UFRJ concede título de Professor Honoris Causa ao cirurgião cardíaco Tirone David

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) concedeu, na quarta-feira, 7/10, o título de Professor Honoris Causa ao cirurgião cardíaco Tirone Esperidião David, referência internacional no tratamento de doenças cardiovasculares. A homenagem foi realizada durante sessão solene do Conselho Universitário (Consuni), no Salão Dourado do Palácio Universitário, na Praia Vermelha. Formado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) e professor da Universidade de Toronto, no Canadá, o médico desenvolveu procedimentos que transformaram a prática da cirurgia cardíaca.

Para o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, a trajetória de Tirone David evidencia a importância da pesquisa científica para o avanço da medicina e o papel das universidades na formação de profissionais comprometidos com o cuidado aos pacientes.

“A técnica que leva o seu nome, ao permitir a preservação da válvula aórtica na operação da raiz da aorta, expressa aquilo que dá sentido à pesquisa médica: transformar o conhecimento em benefício concreto ao paciente”, afirmou. Para o reitor, o alcance desse trabalho se estende às gerações de profissionais formadas pelo homenageado. “Essa é uma das maiores realizações de um professor: ampliar, por meio dos seus alunos, o alcance do seu compromisso com a vida.”

Medronho defendeu investimentos contínuos na formação médica, na infraestrutura dos hospitais universitários e na pesquisa científica. Segundo ele, a trajetória de Tirone demonstra a capacidade das instituições públicas brasileiras de formar profissionais que alcançam reconhecimento internacional. “Cabe a nós criar condições para que esses talentos, tantos outros talentos, floresçam, participem da ciência internacional e encontrem também no nosso país oportunidade de pesquisar, inovar, cuidar e ensinar.”

O reitor Roberto Medronho discursa durante a cerimônia – Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

A necessidade de fortalecer a infraestrutura de ensino e assistência em saúde no Brasil também foi abordada pela vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci. Ao comentar a trajetória internacional de Tirone, ela ressaltou a importância de associar excelência científica à atenção humanizada. “A questão da empatia com as pessoas, a questão do acolhimento dos nossos pacientes, porque isso faz toda a diferença para quem está precisando de um atendimento médico”, defendeu.

A operação de David

Nascido em Ribeirão Claro, no Paraná, Tirone David concluiu a graduação em Medicina em 1968. Após realizar parte de sua formação especializada nos Estados Unidos, estabeleceu-se no Canadá, onde construiu uma carreira dedicada à cirurgia cardiovascular, à pesquisa e ao ensino. Na Universidade de Toronto, desenvolveu procedimentos para o tratamento de doenças das válvulas cardíacas e da aorta, além de contribuir para a formação de cirurgiões de diferentes países.

Entre suas principais realizações, está a operação de David, desenvolvida no fim da década de 1980. O procedimento permite reconstruir a raiz da aorta, porção inicial da principal artéria do corpo, preservando a válvula natural do paciente, quando ela apresenta condições adequadas. A técnica representou uma alternativa à substituição da válvula por uma prótese artificial e pode evitar a necessidade de uso permanente de medicamentos anticoagulantes.

Responsável pelo discurso de saudação ao homenageado, o diretor do Instituto do Coração Edson Saad (Ices/UFRJ), Mauro Paes Leme de Sá, destacou a importância dessa contribuição para a medicina. “O professor Tirone demonstrou que era possível preservar a valva natural do próprio paciente, reconstruindo a raiz aórtica ao seu redor.”

Na avaliação do professor, o legado do cirurgião não se limita aos procedimentos que desenvolveu. Seu trabalho se distingue pelo acompanhamento dos pacientes ao longo de décadas e pela avaliação sistemática dos resultados das operações, práticas fundamentais para o aperfeiçoamento das técnicas cirúrgicas.

“O senhor nos ensinou, por meio de sua obra, de seus escritos e do seu exemplo, que a excelência técnica e o cuidado humano com o paciente não são valores concorrentes, mas complementares”, declarou o professor. A contribuição de Tirone está presente na formação de sucessivas gerações de cirurgiões cardiovasculares, inclusive no Brasil.

Essa relação com a formação médica brasileira integra a história da UFRJ. Ao longo dos anos, o homenageado participou de atividades acadêmicas do Instituto do Coração Edson Saad, colaborou com o ensino na pós-graduação em Cardiologia e contribuiu com discussões de casos clínicos complexos. Logo, a concessão do título, proposta pela Faculdade de Medicina e pelo Ices, reconhece tanto sua projeção científica internacional quanto os vínculos estabelecidos com a Universidade.

Entre a cirurgia, a pesquisa e o ensino

Em seu pronunciamento, Tirone David relembrou as decisões que marcaram sua trajetória profissional. Ao concluir a formação cirúrgica no exterior, recebeu propostas de trabalho que lhe ofereceriam remuneração muito superior à de uma carreira universitária. A escolha, porém, foi permanecer no ambiente acadêmico, onde poderia conciliar a atividade cirúrgica com a pesquisa e o ensino.

“Eu tinha um desejo. Eu queria fazer a diferença”, contou o médico. “Eu quero sair desse mundo deixando o mundo melhor do que quando eu o achei.”

O cirurgião recordou que, quando deixou o Brasil, pretendia aperfeiçoar sua formação no exterior e retornar ao país para contribuir com a atualização da medicina brasileira. Embora sua carreira tenha se consolidado no Canadá, manteve relações com profissionais e instituições de ensino do Brasil.

Ao agradecer a homenagem, Tirone afirmou que o reconhecimento dos colegas confirma o sentido que procurou dar à sua atividade profissional. “Eu estava preocupado em fazer cirurgia bem-feita e ajudar o meu paciente”, resumiu.

O compromisso com os pacientes esteve no centro do pronunciamento da vice-diretora da Faculdade de Medicina, Izabel Calland Ricarte Beserra, que representou a direção da unidade e a Decania do Centro de Ciências da Saúde (CCS). Para a professora, a trajetória do homenageado reúne inovação científica, habilidade técnica e sensibilidade diante do sofrimento humano.

“Ele nos ensina que a técnica cirúrgica mais refinada perde o sentido se não for guiada por uma profunda compaixão e empatia pelo ser humano que está vulnerável na mesa de cirurgia”, observou.

A vice-diretora ressaltou que a concessão do título representa um ganho para a própria instituição. “A bem da verdade, é a nossa Faculdade de Medicina, o Instituto do Coração, todo o Centro de Ciências da Saúde e a nossa UFRJ que se engrandecem no dia de hoje.”

A cerimônia incluiu a exibição de um vídeo em homenagem ao cirurgião, com depoimentos sobre sua trajetória profissional e sua relação com pacientes e colegas, e uma apresentação artística do Grupo de Pesquisa Partitura Encenada, coordenado pelo professor Lenine Vasconcellos.

Integrantes da mesa e da comissão de honra reunidos após a cerimônia de concessão do título de Professor Honoris Causa ao cirurgião cardíaco Tirone David – Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Plenária de decanos e diretores debate iniciativas em diferentes áreas da UFRJ

A Plenária de decanos e diretores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) colocou em pauta, na terça-feira (29/9), iniciativas voltadas à graduação, à gestão e à avaliação institucional. A reunião, realizada no Edifício Jorge Machado Moreira (JMM), permitiu compartilhar resultados de experiências em curso e discutir seus próximos passos.

Ao abrir as discussões, o reitor, Roberto Medronho, ressaltou a importância da construção coletiva nas ações da Universidade. “A nossa ideia é exatamente essa. A gente escuta as questões relevantes da Universidade e, mais do que isso, nós temos soluções compartilhadas, coletivas”, afirmou.

Novas estratégias para o ensino de Cálculo

Uma iniciativa desenvolvida em conjunto pelo Instituto de Matemática e unidades do Centro de Tecnologia (CT) e do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN) vem testando novas estratégias para diminuir a reprovação nas disciplinas iniciais de Cálculo. Nos últimos anos, os índices de reprovação em Cálculo I chegaram a variar entre 60% e 90%, segundo os dados apresentados na plenária.

A experiência começou no segundo semestre de 2025 e foi ampliada em 2026. Ingressantes de cursos do CT e do CCMN fazem um teste diagnóstico de conhecimentos de matemática e, a partir do resultado, podem ser direcionados para Introdução ao Cálculo, destinada a reforçar conteúdos dos ensinos fundamental e médio, ou para o Cálculo I Experimental, que adota mudanças na metodologia e conta com o acompanhamento de monitores. Nas turmas de Cálculo I Experimental, a aprovação chegou a cerca de 80%.

Ao tratar dos altos índices de reprovação, Medronho defendeu que o problema não seja encarado como inevitável. “Não é uma coisa que deva ser naturalizada”, declarou. Para o reitor, as reprovações sucessivas podem afetar a trajetória acadêmica e contribuir para a evasão, sobretudo entre estudantes em situação de maior vulnerabilidade social.

A vice-reitora, Cássia Turci, acrescentou a contextualização dos conteúdos às estratégias para o ensino de disciplinas como Cálculo. Para Turci, “faz diferença quando o professor contextualiza. Principalmente na Físico-Química ou na Química Quântica, que precisam muito de Cálculo e Física, eles começam a perceber, quando você faz essa contextualização, porque usam a integral, a derivada e assim por diante. É uma coisa que a gente precisa conversar com nossos professores”, disse.

Escritório de Projetos articula captação e destinação de recursos
A atuação do Escritório de Projetos foi outro destaque do encontro. Na ocasião, a chefe de Gabinete da Reitoria, Fabiana da Fonseca, apresentou a estrutura criada para apoiar a comunidade universitária na elaboração de propostas e na busca por fontes de financiamento além do orçamento regular da UFRJ.

O escritório reúne frentes ligadas a convênios e acordos de parceria, emendas parlamentares, recursos da Contribuição Institucional de Projetos (CIP), projetos estratégicos e manutenção predial. A atuação integrada tem contribuído para organizar a busca por novas fontes de financiamento e ampliar a captação de emendas parlamentares, além de articular a aplicação dos recursos em projetos institucionais.

Um dos próximos passos será a criação de um painel público para ampliar a transparência sobre a destinação desses recursos. A ferramenta, atualmente em desenvolvimento, deverá reunir informações sobre a CIP e as emendas parlamentares, permitindo identificar os projetos contemplados, consultar os processos e acompanhar sua tramitação.

“Está sendo desenvolvido para que todo mundo possa ter acesso, saber para onde estão indo os recursos, os projetos, o número de cada processo no SEI e poder fazer o acompanhamento sobre recursos que são públicos”, explicou a chefe de Gabinete.

Durante o debate, a diretora da Escola de Serviço Social, Graciele Costa, destacou a importância de uma atuação institucional diante das diferenças entre as unidades na capacidade de buscar financiamento. “Essa ideia de pensar um escritório de projetos faz toda a diferença no contexto de extrema fragmentação na busca por recursos”, afirmou. Para a diretora, a iniciativa contribui para “democratizar o acesso aos recursos” e evita que as direções das unidades assumam isoladamente essa tarefa.

A estrutura apresentada inclui ainda a Coordenação de Supervisão da Infraestrutura Imobiliária (CSII), voltada ao acompanhamento da manutenção predial da Universidade. A proposta inclui a organização, em um sistema integrado, do registro e do acompanhamento das demandas encaminhadas pelas unidades.

Avaliação institucional

Uma apresentação da nova composição da Comissão Própria de Avaliação (CPA), empossada em junho deste ano, encerrou a plenária. Responsável pelos processos internos de avaliação da UFRJ, a comissão é coordenada por Rachel Aguiar e tem Maria do Céu Pinto do Amaral como vice-coordenadora.

Entre as novidades, está a adoção de formulários eletrônicos para os relatórios institucionais solicitados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), no âmbito do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes). Desenvolvidos pela Superintendência-Geral de Tecnologia da Informação e Comunicação (SGTIC), os formulários substituem os documentos em formato .doc e buscam garantir maior segurança das informações, adequar a coleta de dados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e agilizar a consolidação dos resultados.

Além dos relatórios encaminhados ao Inep, a CPA pretende ampliar a avaliação interna da Universidade, envolvendo diferentes segmentos da comunidade acadêmica. A proposta, segundo Rachel Aguiar, é produzir uma espécie de “radiografia” da UFRJ a partir dos principais temas identificados. “Podemos gerar relatórios e encaminhamentos que podem fundamentar o PDI”, explicou.

UFRJ e Universidade Politécnica de Macau discutem acordo de cooperação acadêmica

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recebeu, nesta terça-feira, 22/9, uma delegação da Universidade Politécnica de Macau (UPM) para discutir a ampliação da cooperação entre as duas instituições. O encontro tratou de um protocolo de intenções, em fase de elaboração, que possibilitará o intercâmbio de estudantes e professores, além de propiciar o desenvolvimento de atividades conjuntas de pesquisa.

Durante a reunião, representantes das universidades discutiram possíveis frentes de colaboração em diferentes áreas do conhecimento. A engenharia foi apontada como uma delas, ao lado de campos como inteligência artificial, tradução, gestão pública e ciências farmacêuticas. O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, citou a Coppe e a Escola Politécnica entre as unidades com potencial para estabelecer parcerias nessa área.

A aproximação com a UPM integra as ações da UFRJ para ampliar a cooperação acadêmica com instituições do Sul Global. No caso de Macau, há ainda a proximidade proporcionada pela língua portuguesa. “Estamos falando não apenas de uma colaboração Sul-Sul, em sentido amplo, mas também de uma colaboração no âmbito da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa”, afirmou Guilherme Antunes Ramos, superintendente substituto e coordenador-geral da Superintendência de Relações Internacionais (SGRI/UFRJ). Região Administrativa Especial da China, Macau tem o chinês e o português como línguas oficiais.

A intenção é que a aproximação resulte em ações efetivas de mobilidade e pesquisa. “Em nossa gestão, não estamos apenas querendo assinar protocolos, queremos que realmente eles sejam executados por meio de acordos e convênios de cooperação”, afirmou Medronho. Do lado da UPM, o reitor Zhou Zhongrong manifestou interesse em receber estudantes da UFRJ, inclusive de pós-graduação, ampliar o intercâmbio entre professores e desenvolver pesquisas conjuntas. A delegação também convidou representantes da Universidade para visitar Macau a fim de dar continuidade às tratativas.

A formalização da parceria depende da aprovação pelas instâncias competentes em Macau. Cumprida essa etapa, as duas universidades poderão avançar na definição das ações de intercâmbio e cooperação acadêmica.

A negociação com a UPM se soma a outras iniciativas recentes da UFRJ com instituições chinesas. Nos últimos dois anos, a Universidade firmou mais de 30 acordos com instituições de ensino e pesquisa do país asiático. Durante o encontro, Medronho lembrou a parceria com a Universidade de Petróleo da China (CUP), que inclui intercâmbio acadêmico e iniciativas como o Instituto de Engenheiros de Destaque, voltado à formação e à cooperação em engenharia. Em dezembro de 2025, as duas instituições realizaram na UFRJ o Fórum China-Brasil de Educação em Engenharia, dedicado à internacionalização da pós-graduação e às redes de pesquisa.

Vantuil Pereira é reconduzido à decania do Centro de Filosofia e Ciências Humanas

O professor Vantuil Pereira foi reconduzido à decania do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH/UFRJ) para a gestão 2026-2030. A cerimônia de posse foi realizada nesta quarta-feira, 16/9, no campus da Praia Vermelha. Adriana Patrício Delgado assumiu a vice-decania, ocupada na gestão anterior por Paulo César Castro de Sousa.

À frente do CFCH desde 2022, Vantuil Pereira apontou a defesa dos direitos humanos e da dignidade humana entre os compromissos que pretende manter no segundo mandato. Também citou a autonomia universitária, a liberdade de cátedra, a transparência na gestão dos recursos públicos e a necessidade de recomposição do orçamento da Universidade.

“A recondução não é um cheque em branco. Eu recebo esse mandato com a obrigação e o compromisso de servir ao CFCH e à UFRJ”, afirmou.

Entre as prioridades para os próximos quatro anos, o decano mencionou melhorias na infraestrutura e nas condições de permanência estudantil e defendeu maior participação da comunidade universitária nas decisões da instituição. Vantuil Pereira também incluiu, entre os compromissos da gestão, o enfrentamento ao racismo e a outras formas de violência e discriminação.

O reitor, Roberto Medronho, dedicou parte da sua fala ao papel das Ciências Humanas em uma universidade que é também referência em outras áreas. “Em uma grande universidade, a pergunta ‘o que somos capazes de fazer?’ é absolutamente incompleta. Precisamos também perguntar: por que devemos fazer? Para quem devemos fazer? E que sociedade queremos construir?”, disse Medronho, ressaltando a contribuição das Ciências Humanas para a compreensão dos impactos sociais da produção científica e tecnológica.

Professora da UFRJ desde 2018, Adriana Patrício Delgado iniciou a carreira na educação básica e acumula experiência no ensino superior e em gestão. Em seu discurso de posse, ela apontou o diálogo com os diferentes segmentos da comunidade como princípio para o trabalho no CFCH.

“Nós nos colocamos em defesa do diálogo e da escuta. Um diálogo estabelecido com todos e todas que fazem essa Universidade viva cotidianamente”, declarou.

Paulo César Castro de Sousa deixou a vice-decania após quatro anos, mas permanece na Coordenação de Integração de Extensão do CFCH.

ICB homenageia Luiz Eurico Nasciutti e dá nome do professor a auditório

O Instituto de Ciências Biomédicas (ICB/UFRJ) prestou, nesta quarta-feira, 16/9, uma homenagem póstuma ao professor emérito Luiz Eurico Nasciutti, ex-diretor do Instituto e decano do Centro de Ciências da Saúde (CCS) entre agosto de 2018 e julho de 2026. Durante a sessão solene da Congregação, o auditório do Programa de Pós-Graduação em Ciências Morfológicas (PCM) recebeu o nome do homenageado. A cerimônia também marcou a entrega do Prêmio Luiz Eurico Nasciutti de Melhor Tese de Doutorado de 2025.

Luiz Eurico Nasciutti desenvolveu grande parte de sua trajetória como professor, pesquisador e gestor no ICB. A atual diretora da unidade acadêmica, Patrícia Dias Fernandes, falou sobre a escolha de dar ao auditório o nome de Nasciutti.

“O seu nome já estava presente muito antes de qualquer placa ou homenagem. Está presente nas memórias, nas histórias que contamos, nas pessoas que formou, nos trabalhos que realizou, naquilo que ajudou a construir”, afirmou.

Familiares e integrantes da comunidade acadêmica durante o descerramento da placa que dá ao auditório do Programa de Ciências Morfológicas (PCM/ICB) o nome do professor emérito Luiz Eurico Nasciutti | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

Luiz Eurico ingressou como docente da UFRJ em 1975. Foi chefe de departamento, coordenador de pós-graduação, diretor do ICB e vice-decano do CCS até assumir a decania do Centro, em 2018. Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília (UnB), fez mestrado em Histologia e Embriologia na UFRJ e doutorado em Biologia Celular e Molecular na Université Pierre et Marie Curie, em Paris. Em junho deste ano, recebeu o título de professor emérito da Universidade.

A forma como Luiz Eurico exercia funções de gestão foi uma das lembranças recorrentes entre os colegas que participaram da homenagem. A capacidade de ouvir e mediar divergências apareceu em diferentes depoimentos.

O reitor Roberto Medronho, que foi aluno de Luiz Eurico no fim da década de 1970, recordou que o professor continuou assumindo tarefas institucionais mesmo depois da aposentadoria. Já durante o tratamento de saúde, aceitou integrar uma comissão responsável por avaliar projetos de inovação da Universidade.

“Ele não negava nenhum pedido, nenhum desafio em prol da UFRJ. Era de uma delicadeza e de um compromisso absolutamente inspiradores”, disse.

Atual decana do CCS, Avany Fernandes Pereira, conviveu com Luiz Eurico durante os oito anos em que ele esteve à frente do Centro e foi convidada por ele para integrar a decania. Ao falar sobre essa convivência, destacou a maneira como ele exercia a autoridade acadêmica e de gestão.

“Ele mostrou para a gente que não precisa ser arrogante, estar num pedestal, para ser um pesquisador respeitado. Ele era humano, acolhedor”, contou.

Durante a cerimônia, o PCM entregou a Felipe Saceanur Leser o Prêmio Luiz Eurico Nasciutti de Melhor Tese de Doutorado de 2025. O pesquisador, que participou da solenidade remotamente, foi premiado por uma tese desenvolvida na área de neurociências.

Entrega do Prêmio Luiz Eurico Nasciutti de Melhor Tese de Doutorado a Felipe Saceanur Leser, que participou da cerimônia remotamente | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

A sessão terminou com o descerramento da placa do Auditório Luiz Eurico Nasciutti por familiares e integrantes da Universidade.

UFRJ participa de pesquisa sobre ampliação do acesso à saúde e redução de desigualdades

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e da Universidade de São Paulo (USP) se reuniram nesta terça-feira, 8/9, no Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura (FCC/UFRJ), para o lançamento da segunda nota técnica do projeto “Avaliação do Programa Agora Tem Especialistas (Pate): estudos sobre extensão de coberturas e ampliação do acesso à atenção especializada no SUS”.

Coordenado por Ligia Bahia, do Instituto de Estudos em Saúde Coletiva (Iesc/UFRJ), Jairnilson Paim, do Instituto de Saúde Coletiva da UFBA, Mário Scheffer e Lucas Andrietta, da Faculdade de Medicina e da Faculdade de Saúde Pública da USP, respectivamente, o estudo é desenvolvido pelas quatro unidades acadêmicas, com financiamento do Ministério da Saúde.

O objetivo é acompanhar as mudanças na atenção especializada (que inclui consultas com especialistas, exames, cirurgias e outros procedimentos) e analisar em que medida elas contribuem para ampliar o acesso aos serviços de saúde e reduzir desigualdades.

Mas a pesquisa não se limita a uma avaliação da oferta desses serviços. “Nosso objeto é o sistema de saúde, não é a atenção básica, não é a atenção especializada, é o sistema de saúde”, afirmou Ligia Bahia durante a abertura do evento.

Entre os eixos de análise estão as desigualdades e as relações entre os setores público e privado. A nota técnica aponta, por exemplo, que o uso de parcerias com prestadores privados no enfrentamento das filas do SUS reacende o debate sobre o papel do setor suplementar e os riscos de dependência estrutural.

Para o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, os efeitos das políticas sobre a rede pública também devem ser considerados na investigação. “Avaliar uma política pública não é enfraquecê-la. Ao contrário, é contribuir para que ela seja mais justa, eficiente e fiel aos princípios que a originaram”, disse. Para Medronho, a análise deve considerar não apenas a quantidade de procedimentos realizados, mas também a redução das desigualdades e a capacidade de o Estado responder às necessidades da população.

Na mesa que sucedeu a abertura do encontro, dedicada aos desafios para a pesquisa, o coordenador Mário Scheffer abordou o papel da produção científica no acompanhamento de políticas públicas. “Como a pesquisa pode fundamentar essas decisões?”, questionou. Scheffer explicou ainda que o trabalho se encontra em fase de monitoramento, anterior à avaliação de resultados.

O objetivo do estudo é acompanhar as mudanças na atenção especializada e analisar em que medida elas contribuem para ampliar o acesso aos serviços de saúde e reduzir desigualdades | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Nesta primeira etapa, a nota lançada no encontro busca delinear uma linha de base para acompanhar a implementação e subsidiar análises posteriores. O documento reúne estudos sobre aspectos jurídico-normativos, oferta de serviços, mecanismos de financiamento, créditos financeiros, ressarcimento ao SUS, características dos hospitais credenciados e produção assistencial.

Leia o documento na íntegra aqui.

UFRJ inaugura Laboratório de Estudos Russos na Faculdade de Letras

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) inaugurou, na terça-feira, 11/8, no bloco F da Faculdade de Letras (FL), o Laboratório de Estudos Russos Innopraktika. O novo espaço amplia a cooperação acadêmica e cultural entre o Brasil e a Rússia e cria oportunidades para atividades de ensino, pesquisa, intercâmbio e programação cultural voltadas à comunidade universitária.

A cerimônia reuniu o reitor da UFRJ, Roberto Medronho; o decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Afrânio Barbosa; o diretor da FL, Roberto de Freitas Junior; a superintendente-geral de Relações Internacionais, Andreia Lima Belfort Duarte; e o cônsul-geral da Rússia no Rio de Janeiro, Feodosii Alexandrovich Vladyshevskii. Também estiveram presentes alunos e professores da FL.

Para Medronho, o laboratório representa um marco na aproximação entre os dois países. O reitor ressaltou o papel da língua e da cultura na aproximação entre os povos e destacou a trajetória da UFRJ na formação de tradutores, professores e pesquisadores. Segundo ele, o espaço permitirá que estudantes e servidores possam “aprofundar o estudo da língua russa em um ambiente equipado, moderno e voltado à inovação”, disse.

Em participação virtual, a primeira vice-diretora-geral da Innopraktika, Natália Popova, explicou que a iniciativa vai além do ensino da língua russa e funcionará como uma plataforma de aproximação cultural entre os dois países. “Tenho certeza de que nossa cooperação está apenas começando. Temos pela frente muitas palestras, diferentes projetos, estreias de filmes”, afirmou. 

A cooperação com a Rússia integra a estratégia de internacionalização da UFRJ. De acordo com a superintendente-geral de Relações Internacionais, Andreia Lima Belfort Duarte, os acordos firmados entre instituições dos dois países abrangem diferentes áreas do conhecimento e podem ampliar a mobilidade de estudantes, professores e pesquisadores, além do desenvolvimento de projetos conjuntos e da formação de redes internacionais de pesquisa. “Queremos transformar cada acordo em ações efetivas, duradouras e capazes de gerar benefícios para as nossas comunidades universitárias e para as nossas sociedades”, declarou.

A Innopraktika desenvolve projetos educacionais e culturais voltados ao intercâmbio internacional. A iniciativa reúne professores de instituições de ensino de referência da Rússia para trabalhar com estudantes de diferentes países, valorizando experiências culturais e questões contemporâneas e estimulando, por meio da educação e da arte, o diálogo entre diferentes tradições.

UFRJ sedia V Workshop de Algicultura

O auditório da Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recebe, nos dias 16 e 17/7, a quinta edição do Workshop de Algicultura. O encontro busca aproximar pesquisadores, empresas, gestores públicos e demais integrantes da cadeia produtiva para debater estratégias que ajudem a consolidar o cultivo de algas como atividade essencial para o desenvolvimento econômico, a segurança alimentar, a bioeconomia e a transição energética no Brasil.

Coordenadora do evento, a professora do curso de Engenharia de Alimentos da UFRJ Ana Lúcia Vendramini destacou, durante a cerimônia de abertura, que esta edição do workshop consolida um movimento iniciado na Baía da Ilha Grande e hoje mobiliza pesquisadores e instituições de diferentes regiões do país. Segundo ela, o principal objetivo é criar um ambiente de cooperação capaz de impulsionar o desenvolvimento da Algicultura por meio da aproximação entre pesquisa científica, setor produtivo e poder público.

“Nossa proposta é promover fomento, integração e segurança para a transição energética. Precisamos compreender os gargalos da cadeia produtiva e garantir que o apoio à pesquisa e à inovação seja contínuo e estratégico. O Brasil reúne universidades, empresas e pesquisadores com capacidade para desenvolver tecnologias, produtos e processos de ponta, e queremos que o país avance não apenas como fornecedor de matéria-prima, mas também como protagonista no desenvolvimento tecnológico da bioeconomia”, destacou.

Também presente na mesa de abertura, a vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci, ressaltou que enfrentar os desafios da sustentabilidade exige uma atuação conjunta entre universidades, centros de pesquisa e diferentes instâncias do poder público. Para ela, a diversidade de instituições representadas no workshop evidencia o potencial da colaboração para impulsionar a inovação e ampliar o impacto da produção científica.

“Temos uma universidade extremamente diversa e essa diversidade é a nossa força. Quando trabalhamos em conjunto, com nossos parceiros e com as esferas federal, estadual e municipal, criamos as condições para avançar em áreas estratégicas para o país. Investir em educação de qualidade, pesquisa, inovação e infraestrutura é essencial para transformar conhecimento em desenvolvimento”, afirmou.

A vice-reitora também destacou o potencial da Algicultura para contribuir com a transição energética e com o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Segundo ela, as pesquisas na área dialogam com diferentes campos do conhecimento e representam uma oportunidade para que o Brasil valorize sua biodiversidade e amplie sua participação no desenvolvimento de soluções sustentáveis.

“Essa é uma área que dialoga diretamente com a sustentabilidade e com os desafios do futuro. Precisamos fortalecer iniciativas, como este workshop, que aproximam pesquisadores, estudantes, gestores públicos e o setor produtivo em torno de soluções para o desenvolvimento do país”, concluiu.

A programação do V Workshop de Algicultura reúne palestras e mesas-redondas sobre temas como segurança jurídica e ambiental; o papel do biobanco da Kappaphycus alvarezii na sustentabilidade e na inovação; o uso de extratos da macroalga na agricultura, em fertilizantes e bioinsumos; e a ficoeconomia, com foco em ingredientes, bioprodutos e processos baseados em algas.

O evento é gratuito e acontece em formato híbrido, com transmissão pelo YouTube. As inscrições podem ser feitas pela plataforma Even3 (https://www.even3.com.br/v-workshop-da-algicultura-706810/).

Consuni retoma antiga sala no edifício JMM e aprova por aclamação emerência do professor Marcelo Macedo Corrêa e Castro

O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou, na quinta-feira, 26/2, a segunda reunião ordinária de 2026. A sessão, em formato híbrido, marcou a retomada da antiga sala no edifício Jorge Machado Moreira (JMM) como local oficial das reuniões e se concentrou majoritariamente na análise de recursos administrativos, envolvendo concursos públicos, carreira docente, políticas de assistência estudantil e estrutura institucional da Universidade.

Entre os principais pontos da ordem do dia esteve a concessão do título de Professor Emérito ao docente Marcelo Macedo Corrêa e Castro, aprovada por aclamação pelos conselheiros. A honraria é atribuída aos professores titulares aposentados que, ao longo da carreira, prestaram serviços de excepcional relevância à Universidade.

Corrêa e Castro ingressou como docente na UFRJ em 1/3/1980 e se aposentou em 29/7/2024. Durante os mais de 44 anos em exercício, atuou no ensino, na pesquisa, na extensão e na gestão, sempre em defesa da educação, especialmente do ensino de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e da formação de professores, com destaque para a valorização do ensino público.

“A minha presença aqui hoje tem a ver com o significado que o professor Marcelo tem para nossa unidade acadêmica, mas a gente sabe que não é só para nossa unidade”, afirmou a diretora da Faculdade de Educação (FE), Ana Paula Moura. Segundo ela, o professor construiu uma carreira marcada por algo raro na vida universitária: a atuação simultânea e consistente em três dimensões: ensino, pesquisa e extensão, sem se afastar das funções de gestão e representação institucional.

A diretora da Faculdade de Educação (FE), Ana Paula Moura | Foto: Sonia Toledo (SGCOM/UFRJ)

Durante seu pronunciamento, a diretora relembrou o papel central do docente no processo de reconstrução da FE, especialmente no fim da década de 1990, período descrito como particularmente desafiador para a unidade. “O professor Marcelo teve um papel fundamental nesse processo, sem abrir mão de ser professor universitário, pesquisador e extensionista”, destacou.

Entre as contribuições mencionadas estão o fortalecimento do diálogo com o Colégio de Aplicação (CAp), a ampliação da interlocução com as escolas públicas, a criação da Revista Contemporânea de Educação e a articulação permanente da Faculdade de Educação com outras unidades da UFRJ e instituições externas.

Por fim, Moura ressaltou o papel do professor como referência intelectual e institucional. “A gente brincava dizendo que, com a aposentadoria dele, perderíamos o ‘oráculo’, porque qualquer dúvida sobre a UFRJ era ao professor Marcelo que recorríamos”, afirmou. Ao concluir, destacou o caráter simbólico da concessão do título: “Esse reconhecimento não é apenas para uma unidade acadêmica ou para a UFRJ, mas para a educação brasileira. O professor Marcelo não apenas construiu sua trajetória, mas ajudou a construir a própria Universidade”.

Já o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, deu um depoimento no qual ressaltou não apenas a excelência acadêmica do homenageado, mas também seu caráter e a postura ética ao longo da trajetória na instituição. “Não abria mão das suas opiniões, mas sempre de forma muito cordata, sempre ouvindo as visões distintas”, disse Medronho, evidenciando a capacidade de diálogo do docente, mesmo diante de divergências.

Assistência e permanência estudantil

Durante a reunião do Consuni, a bancada estudantil fez um ato em protesto ao redimensionamento das bolsas de monitoria. Os estudantes levantaram cartazes que pediam “+ bolsas” e defendiam que “sem bolsas, a UFRJ não faz ciência”. 

“Quando a gente corta essas bolsas, a gente está excluindo estudantes da produção científica e da democracia na nossa Universidade”, declarou a conselheira Isadora, que reconheceu o cenário de recursos escassos, no entanto ponderou que o debate central deve ser sobre os critérios de distribuição: “Nós sabemos que é pouco. Mas como vai ser destinado, como vai ser distribuído, é o que a gente precisa ter mais transparência, mais participação e mais seriedade”. 

Em resposta, a superintendente-geral de Graduação, Georgia Correa Atella, esclareceu os critérios adotados na decisão, salientando que a medida foi motivada por questões orçamentárias e técnicas. Atella enfatizou que a importância da monitoria é reconhecida tanto pelos docentes quanto pela gestão universitária, e destacou que, após a ampliação das políticas de ações afirmativas, a demanda por políticas de permanência na Universidade aumentou: atualmente, cerca de 60% dos estudantes da UFRJ ingressam por ações afirmativas, o que reforça a necessidade de ampliação dos auxílios estudantis e das bolsas acadêmicas. 

Estrutura institucional

Na segunda sessão ordinária do ano, foi aprovada a proposta de resolução que institui a Coordenação de Relações Institucionais e Articulações com a Sociedade (Corin) e o seu Regimento Interno. Criada por portaria em 2015, a Corin tem por objetivo ser um canal institucional de relação da Universidade com os órgãos de Estado, incluindo os de controle, de representação jurídica da instituição, e com o Legislativo, quanto ao processo de elaboração de leis e normas pertinentes à educação superior e às políticas de ciência e tecnologia. A instituição da coordenação por meio de resolução possibilita o preenchimento de um dos requisitos da Controladoria-Geral da União (CGU) para que a mesma seja reconhecida como Unidade de Correição Instituída (UCI) – estrutura correcional formalizada em órgãos do Poder Executivo Federal, com autonomia e competência para conduzir processos disciplinares, inclusive aplicar penalidades expulsivas.

UFRJ recebe delegação da Rússia para fortalecer cooperação acadêmica

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recebeu, nos dias 19 e 20/2, uma delegação da Moscow State Linguistic University (MSLU) para discutir novas frentes de cooperação, com destaque para iniciativas conjuntas de ensino, pesquisa e intercâmbio acadêmico.

Para o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, a parceria com a universidade russa é estratégica e reforça valores em comum, contribuindo para o fortalecimento de uma agenda internacional baseada no diálogo, na diversidade cultural e na produção de conhecimento. 

“A Moscow State Linguistic University é um verdadeiro farol da diplomacia linguística e um centro de formação intelectual de excelência, responsável por preparar especialistas capazes de transpor ideias complexas entre diferentes contextos culturais. Ao longo de décadas, a MSLU tem desempenhado um papel central na construção de pontes acadêmicas, culturais e institucionais entre a Rússia e o mundo”, afirmou Medronho.

Participaram das reuniões de trabalho, pela UFRJ, a superintendente-geral de Relações Internacionais, Andrea Belfort; a professora Patricia Maria Campos de Almeida, do Setor de Português como Língua Estrangeira (SePLE); e o reitor, Roberto Medronho. Pela MSLU, estiveram presentes a vice-reitora, Olga Iriskhanova; e a professora associada do Departamento de Língua Portuguesa Zoya Dolgikh.

Além da área de línguas, a parceria estrutura-se em interface com outras áreas do conhecimento. “É uma perspectiva multidisciplinar, visando ao desenvolvimento de pesquisas, à articulação de iniciativas acadêmicas e à promoção da mobilidade de docentes e estudantes”, explicou Andrea Belfort. 

As atividades foram realizadas em consonância com a política de internacionalização da UFRJ e contribuem para a consolidação de uma cooperação internacional sustentável e de longo prazo.

Reunião de trabalho entre o SePLE, representado pela professora Patricia Almeida, e a MSLU, representada pela vice-reitora, Olga Iriskhanova, e a professora Zoya Dolgikh. O encontro foi presidido pela superintendente-geral de Relações Internacionais da UFRJ | Foto: Divulgação