Consuni retoma antiga sala no edifício JMM e aprova por aclamação emerência do professor Marcelo Macedo Corrêa e Castro

O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou, na quinta-feira, 26/2, a segunda reunião ordinária de 2026. A sessão, em formato híbrido, marcou a retomada da antiga sala no edifício Jorge Machado Moreira (JMM) como local oficial das reuniões e se concentrou majoritariamente na análise de recursos administrativos, envolvendo concursos públicos, carreira docente, políticas de assistência estudantil e estrutura institucional da Universidade.

Entre os principais pontos da ordem do dia esteve a concessão do título de Professor Emérito ao docente Marcelo Macedo Corrêa e Castro, aprovada por aclamação pelos conselheiros. A honraria é atribuída aos professores titulares aposentados que, ao longo da carreira, prestaram serviços de excepcional relevância à Universidade.

Corrêa e Castro ingressou como docente na UFRJ em 1/3/1980 e se aposentou em 29/7/2024. Durante os mais de 44 anos em exercício, atuou no ensino, na pesquisa, na extensão e na gestão, sempre em defesa da educação, especialmente do ensino de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e da formação de professores, com destaque para a valorização do ensino público.

“A minha presença aqui hoje tem a ver com o significado que o professor Marcelo tem para nossa unidade acadêmica, mas a gente sabe que não é só para nossa unidade”, afirmou a diretora da Faculdade de Educação (FE), Ana Paula Moura. Segundo ela, o professor construiu uma carreira marcada por algo raro na vida universitária: a atuação simultânea e consistente em três dimensões: ensino, pesquisa e extensão, sem se afastar das funções de gestão e representação institucional.

A diretora da Faculdade de Educação (FE), Ana Paula Moura | Foto: Sonia Toledo (SGCOM/UFRJ)

Durante seu pronunciamento, a diretora relembrou o papel central do docente no processo de reconstrução da FE, especialmente no fim da década de 1990, período descrito como particularmente desafiador para a unidade. “O professor Marcelo teve um papel fundamental nesse processo, sem abrir mão de ser professor universitário, pesquisador e extensionista”, destacou.

Entre as contribuições mencionadas estão o fortalecimento do diálogo com o Colégio de Aplicação (CAp), a ampliação da interlocução com as escolas públicas, a criação da Revista Contemporânea de Educação e a articulação permanente da Faculdade de Educação com outras unidades da UFRJ e instituições externas.

Por fim, Moura ressaltou o papel do professor como referência intelectual e institucional. “A gente brincava dizendo que, com a aposentadoria dele, perderíamos o ‘oráculo’, porque qualquer dúvida sobre a UFRJ era ao professor Marcelo que recorríamos”, afirmou. Ao concluir, destacou o caráter simbólico da concessão do título: “Esse reconhecimento não é apenas para uma unidade acadêmica ou para a UFRJ, mas para a educação brasileira. O professor Marcelo não apenas construiu sua trajetória, mas ajudou a construir a própria Universidade”.

Já o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, deu um depoimento no qual ressaltou não apenas a excelência acadêmica do homenageado, mas também seu caráter e a postura ética ao longo da trajetória na instituição. “Não abria mão das suas opiniões, mas sempre de forma muito cordata, sempre ouvindo as visões distintas”, disse Medronho, evidenciando a capacidade de diálogo do docente, mesmo diante de divergências.

Assistência e permanência estudantil

Durante a reunião do Consuni, a bancada estudantil fez um ato em protesto ao redimensionamento das bolsas de monitoria. Os estudantes levantaram cartazes que pediam “+ bolsas” e defendiam que “sem bolsas, a UFRJ não faz ciência”. 

“Quando a gente corta essas bolsas, a gente está excluindo estudantes da produção científica e da democracia na nossa Universidade”, declarou a conselheira Isadora, que reconheceu o cenário de recursos escassos, no entanto ponderou que o debate central deve ser sobre os critérios de distribuição: “Nós sabemos que é pouco. Mas como vai ser destinado, como vai ser distribuído, é o que a gente precisa ter mais transparência, mais participação e mais seriedade”. 

Em resposta, a superintendente-geral de Graduação, Georgia Correa Atella, esclareceu os critérios adotados na decisão, salientando que a medida foi motivada por questões orçamentárias e técnicas. Atella enfatizou que a importância da monitoria é reconhecida tanto pelos docentes quanto pela gestão universitária, e destacou que, após a ampliação das políticas de ações afirmativas, a demanda por políticas de permanência na Universidade aumentou: atualmente, cerca de 60% dos estudantes da UFRJ ingressam por ações afirmativas, o que reforça a necessidade de ampliação dos auxílios estudantis e das bolsas acadêmicas. 

Estrutura institucional

Na segunda sessão ordinária do ano, foi aprovada a proposta de resolução que institui a Coordenação de Relações Institucionais e Articulações com a Sociedade (Corin) e o seu Regimento Interno. Criada por portaria em 2015, a Corin tem por objetivo ser um canal institucional de relação da Universidade com os órgãos de Estado, incluindo os de controle, de representação jurídica da instituição, e com o Legislativo, quanto ao processo de elaboração de leis e normas pertinentes à educação superior e às políticas de ciência e tecnologia. A instituição da coordenação por meio de resolução possibilita o preenchimento de um dos requisitos da Controladoria-Geral da União (CGU) para que a mesma seja reconhecida como Unidade de Correição Instituída (UCI) – estrutura correcional formalizada em órgãos do Poder Executivo Federal, com autonomia e competência para conduzir processos disciplinares, inclusive aplicar penalidades expulsivas.

UFRJ recebe delegação da Rússia para fortalecer cooperação acadêmica

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recebeu, nos dias 19 e 20/2, uma delegação da Moscow State Linguistic University (MSLU) para discutir novas frentes de cooperação, com destaque para iniciativas conjuntas de ensino, pesquisa e intercâmbio acadêmico.

Para o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, a parceria com a universidade russa é estratégica e reforça valores em comum, contribuindo para o fortalecimento de uma agenda internacional baseada no diálogo, na diversidade cultural e na produção de conhecimento. 

“A Moscow State Linguistic University é um verdadeiro farol da diplomacia linguística e um centro de formação intelectual de excelência, responsável por preparar especialistas capazes de transpor ideias complexas entre diferentes contextos culturais. Ao longo de décadas, a MSLU tem desempenhado um papel central na construção de pontes acadêmicas, culturais e institucionais entre a Rússia e o mundo”, afirmou Medronho.

Participaram das reuniões de trabalho, pela UFRJ, a superintendente-geral de Relações Internacionais, Andrea Belfort; a professora Patricia Maria Campos de Almeida, do Setor de Português como Língua Estrangeira (SePLE); e o reitor, Roberto Medronho. Pela MSLU, estiveram presentes a vice-reitora, Olga Iriskhanova; e a professora associada do Departamento de Língua Portuguesa Zoya Dolgikh.

Além da área de línguas, a parceria estrutura-se em interface com outras áreas do conhecimento. “É uma perspectiva multidisciplinar, visando ao desenvolvimento de pesquisas, à articulação de iniciativas acadêmicas e à promoção da mobilidade de docentes e estudantes”, explicou Andrea Belfort. 

As atividades foram realizadas em consonância com a política de internacionalização da UFRJ e contribuem para a consolidação de uma cooperação internacional sustentável e de longo prazo.

Reunião de trabalho entre o SePLE, representado pela professora Patricia Almeida, e a MSLU, representada pela vice-reitora, Olga Iriskhanova, e a professora Zoya Dolgikh. O encontro foi presidido pela superintendente-geral de Relações Internacionais da UFRJ | Foto: Divulgação

UFRJ formaliza concessão de uso de espaço no CT 2 para a Coppetec

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) formalizou, nesta sexta-feira, 19/12, a concessão onerosa de uso de uma área de 2.040 metros quadrados, localizada no bloco 1 do Centro de Tecnologia 2 (CT 2), na Cidade Universitária, para a Fundação Coordenação de Projetos, Pesquisas e Estudos Tecnológicos (Coppetec). A assinatura do contrato marca mais um importante passo no processo de regularização das concessões existentes na Universidade, garantindo maior segurança jurídica, transparência e conformidade administrativa.

A iniciativa segue o mesmo modelo adotado em outros casos, como o da Fundação Universitária José Bonifácio (Fujb) e o da AdUFRJ Seção Sindical, o sindicato dos docentes da UFRJ, e integra o esforço contínuo da instituição, liderado pela Pró-Reitoria de Gestão e Governança (PR-6), para atender aos órgãos de controle.

“A Coppetec é uma fundação de excelência. A gente sabe que grande parte do sucesso de muitas ações, não apenas da Coppe, mas de várias outras unidades, é graças ao trabalho competente que a Coppetec oferece. Nós temos aqui o poder de criação e o poder de execução. O poder de criação cabe a todos nós, enquanto pesquisadores. O poder de execução a gente faz de forma eficiente, usando, muitas vezes, de forma muito importante, as nossas fundações. Acho que essa aliança é que ajuda a gente a alavancar a nossa UFRJ”, afirmou o reitor da Universidade, professor Roberto Medronho, na cerimônia de celebração do contrato.

A Fundação Coppetec é uma instituição de direito privado, sem fins lucrativos, destinada a apoiar a realização de projetos de desenvolvimento tecnológico, de pesquisa, de ensino e de extensão do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe) e demais unidades da UFRJ. Seu público é composto por órgãos governamentais, privados, entidades multilaterais e empresas privadas nacionais e estrangeiras, sendo um elo entre a Universidade e a sociedade. Além dos serviços prestados na gestão dos projetos, a Coppetec atua na proteção de patentes, marcas e outros direitos do sistema de propriedade intelectual.

UFRJ encerra o ano com mais sustentabilidade orçamentária, amplia inclusão e avança em rankings e na internacionalização

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) encerra 2025 com resultados expressivos em áreas estratégicas como finanças, ensino, inclusão social e governança institucional. O balanço da gestão foi apresentado na última Plenária de Decanos e Diretores do ano, realizada na quarta-feira, 17/12, na antiga sala do Consuni, no edifício Jorge Machado Moreira (JMM), e reuniu os principais indicadores e ações desenvolvidas ao longo deste ano.

Entre os destaques está a reorganização financeira da Universidade, que iniciou o ano sem dívidas com a concessionária de energia elétrica Light, um marco considerado fundamental para a sustentabilidade orçamentária da instituição. Segundo o reitor Roberto Medronho, a decisão de judicializar o passivo, em vez de apenas repactuá-lo administrativamente, teve como objetivo evitar a transferência do problema para gestões futuras. A administração também estabeleceu como diretriz não contrair novas dívidas com a concessionária, reduzindo riscos de interrupção no fornecimento de energia, como as registradas em anos anteriores.

Ao longo de 2025, a UFRJ avançou, ainda, no fortalecimento acadêmico, com resultados positivos na graduação e na pós-graduação, na ampliação das políticas de permanência estudantil e no reconhecimento em rankings internacionais. O período também foi marcado pelo lançamento de iniciativas nas áreas de governança, cultura, extensão e comunicação, além de progressos na valorização dos servidores, na infraestrutura, na segurança dos campi e na promoção da diversidade.

Mesmo em um contexto de restrições orçamentárias, a Universidade ampliou sua projeção institucional e internacional, com a assinatura de dezenas de acordos acadêmicos e a liderança em fóruns globais. Para a gestão, os resultados refletem um esforço coordenado de planejamento e responsabilidade institucional, voltado à redução de desigualdades internas, ao fortalecimento do diálogo com a sociedade e à reafirmação do papel da UFRJ como universidade pública de excelência.

Avanços na graduação e políticas de permanência

Na área acadêmica, 2025 foi marcado por resultados relevantes. Diversos cursos de graduação avaliados neste ano obtiveram nota máxima (5), reforçando a qualidade do ensino oferecido pela UFRJ. 

Outro destaque foi a ampliação das políticas de permanência estudantil, com a implantação do serviço de café da manhã em oito unidades (quatro no Fundão, uma no Centro, uma na Praia Vermelha, uma em Duque de Caxias e uma em Macaé) e a instalação do serviço de alimentação na Faculdade Nacional de Direito (FND), beneficiando, inclusive, estudantes de unidades do entorno, como a Escola de Enfermagem Anna Nery (Eean).

Em relação ao acesso à universidade, a UFRJ implementou cotas para pessoas trans nos cursos de graduação e pós-graduação stricto sensu, com a reserva de 2% das vagas para esse grupo social. A decisão histórica marca um avanço institucional na promoção da diversidade e no combate às desigualdades no ensino superior.

A Universidade registrou, ainda, o marco de 95% de ocupação das vagas ofertadas via Sisu, além de ter conseguido triplicar a taxa de ocupação das vagas ociosas. 

Também tiveram início as obras do novo prédio acadêmico e do restaurante universitário (RU) na Praia Vermelha, após intenso esforço técnico e administrativo para viabilizar os projetos, que ampliam a infraestrutura e melhoram a oferta de serviços à comunidade universitária.

Pós-graduação e reconhecimento internacional

Apesar da redução de bolsas por parte de agências de fomento à pesquisa e da adoção de novos parâmetros de distribuição nacional que desfavorecem a UFRJ, a Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2) atuou no redimensionamento interno dos subsídios para minimizar impactos nos programas. 

Ainda com as restrições orçamentárias, a UFRJ foi considerada a segunda melhor instituição de ensino superior do Brasil de acordo com um levantamento realizado pelo Center for World University Rankings (CWUR), que avaliou 21.462 instituições em 94 países. A Universidade subiu 70 posições no ranking global em comparação com o último levantamento, passando do 401º lugar para o 331º, desempenho que o reitor atribui à excelência do corpo docente, técnico-administrativo e discente.

“Mesmo com parcos recursos, a Universidade se destaca nos rankings internacionais. Imagine se recebêssemos o que nos é devido? Isso teria um grande impacto”, enfatizou Medronho, ao comparar a situação das universidades federais com o modelo de financiamento das estaduais paulistas.

O ano de 2025 também marcou o lançamento da revista Minerva, publicação bimestral dedicada a divulgar as pesquisas, a produção intelectual e o pensamento científico da instituição. A iniciativa busca aproximar, cada vez mais, a Universidade da sociedade.

Gestão de Pessoal e valorização dos servidores

Na área de pessoal, a Universidade enfrentou um volume elevado de aposentadorias – cerca de 600 apenas nos primeiros oito meses – e conseguiu reduzir o tempo médio de tramitação desses processos de 15 para cerca de três meses. Também foram retomados direitos represados há anos, como o pagamento de adicionais de insalubridade, que voltarão a ser analisados a partir de janeiro.

A gestão inaugurou a nova sede da Coordenação de Políticas de Saúde do Trabalhador (CPST) e avançou na construção da nova Clínica de Saúde do Trabalhador, ambas situadas na antiga Bio-Rio, iniciativas alinhadas a uma nova filosofia de cuidado e prevenção. 

Governança e finanças

No campo financeiro, a UFRJ passou a divulgar de forma sistemática a execução orçamentária e o uso de recursos críticos, como os destinados à manutenção da Universidade. 

Também avançou na redistribuição da chamada verba CIP (Custos Indiretos dos Projetos), direcionando recursos para unidades com menor capacidade de captação, especialmente nas áreas de humanidades e cultura.

Como resultado dessa política, unidades como a Escola de Educação Física e Desportos (EEFD) serão beneficiadas, o que possibilitará a realização de reformas estruturais urgentes. “Não é justo que áreas que não têm petróleo fiquem sem recursos. Diminuir desigualdades internas é uma decisão política desta Reitoria”, garantiu o reitor.

Outro destaque foi a criação do Escritório de Projetos da UFRJ, coordenado por um professor da Coppe, com o objetivo de apoiar docentes e unidades na captação de recursos. A iniciativa se soma ao crescimento expressivo das emendas parlamentares destinadas à Universidade: de R$ 22 milhões no ano anterior para R$ 43 milhões em 2025.

Cultura, museus e extensão universitária

A atuação da UFRJ nas artes e na cultura ganhou visibilidade ao longo do ano, com eventos de grande repercussão, como as celebrações dos 105 anos da UFRJ, realizadas no salão nobre do Fórum de Ciência e Cultura (FCC), exposições e concertos da Orquestra da UFRJ, que completou 101 anos de atividade ininterrupta, além do apoio à última récita de O Grito de Mueda – primeira ópera nacional moçambicana, com forte simbolismo histórico e político – na Escola de Música.

O Museu Nacional iniciou sua reabertura e terá novas áreas disponíveis ao público a partir de 2026, reafirmando o compromisso com o patrimônio científico e cultural do país.

Na extensão, a Universidade teve participação histórica na Rio Innovation Week, com um estande unificado da UFRJ, que se tornou o mais visitado do evento e obteve ampla repercussão na mídia nacional. Projetos como o robô 14 Bis reforçaram a imagem da Universidade como polo de inovação. 

Outro avanço foi o reconhecimento da prestação de serviços como atividade de extensão.

Segurança e comunicação

Em 2025, a UFRJ avançou na área de segurança, com a implantação de cancelas eletrônicas na Praia Vermelha, convênio com o 17º Batalhão da Polícia Militar para rondas permanentes e ações integradas que resultaram no desmantelamento de uma quadrilha envolvida em roubos de veículos dentro dos campi. Medidas preventivas de manutenção também evitaram alagamentos e quedas de árvores durante fortes temporais.

A comunicação institucional foi apontada como área em crescimento, com expansão significativa do alcance das redes oficiais da Universidade e maior presença na imprensa. A gestão reconhece avanços, mas afirma que o fortalecimento da comunicação seguirá como prioridade estratégica.

Compromisso com a diversidade e o futuro

Ao encerrar o balanço, o reitor da UFRJ destacou a atuação da Superintendência-Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada) e das ouvidorias Geral e da Mulher, com o fortalecimento de políticas de combate ao assédio, ao racismo e a todas as formas de discriminação. Para a gestão, criar um ambiente universitário seguro, diverso e livre de medo é condição essencial para a excelência acadêmica.

Outros pontos destacados foram a assinatura de dezenas de acordos acadêmicos internacionais e da realização do Fórum de Reitores das Universidades do Brics+, consolidando a posição da UFRJ no cenário global. “A internacionalização é estratégica para a UFRJ. Em apenas um ano, assinamos mais de 60 convênios internacionais, o que demonstra o reconhecimento da Universidade no mundo todo”, disse Medronho.

UFRJ discute caminhos para o fortalecimento da cooperação acadêmica com a França

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, reuniu-se, nesta segunda-feira, 15/12, na Cidade Universitária, com o novo cônsul-geral da França no Rio de Janeiro, Eric Tallon, para discutir o fortalecimento da cooperação acadêmica entre a UFRJ e universidades francesas. 

O objetivo de ampliar os programas de intercâmbio entre os dois países alinha-se à meta estabelecida pelo presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o da França, Emmanuel Macron, de alcançar 8 mil estudantes brasileiros em instituições francesas até 2026. “A UFRJ está muito alinhada com a atual política externa de ampliação da internacionalização e dos laços com a França. Certamente teremos grande demanda nas áreas de engenharias, biomédicas, ciências humanas e sociais”, afirmou Medronho durante o encontro.  

Atualmente, a França é o país com o qual a UFRJ possui o maior número de acordos acadêmicos internacionais, totalizando mais de 80, dentre acordos de intercâmbio de estudantes, acordos de duplo diploma, acordos para cooperação científica e tecnológica e protocolos de intenções.

Além do reitor da UFRJ e do cônsul-geral da França no Rio de Janeiro, participaram da reunião o superintendente-geral de Relações Internacionais da UFRJ, Papa Matar Ndiaye, e o adido para a Ciência e Tecnologia, Vincent Brignol | Foto: SGCOM

Confira a lista de universidades francesas parceiras da UFRJ no site da Superintendência-Geral de Relações Internacionais (Sgri).

UFRJ sedia Fórum China-Brasil de Educação em Engenharia

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recebeu, na terça-feira, 9/12, no auditório da Escola de Química, no Centro de Tecnologia, uma delegação da Universidade de Petróleo da China (CUP) para o Fórum China-Brasil de Educação em Engenharia. Realizado no âmbito do recém-criado centro de excelência em engenharia Instituto de Engenheiros de Destaque, o evento teve como finalidade aprofundar as discussões sobre os acordos de cotutela e detalhar como os programas de pós-graduação em engenharia poderão se beneficiar da parceria entre as instituições.

Na ocasião, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destacou que o Brasil e a China são países centrais para o Sul Global, com vasta capacidade científica e tecnológica, população expressiva e grande potencial de desenvolvimento. Para Medronho, discutir educação em engenharia no âmbito bilateral significa projetar o futuro dos dois países.

“É na formação de engenheiros e engenheiras que preparamos quem vai projetar nossas infraestruturas, liderar a tão necessária transição energética, inovar nas tecnologias e propor soluções sustentáveis para os grandes desafios sociais, econômicos e ambientais”, afirmou.

O reitor também ressaltou os benefícios concretos que são esperados a partir da cooperação bilateral, tais como: o fortalecimento da formação de recursos humanos altamente qualificados; a aproximação entre universidades e setor produtivo; e o estímulo a projetos conjuntos em áreas estratégicas – energia, transição energética, digitalização, meio ambiente e inovação industrial.

“Quando Brasil e China se unem em torno da ciência, da educação e da engenharia, contribuem para soluções que beneficiam não só os nossos países, mas diversos outros em desenvolvimento”, disse Medronho.

Na UFRJ, o Instituto de Engenheiros de Destaque é dirigido pelo professor Cristiano Borges, do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe). “Esperamos que esta seja uma longa parceria para a formação de mestres e doutores”, declarou o docente.

Participaram do evento internacional, ainda, o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ, João Torres de Mello Neto; a conselheira para Assuntos Educacionais da Embaixada da República Popular da China no Brasil, Chen Mo; o presidente e o vice-presidente da CUP, Jin Yan e Zhang Guangqing, respectivamente; e a professora da CUP Zao Ying.

Homenagens

Durante o fórum, a UFRJ e a CUP reconheceram professores de ambas as instituições pelos esforços institucionais empreendidos para ampliar a cooperação entre os países. Confira a lista de professores credenciados:

Pela CUP

  • Roberto Medronho
  • João Ramos Torres de Mello Neto
  • Papa Matar Ndiaye
  • Suzana Kahn Ribeiro
  • Cláudia do Rosário Vaz Morgado
  • Andréa Medeiros Salgado
  • Jean-David Caprace
  • Cristiano Piacsek Borges
  • Marcelo Igor Lorenço de Souza
  • Murilo Augusto Vaz
  • Su Jian

Pela UFRJ

  • Yan Jin
  • Guangqing Zhang
  • Linlin Wang
  • Botao Lin
  • Qi Liu
  • Quan Xu
  • Yangye He
  • Chen An

Reunião no Parque Tecnológico da UFRJ coloca em pauta os desafios para a inovação no Brasil

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, participou, na sexta-feira, 5/12, de uma reunião do Conselho Consultivo da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), realizada no Parque Tecnológico, na Cidade Universitária. Na ocasião, foram debatidos importantes temas relacionados ao campo da Ciência, Tecnologia e Inovação, tais como o panorama dos parques tecnológicos, das incubadoras e da atividade de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) no Brasil. 

Em sua fala, o reitor Roberto Medronho destacou o papel das universidades no fortalecimento do ambiente de inovação nacional. Para ilustrar o potencial inovador da UFRJ, Medronho citou o desenvolvimento de um respirador por pesquisadores da Faculdade de Medicina, em parceria com a Coppe, durante a pandemia. O equipamento passou por todas as etapas regulatórias e chegou a ser utilizado em pacientes, mas não se transformou em produto comercial.

“Virou produto? Não. A pandemia acabou e a gente continua dependendo dos respiradores importados. Então essa questão da indústria, da cooperação com a indústria é absolutamente fundamental”, observou, ressaltando a urgência de uma maior integração com o setor produtivo. 

O reitor defendeu, ainda, o aprimoramento do modelo de financiamento à pesquisa no Brasil – apesar de considerar os editais atuais democráticos e indispensáveis. Propôs um novo modelo baseado em cooperação, no qual laboratórios e pesquisadores poderiam unir suas expertises para formar consórcios capazes de enfrentar desafios estratégicos para o país, especialmente aqueles ligados à agenda da Nova Indústria Brasil.

Durante a reunião do Conselho, Medronho também questionou o paradigma tradicional que vincula aquisição de equipamentos à produção de publicações científicas. Para ele, esse mecanismo melhora o currículo individual do pesquisador, mas gera pouco retorno real para a sociedade. “É preciso repensar esse modelo e orientar o financiamento para o impacto social e para o desenvolvimento nacional”, afirmou.

Os ambientes de inovação no Brasil

Um dos pontos altos do debate da última sexta-feira foi a apresentação da engenheira e presidente da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec), Adriana Ferreira de Faria, que apresentou um diagnóstico detalhado sobre o ecossistema brasileiro de ciência, tecnologia e inovação. 

Na ocasião, Adriana, que é também professora da Universidade Federal de Viçosa (UFV) e diretora do Parque Tecnológico vinculado à instituição, compartilhou os resultados de um estudo que a Universidade desenvolve desde 2016 em cooperação com o MCTI, dedicado ao monitoramento contínuo dos parques tecnológicos e, mais recentemente, das incubadoras de empresas no país. 

De acordo com a engenheira, o Brasil permanece estagnado em indicadores internacionais: “O Brasil está na posição 52 do ranking global de inovação. E o mais grave é que, em 2011, estávamos em 47º. Ou seja, não apenas não avançamos – retrocedemos”, reforçou. Apesar do crescimento expressivo no número de titulados e da maior participação em publicações científicas, esses avanços não se refletem em inovação.

Diante desse cenário, Adriana enfatizou o papel estratégico dos ambientes promotores de inovação como intermediadores fundamentais entre universidades, empresas e governo. Parques tecnológicos, incubadoras, aceleradoras e Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) são, segundo ela, estruturas capazes de transformar conhecimento científico em impacto econômico – desde que recebam o apoio institucional e financeiro necessário para operar de forma sustentável. 

“A lei obriga as universidades a terem políticas de inovação, mas não existe orçamento para isso. Parques tecnológicos e incubadoras simplesmente não fazem parte da matriz orçamentária federal”, apontou.

Posse aos novos membros

No mesmo encontro que debateu os desafios à inovação no Brasil, a Finep empossou os novos membros do seu Conselho Consultivo, dentre os quais está o reitor da UFRJ, designado como representante da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes).

Presidido por Luiz Antônio Elias, o Conselho Consultivo da Finep reúne representantes de ministérios, agências, entidades científicas, empresariais e do corpo funcional da instituição, atuando como um espaço estratégico de orientação, diálogo e construção coletiva das políticas de fomento à inovação no país.

O presidente da Finep, Luiz Antônio Elias, e o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, que tomou posse no Conselho Consultivo da agência pública | Foto: Sonia Toledo

UFRJ abre as portas para encontro da Escola Internacional dos Brics: Nova Geração

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) sedia, nos dias 3 e 4/12, as atividades do encontro anual da Escola Internacional dos Brics: Nova Geração, voltado para o fortalecimento da cooperação internacional entre os países do bloco e da agenda do Sul Global. As palestras e debates acontecem no auditório da Escola de Química, no Centro de Tecnologia, e são abertas ao público.

Na cerimônia de abertura, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, enfatizou a importância do diálogo, da diversidade e da colaboração entre as nações, especialmente no contexto dos Brics e para o enfrentamento de importantes desafios globais, tais como a crise ambiental, a desigualdade social, as ameaças à democracia e as transformações tecnológicas.

“Ao receber esse encontro internacional, reafirmamos nossa vocação para dialogar com o mundo e contribuir para a formação de lideranças capazes de transformar suas sociedades. Este é um espaço de formação política, intelectual e humana”, afirmou Medronho.

Na ocasião, um vídeo da primeira-dama, Janja Lula da Silva, foi exibido, no qual ela reafirmou o compromisso do governo Lula com o fortalecimento dos espaços multilaterais e a ampliação de alianças e parcerias – aspectos considerados prioritários na política internacional e no exercício da presidência dos Brics.

“Em 2024 e 2025, o Brasil presidiu importantes fóruns internacionais, como o G20 e a COP 30, possibilitando que retomássemos nossa política externa positiva, orientada pela solidariedade, pela cooperação e pelo benefício mútuo. Colhemos resultados políticos relevantes, contribuindo para o fortalecimento do multilateralismo, e ampliamos a participação social nesses processos, algo que consideramos fundamental e estratégico”, disse Janja.

A primeira-dama também defendeu que os estudos sobre o bloco, que estão no foco do evento sediado pela UFRJ, são cruciais para a formação de uma nova geração de líderes e estudiosos que atuem em prol do desenvolvimento, da cooperação e da paz.

“Compreendemos que desafios globais como a crise climática e ambiental, as guerras e conflitos armados que enfrentamos hoje como humanidade, só serão superados com ações coordenadas entre as nações”, complementou.

Para a vice-reitora da Escola Superior de Economia (Universidade HSE), da Rússia, Victoria Panova, que também comanda o Brics Expert Council-Russia, o encontro é fundamental para promover maior conhecimento mútuo. “É vital que compreendamos a história, as tradições, a mentalidade e as abordagens à governança global e às relações internacionais uns dos outros”, disse.

Além do reitor da UFRJ e da vice-reitora da HSE, o cônsul-geral da Federação da Rússia no Rio de Janeiro, Andrei Petrov, compôs a mesa de abertura do evento internacional. “Espero que cada sessão deste encontro seja um tijolo a mais na parede de nosso futuro”, afirmou.

Escola Internacional dos Brics: Nova Geração (Brics International School: New Generation | Brazil)

Pela primeira vez realizada fora da Rússia, onde foi criada, a Escola Internacional dos Brics: Nova Geração é um projeto educacional internacional de destaque, voltado para jovens líderes das nações que compõem o Brics. O programa da edição 2025 é organizado pelo Brics Expert Council–Russia, pela Universidade HSE e pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o apoio do Ministério das Relações Exteriores da Federação Russa. Neste ano, a Escola está sendo realizada no âmbito da Presidência do Brasil no Brics.

O público-alvo é composto por cientistas, analistas, diplomatas, representantes de ministérios e agências governamentais, especialistas de centros de pesquisa, empreendedores, jornalistas e líderes de organizações da juventude e da sociedade civil, com idades entre 18 e 35 anos.

A programação inclui palestras e sessões estratégicas, nas quais os jovens líderes terão a oportunidade de aprofundar-se nas áreas-chave de cooperação dos Brics e de discutirem o papel do grupo na formação de um novo equilíbrio global de poder.

O objetivo principal é construir uma comunidade de jovens profissionais dedicados ao diálogo internacional, ao intercâmbio cultural e à promoção de uma agenda Brics positiva em escala global.

Saiba mais aqui.

Evento “Brasil-Rússia: mais perto do que pensamos” celebra cooperação acadêmica com instituições russas

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), em parceria com a Universidade Estatal Russa de Humanidades (RSUH), promoveu, nesta terça-feira, 25/11, no auditório da Inovateca, no Parque Tecnológico, o evento “Brasil-Rússia: mais perto do que pensamos”. O encontro, organizado pela Superintendência-Geral de Relações Internacionais (Sgri), teve como principais objetivos: discutir possibilidades de colaboração entre o Brasil e a Rússia, fortalecer o diálogo entre as comunidades universitárias dos dois países e apresentar oportunidades de mobilidade acadêmica. 

A UFRJ tem, atualmente, 35 acordos vigentes com instituições russas (https://internacional.ufrj.br/pesquisaacordos/). O fortalecimento do diálogo entre as comunidades universitárias dos dois países é importante para a superação de desafios, como a barreira linguística, e o consequente aumento do fluxo de estudantes. “Nossa grande missão é pensar em estratégias políticas que possam favorecer esse movimento de aproximação entre o Brasil e a Rússia”, disse o superintendente substituto e coordenador-geral da Sgri, Guilherme Antunes Ramos.

Na ocasião, a vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci, enfatizou que a universidade brasileira tem grande interesse em ampliar os acordos de cooperação acadêmica com a Rússia. “Nós temos incentivado essas iniciativas, nós temos comemorado os entendimentos, porque o nosso foco é fazer com que os nossos estudantes e os estudantes da Rússia se conheçam melhor, tanto em termos técnicos quanto em termos culturais. Nossas culturas são diferentes, mas, ao mesmo tempo, essa mistura, esse intercâmbio faz com que nós cresçamos”, afirmou.

O vice-ministro da Ciência e do Ensino Superior da Rússia, Konstantin Mogilevsky, afirmou, em vídeo exibido na teleconferência, que a crescente demanda por uma interação mais estreita no plano interpessoal e intercultural relaciona-se à influência dos Brics no cenário global. “A cooperação entre nossos países tradicionalmente se sustenta no compromisso comum de fortalecer um mundo multipolar”, declarou.

Para Larissa Caroline Souza da Silva, mestre em Relações Internacionais pelo Programa de Pós-Graduação em Relações Internacionais da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (PPGRI/Uerj), o intercâmbio na Rússia proporcionou maior contato com pesquisadores de vários países, o que enriqueceu sua formação acadêmica e pessoal. “Consegui visitar lugares que até então eu só conhecia através de livros, fotografias e vídeos, além de ter conhecido outras pessoas, de ter participado de programas que me enriqueceram enquanto pesquisadora e também como pessoa”, compartilhou. 

Já a coordenadora-geral da Associação de Pós-Graduandos da UFRJ, Natália Trindade, explicou que muitos estudantes desejam fazer intercâmbio, mas enfrentam dois obstáculos principais: falta de informação sobre como participar dos programas e dificuldades financeiras para viajar e se manter no exterior. “As ações de financiamento são muito importantes para que os estudantes possam internacionalizar. Para a grande maioria dos jovens brasileiros, realizar uma viagem internacional é um luxo”, defendeu. Natália também reivindicou mais investimentos em políticas linguísticas — tanto para o ensino de russo no Brasil quanto de português na Rússia — e em iniciativas culturais que aproximem os dois países.

Semestralmente, a Sgri lança editais de mobilidade para as instituições com as quais a UFRJ possui acordos de cooperação. Os interessados podem acompanhar as oportunidades pelo site e pelas mídias sociais da Sgri.

Participantes da teleconferência

Participaram do evento “Brasil-Rússia: mais perto do que pensamos” a vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci; o superintendente substituto e coordenador-geral da Sgri, Guilherme Antunes Ramos; a pesquisadora da UFRJ, doutora em Ciência da Literatura/Teoria Literária, Verônica de Araújo Costa; a coordenadora-geral da Capes, Helena Cristina Cavalcanti de Albuquerque; o vice-ministro da Ciência e do Ensino Superior da Rússia, Konstantin Mogilevsky; o diretor do Centro de Consultoria para ONGs do Knowledge Hub, da RSUH, Kirill Kostin; o chefe do Departamento de Cooperação Juvenil Internacional e Turismo do Ministério da Ciência e do Ensino Superior da Rússia, Konstantin Malyshev; o vice-diretor da agência russa Rossotrudnichestvo, Pavel Shevtsov; o vice-diretor de Cooperação Internacional do Knowledge Hub, Ivan Kryazhev; e a pesquisadora russa especialista em estudos brasileiros Daria Litova. A mediação foi do russo Alexander Dashichev. Apresentaram experiências de colaboração Brasil-Rússia o professor da UFRJ Alexander Zhebit e as pesquisadoras Larissa Caroline Souza da Silva (Uerj) e Natália Trindade (UFRJ). 

Na plateia, estudantes da graduação e da pós-graduação, professores e representantes das pró-reitorias e de superintendências da UFRJ.

Assista à teleconferência aqui.

Estudantes da graduação e da pós-graduação prestigiaram o evento no auditório da Inovateca

UFRJ inaugura Centro de Acolhimento e Suporte Acadêmico no Centro de Tecnologia

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou, na terça-feira, 4/11, no bloco A do Centro de Tecnologia (CT), ao lado do Restaurante Universitário (RU), as instalações do Casa: Centro de Acolhimento e Suporte Acadêmico. A iniciativa conjunta da Escola Politécnica e da Escola de Química, com o apoio do CT, oferece suporte psicológico e acadêmico aos estudantes de graduação das duas unidades.

O projeto, criado a partir de uma demanda dos discentes, reafirma o compromisso da UFRJ com o bem-estar e a permanência estudantil, criando um espaço de escuta qualificada e apoio integral, especialmente diante dos desafios enfrentados por estudantes do ensino superior. 

A ideia é que, futuramente, outros centros e campi da Universidade repliquem o modelo. “Nós queremos, a partir dessa experiência, expandir para toda a UFRJ. Porque os alunos estão realmente com muitas dificuldades, são jovens em um mundo distópico. São jovens em um mundo totalmente anacrônico”, afirmou o reitor da UFRJ, Roberto Medronho.

De acordo com a diretora da Escola Politécnica, Cláudia do Rosário Vaz Morgado, os benefícios dos atendimentos têm impactado positivamente o desempenho acadêmico dos estudantes. “Você pode ser um aluno muito dedicado, com muito bom desempenho, mas, sem condições físicas e mentais, fica impossível estudar. E Engenharia é um curso que exige muita dedicação”, disse Cláudia.

A diretora da Escola Politécnica, Cláudia do Rosário Vaz Morgado | Foto: Aní Coutinho (SGCOM/UFRJ)

O suporte psicológico é oferecido aos alunos por três equipes do Instituto de Psicologia (IP) da UFRJ, como parte das ações de pesquisa e extensão do programa “Promoção de Saúde Mental e Prevenção de Suicídio entre Universitários”. 

“As equipes prestam atendimento clínico em diferentes modalidades de abordagem terapêutica, tanto individual quanto em grupo, numa proposta de uma psicoterapia breve de doze sessões. Embora o atendimento psicológico seja prioritário nas nossas vidas, a demanda é muito grande e a gente teve que priorizar um modelo de atendimento mais breve”, explicou a ex-diretora do IP Ana Cunha, que coordena as ações de pesquisa e extensão no Casa.

Atualmente, o centro conta com 15 estagiários, cinco preceptores e três coordenadoras de equipe, que atuam no acolhimento dos estudantes. A expectativa é que, no semestre de 2025.2, sejam realizados aproximadamente 510 atendimentos psicológicos, considerando uma média de dez sessões por aluno atendido.

A criação do Casa também conta com o apoio do Centro Acadêmico de Engenharia (Caeng) e do Diretório Acadêmico de Engenharia Química (Daeq), que vêm colaborando com a divulgação e o fortalecimento da pauta da saúde mental no ambiente universitário.

“Sabemos que a universidade é, por natureza, um ambiente desafiador, e em especial o campo da Engenharia, marcado por intensas demandas, competitividade e pressão constante. A criação do Casa é um ato de coragem institucional e de sensibilidade humana, que nos lembra que não existe excelência acadêmica sem bem-estar; não há inovação sem pessoas emocionalmente fortalecidas. Que esse espaço seja de fato um lar simbólico dentro da UFRJ, o lugar onde a excelência e o afeto caminham lado a lado”, disse o estudante do curso de Engenharia Química e representante do Daeq Kauã Fagundes.

O estudante do curso de Engenharia Química e representante do Daeq Kauã Fagundes | Foto: Aní Coutinho (SGCOM/UFRJ)

O evento de inauguração do centro contou com a participação do reitor da UFRJ, Roberto Medronho; da vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci; da chefe de gabinete da Reitoria, Fabiana Valéria da Fonseca; do decano do CT, Walter Issamu Suemitsu; da diretora da Escola Politécnica, Cláudia do Rosário Vaz Morgado; da diretora em exercício da Escola de Química, Andréa Medeiros Salgado; da ex-diretora do IP e coordenadora das ações de pesquisa e extensão no Casa, Ana Cunha; do diretor adjunto de políticas estudantis da Escola Politécnica, Álvaro da Silva Monteiro; e dos representantes do corpo discente Kauã Fagundes e Matheus Monteiro Nascimento. 

Na ocasião, três placas foram descerradas: a de inauguração oficial do Centro; uma em agradecimento às professoras e bolsistas do Instituto de Psicologia; e outra em homenagem à aluna Rayssa, que inspirou a criação do Casa.