IH, Marta Mega | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

Passado, presente e futuro do IH entrelaçaram-se na celebração, que contou com plateia lotada. Gratidão e esperança marcaram os 15 anos como um ponto de partida para novas conquistas. Os participantes reafirmaram, ainda, a inserção do instituto em um projeto mais amplo de revitalização cultural do centro do Rio, com o reconhecimento da importância do capital humano formado por docentes, técnicos e estudantes.

A celebração foi realizada no Salão Nobre do instituto, no Largo São Francisco de Paula, no centro do Rio de Janeiro | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)