Um cardápio educacional alinhado

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, e a chefe de Gabinete da Reitoria, Fabiana Fonseca, receberam nesta segunda-feira, 2/2, a visita de representantes do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI): o secretário-executivo do órgão, Luis Manuel Rebelo Fernandes, e a chefe de Gabinete do ministério, Maria Luiza Rangel.

Durante o almoço na Reitoria, na Cidade Universitária, o que não faltou no cardápio da conversa foram agradecimentos, ênfase ao alinhamento da parceria estratégica entre a UFRJ e o MCTI, além da discussão sobre a recomposição do orçamento da Universidade:

“Primeiro, queremos agradecer formalmente à intervenção do secretário-executivo, Luis Fernandes, que possibilitou destravar a obra do Restaurante Universitário da Praia Vermelha. Também deixamos registrado que o MCTI é um dos nossos grandes parceiros estratégicos. Só em 2025, conseguimos R$ 97.7 milhões em editais da Finep, Financiadora de Estudos e Projetos, vinculada ao MCTI”, frisou Medronho.

Na pauta, também foram abordados assuntos contemporâneos relacionados à ciência e tecnologia, área considerada pelos presentes como vetor de desenvolvimento para a política de soberania nacional: “Estamos concluindo a elaboração da Estratégia Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação, cujas bases estão totalmente alinhadas com as reflexões e preocupações expostas pelo reitor”, expôs Fernandes, informando ainda que o documento será entregue para a ministra do MCTI, Luciana Santos, no próximo dia 10/2.

Medronho presenteia secretário-executivo do MCTI com revista de divulgação científica da UFRJ| Foto: Sônia Toledo

Durante o encontro, os integrantes do ministério também foram presenteados com exemplares da Minerva, revista de divulgação científica da UFRJ. Até o registro da contracapa recebeu elogios: “Estamos encantados com a Minervinha”, disse Rangel, referindo-se à personagem que irá ilustrar a versão infanto-juvenil da publicação.

Tática universitária contra violência de gênero

Promover a reflexão e o debate sobre táticas de enfrentamento em casos de violência contra a mulher no ambiente universitário: Esse foi o intuito do 1° Encontro Ouvidoria da Mulher e Coletivos Femininos Discentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizado na segunda-feira, 15/12, no Auditório Professor Manoel Maurício de Almeida Albuquerque, situado no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), no campus Praia Vermelha. A iniciativa faz parte do programa Movendo Estruturas, desenvolvido pela Ouvidoria da Mulher e pela Ouvidoria-Geral da Universidade.

 A mesa de abertura contou com a presença do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e da vice-reitora, Cássia Turci. Também participaram desse momento inicial, a pró-reitora de Graduação, Maria Fernanda Santos Quintela da Costa Nunes; a superintendente-geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada), Denise Góes; o decano do  CFCH, Vantuil Pereira; a ouvidora-geral, Katya Gualter; e a representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Mário Prata e do Coletivo de Mulheres Carolina Maria de Jesus da Faculdade Nacional de Direito (FND), Leticia Maia. 

 Durante o  encontro  foi possível conhecer ações já instituídas pela Universidade no enfrentamento à problemática, assim como aprender a identificar e agir frente aos episódios de violência de gênero. Representantes do Comitê Gestor do Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) também trouxeram contribuições importantes. Além disso, grupos de trabalho discutiram temáticas como encorajamento à denúncia, protocolos de acolhimento e práticas cotidianas de enfrentamento.  

“Estamos atentas ao clamor da UFRJ para extinguir todas as formas de violência das quais as mulheres são alvo. Iniciamos essa ação pelos coletivos femininos de nossas estudantes por serem uma parcela vulnerável do conjunto de mulheres da nossa Universidade. Há uma possibilidade de aproximação pela escuta, pela busca por táticas de enfrentamento às violências que atingem as mulheres no ambiente institucional. Táticas entendidas como a arte do fazer dos mais fracos, conforme conceitua Michel de Certeau”, explicou a ouvidora da Mulher, Angela Brêtas, mediadora do evento.

Paz sem voz, é medo!

Para Medronho, não é possível haver excelência acadêmica onde há silenciamento, medo e violência nas suas diferentes formas:

“Estou me referindo a todos os tipos de violência, seja ela física, psicológica, sexual, moral, institucional ou expressa em discriminações e desigualdades que se repetem e são naturalizadas. A Ouvidoria da Mulher existe para ser a porta de entrada e de confiança, um lugar onde a palavra encontra acolhimento, a dor não é tratada como exagero, nem como uma questão menor. Trata-se de uma estrutura de garantia de direitos dentro da UFRJ, que atua em quatro dimensões: acolhimento qualificado; encaminhamento e articulação; prevenção e formação; memória institucional e transparência responsável. Que saiamos deste encontro com encaminhamentos concretos, pois esta é a melhor homenagem que podemos fazer a quem sofreu ou sofre violência”.

Reitor da UFRJ defende combate a todas as formas de violência e silenciamento | Foto: Renan Silva (Sintufrj)

A  representante da Associação dos Pós-Graduandos (APG) da UFRJ, Julia Garcia, fez uma alerta: “O assédio moral na pós-graduação tem afetado muito a saúde mental dos estudantes de modo geral. Mas o marcador de gênero agrava ainda mais a situação das mulheres”. Por sua vez, a discente que representou o DCE lançou um questionamento direto: “Como fazer a UFRJ ser um lugar melhor e mais acolhedor para as mulheres?” 

Cássia Turci compartilhou o que considera fundamental para a construção de uma universidade livre de violência e assédio: “Para mudar este cenário, precisamos discutir o tema sem medo. Não podemos nos calar nunca! É por meio do diálogo franco que as questões emergem. A maioria dos assédios acontece dentro das universidades, principalmente aqueles velados. Isso é muito grave e tem provocado muito  adoecimento mental. A universidade deve ser um lugar onde as pessoas se sintam bem”. 

 Ao falar sobre a participação das mulheres na Administração Central da UFRJ, a chefe de Gabinete da Reitoria lembrou um episódio vivenciado, no passado, como diretora  da Escola de Química. Fabiana Fonseca narrou que, certa vez, um docente entrou de maneira abrupta e desrespeitosa na sala destinada à gestão, que era ocupada por mulheres, para questionar uma norma institucional: 

“O professor não teve pudor algum em agir desta forma e questionar o motivo pelo qual eu utilizava uma vaga no estacionamento, tradicionalmente reservada para quem ocupava o cargo na direção da unidade. Duvido, se no meu lugar estivesse um homem, que ele teria tido esse tipo de atitude. Mas ainda bem que a UFRJ está caminhando, de modo irreversível, para um perfil cada vez mais diverso. Atualmente, 13 mulheres maravilhosas e competentes integram a equipe desta gestão”, disse, orgulhosa.

UFRJ comemora 80 anos do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho

A Universidade Federal do Rio de Janeiro está em festa pelos 80 anos do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), considerado um dos mais importantes centros de pesquisa, formação acadêmica e impacto social do país. A cerimônia de celebração foi realizada na tarde de sexta-feira, 12/12, no Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da UFRJ, em Botafogo, Zona Sul do Rio. O reitor da Universidade, Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, integraram a mesa de honra do evento, que também foi composta pela vice-decana do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Lina Zingali. O IBCCF, por sua vez, foi representado pelo diretor, Kildare Rocha de Miranda, e pela vice-diretora, Adriane Regina Todeschini.

A programação, que uniu ciência, história e cultura, se estendeu até a noite. Foram várias atividades: apresentações sobre as contribuições científicas e os programas temáticos do instituto; lançamento do documentário “Curare – quando a ciência encontra a vida”, dirigido por Daniel dos Anjos; conferência do professor da University of Québec,Tiago H. Falk, com o tema “Rumo à saúde 5.0: o papel (e os riscos) da inteligência artificial”; apresentação musical de chorinho; exposição “25 anos do Espaço Memorial Carlos Chagas Filho (EMCCF)”. Além disso, não faltou reconhecimento para aquele que lançou as bases da octogenária instituição, com a criação de um núcleo estável de pesquisa experimental:

“É impossível falarmos do Instituto de Biofísica sem primeiramente reconhecermos todo o legado de Carlos Chagas Filho, egresso da Faculdade de Medicina, professor emérito e uma pessoa que tem seu nome colocado no nosso IBCCF. Tenho muita honra e gratidão por ter sido aluno dele. Nesta celebração, também temos que pensar no futuro, já que o Instituto de Biofísica exerce um papel estratégico ao atuar nesse território onde se investiga o que sustenta e também o que termina a vida. Temos inúmeros exemplos de grandes contribuições feitas por integrantes do instituto para a ciência, a tecnologia e a formação de estudantes. Neste sentido, como reitor da UFRJ, reafirmo nosso compromisso em defender a ciência com transparência, seus estudos, laboratórios, bibliotecas, equipes técnicas e estudantes”, afirmou Medronho no evento.

Reitor da UFRJ, Roberto Medronho, durante programação comemorativa do IBCC | Foto: Sonia Toledo

Fundado em 17 de dezembro de 1945 pelo cientista Carlos Chagas Filho, ao longo das décadas, o IBCCF tornou-se responsável por significativas contribuições em áreas como biofísica, bioquímica, fisiologia e biotecnologia. A respeito da trajetória do instituto, que é referência nacional e internacional em pesquisa interdisciplinar, Turci, não economizou nos elogios:

“Sempre que as pessoas pensam no IBCCF, logo associam à excelência. Não só no ensino, na pesquisa e na extensão, mas também na inovação. Que essa unidade continue sendo cada vez mais forte, fortalecendo a nossa Universidade e contribuindo com a formação de cidadãos conscientes do que precisamos fazer para que o nosso país seja ainda melhor, mais humano e mais justo!”.

UFRJ recebe presidente da Faperj

O Gabinete da Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recebeu nesta terça-feira, 9/12, a visita da presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Caroline Alves da Costa. Um dos temas abordados,  durante a reunião na Cidade Universitária, foi a possibilidade de intensificar o apoio da agência de fomento na resolução de questões enfrentadas pela instituição. Um desses desafios foi a perda de 1.300 bolsas de mestrado e doutorado, entre 2018 e 2025, que eram subsidiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A pedido do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2), João Torres de Mello Neto, apresentou sinteticamente alguns dos muitos projetos beneficiados pelo financiamento do órgão, entre eles: o LabOceano, o Núcleo de Enfrentamento e Estudos em Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes (Needier), o Museu Nacional Vive e o Espaço Ciência do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem), em Macaé. A conversa também teve a presença da vice-reitora, Cássia Turci; da chefe de gabinete, Fabiana Fonseca; e dos professores eméritos da UFRJ, Adalberto Vieyra e Luiz Davidovich.

Pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2), João Torres de Mello Neto, apresenta projetos da UFRJ financiados pela Faperj | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Presidente da Faperj: “Fortalecimento no orçamento da Fundação em 2026 irá espelhar na UFRJ” | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

A presidente da Faperj elogiou o comprometimento da UFRJ com a ciência e com o desenvolvimento de projetos de alto impacto social, como é o caso do luminol, utilizado para revelar vestígios invisíveis em investigações criminais e como aliado no combate à contaminação hospitalar. Caroline Costa também destacou o fato de a Universidade sempre ser a primeira colocada nas submissões da Fundação e a preocupação do órgão com o referido corte de bolsas. No entanto, também apresentou melhores perspectivas para o próximo ano:  

“O orçamento da Faperj tende a aumentar. Possivelmente, iniciaremos 2026 com mais R$70 milhões. Esse fortalecimento vai espelhar na UFRJ. Em 2025, saímos de 21 para 40 editais. Em 2026, pretendemos criar uma espécie de site para conectar todos os nossos bolsistas e as pesquisas desenvolvidas. Com a iniciativa, teremos um mapa do nosso investimento. Além disso, vamos criar algumas câmaras para promover uma escuta mais ativa sobre o que as universidades esperam da Faperj em relação a uma política de continuidade que contribua para o fortalecimento da ciência”, enfatizou.

Por um mundo multipolar

“A Universidade Federal do Rio de Janeiro está alinhada com a criação de um mundo multipolar”. Essa afirmação foi feita nesta segunda-feira, 8/12, pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, durante o Brazil–China Science and Technology Innovation Forum, realizado no auditório do Centro de Convenções do Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), na Cidade Universitária. Na ocasião, a Minerva também foi representada pela diretora de Tecnologia e Inovação do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe),  Marysilvia da Costa.  

O evento, que reúne executivos, pesquisadores e representantes do segmento, reforça a colaboração e as conexões estratégicas entre a UFRJ, por meio da Coppe; a Petrobras; a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), empresa petrolífera chinesa; e a China University of Petroleum (CUP). Entre as temáticas abordadas na programação, destacam-se apresentações sobre o futuro da energia e a utilização de inteligência artificial no setor.

Diretora de Tecnologia e Inovação da Coppe, Marysilvia da Costa, no Brazil–China Science and Technology Innovation Forum

Durante seu discurso, Medronho frisou a ampla colaboração existente entre as instituições de ensino de ambos os países do Sul Global, citando ainda a criação do Instituto de Engenheiros de Alto Desempenho, fruto de uma parceria entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva,  e o da China,  Xi Jinping. Além disso, em sua fala, também houve destaque à consolidada relação da UFRJ com a Petrobras: 

“É com muita honra que nós, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, através da parceria com a Petrobras, com as universidades e com as empresas chinesas, estamos  buscando avançar não apenas nas questões de prospecção de óleo e gás, mas, principalmente, no que se refere à sustentabilidade, à transição energética e aos novos combustíveis. Hoje temos grandes desafios na área de engenharia e sustentabilidade, mas, sem dúvida, o Brasil e a China podem dar lições não só para os países dos BRICS, mas para todo o mundo. Não queremos mais parcerias em que haja uma dominação, ao contrário, queremos cooperação. É por meio do respeito à diversidade, às especificidades de cada povo, cultura e história, que conseguiremos construir um mundo melhor, mais fraterno, mais justo e mais sustentável”, enfatizou o reitor da UFRJ, que também  integra o Conselho Econômico de Desenvolvimento Social e Sustentável do Governo Federal. 

Cooperação: linha mestra para transformação social

Na última sexta-feira, 5/12, o gabinete da Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro sediou o encontro entre os responsáveis pela administração central de duas expressivas instituições de ensino do Sul Global: Roberto Medronho, da UFRJ; e LI Luming, da Universidade de Tsinghua, considerada a 12ª melhor do mundo. Além dos dois reitores, a reunião também contou com a presença de uma delegação chinesa; do superintendente-geral de relações internacionais da UFRJ, Papa Matar Ndiaye; e da representante do Centro China Brasil, Rejane Rocha.  

A ocasião foi mais uma oportunidade para estreitar a cooperação relacionada às atividades de ensino, pesquisa e inovação entre as respectivas universidades. O entrosamento, em consonância com as diretrizes do Governo Federal em fortalecer os laços com os integrantes dos BRICS, vem sendo construído de modo bilateral, por meio de viagens e do reconhecimento das potencialidades locais e culturais.

Delegação da Universidade de Tsinghua com representantes da UFRJ | Foto: Sonia Toledo

Durante sua fala, Medronho lembrou a recente visita feita pelo presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil, e o fato de o Conselho Universitário (Consuni) da UFRJ ter decidido conceder o título de Doutor Honoris Causa ao dirigente chinês. A experiência de ter integrado a comitiva presidencial, quando Luiz Inácio Lula da Silva esteve no país asiático, também foi citada: 

“Depois que assumi a Reitoria em julho de 2023, realizei algumas visitas à China. Fiquei encantado com o país, não apenas pela sua cultura milenar, mas pelo seu grau de desenvolvimento social e econômico, que é uma lição para todo o mundo. Precisamos criar um mundo multipolar em que a cooperação seja a linha mestra para as transformações sociais. Precisamos aprofundar e já trabalhar para fazer os acordos específicos. Acredito que esta relação e este estreitamento ainda maior das nossas duas universidades contribuirão muito para o desenvolvimento social e econômico dos nossos países e para a construção de um mundo mais sustentável”, afirmou. 

UFRJ sedia abertura do VIII Encontro Nacional do Forcult

Teve início na segunda-feira, 1º/12, o VIII Encontro Nacional do Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras (Forcult). Desta vez, o anfitrião do evento, que vai até o dia 5/12, é o Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Servidores, discentes, agentes culturais, pesquisadores e terceirizados, que atuam na gestão cultural universitária do país, podem participar da programação híbrida, que inclui mesas temáticas, reuniões de grupos de trabalho e apresentação de relatos de experiências. 

Na mesa de abertura, realizada no Auditório Pedro Calmon, situado no Palácio Universitário, no campus Praia Vermelha, a UFRJ foi representada pelo reitor, Roberto Medronho, a vice-reitora, Cássia Turci, e a coordenadora do FCC, Christine Ruta. Na ocasião, também estiveram presentes o presidente do Forcult e pró-reitor de Cultura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fernando Mencarelli; e as secretárias do Ministério da Cultura (MinC) Roberta Martins, de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, e  Márcia Rollemberg, de Cidadania e Diversidade Cultural:  

“Falar em cultura é tratar de identidade nacional. Temos uma sociedade fantasticamente diversa com as contribuições de vários povos: indígenas, negros e os de matrizes europeias. A cultura costura todas essas diferenças e nos dá sentido de pertencimento. Essa é nossa grande fortaleza! No entanto, também temos uma realidade social profundamente desigual. Precisamos combater o apagamento de memórias e de manifestações culturais, que, durante muito tempo, foram negligenciadas. Temos que valorizar e integrar a cultura e a criatividade vindas das favelas e periferias. É necessário fortalecer a relação entre cultura, educação e cidadania. Sem cultura não há democracia, nem direitos humanos”, enfatizou Medronho.

Foto: Aní Coutinho (SGCOM/UFRJ)

Durante sua fala, Christine Ruta questionou que tipo de Brasil se deseja projetar com o poder simbólico da cultura. A resposta da coordenadora do FCC veio na colocação feita na sequência: “Nossas línguas, festas, tradições, religiões, museus, terreiros, quilombos e aldeias compõem um patrimônio vivo, que ninguém pode importar ou copiar. Quando o Estado brasileiro investe em cultura, protege fronteiras simbólicas, fortalece a democracia e garante a autonomia de pensamento, especialmente num país que já viveu a censura. Não há soberania cultural se as vozes que fundaram este país seguem silenciadas. As culturas afro-brasileiras e indígenas não são recortes, são pilares da nossa formação. Fortalecer políticas de cultura é enfrentar o racismo estrutural e o colonialismo interno, garantir recursos, espaços, formação e poder de decisão para artistas, mestres, griôs, lideranças indígenas e negras em todo o nosso território”.

Ao referir-se à programação do evento, Cássia Turci chamou a atenção para o caráter abrangente das atividades ofertadas ao longo do encontro, que amplia o tradicional entendimento a respeito da área cultural: “Quando consultamos esse conjunto de atividades, percebemos, na prática, que a cultura e a arte podem estar presentes em todas as áreas do conhecimento. Há, inclusive, uma temática relacionada à cultura e à crise climática”. Para quem quiser conferir, na íntegra, a programação do VIII Encontro Nacional do Forcult, basta acessar o link:  https://www.even3.com.br/8-forcult-nacional-635621/.

Sobre o Forcult

Entidade de natureza propositiva e consultiva, o Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras, composto por representações regionais e nacional, promove encontros anuais. A intenção é construir possíveis caminhos para uma gestão cultural universitária orientada pelo reconhecimento do papel cultural das Ipes e da transversalidade da cultura nas ações de ensino, pesquisa e extensão, assim como nos diversos campos de conhecimento. 

Principal rede nacional voltada à gestão cultural nas Ipes, o Fórum é um espaço de construção coletiva onde, além de discutir políticas culturais, há o compartilhamento de experiências, o fortalecimento dos vínculos institucionais e a ampliação da capacidade de atuação dos envolvidos — gestores, pesquisadores, estudantes, servidores técnico-administrativos em educação (TAEs), docentes e representantes governamentais.

Beatriz Vieira de Resende recebe título de Professora Emérita da UFRJ

Beatriz Vieira de Resende é a mais recente professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Titular da Faculdade de Letras (FL), a docente teve o título outorgado na sessão solene do Conselho Universitário (Consuni) da UFRJ, realizada na tarde desta terça, 25/11, no Salão Nobre da Faculdade Nacional de Direito (FND), no Centro do Rio. A homenageada, especialista no autor Lima Barreto, também já ministrou aulas de artes cênicas e ocupou cargos na gestão institucional, quando foi coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura e esteve na direção da Editora UFRJ. 

Na mesa da cerimônia, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, também estavam a vice-reitora, Cássia Turci; o decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Afrânio Barbosa; a diretora da Faculdade de Letras, Sonia Cristina Reis; e o professor emérito Eduardo Coutinho, integrante da comissão de honra, responsável pelo discurso de saudação à docente. Com uma biografia marcada pela paixão pelos livros, pela defesa da democracia e por um apreço especial pela educação pública, o que não faltou foi o reconhecimento de sua relevante trajetória por parte da Administração Central da UFRJ: 

“A professora Beatriz tem sua história ligada à faculdade pública. Ela é bacharel e licenciada em Português e Literaturas pela UFRJ, mestre em Teoria da Literatura e doutora em Letras também pela Universidade, além de ter realizado estágio de pós-doutorado no Museu Nacional da UFRJ. Enfim, ela é cria da casa, filha da Minerva, que está em seu DNA. Parabéns, professora Beatriz Resende,  muito bem-vinda a este panteão de glória!”,  enfatizou Medronho. 

Cássia Turci, por sua vez, destacou que ficou maravilhada com a escolha da homenageada em compor sua comissão de honra com integrantes que ilustram a representatividade do corpo social da Universidade, ou seja, técnicos administrativos em educação, docentes e alunos: A professora Beatriz espelha o que temos de mais precioso na UFRJ: o capital humano. Ela mostra em sua trajetória não só sua competência técnica, mas algo muito maior, ao juntar a questão da arte, da literatura e a preocupação social. Que sorte a centenária Minerva ter professores eméritos como nossa homenageada!”, elogiou.

Integrantes da mesa e da comissão de honra da professora Beatriz Resende durante a sessão solene do Consuni | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

Além dos colegas, Beatriz Vieira fez questão de frisar, com gratidão, a contribuição recebida de familiares, amigos e mestres, fundamentais para a construção de seu legado e de sua postura. Dentre outros, a docente lembrou o papel do ex-diretor da Faculdade de Letras e ex-ministro da Educação, Eduardo Portella; da amiga e docente Heloísa Buarque de Hollanda (depois, Teixeira); e do ex-reitor da UFRJ Aloísio Teixeira, ao longo de sua formação. Lima Barreto e as Letras também receberam homenagem literária da nova emérita que, durante sua fala, alertou que as artes, assim como as ciências, precisam de autonomia para existir: 

“Há uma crônica de Lima Barreto, desse autor negro que sempre me comove, que diz o seguinte: ‘Queimei os meus navios, deixei tudo por essa coisa de Letras. Abandonei todos os caminhos por esse das Letras; e o fiz conscien­temente, superiormente, sem nada de mais forte que me desviasse de qualquer outra ambição’. O curso de Letras me deu tudo o que desejava”, falou emocionada.

Familiares, amigos e corpo social da UFRJ aplaudem significativa trajetória da nova emérita da Universidade | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

IPPMG celebra 72 anos de excelência

Nesta quinta-feira, 06/11, foi dia de celebrar os 72 anos de uma das cinco unidades do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CH/UFRJ): o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, referência no atendimento à saúde infantil e formação de pediatras no país. Na cerimônia, realizada no Anfiteatro Nobre do IPPMG, na Cidade Universitária, foi possível conhecer alguns dos desafios, transformações e conquistas que marcaram estas sete décadas de existência. O hospital foi criado pelo médico Martagão Gesteira com apoio de Getúlio Vargas com o propósito de colocar o cuidado com a criança como prioridade. 

Para comemorar essa trajetória, além do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, integraram a mesa de honra: o decano do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Luiz Eurico Nasciutti; o superintendente-geral do Complexo Hospitalar da UFRJ/Ebserh, Amâncio Paulino Carvalho; o superintendente executivo, Giuseppe Mario Carmine Pastura, e a gerente de atenção à saúde, Márcia Cristina Pereira de Oliveira Bomfim, ambos do IPPMG; e a chefe do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina, Flavia Nardes. 

“Gostaria de destacar a importância do IPPMG para a saúde deste país, especialmente na formação de pessoas para os desafios da pediatria em todas as áreas. Nestes 72 anos de história, o Instituto teve muitas conquistas: assistência de excelência a todos os pacientes, complexidade em reunir quase todas as especialidades e subespecialidades do Rio de Janeiro, entre outras. Além disso, passaram por aqui grandes nomes. Todas as pessoas que frequentaram, assistiram aulas, atenderam pacientes, pesquisaram e fizeram descobertas maravilhosas fazem parte desta história. O IPPMG faz parte da minha história”, frisou Medronho, que cursou um ano de Pediatria no Instituto, movido pelo sonho de reduzir a mortalidade infantil.

Superintendente executivo do IPPMG, Giuseppe Pastura, destaca oferta de saúde de qualidade como forma de diminuir desigualdade| Foto: Fábio Caffé  (SGCOM/UFRJ)

O sonho do reitor também é compartilhado por muitos que atuam no dia a dia do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira. Entre os hospitais universitários do estado, é no IPPMG que funciona a única emergência pediátrica aberta 24 horas por dia, durante os sete dias da semana: “Aqui dentro, lembramos todos os dias que, segundo os dados do Unicef, o Brasil já tem 28 milhões de crianças adolescentes na pobreza, 30% de crianças não alfabetizadas, 38% sem saneamento, 11% sem acesso à moradia e 36% com insegurança alimentar. E qual é o nosso papel aqui? A gente pode diminuir a desigualdade oferecendo saúde de qualidade para essas crianças”, enfatizou  Giuseppe Pastura. 

Contemplados na 2ª edição do Prêmio Luiz Afonso Henriques Mariz no Anfiteatro Nobre do IPPMG | Foto:  Fábio Caffé  (SGCOM/UFRJ)
Apresentação do Sôdade Brasilis, grupo de choro da Escola de Música da UFRJ, na abertura do evento comemorativo  | Foto:  Fábio Caffé  (SGCOM/UFRJ)

Durante a cerimônia, também foi entregue a 2ª edição do Prêmio Luiz Afonso Henriques Mariz aos profissionais que tiveram destaque na pediatria, no ensino, na pesquisa e na extensão do IPPMG. A honraria leva o nome do professor da Faculdade de Medicina que dedicou 49 anos ao hospital e cuja contribuição foi fundamental para a construção do nível de excelência conquistado pelo instituto. A celebração contou ainda com a apresentação do grupo de choro da Escola de Música da UFRJ, o Sôdade Brasilis.

DIP UFRJ:  um selo de qualidade da saúde pública

A Minerva está em festa pela celebração dos 100 anos de existência da disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIP) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para marcar o centenário, foi criado, inclusive, um selo oficial, feito pela estudante Lara Mota Vieira Souza, vencedora do concurso promovido para este fim. Apesar de estar em período de férias, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, fez questão de participar do workshop de abertura das comemorações, realizado na quinta-feira, 9/10, no Auditório Halley Pacheco, situado no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), na Cidade Universitária. 

Também estiveram presentes na solenidade de abertura o superintendente-geral do Complexo Hospitalar da UFRJ, Amâncio Carvalho; o diretor da Faculdade de Medicina, Alberto Schanaider; e o chefe e a coordenadora de Graduação do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DDIP), Mariano Zalis e Simone Nouér. Atuante na área de Saúde Pública, com ênfase em Epidemiologia, Medronho, que é professor titular do DDIP da Universidade, expressou o significado da rememoração desse marco, articulando com a vivência de quem também já esteve por quase uma década na direção da Faculdade de Medicina da UFRJ. 

“Em 2025, quando a Faculdade de Medicina faz 217 anos, a disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias da UFRJ alcança seu centenário. Trata-se de uma disciplina que foi dirigida por Carlos Chagas, um dos cientistas mais notáveis do Brasil e do mundo, responsável pelo feito de descrever a Doença de Chagas em todos os seus aspectos, desde os parasitários até os determinantes sociais envolvidos no processo saúde-doença. Com essa breve contextualização, fica evidente o quanto a celebração deste momento tão especial para a ciência, a tecnologia e a inovação do nosso país é motivo de muito orgulho e alegria para a Universidade Federal do Rio de Janeiro”, destaca Medronho, que foi um dos professores contemplados com a medalha comemorativa do centenário.

Professores do departamento recebem medalha comemorativa pelos 100 anos | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Medronho relembra a relevância de Carlos Chagas para a ciência brasileira e mundial na abertura das comemorações | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

O pesquisador Carlos Chagas inaugurou a primeira cadeira de Moléstias Tropicais na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, que deu origem ao atual DDIP. De acordo com Simone Nouér, a posse do sanitarista, em 1925, como professor titular, constituiu-se o marco inicial da disciplina. “Desde então, a disciplina se expandiu para um serviço de assistência nos hospitais, pesquisa com o programa de pós-graduação e um departamento dentro da Faculdade de Medicina”, explica a professora. 

Amâncio Carvalho fez questão de destacar o papel do corpo discente na construção dos próximos passos, que o departamento irá traçar daqui por diante: “Hoje, além desse passado tão importante, relatado pelos que trouxeram as histórias relacionadas à trajetória do DDIP, lançamos também as bases para os próximos 100 anos. Temos a perspectiva de atuar no campo da internacionalização. Esperamos poder avançar, olhando para o futuro, voltados para os problemas que surgem, para as doenças emergentes e reemergentes. Para isso, contamos com nossos estudantes, muitos aqui presentes, que venham a se interessar pela área infectocontagiosa”, afirma. 

Plateia atenta no workshop realizado no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

A programação especial pelos 100 anos do DDIP se estende ainda aos dias 10 e 16/10 e inclui exibição de filme, debate e sessão comemorativa da Academia Nacional de Medicina. Para verificar as atividades, na íntegra, basta acessar o link https://www.instagram.com/p/DPlRuyiDVZm/?utm_source=ig_web_copy_link&igsh=czh6dGtzYWhuMzg1.