Nova direção no Instituto de Computação da UFRJ

Na terça-feira, 3/11, foi realizada a cerimônia de posse da nova direção do Instituto de Computação (IC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A partir de agora, Mauro Antônio Rincon e Giseli Rabello Lopes são os responsáveis pela gestão 2026-2030, nos respectivos cargos de diretor e vice-diretora da unidade. O ato oficial aconteceu no Salão Nobre da Decania do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), na Cidade Universitária.

A vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci, participou da mesa oficial acompanhada do decano do CCMN, Cabral Lima; das integrantes da gestão anterior (2022-2026), Ana Maria Moreira e Carla Delgado; e da dupla dirigente recém-empossada. O Instituto de Computação da UFRJ foi criado em 10/12/2020 e  nasceu da transformação do Departamento de Ciência da Computação, que então completava 50 anos de existência, em uma unidade acadêmica dentro do CCMN.

Mesa oficial da cerimônia de posse da gestão 2026-2030 do IC | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

“Estou muito feliz em estarmos celebrando esta segunda gestão do Instituto de Computação, criado no período da pandemia da covid-19. Foi uma luta, mas valeu a pena. Vemos os diversos frutos.Tenho certeza de que o professor Rincon e a professora Giseli vão aproveitar tudo aquilo que deu certo até aqui e ousar naquilo que precisamos avançar no IC”, disse Cássia Turci.

Reconhecimento à UFRJ e às políticas públicas

Emoção no discurso do novo diretor do Instituto de Computação da UFRJ, Mauro Antônio Rincon |Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

O novo diretor do Instituto de Computação é um dos integrantes do corpo docente da unidade, cuja trajetória na Universidade foi iniciada há 37 anos como professor assistente, encontrando-se hoje como titular. Rincon já exerceu diversas funções acadêmicas e administrativas: foi vice-diretor do curso de Matemática, chefe do Departamento de Ciência da Computação, coordenador e vice-coordenador do Programa de Pós-Graduação em Informática, coordenador de diversos projetos de pesquisa e orientador de trabalhos de conclusão de curso, iniciação científica, mestrado e doutorado.

O convite dos colegas para concorrer à gestão veio quando Rincon já estava pensando em se aposentar. Durante o discurso, o recém-empossado gestor falou com muita emoção para uma plateia lotada pelo corpo social da instituição, amigos e familiares a respeito de sua trajetória e sobre seu reconhecimento à UFRJ e às políticas públicas:

“Muito do que consegui, ao longo da vida, devo à UFRJ. Mas, acima de tudo, reconheço que isso é resultado das políticas públicas, que tornaram possível essa trajetória. Acredito profundamente na universidade pública e em sua capacidade de transformar vidas. Sou um exemplo disso. Quando pensei que estava perto de encerrar o meu ciclo aqui, esta fé e entusiasmo me levaram a aceitar o convite e iniciar esta nova etapa, que faço movido pela pela mesma vontade e energia para dar continuidade à missão tão nobre a que nos propomos no ensino público. O IC é um instituto novo e há muito o que fazer para garantir um ambiente adequado e assegurar a dignidade humana de docentes, técnicos administrativos e discentes, permitindo que todos tenham uma sensação de pertencimento a este espaço”.

Público aplaudiu o novo diretor do IC de pé, após discurso emocionado | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

IC: um marco para a UFRJ

A nova vice-diretora, Giseli Lopes, afirmou que a criação do Instituto de Computação  é um marco para a UFRJ, que tem aberto novas oportunidades e possibilitado avanços importantes na área. Ainda assim, demonstrou consciência quanto à necessidade de superação de algumas questões, como a ampliação dos recursos orçamentários para a melhoria da infraestrutura física a fim de atender as demandas e dar o suporte necessário às atividades de ensino, pesquisa e extensão:

“Há quase seis anos, período que completaremos no próximo mês, o IC foi criado com o propósito de atender às crescentes demandas de formação, produção de conhecimento e interação com a sociedade em um contexto de contínuos avanços da área de computação. No entanto, ainda temos desafios importantes a superar e seguimos trabalhando para conquistar melhores condições que permitam ampliar nossa contribuição para o desenvolvimento da UFRJ”.

A vice-diretora do IC, Giseli Lopes, destacou avanços e desafios do Instituto | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

O Instituto a ser dirigido

Além do curso de bacharelado em Ciência da Computação e do Programa de Pós-Graduação em Informática, o IC também é responsável pela oferta de diversas disciplinas de formação básica para vários cursos de graduação na Universidade. O Instituto ainda é o autor da proposta de um novo curso de graduação, o bacharelado em Inteligência Artificial, aprovado e referendado pelo Ministério da Educação (MEC) no edital do Programa Universidades Transformadoras em agosto de 2026.

Dados ilustram contribuição do Instituto de Computação na formação de estudantes na graduação e na pós-graduação | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Atualmente, o IC conta com 856 alunos na graduação, sendo 747 de Ciência da Computação e 109 de Ênfase em Análise de Dados, 84 alunos no mestrado e 83 no doutorado. Quanto aos egressos, mais de 2.600 são oriundos da graduação e mais de 700 da pós-graduação, totalizando 633 dissertações de mestrado e 93 teses de doutorado defendidas. No corpo docente da unidade, há 39 permanentes, 10 temporários, 15 professores colaboradores e um emérito. Cinco técnicos administrativos também compõem a equipe.

Claudio Luiz Baraúna Vieira recebe título de professor emérito da UFRJ

O titular aposentado da Escola Politécnica, Claudio Luiz Baraúna Vieira, recebeu na terça-feira, 27/10, o título de professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A honraria foi concedida durante sessão solene do Conselho Universitário (Consuni), no Salão Nobre da Decania do Centro de Tecnologia (CT), na Cidade Universitária. Referência nacional na Engenharia Naval e Oceânica, o docente construiu uma trajetória acadêmica com relevantes contribuições ao ensino, à pesquisa e à gestão universitária.

Além do novo emérito, a mesa de honra, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, também contou com as seguintes presenças: a vice-reitora, Cássia Turci; a decana do CT, Cláudia Morgado; o diretor da Escola Politécnica, Sérgio Lima Netto; e o professor emérito, Paulo Alcântara Gomes, orador da solenidade e membro da comissão de honra. Integrantes do corpo social da instituição, colegas, familiares e amigos acompanharam atentos os discursos, que relembraram as várias contribuições do professor Baraúna, como é conhecido.

“Esta é uma homenagem à competência, à dedicação e a uma vida comprometida com a universidade pública e com o Brasil. Baraúna contribuiu para a formação de gerações de engenheiros e para a consolidação de uma área estratégica para o país. Como diretor da Escola de Engenharia e decano do CT, ajudou a fortalecer nossa instituição e a ampliar as condições para que o conhecimento florescesse. Professor Baraúna, sua contribuição permanece em todos os profissionais que o senhor formou, nas iniciativas que ajudou a construir e no exemplo que oferece aos mais jovens. A UFRJ expressa hoje seu reconhecimento e gratidão” , enfatizou Medronho.

Reitor da UFRJ, Roberto Medronho, durante discurso sobre a trajetória do homenageado | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

“A emerência faz com que enriqueçamos a nossa universidade com a experiência, tornando nossa instituição cada vez mais soberana, um lugar onde as pessoas desenvolvem um sentimento de pertencimento. Além de pesquisador e gestor, Baraúna é um professor de fato, que gosta de dar aula. Hoje, é a UFRJ que é a homenageada com a emerência de Cláudio Baraúna”, disse Cássia Turci.

Trajetória

Claudio Luiz Baraúna Vieira é graduado em Engenharia Naval pela antiga Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil (1968), mestre em Engenharia Oceânica pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE/UFRJ), em 1971, e doutor em Naval Architecture and Shipbuilding pela Newcastle University (1979).

Ao longo da carreira, o docente desenvolveu estudos nas áreas de construção naval, transporte aquaviário, análise estrutural de navios e pesquisa operacional aplicada ao transporte aquaviário. Na gestão, entre os anos de 1990 a 1994, foi diretor da então Escola de Engenharia, atual Politécnica, além de exercer, em diferentes mandatos, o cargo de decano do CT.

O novo emérito e o orador da cerimônia, o professor emérito Paulo Alcântara Gomes | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

“Na Escola Politécnica, existem professores que são um exemplo para a sociedade, e o Baraúna é um deles. A instituição está concedendo o título de professor emérito a um professor a quem a UFRJ deve agradecer pela sua competência, qualidade, seriedade, pelo seu compromisso com o país, pela sua formação técnica e pelo que ele deixou e continua deixando aqui na Universidade. Sinto-me extremamente honrado em poder ter feito essa saudação”, expressou o professor emérito Paulo Alcântara Gomes.

Baraúna: reforço para o time de ouro

Falando de maneira metafórica, o diretor da Escola Politécnica, Sérgio Lima Netto, fez questão de mencionar o veterano corpo docente da unidade, que já foi contemplado com a mesma honraria do novo emérito: “A Escola Politécnica, nossa instituição de mais de 200 anos, tem a grande honra de ter um time de professores eméritos que até então era de futebol de salão, com cinco membros, e hoje, com a entrada do professor Baraúna, formamos um time de vôlei, com seis, o sexteto de ouro. Parabenizo todo o nosso time e o nosso novo reforço para a equipe, nosso jovem Baraúna”.

A decana do CT, Cláudia Morgado, destacou a contribuição do homenageado, o sexto emérito da Escola Politécnica | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

A decana do CT, Cláudia Morgado, parabenizou o homenageado e destacou a relevância da atuação do docente na UFRJ: “É notória a contribuição e a dedicação do professor Baraúna, principalmente porque ele é uma pessoa que pensa a Universidade. Hoje, merecidamente, ele se torna emérito e vai ter seu assento cativo na congregação da Escola Politécnica”, assegurou.

O homenageado e sua alma mater

Durante seu discurso, Baraúna fez uma sintética retrospectiva de uma carreira de mais de 50 anos de trabalho, discorrendo sobre alguns marcos de sua trajetória, entre eles: a consolidação dos cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia Naval e Oceânica da UFRJ; a realização de encontros técnicos e científicos dentro e fora do país; a criação de novos laboratórios no Centro de Tecnologia; a reestruturação da Biblioteca Central do CT, que deu origem à plataforma Minerva de Bibliotecas e Museus da UFRJ; e a implantação do LabOceano.

Professor Baraúna durante seu discurso na emerência | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

“A Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade do Brasil, é a minha alma mater. Receber o título de professor emérito é a mais alta dignidade acadêmica concedida a um professor e  significa o coroamento de toda uma vida profissional de dedicação e trabalho. No meu caso, posso dizer que é uma declaração de amor incondicional que me enche de alegria nesta fase final da vida. Além da honra, este título traz consigo uma enorme responsabilidade de continuar contribuindo dentro das minhas limitações pessoais para o contínuo desenvolvimento da engenharia brasileira. Ressalto que esse título não é só meu. É também de todos os colegas, professores, pesquisadores, técnicos administrativos e alunos com os quais tive a honra de conviver ao longo desta caminhada e sem os quais nada teria sido possível”, finalizou o homenageado, agradecendo ainda ao fundamental apoio de sua família.

Emerência coletiva homenageia seis docentes da Faculdade de Letras

Seis titulares aposentados da Faculdade de Letras (FL) tornaram-se os novos professores eméritos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). São eles: Godofredo de Oliveira Neto, João Antônio de Moraes, Maria Aparecida Pauliukonis, Maria Cecília Mollica, Maria Eugenia Lammoglia Duarte e Silvia Figueiredo Brandão. A cerimônia coletiva foi realizada na segunda-feira, 26/10, no Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura (FCC), no Flamengo, um dia após o resultado da eleição presidencial do último domingo, fato comemorado por muitos dos que discursaram no evento.

A mesa de honra, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, contou com a presença  da vice-reitora, Cássia Turci; do decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Afrânio Barbosa; do diretor da Faculdade de Letras, Roberto de Freitas Júnior; e da professora emérita Dinah Isensee Callou, oradora da solenidade.

Em discurso, Medronho sintetizou as principais áreas de atuação dos contemplados pela honraria e o significado da concessão do título de emérito:

“Celebrar seis trajetórias de excelência é reconhecer o que uma instituição aprende com seus mestres. Hoje a Faculdade de Letras da UFRJ transforma gratidão em memória e reconhecimento em compromisso coletivo. Os percursos de cada um dos novos eméritos dão corpo à missão central da FL: promover o estudo, a pesquisa e o ensino da linguagem, da literatura e das culturas. Os homenageados desta cerimônia representam, por caminhos próprios, essa dedicação que produz conhecimento e o devolve à vida coletiva. Queridos professores e professoras, recebam nossa profunda admiração! O título de emérito inscreve suas contribuições na história desta casa e inspira quem continuará a tarefa”.

Reitor da UFRJ, Roberto Medronho, enaltece os novos professores eméritos da UFRJ | Foto: Sônia Toledo

Para Cássia Turci, a solenidade representou um ato de gratidão, memória e afirmação da identidade institucional: “Conceder o título de professor emérito é a formalização pública de que essas trajetórias se fundiram à própria história da Universidade. Em tempos que tantas vezes a ciência, a cultura e a humanidade são desafiadas, reunir em uma mesma sessão solene seis nomes com essa sensibilidade acadêmica e humana é um privilégio raro e um retrato da força da nossa Universidade”.

Continuidade, reconhecimento e saberes diversos

“Hoje, temos mais uma confirmação de quão vale a pena esse trabalho desenvolvido exaustivamente por todos os docentes, quando olhamos para os nossos queridos professores aqui na frente, que de um modo muito legítimo recebem este título de emérito”, pontuou  Freitas Júnior. “Aqui há um testemunho de pessoas que nunca estancaram em seus caminhos, tanto na formação de alunos quanto na orientação de pesquisa. Até hoje eles continuam fazendo o que sempre fizeram por esta Universidade. Com muita honra, digo a vocês: muito obrigado!”, frisou Barbosa.

Os novos professores eméritos da UFRJ | Foto: Fernando Souza (AdUFRJ)

“Essa cerimônia outorgou o título de emérito a esse grupo de seis colegas com saberes diferenciados, interesses variados, posições, teorias e práticas distintas, mas unidos por objetivos comuns. Cinco deles são pertencentes ao Programa de Pós-Graduação em Letras Vernáculas, que reúne língua e literaturas de língua portuguesa, e um ao Programa de Linguística”, afirmou Dinah Callou.

Os eméritos

Professor emérito Godofredo de Oliveira Neto | Foto: Fernando Souza (AdUFRJ)

Há 46 anos, Godofredo de Oliveira Neto é professor do Departamento de Letras Vernáculas da FL. Além de lecionar disciplinas de Literatura Brasileira, o docente também desenvolve atividades literárias como ficcionista, contista e cronista. Desde 2022, ele ocupa a cadeira 35 da Academia Brasileira de Letras (ABL). “Receber da comunidade da UFRJ, através dos seus Conselhos, o título de professor emérito da maior universidade federal do Brasil me emociona e me honra”,  disse o homenageado.

Professor emérito João Antônio de Moraes | Foto: Fernando Souza (AdUFRJ)

João Antônio de Moraes é graduado em Letras e em Medicina, mas foi se dedicando à área do primeiro curso que construiu o legado acadêmico de destaque. Seus estudos se centram na linguística do Português, com ênfase em fonética acústica, especialmente entoação, prosódia, nasalidade e fonologia experimental: “Há quatro décadas, a UFRJ vem ocupando um lugar muito particular na minha vida. Prefiro entender este título não como uma conclusão, mas como uma espécie de liberdade ou licença para continuar curioso,  perguntando, pesquisando e aprendendo”, avaliou o novo emérito.

Professora emérita Maria Eugênia Lammoglia Duarte | Foto: Fernando Souza (AdUFRJ)

Teoria e análise linguística, assim como sociolinguística são as áreas de principal interesse de Maria Eugenia Lammoglia Duarte. Ao investigar a variação e a mudança sintática do português, especialmente no sistema pronominal, nas modalidades falada e escrita, os estudos da docente oferecem bases teóricas para compreender a transformação da língua. Referindo-se a sua trajetória, a homenageada analisou: “Tenho sido premiada pelo acaso, que agora já se confunde com o que é de fato: o resultado de um trabalho que foi feito com entusiasmo e muito empenho, sempre com o apoio de uma legião de veteranos e de novos colegas da FL. Agradeço a todos que me ajudaram a chegar a este momento tão importante e único da minha vida”.

Professora emérita Maria Aparecida Lino Pauliukonis | Foto: Fernando Souza (AdUFRJ)

Já Maria Aparecida Lino Pauliukonis atua desde 1982 na FL, com contribuições na graduação e na pós-graduação, nas áreas de linguística do texto, língua e ensino, com ênfase em estudos textuais e discursivos. Além disso, a docente tem pesquisas e publicações em semântica lexical, linguística do texto e análise do discurso de base comunicacional.“Esse momento é a valorização de uma trajetória construída com aprendizados, desafios e com a ajuda de muitas pessoas que fazem parte de minha história. Agradeço sinceramente a todos que contribuíram para que esta ocasião se tornasse tão especial”, afirmou a emérita.

Professora emérita Maria Cecilia de Magalhães Mollica | Foto: Fernando Souza (AdUFRJ)

Maria Cecilia de Magalhães Mollica é titular em linguística na FL e integrante do Programa de Estudos sobre os Usos da Língua (Peul/UFRJ), além de ter sido coordenadora do ProfLetras, o mestrado profissional em Letras, por quatro anos. A docente associa a pesquisa sobre variação linguística às questões da alfabetização e da educação de jovens e adultos: “Tenho orgulho de pertencer à UFRJ e mantenho meu compromisso de seguir colaborando na qualificação de mestres, doutores e investigadores. Renovo aqui meu propósito de dedicação à universidade pública e à ciência brasileira. Muito obrigada!”, agradeceu a professora emérita. 

Professora emérita Silvia Figueiredo Brandão | Foto: Fernando Souza (AdUFRJ)

Desde 1978, Silvia Figueiredo Brandão é professora na área de Língua Portuguesa, no Departamento de Letras Vernáculas da FL. Além de orientar pesquisas, ela desenvolve estudos relacionados à sociolinguística variacionista e à dialectologia, em especial nos campos da fonética-fonologia e da morfossintaxe: “Estar aqui com meus pares para receber esta homenagem e reconhecimento da UFRJ pelo empenho e dedicação à docência, pesquisa e extensão é uma alegria comparável à que senti ontem na grande virada [referindo-se ao resultado das eleições presidenciais]”, enfatizou a homenageada.

Comissão de honra da cerimônia coletiva | Foto: Fernando Souza (AdUFRJ)



Nova direção no Instituto de Ciências Farmacêuticas e no Instituto de Alimentação e Nutrição do CM/UFRJ-Macaé

Foi realizada na terça-feira, 20/10, a cerimônia de posse das novas direções do Instituto de Ciências Farmacêuticas (ICF) e do Instituto de Alimentação e Nutrição (IAN) do Centro Multidisciplinar (CM) UFRJ-Macaé. A solenidade, que aconteceu no auditório do bloco B, foi presidida pelo reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, e teve a presença da vice-reitora, Cássia Turci, e do decano do CM/UFRJ-Macaé, Thiago de Lima, na mesa de honra.

O evento marcou o fim da gestão 2024-2026 e o início das novas duplas dirigentes de ambos os institutos pelos próximos dois anos. No ICF, tomaram posse Moisés Cavalcante, como diretor, e Daniela Gurpilhares, como vice-diretora. Respectivamente, despediram-se dos cargos Danielle dos Santos e Juliana Latini. Já no IAN, a direção passou a ser ocupada por Márcia Viana e a vice-direção por Roberta Casaes, após a transição feita por Kelse de Albuquerque e Jane Capelli.

Direção e vice-direção do ICF e do IAN na gestão 2024-2026 com o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, a vice-reitora, Cássia Turci, e o decano do CM/UFRJ Macaé, Thiago de Lima |  Foto: Vitor Valente (CM/UFRJ-Macaé)

IAN: nutrir a união para superar os desafios

Em seu discurso na posse da nova diretoria do Instituto de Alimentação e Nutrição do CM/UFRJ-Macaé, Medronho destacou o papel do IAN que, além de formar nutricionistas em áreas que abrangem a ciência dos alimentos, a saúde materna infantil, a alimentação coletiva, a nutrição clínica e a saúde coletiva, também contribui com a pesquisa e a extensão, prestando serviços à sociedade:

“Os saberes da alimentação e da nutrição são essenciais para a qualidade de vida da população. Precisamos transformar conhecimento científico em orientação acessível, ajudando pessoas a adquirir hábitos alimentares mais saudáveis, valorizando nossa cultura alimentar e fortalecendo a autonomia para fazer as escolhas. Não basta recomendar uma alimentação saudável a quem não tem renda para comprar comida. Educação alimentar, acesso aos alimentos e enfrentamento às desigualdades devem caminhar juntos. À direção que ora toma a posse, desejo muita coragem, sensibilidade e capacidade de diálogo. Conte sempre com a Reitoria para fortalecer essa nobre missão do IAN.”

Diretora e vice-diretora do IAN, Márcia Regina Viana (de preto) e Roberta Casaes | Foto: Vitor Valente (CM/UFRJ-Macaé)

Em sua fala, Márcia Viana agradeceu ao corpo social e às gestões anteriores, reconhecendo a trajetória de consolidação administrativa e acadêmica do IAN. Disse que a nova gestão terá  como foco o bom funcionamento dos laboratórios de graduação do Polo Ajuda e se comprometeu a priorizar a infraestrutura desses locais de formação prática dos estudantes.

“Já estamos dialogando com a Decania do CM/UFRJ-Macaé e com demais instâncias, mapeando com transparência as necessidades e buscando recursos e parcerias. Tenho a convicção de que não farei nada sozinha. Peço apoio de cada docente, técnico e estudante, porque as conquistas deste centro sempre vieram da união de todos. Que possamos juntos defender uma universidade pública forte, com laboratório funcionando e com a qualidade que nossos estudantes e a sociedade almejam”, concluiu.

ICF: escuta, participação e respeito na gestão

Ao falar na solenidade de posse da nova diretoria do Instituto de Ciências Farmacêuticas do  CM/UFRJ-Macaé, o reitor da UFRJ enfatizou a posição estratégica das ciências farmacêuticas no mundo moderno por meio do  desenvolvimento de medicamentos, vacinas e novas terapias, na garantia da qualidade dos produtos e na promoção do acesso e do uso adequado dos tratamentos. Frisou que aquela cerimônia renovou o compromisso do ICF com a formação de profissionais qualificados, com a produção de conhecimentos e com as necessidades da população, fortalecendo a presença da universidade pública no interior e sua contribuição para o desenvolvimento regional:

“Dominar o conhecimento e a tecnologia nessa área é essencial para a soberania nacional. Precisamos aproximar universidades, instituições de pesquisa, laboratórios públicos, indústrias e o Sistema Único de Saúde. É nesse esforço que o Instituto de Ciências Farmacêuticas de Macaé tem uma contribuição fundamental a oferecer: formar com excelência, pesquisar com ousadia e fazer extensão em diálogo permanente com a sociedade. Esses são os caminhos para transformar o conhecimento em saúde e desenvolvimento. À direção que assume o ICF desejo uma gestão democrática, participativa e comprometida com a valorização de todo o corpo social. Que o diálogo seja permanente e que a defesa da ciência inspire cada decisão”.

Diretor e vice-diretora do ICF, Moisés Cavalcante e Daniela Gurpilhares, com o reitor da UFRJ, Roberto Medronho | Foto: Vitor Valente (CM/UFRJ-Macaé)

Ao discursar, Moisés Cavalcante resgatou a trajetória do curso de Farmácia em Macaé, iniciada em 2008, e reconheceu os resultados acadêmicos do corpo social. Além disso, falou sobre os desafios relacionados à infraestrutura, aos recursos humanos, à disponibilidade de insumos e à consolidação administrativa do Instituto.

“É com profunda gratidão e senso de responsabilidade que assumo a direção do ICF no Centro Multidisciplinar da UFRJ-Macaé. Nosso Instituto não é apenas uma unidade acadêmica, é uma conquista do Norte Fluminense. Formamos farmacêuticos que conhecem a realidade local e atendem a população que está ao lado. Cada turma que se forma aqui é uma resposta concreta ao desafio de levar saúde e ciência a quem mais precisa. A nova gestão será pautada pela escuta, pela participação e pelo respeito. Acreditamos que uma gestão se constrói coletivamente com transparência e com a participação de toda a comunidade.”

No seu pronunciamento, a vice- reitora da UFRJ, Cássia Turci, parabenizou e desejou sucesso aos novos diretores das unidades do CM/UFRJ-Macaé, lembrando da força realizadora de ambos os institutos: “Estou muito feliz de participar da posse de duas instituições de grande relevância para a sociedade brasileira, ao falar de alimentação de qualidade para nossa população,  em  um país que é tão rico e ainda tem tantos passando fome e se alimentando mal. Na parte das ciências farmacêuticas, também há muitas coisas que precisamos e podemos fazer pelo nosso país, pensando na produção de insumos farmacêuticos e outras ações. Sem dúvida, o ICF igualmente pode ser um grande colaborador”.

UFRJ concede título de professor emérito a Francisco Esteves

Francisco de Assis Esteves é o novo professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Além de ser fundador do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem), com a honraria, o titular aposentado tornou-se o primeiro docente do Núcleo a ser contemplado com a homenagem. Professor Chico, como é carinhosamente chamado, também é pioneiro como ecólogo diplomado no país e na construção do campo da Limnologia, ciência multidisciplinar que estuda as águas continentais, tais como lagos, lagoas, rios, riachos, reservatórios e áreas úmidas. Ele também é autor do livro Fundamentos de Limnologia, uma das principais referências da área no Brasil e no exterior.

A concessão do título foi oficializada durante a sessão solene do Conselho Universitário (Consuni) da UFRJ, realizada na quarta-feira, 14/10, no Auditório Professor Rodolpho Paulo Rocco, no Centro de Ciências da Saúde (CCS), na Cidade Universitária. Além do homenageado, também participaram da mesa, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, a vice-reitora, Cássia Turci; a decana do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Avany Fernandes; a diretora do Nupem, Cíntia Barros; e os oradores do evento, o decano do Centro Multidisciplinar UFRJ-Macaé (CMM), Thiago Lima, e o professor do Instituto de Biologia (IB), Reinaldo Bozelli. Além da presença da comissão de honra, a cerimônia foi marcada por diversas homenagens, com entrega de placas pelo corpo social da UFRJ. Na ocasião, o docente também foi agraciado com o título de cidadania macaense pelos relevantes serviços prestados àquele município.

Cerimônia de emerência aconteceu no Auditório Professor Rodolpho Paulo Rocco, no CCS | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

Francisco de Assis Esteves é graduado em Biologia pela UFRJ (1973) e concluiu seu doutorado summa cum laude no Instituto Max Planck, na Alemanha, em 1978. Inicialmente, o professor fixou-se na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), onde fundou o Laboratório de Ecologia de Macrófitas Aquáticas. O docente transferiu-se para a UFRJ em 1989, onde estruturou o Programa de Pós-Graduação em Ecologia. Na instituição, atua na coordenação de projetos de educação ambiental, sendo um dos idealizadores da Política de Sustentabilidade e Educação Regenerativa (SER) da Universidade. Ao longo de sua carreira, Chico Esteves produziu mais de duas centenas de artigos científicos e ajudou a fundar a Associação Brasileira de Limnologia.

Mesa de honra da solenidade| Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

Além de destacar a relevância acadêmica do novo emérito, Roberto Medronho apresentou uma outra dimensão da trajetória do professor: a capacidade da convivência da vocação científica do docente com seus compromissos afetivos e familiares. O reitor afirmou que a homenagem do título se estende ao “homem simples, o amigo leal, o companheiro de Rosa, o pai de Bruna e Lívia, o avô apaixonado de Tom, Luíza, Maria Eduarda e Joaquim”.

“A ciência nunca foi justificativa para abandonar os seus vínculos. Chico Esteves não consegue deixar de ser professor nem durante o passeio com seus netos: cada árvore pode virar uma história; cada inseto, uma pergunta; cada lagoa, uma aula. Ele fala sobre plantas, animais, rios, florestas, ecossistema. Chico Esteves explica, pergunta, provoca e ensina a olhar e a se inspirar na natureza. Isso talvez seja uma das mais belas definições de educador. É alguém que ensina uma criança não apenas a saber mais, mas a querer saber mais. Uma vez, o próprio Chico me disse uma frase que ficou em minha memória e sintetiza bem essa vocação que eu acompanho por toda a vida: ‘O educador nunca se aposenta’. Chico é a prova viva disso”.

Novo professor emérito com o reitor da UFRJ, Roberto Medronho| Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

O compromisso do emérito filho de Minerva

De fato, em seu discurso, o homenageado colocou em prática o que havia dito ao reitor da UFRJ. Com uma fala contextualizada pelo atual período brasileiro, o professor Chico Esteves enfatizou que segue atuante e comprometido com a educação e com o país:

“Pertenço a uma comunidade chamada de ‘sonhadores contumazes’, de que fazem parte filósofos, poetas e pescadores. Amamos o que fazemos e não paramos de trabalhar até partir. Especialmente neste momento da universidade pública, que está sofrendo tantos ataques, não é hora de tirar o corpo fora. Sou filho da Minerva, e o filho da Minerva não corre da raia. O filho da Minerva vai enfrentar os desafios. É hora de me dedicar ainda mais à nossa Universidade Federal do Rio de Janeiro. Vou trabalhar mais ainda para que possamos ajudar no caminho de uma sociedade mais equânime econômica, social e ambientalmente”.

Em defesa da interiorização

O docente, que também foi o principal articulador do movimento que resultou na criação, em 1998, do Parque Nacional da Restinga de Jurubatiba, no norte do estado do Rio de Janeiro, teve papel central no processo de interiorização da UFRJ, que deu origem ao Campus Macaé, primeiro estabelecido fora da cidade do Rio.

Ao referir-se à trajetória de Chico Esteves, Cássia Turci, vice-reitora da UFRJ, relembrou as várias viagens realizadas a Macaé e o enfrentamento das muitas resistências para a interiorização da UFRJ: “Daria para escrever um livro sobre os casos de Macaé com o professor Chico Esteves e com os que fizeram parte dessa história. Não foi fácil. Muitos que nunca tinham ido a Macaé falavam mal sem conhecer o projeto. Esse título é muito merecido pelo professor Chico Esteves. Tenho certeza de que, com ele e com os outros eméritos, nosso corpo social da UFRJ conseguirá pensar um país melhor, mais justo, equânime, democrático, onde as pessoas se sintam felizes. Quem vence e ganha com mais um professor emérito, que fez tanto e ainda vai fazer muito pela educação deste país, é a UFRJ”, concluiu.

Jerson Lima da Silva é o novo professor emérito da UFRJ

Reconhecimento científico, memórias, gratidão e poesia marcaram a cerimônia que concedeu o título de professor emérito ao titular aposentado do Instituto de Bioquímica Médica Leopoldo de Meis (IBqM) Jerson Lima da Silva. A homenagem institucional foi oficializada durante sessão solene do Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizada na segunda-feira, 21/9, no Auditório Professor Rodolpho Paulo Rocco, na Cidade Universitária. 

Além do docente, compuseram a mesa de honra: o reitor da UFRJ, Roberto Medronho; a vice-reitora, Cássia Turci; a decana do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Avany Fernandes; o diretor do IBqM, Robson Monteiro; e o professor emérito Wanderley de Souza, orador da cerimônia. Referência no campo da biologia estrutural, Jerson Lima da Silva é responsável pelo desenvolvimento de pesquisas relevantes nas áreas de enovelamento proteico, montagem viral e entendimento dos mecanismos envolvidos no dobramento errado de proteínas, importante em muitas doenças como câncer e doença de Parkinson.

Integrantes da mesa e da comissão de honra durante solenidade de concessão do título de professor emérito ao docente Jerson Lima da Silva | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Origem humilde e trajetória científica de impacto

Pós-doutor, o docente, que tem graduação em Medicina e doutorado em Biofísica pela UFRJ, iniciou sua trajetória profissional na Universidade em 1988, tornando-se titular no IBqM em 1997. De lá para cá, o professor construiu um legado científico de destaque. Foi diretor-fundador do Centro Nacional de Ressonância Magnética Nuclear Jiri Jonas (CNRMN/UFRJ), principal centro da América Latina aparelhado com equipamentos de ressonância magnética nuclear (RMN) de alto campo, e membro da Academia Brasileira de Ciências (ABC), da Academia Mundial de Ciências  para o Avanço da Ciência em Países em Desenvolvimento (Twas, na sigla em inglês) e da Academia Nacional de Medicina (ANM). 

Medronho, contemporâneo de Jerson Lima na graduação na Faculdade de Medicina da UFRJ, trouxe lembranças de quando ainda eram estudantes: “Nós dois éramos moradores de subúrbio em uma época em que não havia ainda ação afirmativa. Muitas vezes, pedimos carona em frente à ‘perna seca’ do HU para conseguir sair do Fundão, já que quase não havia transporte no campus”. O reitor destacou, ainda, o papel complementar da ciência e da poesia na trajetória do homenageado:   

“Em Jerson, ciência e poesia não são territórios opostos. Ambas nascem do espanto diante do mundo, da curiosidade, da procura por aquilo que ainda não conhecemos inteiramente. O cientista interroga a realidade, o poeta amplia o sentido dessa realidade. Jerson reúne essas duas formas de inquietação, o rigor de quem busca compreender e a delicadeza de quem sabe contemplar. Professor, que a ciência continue alimentando suas perguntas, que a poesia continue iluminando suas palavras, e que sua presença continue inspirando esta Universidade que você ajudou e continua ajudando a construir. Muito obrigado, Jerson Lima!”

Professor emérito Jerson Lima da Silva sendo saudado pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Gestão humanizada

Cássia Turci enfatizou um outro aspecto marcante na trajetória do homenageado: “O que mais me toca na atuação do professor Jerson é que além da excelência no ensino, na pesquisa, na extensão, na inovação, ele construiu uma gestão humanizada, com capacidade de ouvir e considerar as variadas opiniões em prol do melhor para nossa UFRJ. Ele é uma liderança muito importante para nossa instituição e para o nosso país, pois reúne capacidade técnica e o cuidado com as pessoas, que é a maior riqueza que temos dentro das universidades públicas. Parabéns, professor Jerson!”.

Formação acadêmica como missão

Ao discorrer sobre a trajetória de Jerson Lima, a decana do CCS, Avany Fernandes, chamou a atenção para a generosidade acadêmica do homenageado: “Gostaria de destacar a formação acadêmica como missão, que faz parte da história do professor Jerson Lima, que contribui para a formação de diversos alunos de graduação e pós-graduação stricto sensu. Seus trabalhos, majoritariamente, envolvendo esses estudantes, também comprovam isso. Essa generosidade científica não é desprendida de uma formação de excelência, mas é participativa e inclusiva. A grandiosidade do recebimento de um título como esse se percebe pela grande quantidade de convidados distribuídos em autoridades, amigos, familiares, alunos, ex-alunos, colegas docentes”. 

Robson Monteiro, por sua vez, enfatizou o papel diferenciado do novo professor emérito da UFRJ na Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj): “Também quero destacar a trajetória do professor Jerson Lima na Faperj, onde atuou de 2003 até 2018 como diretor científico e, posteriormente, de 2019 a 2024 como presidente, somando quase 21 anos nesta agência de fomento. Sua atuação mudou radicalmente o perfil do fomento da pesquisa do estado do Rio de Janeiro, posicionando essa FAP como uma das principais no Brasil. Isso foi fundamental para elevar a qualidade da pesquisa fluminense, possibilitando um salto na relevância científica do nosso estado”, afirmou. 

Do subúrbio para a UFRJ com ciência e poesia

Discurso emocionado e poético do novo professor emérito da UFRJ Jerson Lima da Silva | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

“É com profunda honra e imensa gratidão que recebo o título de professor emérito desta Universidade, a Universidade do Brasil, onde entrei aos 19 anos como estudante de Medicina e onde quase 50 anos depois ainda me sinto um aprendiz. Nenhuma honraria em ciência é verdadeiramente individual. Ela é sempre a fotografia do esforço coletivo. Agradeço a todo o apoio recebido dos colegas, do administrativo, da família, alunos, professores, enfim, de todos que estiveram comigo ao longo dessa trajetória”, disse o homenageado.  

O discurso do professor Jerson Lima também foi permeado por lembranças afetivas e citações poéticas de sua própria autoria. Desde 2016, o homenageado também é atuante na literatura como escritor das seguintes obras: Quase Poesia (2016), Cinzas de Luz (2023), Poemas de Papel (2025) e Vidas Emaranhadas (2026), primeiro romance do docente. Emocionado, o professor fez referência à saudosa mãe, dona Janete, boleira e artesã de flores artificiais, que estimulou as pioneiras curiosidades científicas nos tempos de menino e a sensibilidade artística. Com romantismo, a professora do IBqM, Débora Foguel, integrante de sua comissão de honra e esposa, também teve destaque nas palavras do homenageado, que a designou como sua “perene e amada musa”. 

Homenageado com a professora do IBqM  Débora Foguel, integrante da comissão de honra e esposa | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

“Foi na Vila Santa Teresa, em Coelho Neto, subúrbio do Rio de Janeiro, que minha mãe nutria todas as nossas buscas pelo conhecimento. A mesada virava fascículos de revistas de divulgação científica no jornaleiro da esquina. Com suas curtas e parcas economias, ela convencia meu pai, com salário relativamente humilde, a comprar coleções de livros”. Baseado em sua própria vivência, o docente enfatizou ainda a importância do reforço em recursos e políticas públicas direcionadas à educação: “Investir em ciência, educação e saúde é também política de reparação. Permite que o filho da boleira de Coelho Neto seja professor emérito de uma universidade pública”, finalizou o novo professor emérito da UFRJ.

Complexo Hospitalar da UFRJ sedia I Jornada de Doenças Raras

Teve início na segunda-feira, 21/9, a I Jornada de Doenças Raras UFRJ: cuidado contínuo, cuidado integral, no anfiteatro nobre do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Cidade Universitária. O objetivo do evento é promover o diálogo técnico-científico e institucional sobre a organização da rede de cuidado e da atenção integral às pessoas com doenças raras, abordando os desafios e as perspectivas no âmbito da saúde pública.

Entre os temas a serem discutidos ao longo dos dois dias da jornada, estão: desafios atuais e perspectivas do cuidado integral; políticas públicas; panorama da assistência de pacientes com doenças raras no estado; manejo dos pacientes na rede de atenção à saúde do município do Rio de Janeiro; e regulação e fluxo de pacientes entre serviços.

“Hoje temos a honra de receber um evento de doenças raras de todo o Complexo Hospitalar  da UFRJ, que reúne o  IPPMG, a Maternidade Escola (ME) e o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). O IPPMG, que há 72 anos cuida de crianças, foi escolhido para sediar esta jornada porque desde 2023 fomos reconhecidos oficialmente pelo Ministério da Saúde como um centro de referência para doenças raras. Desde esse ano, também somos o único centro de referência para terapia gênica no estado do Rio de Janeiro”, afirmou o superintendente-executivo do IPPMG, Giuseppe Pastura.

Mesa de abertura: superintendente-executivo do IPPMG, Giuseppe Pastura; reitor da UFRJ, Roberto Medronho; superintendente-geral do CH/UFRJ, Amâncio Carvalho; e representante da HU Brasil Aristides Vitorino de Oliveira Neto | Foto: Guilherme Albuquerque (HU Brasil)

Além de Pastura, a mesa de abertura foi composta pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho; pelo superintendente-geral do Complexo Hospitalar da UFRJ, Amâncio Carvalho; e por Aristides Vitorino de Oliveira Neto, gerente-executivo de gestão da atenção hospitalar da HU Brasil, estatal responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais no país, incluindo o CH/UFRJ.  

Medronho elogiou a adequação da ideia central do evento, que é o cuidado contínuo e integral à realidade vivenciada por quem convive com algum tipo de doença rara. O reitor também destacou a importância de reunir, no mesmo processo de abordagem, assistência, pesquisa, inovação,  gestão e políticas públicas: 

“O paciente com doença rara percorre um caminho imenso até o diagnóstico. Depois há um longo percurso de tratamento, acolhimento e reabilitação pelo resto da vida. E isso é de uma enorme complexidade. Certamente, além de prover com um centro de referência em doenças raras, o Complexo Hospitalar UFRJ pode contribuir na abordagem dos pacientes com doenças raras em diferentes frentes. A Universidade também pode contribuir com perguntas que nascem da assistência, vão para a pesquisa e de lá retornam ao Sistema Único de Saúde (SUS) e aos pacientes”, enfatizou Medronho.  

Referência nacional em pediatria, o IPPMG/UFRJ possui diversos especialistas em doenças raras e assiste crianças de 0 a 13 anos que necessitam de atenção de média e de alta complexidade. De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas são afetadas com algum dos mais de 5.000 tipos diferentes de doenças raras existentes, como, por exemplo, esclerose lateral amiotrófica (ELA), fibrose cística e distrofia muscular.

UFRJ comemora 20 anos do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação do campus Praia Vermelha

Na terça-feira, 15/9, foi realizada uma programação comemorativa pelos 20 anos de funcionamento do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação (CBG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), campus Praia Vermelha, no Auditório da Casa da Ciência, em Botafogo. Com o tema “Memórias, trajetórias e futuros da informação”, o evento contou com uma programação diversificada, incluindo conferência, mesa temática, mesa-redonda, homenagens e apresentação musical.

Além do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, participaram da mesa de abertura o decano do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE), Flávio Martins; o diretor da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC), Marcos Pinto; o coordenador do CBG do campus Praia Vermelha, Danilo Freitas; a representante do Conselho Regional de Biblioteconomia da 7ª Região (CRB-7), Isaura Soares; o chefe do Departamento de Biblioteconomia, Thayron Rangel; a coordenadora do Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI) da UFRJ, Paula Mello; e o presidente da comissão organizadora dos 20 anos do curso, o professor Gustavo Freire.

Reitor da UFRJ, Roberto Medronho; decano do CCJE, Flávio Martins; e coordenadora do SiBI-UFRJ, Paula Mello | Foto: Erica Gomes (SGCOM/UFRJ)

“Esta comemoração reconhece todas as contribuições feitas ao longo do tempo, mas também nos convida a olhar para o futuro. O grande desafio da nossa sociedade já não é apenas ter acesso à informação, é saber encontrá-la, organizá-la, avaliá-la criticamente e transformá-la em conhecimento. É justamente aí que a Biblioteconomia assume uma importância estrondosa. O bibliotecário e a bibliotecária contemporânea vão muito além da imagem tradicional do profissional que cuida dos livros e das estantes. Formar profissionais capazes de selecionar criticamente as fontes, preservar a memória e democratizar o acesso ao conhecimento, inclusive utilizando as novas tecnologias, é uma missão essencial da universidade pública, e os colegas da Biblioteconomia são fundamentais nessa missão. A UFRJ tem muito orgulho desses 20 anos do curso de Biblioteconomia!”, enfatizou Medronho.

Homenageados: professores aposentados do CBG/UFRJ e familiares que representaram os docentes do curso já falecidos | Foto: CBG/UFRJ

Valorizando as contribuições dos diferentes atores que ajudaram a construir a história do curso, a programação comemorativa propôs um resgate da trajetória do CBG/UFRJ e promoveu uma reflexão sobre os desafios e as perspectivas para a Biblioteconomia e a formação em informação. A iniciativa possibilitou, ainda, o reencontro de docentes, estudantes, egressos, gestores e profissionais que contribuíram para a construção e a consolidação do curso ao longo dessas duas décadas.

Professores do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação (CBG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), campus Praia Vermelha | Foto: CBG/UFRJ

O evento comemorativo foi organizado por uma comissão de docentes do Departamento de Biblioteconomia do CBG/UFRJ, presidida pelo professor Gustavo Freire, com a colaboração de estudantes do Centro Acadêmico de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação Eliana Taborda, campus Praia Vermelha. Na ocasião, o trabalho do grupo também foi destacado pelo reitor da Universidade. Medronho elogiou o impacto positivo do acolhimento recebido ao chegar ao local, que conseguiu, inclusive, dispersar os efeitos do dia nublado no humor de um carioca como ele.

Estudantes do Centro Acadêmico de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação Eliana Taborda, campus Praia Vermelha, que colaboraram com a comissão organizadora do evento | Foto: CBG/UFRJ

Curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação

Vinculado à Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) da UFRJ, atualmente o curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação da UFRJ é oferecido no campus da Praia Vermelha e na Cidade Universitária. Para mais informações, acesse https://depbiblio.facc.ufrj.br/graduacao . No link indicado, também está disponível uma entrevista com as coordenadoras da comissão de implantação do CBG/UFRJ, a professora e bibliotecária Mariza Russo e a bibliotecária Eliana Taborda.

Confira mais fotos do evento:

UFRJ concede título de Professora Emérita à Ana Luiza Coelho Netto 

Ana Luiza Coelho Netto recebeu na segunda-feira, 14/9, o título de Professora Emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A honraria formaliza o reconhecimento institucional da trajetória acadêmica da titular aposentada do Departamento de Geografia do Instituto de Geociências (Igeo) que, nos últimos cinquenta anos, dedicou-se  ao ensino, à pesquisa e à formação de gerações de geógrafos e pesquisadores. A docente é considerada referência em estudos sobre evolução das paisagens, processos hidrológicos e erosivos de encostas, geomorfologia, geoecologia e gestão de riscos de desastres. 

A cerimônia, realizada durante sessão solene do Conselho Universitário (Consuni), aconteceu no Salão Nobre da Decania do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), na Cidade Universitária. Na ocasião, além da homenageada, também participaram da mesa de honra, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho: a vice-reitora, Cássia Turci; o decano do CCMN, Cabral Lima; o diretor Edson Farias Mello e o orador da solenidade, o professor Marcelo Lopes de Souza, ambos do Igeo.  

Cerimônia de concessão do título de Professora Emérita à docente Ana Luiza Coelho Netto | Foto: Wallace Pereira  (CCMN/UFRJ)

Medronho enfatizou o significado da obra da professora Ana Luiza para a ciência e, sobretudo, para a sociedade, afirmando que, atualmente, poucas áreas são tão diretamente relacionadas à vida das pessoas como o campo de atuação da referida docente:  

“Quando estudamos deslizamentos, inundações, erosão, ocupação de encostas, transformação das bacias hidrográficas, estamos falando de ciência, mas também de moradia, planejamento urbano, meio ambiente, desigualdade social e, muitas vezes, de vida e morte. A chuva pode cair para todos, mas seus efeitos são profundamente desiguais na sociedade. Nesse sentido, as relevantes contribuições da área de pesquisa da nossa homenageada tornam-se absolutamente fundamentais para lidarmos preventivamente com estes desastrosos impactos das mudanças climáticas, principalmente junto às populações mais vulneráveis. Parabéns pelo belo e relevante trabalho, professora Ana Luiza!” 

Por sua vez, Cássia Turci frisou o significado daquela solenidade em relação à importância do investimento na representatividade de gênero na instituição: “É muito importante estar no CCMN concedendo o título de emérita para uma mulher, já que, comparativamente, o número de professoras agraciadas com a honraria ainda é pequeno, apesar da crescente valorização do papel das mulheres na nossa Universidade. Nesse sentido, é extremamente gratificante o reconhecimento e a homenagem prestada à professora Ana Luiza, que além de ter a emerência aprovada por aclamação pelo Consuni, continua trazendo suas relevantes contribuições para a sociedade, por meio dos conhecimentos acumulados ao longo de muitos anos dedicados à UFRJ”, afirmou.

Trajetória de referência

Durante sua fala, Ana Luiza, que também fundou e presidiu a União da Geomorfologia Brasileira (UGB), contou que escolheu tornar-se professora de Geografia por ter sido influenciada pela atuação inspiradora de uma docente dos tempos de colégio. De lá para cá, formou-se bacharel em Geografia  (1973) e  mestre em Geografia Física e Geomorfologia (1979) pela UFRJ;  doutora em Geomorfologia e Geoecologia (1985) com distinção máxima (Summa cum laude) pela Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica; e pós-doutora (1988) pela Universidade da Califórnia-Berkeley, nos Estados Unidos.

A carreira na UFRJ teve início em 1976 como auxiliar de ensino. Posteriormente, Ana Luiza tornou-se professora assistente, professora adjunta e, em 1998, assumiu o cargo de docente titular. Em 1992, fundou o Laboratório de Geo-Hidroecologia e Gestão de Riscos (Geoheco), onde são estudados os efeitos das mudanças climáticas e ambientais na dinâmica dos processos geomorfológicos que governam a evolução das encostas, com foco especial nos perigos naturais e indutores de desastres socioambientais.

Entrada da homenageada e da comissão de honra na solenidade realizada no Salão Nobre da Decania do CCMN | Foto: Wallace Pereira  (CCMN/UFRJ)

Integração: conhecimento científico e vivência popular

No discurso da nova professora emérita da UFRJ não faltaram lembranças emocionadas, agradecimentos, relatos de marcos profissionais, como a atuação pós-desastre climático na Região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011, e o destaque para a importância da integração dos conhecimentos científicos e da vivência popular, enfatizando a relevância do protagonismo das comunidades na gestão territorial dos riscos: 

“Cada vez mais,  buscamos ampliar essa rede de conexões no circuito multitransdisciplinar nacional e internacional, cujo foco em comum é o interesse na redução dos riscos de desastres. Esta postura envolve um outro modo de pensar coletivamente, buscando novos padrões e funcionalidades no ordenamento territorial e instituindo procedimentos de gestão territorial participativa, integrando o conhecimento científico e o conhecimento da vivência. Nesse contexto, consideramos igualmente relevante dedicar atenção especial à educação formal e à educação coletiva das comunidades expostas a riscos associados a eventos climáticos extremos, para melhor enfrentarmos as ameaças e perigos naturais, especialmente diante das mudanças climáticas e ambientais em curso”, enfatizou Ana Luiza.

UFRJ oficializa nova gestão da Faculdade de Odontologia

Foi realizada na segunda-feira, 24/8, a cerimônia de posse da nova diretoria da Faculdade de Odontologia (FO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Elson Braga de Mello, que participou da última gestão (2022-2026) foi reeleito como diretor, enquanto Marcos Hahlbohm Schroeder estreia no cargo de vice-diretor. Os dois ficarão à frente da unidade até 2030.

A solenidade, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, aconteceu no Auditório Professor Hélio Fraga, no Centro de Ciências da Saúde, na Cidade Universitária. Também estiveram presentes na cerimônia, a decana do CCS, Avany Fernandes Pereira, e a ex-diretora da FO, Márcia Grillo Cabral.

Em sua fala, Braga de Mello, muito emocionado, destacou a superação de desafios, enfrentados na última gestão, reafirmou o compromisso com a UFRJ nesta nova oportunidade e expressou gratidão:

“Há quatro anos, quando iniciei as atividades de gestão na Faculdade de Odontologia, ao lado da professora e amiga Márcia Grillo Cabral, eu tinha uma noção muito pálida dos futuros desafios e menor ainda de como superá-los. Mas, o idealismo e o amor a esta universidade, assim como a ajuda de inúmeros amigos e colegas, permitiram que mantivéssemos vivos os sonhos e a conquista conjunta de diversas realizações junto à FO. Nesta nova oportunidade conferida pelo corpo social a mim e ao professor Marcos Schroeder, continuaremos nos dedicando aos interesses coletivos da nossa instituição. Obrigado pela confiança que muito nos honra. Também agradeço pela sensibilidade e pelo acolhimento com que sempre fomos recebidos pela Reitoria em todas as ocasiões que buscamos o apoio do Gabinete para resolução de questões relacionadas à Faculdade de Odontologia”.

Assinatura do termo de posse pelo diretor da FO, Elson Braga de Mello, na presença do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e da decana do CCS, Avany Fernandes Pereira | Foto: Renato Mariz (CCS/UFRJ)

História, atendimento e saúde bucal

Além de destacar o fato de a Faculdade de Odontologia da UFRJ ser referência na formação profissional, na pesquisa científica, na pós-graduação, na extensão e na assistência à população, Medronho ainda frisou outros aspectos relevantes referentes à FO. Conforme relatou, a trajetória do curso de Odontologia da Universidade começou em 25/10/1884, quando foi criado por meio do Decreto nº 9.311, inicialmente como parte da Faculdade de Medicina. A consolidação da área como unidade oficialmente independente ocorreu em 28/11/1933, com a criação da Faculdade de Odontologia da UFRJ, pelo Decreto nº 23.512.

Juntamente com os destaques institucionais, o reitor resgatou também uma história particular com a unidade e o significado mais amplo de saúde bucal:

“É uma grande alegria participar desta posse. Trata-se de uma das unidades mais tradicionais e importantes da UFRJ. Foi nesta faculdade que surgiu tanto o ensino de graduação de Odontologia quanto a pós-graduação stricto sensu no país. Além disso, trago na memória, com muita gratidão, a lembrança de que, lá atrás, fui um cliente muito bem atendido na clínica da FO. Na época, era morador do subúrbio, não tinha plano particular, nem recursos. Sou testemunha da importância que tem esse tipo de iniciativa, não apenas para a formação dos alunos, mas também para oferecer saúde bucal, principalmente, à população mais vulnerável. A saúde bucal está diretamente relacionada à qualidade de vida, à alimentação, à comunicação, à autoestima e à dignidade humana. Ampliar o acesso à saúde bucal é, portanto, também enfrentar as profundas desigualdades sociais que este país tem”.

Durante discurso, reitor da UFRJ relembrou pioneirismo histórico da FO e atendimento recebido na clínica | Foto: Renato Mariz (CCS/UFRJ)