Cerimônia de posse oficializa nova direção do COPPEAD

Nesta quarta-feira, 19/8, foi formalizada a nova diretoria do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (COPPEAD) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O professor Eduardo Raupp Vargas assumiu o cargo de diretor e a docente Paula Castro Chimenti, o de vice-diretora. A cerimônia, que deu posse à nova gestão (2026-2028) daquela que é considerada a primeira escola de negócios do país, aconteceu no Auditório da Coppetec, na Cidade Universitária. 

O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, participaram do momento solene, que também marcou a despedida dos docentes responsáveis pelo mandato anterior: Otávio Henrique Figueiredo e Elaine Maria Rodrigues.  Otávio recebeu uma placa das mãos do seu sucessor em reconhecimento à dedicação e às contribuições feitas ao COPPEAD. Já Elaine foi chamada pelo mesmo de “verdadeiro farol”, fazendo referência à fundamental atuação e ao compromisso com o funcionamento do Instituto durante o período da pandemia de covid-19. 

Atual diretor do COPPEAD, Eduardo Raupp, entrega placa de homenagem e reconhecimento ao seu antecessor, o docente Otávio Figueiredo | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

O decano do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) da UFRJ, Flávio Alves Martins, também compôs a mesa oficial do evento. Emoção e homenagens deram o tom da transição das duplas dirigentes, assim como a consciência da relevância do compromisso assumido. Referência nacional e internacional em ensino, pesquisa e formação na área de Administração, o COPPEAD tem mais de 50 anos de história e possui nota 7, pontuação máxima na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes): 

“Assumir a direção do COPPEAD é um título não só de grande honra, mas também de muita responsabilidade. É preciso preservar a excelência sem comodismo, mobilizar nossa tradição para continuar avançando. A nossa história demonstra, com muito orgulho, que uma escola pública brasileira pode produzir conhecimento em administração de vanguarda, formar líderes de mais alto padrão internacional e, com isso, transformar organizações e histórias de vida. O COPPEAD que somos e queremos combina  rigor e impacto,  excelência, inclusão e uma formação muito próxima do nosso estudante,  inserção internacional, visão cosmopolita e compromisso local com o Rio de Janeiro, o Brasil, a América Latina  e, sobretudo, com a UFRJ, com o fortalecimento do sistema federal de ensino superior”, afirmou Raupp Vargas. 

Assinatura do termo de posse da direção do COPPEAD | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Capacidade de gestão estratégica

De maneira contextualizada, Medronho destacou a importância do papel estratégico do COPPEAD em um momento cujas significativas transformações em diversas áreas têm imposto desafios cada vez mais complexos às empresas, às instituições e ao próprio país. Afinal, nas palavras do reitor, atualmente administrar significa muito mais do que gerir recursos: 

“Hoje, administrar é compreender ambientes complexos, tomar decisões baseadas em evidências, antecipar transformações, incorporar novas tecnologias, desenvolver pessoas, construir organizações inovadoras e estabelecer relações que combinem competição, cooperação e responsabilidade social. Precisamos formar lideranças que compreendam os seguintes aspectos: eficiência e compromisso social não são antagônicos; crescimento econômico e redução das desigualdades devem caminhar juntos; inovação deve estar associada à geração de oportunidades, à sustentabilidade e à melhoria da qualidade de vida da população. Por fim, precisamos de ciência, de inovação, de conhecimento e de capacidade de gestão, ponto em que, especialmente, o COPPEAD exerce um papel estratégico. Gestão também é política pública e não tenho dúvida de que a excelência acadêmica do Instituto pode  fazer toda diferença também neste setor. Parabéns à antiga e à nova diretoria! Seguiremos caminhando juntos!”. 

Gestão de excelência no tripé universitário

Em sua fala, Turci reforçou a relevância de algumas qualidades úteis para a gestão universitária, entre elas a capacidade de escuta, a reflexão, o uso de uma comunicação não violenta e a promoção de decisões pautadas no bem-estar de todo o corpo social. Além disso, dada a sua relevância, a vice-reitora também sugeriu que, juntamente ao tripé universitário, também fossem considerados dois outros aspectos: 

“A gestão é algo muito importante. Sempre que falamos sobre o tripé ensino, pesquisa e extensão, hoje também devemos incluir a inovação e a gestão de excelência. Precisamos também destes dois pontos para avançar como universidade, na educação, na questão de um país mais justo e equânime. Não queremos formar as pessoas apenas tecnicamente, mas também como cidadãos que possam ajudar a construir uma sociedade melhor. Tenho certeza de que, assim como a antiga gestão, a nova direção do COPPEAD trará uma contribuição diferenciada para o CCJE e para nossa Universidade como um todo. Parabéns e muito sucesso!”

UFRJ inaugura Centro de Inovação do CCJE no Campus Praia Vermelha

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, participaram na terça-feira, 18/8, da cerimônia de inauguração do Centro de Inovação do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) no Campus da Praia Vermelha. Dedicado ao empreendedorismo, à colaboração e ao fortalecimento de conexões de impacto entre estudantes, professores, pesquisadores, iniciativas acadêmicas e parceiros, o novo espaço apresenta-se como um aliado para impulsionar ainda mais o ecossistema de inovação da Universidade. 

 O local, que abriga um ponto focal da Incubadora de Negócios de Impacto Social e Ambiental da UFRJ, a Inyaga, e laboratórios, também tornou-se a nova casa do InovaCCJE.  O  hub de inovação foi criado em 2020 com o compromisso de promover e disseminar a gestão da política institucional de inovação do Centro. Além de  contribuir com o intercâmbio entre a UFRJ e o setor produtivo, a referida iniciativa também propicia a aplicação do conhecimento acadêmico em soluções úteis para a sociedade. 

Referência brasileira com motivação estudantil

Conforme explicou a coordenadora do Inova CCJE, professora Kelyane Silva, as áreas que compõem o Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas há muito cooperam para pensar em inovação, desenvolvimento, gestão, políticas públicas e empreendedorismo no país, mas a motivação para o empenho encontra-se dentro da própria Minerva: 

“É difícil falar de construção de políticas de inovação no Brasil sem encontrar contribuições do corpo docente do CCJE. Desejamos que este espaço possa tornar essas competências mais visíveis, conectadas e acessíveis. Além disso, desejamos aproximar ainda mais nossas unidades acadêmicas, assim como o CCJE das empresas, do governo, da sociedade e de todo o ecossistema de inovação da UFRJ. Os destinatários de todo este nosso esforço são nossos alunos, pois sem eles a construção do espaço nada significaria. Afinal, nada na Universidade faz sentido se não contribuir para o sucesso deles. Este espaço ainda é um embrião, que está pronto para começar uma nova etapa, receber ideias, projetos, pessoas, parcerias e novas possibilidades!”

 Ilustração: Inova CCJE

O decano do CCJE, Flávio Alves Martins, agradeceu o esforço da equipe responsável pelo novo empreendimento e não escondeu a satisfação do retorno que o espaço de inovação trará para a sociedade: “Para mim, é uma alegria e um orgulho inaugurar este espaço acolhedor, organizado e que transmite um olhar para o futuro. Quero parabenizar as professoras Kelyane Silva e Eliane Ribeiro, que estão à frente desse projeto, assim como toda a comissão do Inova CCJE. Trata-se de uma equipe integrada por estudantes, técnicos e docentes do nosso CCJE e que já trazem também bagagem de suas respectivas unidades. Tenho certeza que cresceremos muito com aquilo que iremos devolver para a sociedade em termos de pesquisa, de extensão, de ensino. Afinal, esta é a função pública da nossa UFRJ”.

Conhecimento transformador

Para Medronho, o Centro de Inovação, localizado no anexo do CCJE, transcende à  estrutura administrativa, na medida em que pode contribuir significativamente na formação de uma verdadeira cultura de inovação na UFRJ: “Precisamos estimular a inovação e a criatividade do nosso corpo social, que é de excelência, assim como mostrar aos nossos estudantes que inovar não significa apenas criar uma empresa ou desenvolver uma tecnologia. Inovar também é encontrar novas respostas para velhos problemas da sociedade. A universidade pública deve produzir conhecimento de excelência e criar caminhos para que esse conhecimento transforme a vida das pessoas. Por isso, o Centro de Inovação do CCJE deve ser um espaço de encontro entre diferentes áreas do conhecimento, entre a Universidade e a sociedade, entre a UFRJ e o setor produtivo, entre boas ideias e a possibilidade concreta de serem realizadas. Afinal, inovar é acima de tudo transformar conhecimento em um futuro mais desenvolvido, democrático, sustentável, justo e mais solidário para todos”.

Marcelo Macedo Corrêa e Castro é o novo professor emérito da UFRJ 

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) concedeu nessa segunda-feira, 17/8, o título de professor emérito ao docente titular aposentado da Faculdade de Educação (FE) e ex-decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) Marcelo Macedo Corrêa e Castro. Com mais de 44 anos de dedicação à Minerva, em atividades de ensino,  pesquisa, extensão e gestão, sempre defendeu a educação, especialmente o ensino de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e da formação de professores, com destaque para a valorização do ensino público.

A cerimônia, que aconteceu no Salão Dourado do Palácio Universitário, no Campus Praia Vermelha, na Urca, marcou uma dupla comemoração. É que, oficialmente, o  reconhecimento institucional da significativa trajetória acadêmica de Corrêa e Castro foi realizada na data de aniversário de 70 anos do docente. Além do homenageado, a mesa de honra, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, teve a seguinte composição: a diretora da FE, Ana Paula Abreu Moura; o decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), Vantuil Pereira; e a professora Marlene de Carvalho, oradora da solenidade.  

 “Educador é educador até o último suspiro, não se aposenta. O professor Marcelo formou gerações e gerações de cidadãos críticos e empáticos, que hoje também ajudam a formar gerações e gerações. Reforço aqui que quem faz a beleza e a pujança da Universidade são as pessoas. Fico muito feliz de hoje termos um professor emérito que, além de educador, é poeta. Hoje, o professor Marcelo Macedo Corrêa e Castro entra para o panteão de glória dos eméritos, grupo que mensalmente reúno para ouvir a sapiência, representando uma área de grande relevância”, destacou Medronho.

Mesa de honra da cerimônia de emerência: professora Marlene de Carvalho; professor Marcelo Macedo Corrêa e Castro; reitor Roberto Medronho; decano do CFCH, Vantuil Pereira; e diretora da FE, Ana Paula Abreu Moura | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

Um oráculo muito especial

Durante a solenidade, muitas contribuições do docente foram destacadas, entre elas: a relevante contribuição do professor no processo de reconstrução da Faculdade de Educação; o fortalecimento do diálogo com o Colégio de Aplicação (CAp); a intensificação da interlocução com as escolas públicas; a criação da Revista Contemporânea de Educação; e a articulação permanente da FE tanto com outras unidades da UFRJ quanto com as instituições externas.

Simbolizando o respeito à experiência e à relevância intelectual e institucional de Corrêa e Castro, Ana Paula Abreu Moura lembrou a forma carinhosa e brincalhona que, por vezes, os colegas da FE se referem ao homenageado no dia a dia: “Em caso de dúvidas, é só perguntar para o nosso oráculo”. Pereira, por sua vez, enfatizou as qualidades essenciais que identifica no professor: “Ocupa um lugar muito especial e próprio. Além de ser uma liderança fantástica, é uma figura humana excepcional, franco, sempre disponível para ouvir e aprender, afetuoso, acolhedor e generoso, mesmo na discordância”.

Emoção e reconhecimento durante cerimônia no Palácio Universitário | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

Educador para sempre

Durante seu discurso, repleto de emoção e agradecimentos aos familiares, amigos, colegas, ex-estudantes, e servidores técnicos-administrativos em Educação (TAEs),  Marcelo Macedo Corrêa e Castro compartilhou um fato relacionado ao período que antecedeu sua aposentadoria e que o fez compreender que, na vida de um educador, não existe uma última aula: 

“Em dezembro de 2023, minha última turma descobriu que iria me aposentar e organizou uma festinha para o último dia de aula, mas houve um contratempo que não foi possível realizar o planejado. Enquanto tentava lidar com o vazio e a frustração por ter sido privado de oferecer minha última aula à turma, recebi a seguinte mensagem de um estudante de pedagogia: ‘Gostei muito das aulas e de ter conhecido o senhor. Já estava me preparando para levar o bolo e o café para que você soubesse o quanto é querido, não só por mim, mas por toda a turma. Muito obrigado por todo o conhecimento compartilhado, conversas e conselhos em relação à monografia. Você conseguiu tornar um prazer acordar sexta-feira de manhã. Isso é um grande feito!’. A mensagem me ajudou a entender que, apesar das dificuldades vividas, valeu a pena acordar para o mundo naquela sexta-feira de manhã em 17 de agosto de 1956”, relatou o professor.

Homenageado acompanhado pela sua comissão de honra | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

Domo Geodésico Art Tech é inaugurado no Parque Tecnológico da UFRJ 

Até a inauguração, realizada na quarta-feira, 29/7, uma cúpula esférica de 300 metros quadrados, instalada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vinha provocando a curiosidade de quem passava pelo local. A partir dessa data, no entanto, o nome e a finalidade da estrutura arquitetônica sustentável, formada por uma rede de triângulos interconectados, foram oficializados: trata-se do Domo Geodésico Art Tech do Parque Tecnológico da UFRJ, ou simplesmente Geodésica, como vem sendo chamado. O novo espaço institucional na Cidade Universitária visa estimular a integração entre cultura, inovação, tecnologia e economia criativa. 

Na formalização do início das atividades da Geodésica, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, integraram a mesa de abertura intitulada “Por que cultura, gastronomia e bem-estar impulsionam a inovação?”. Na ocasião, ainda estiveram presentes o diretor-executivo do Parque Tecnológico, Romildo Toledo; o vice-decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Carlos Augusto da Nóbrega, que também coordena a Política de Sustentabilidade e Educação Regenerativa (SER) da Universidade; e a coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura (FCC), Christine Ruta. 

“Investir em cultura é investir na ciência, na tecnologia e na inovação. É investir no bem-estar e na integração do nosso corpo social. Fundamental para aprofundar o pensamento crítico, a cultura não é um complemento, é parte constituinte das ações da UFRJ. Ela acontece em vários lugares da nossa instituição, circula e pulsa na veia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Agora, a cultura também vai ocorrer de forma estruturada e absolutamente fantástica aqui na Geodésica”, afirmou Medronho.

Reitor da UFRJ, Roberto Medronho, na mesa de abertura de inauguração da Geodésica | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).

O gerente substituto do Departamento de Ambientes de Inovação e Empreendedorismo da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Maurício Alves Syrio,  e a representante da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Renata Gobert, também participaram do momento inicial do evento. Na ocasião, Turci ainda destacou a promoção de outro aspecto significativo da iniciativa: “Para mim, a Geodésica também é um projeto de inovação social na nossa Universidade. É um espaço de integração onde todas as áreas podem coexistir de forma harmônica. Trata-se de um espaço simples e bonito que, sem necessidade de muitos recursos, possibilita trazer para cá pessoas de diferentes áreas de formação, permitindo explorar toda a nossa potencialidade”.

Vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci, considera novo espaço um projeto de inovação social | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).

Um espaço eclético

Com recursos da Finep, o Domo Geodésico Art Tech é mais um dos espaços entregues pelo Parque Tecnológico da UFRJ com vistas a incentivar a inovação, que é atividade fim do respectivo ecossistema. Além de eventos, a área foi concebida para receber experiências imersivas, apresentações culturais, atividades de inovação e iniciativas voltadas à economia criativa. Os móveis presentes no local são modulados, permitindo que sejam movimentados a fim de atender à criação de diferentes espaços para promover conexões tecnológicas, culturais e  artísticas:   

“Como o próprio nome criado pela nossa equipe indica, esse é o local que une a cultura e a arte com a tecnologia. Neste sentido, queremos que o Domo Geodésico Art Tech seja um espaço eclético e próprio para quem está trabalhando e, ao sair para almoçar, possa encontrar alguma atividade que o permita parar  por uns 15 minutos, que seja, para ter algum prazer em assistir algo e, posteriormente, voltar para sua rotina profissional. Aqui também teremos mostras gastronômicas, ou seja, momentos de diversidade cultural através da comida. Além disso, entre outras atividades, exposições e mostras artísticas, como as que teremos hoje, também vão compor a nossa programação”, explicou Toledo. 

Diretor-executivo do Parque Tecnológico da UFRJ, Romildo Toledo, na cerimônia de inauguração do novo espaço institucional | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).

Palco inaugurado e reconhecimento

As apresentações a que se referiu o diretor-executivo do Parque foram anunciadas pela professora do Departamento de Artes Corporais (DAC) da Escola de Educação Física e Desportos (EEFD) da UFRJ, Julia Franca. A docente é coordenadora do Comunidança, projeto de extensão dedicado à promoção da dança em suas múltiplas manifestações; e do Circundança, projeto de pesquisa que articula criação artística, formação técnica e investigação corporal a partir do diálogo entre dança, artes circenses e análises do movimento. As duas performances, que inauguraram  o palco da Geodésica e encantaram o público, foram criadas e interpretadas por duas discentes dessas iniciativas:  Mafe Tipys e Tainá Pimenta. 

“Desejo que aqui possa ser um espaço que traga essa identidade, esses micromovimentos, que dão força para a cultura. É muito importante esse diálogo com a tecnologia e com a inovação para que o campo da arte possa, finalmente, ser dignamente reconhecido enquanto conhecimento”, enfatizou a responsável pelos projetos de dança. 

Respectivamente, a professora do DAC, Julia Franca; e duas discentes dos projetos de dança da Universidade, Mafe Tipys e Tainá Pimenta | Fotos: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).

Programação crescente e diversa

De acordo com Danielle Páscoa, coordenadora de Environmental, Social and Governance (ESG, sigla em inglês que representa a sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa) do Parque Tecnológico da UFRJ, o planejamento é que, semanalmente, haja alguma atividade sendo realizada na Geodésica. Festival gastronômico, piquenique comunitário e empreendimento de funcionários serão algumas das atrações:

“A ideia é que este espaço seja um ponto de encontro, que de alguma forma seja uma faísca da inovação. A partir da próxima semana, às quartas-feiras, vamos começar a programação movimentando o corpo com um alongamento às 9h. Entre 10h e 12h, sempre teremos atração, seja ela de cultura, gastronômica ou de lazer. Na semana seguinte, teremos também um campeonato de jogos e, na outra, um bate-papo. De maneira crescente, preparem-se para vivenciar esse espaço o máximo possível!”. 

Coordenadora de ESG do Parque Tecnológico, Danielle Páscoa, fala sobre programação no Domo Geodésico Art Tech | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).

Tática universitária contra violência de gênero

Promover a reflexão e o debate sobre táticas de enfrentamento em casos de violência contra a mulher no ambiente universitário: Esse foi o intuito do 1° Encontro Ouvidoria da Mulher e Coletivos Femininos Discentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizado na segunda-feira, 15/12, no Auditório Professor Manoel Maurício de Almeida Albuquerque, situado no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), no campus Praia Vermelha. A iniciativa faz parte do programa Movendo Estruturas, desenvolvido pela Ouvidoria da Mulher e pela Ouvidoria-Geral da Universidade.

 A mesa de abertura contou com a presença do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e da vice-reitora, Cássia Turci. Também participaram desse momento inicial, a pró-reitora de Graduação, Maria Fernanda Santos Quintela da Costa Nunes; a superintendente-geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada), Denise Góes; o decano do  CFCH, Vantuil Pereira; a ouvidora-geral, Katya Gualter; e a representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Mário Prata e do Coletivo de Mulheres Carolina Maria de Jesus da Faculdade Nacional de Direito (FND), Leticia Maia. 

 Durante o  encontro  foi possível conhecer ações já instituídas pela Universidade no enfrentamento à problemática, assim como aprender a identificar e agir frente aos episódios de violência de gênero. Representantes do Comitê Gestor do Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) também trouxeram contribuições importantes. Além disso, grupos de trabalho discutiram temáticas como encorajamento à denúncia, protocolos de acolhimento e práticas cotidianas de enfrentamento.  

“Estamos atentas ao clamor da UFRJ para extinguir todas as formas de violência das quais as mulheres são alvo. Iniciamos essa ação pelos coletivos femininos de nossas estudantes por serem uma parcela vulnerável do conjunto de mulheres da nossa Universidade. Há uma possibilidade de aproximação pela escuta, pela busca por táticas de enfrentamento às violências que atingem as mulheres no ambiente institucional. Táticas entendidas como a arte do fazer dos mais fracos, conforme conceitua Michel de Certeau”, explicou a ouvidora da Mulher, Angela Brêtas, mediadora do evento.

Paz sem voz, é medo!

Para Medronho, não é possível haver excelência acadêmica onde há silenciamento, medo e violência nas suas diferentes formas:

“Estou me referindo a todos os tipos de violência, seja ela física, psicológica, sexual, moral, institucional ou expressa em discriminações e desigualdades que se repetem e são naturalizadas. A Ouvidoria da Mulher existe para ser a porta de entrada e de confiança, um lugar onde a palavra encontra acolhimento, a dor não é tratada como exagero, nem como uma questão menor. Trata-se de uma estrutura de garantia de direitos dentro da UFRJ, que atua em quatro dimensões: acolhimento qualificado; encaminhamento e articulação; prevenção e formação; memória institucional e transparência responsável. Que saiamos deste encontro com encaminhamentos concretos, pois esta é a melhor homenagem que podemos fazer a quem sofreu ou sofre violência”.

Reitor da UFRJ defende combate a todas as formas de violência e silenciamento | Foto: Renan Silva (Sintufrj)

A  representante da Associação dos Pós-Graduandos (APG) da UFRJ, Julia Garcia, fez uma alerta: “O assédio moral na pós-graduação tem afetado muito a saúde mental dos estudantes de modo geral. Mas o marcador de gênero agrava ainda mais a situação das mulheres”. Por sua vez, a discente que representou o DCE lançou um questionamento direto: “Como fazer a UFRJ ser um lugar melhor e mais acolhedor para as mulheres?” 

Cássia Turci compartilhou o que considera fundamental para a construção de uma universidade livre de violência e assédio: “Para mudar este cenário, precisamos discutir o tema sem medo. Não podemos nos calar nunca! É por meio do diálogo franco que as questões emergem. A maioria dos assédios acontece dentro das universidades, principalmente aqueles velados. Isso é muito grave e tem provocado muito  adoecimento mental. A universidade deve ser um lugar onde as pessoas se sintam bem”. 

 Ao falar sobre a participação das mulheres na Administração Central da UFRJ, a chefe de Gabinete da Reitoria lembrou um episódio vivenciado, no passado, como diretora  da Escola de Química. Fabiana Fonseca narrou que, certa vez, um docente entrou de maneira abrupta e desrespeitosa na sala destinada à gestão, que era ocupada por mulheres, para questionar uma norma institucional: 

“O professor não teve pudor algum em agir desta forma e questionar o motivo pelo qual eu utilizava uma vaga no estacionamento, tradicionalmente reservada para quem ocupava o cargo na direção da unidade. Duvido, se no meu lugar estivesse um homem, que ele teria tido esse tipo de atitude. Mas ainda bem que a UFRJ está caminhando, de modo irreversível, para um perfil cada vez mais diverso. Atualmente, 13 mulheres maravilhosas e competentes integram a equipe desta gestão”, disse, orgulhosa.

UFRJ comemora 80 anos do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho

A Universidade Federal do Rio de Janeiro está em festa pelos 80 anos do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), considerado um dos mais importantes centros de pesquisa, formação acadêmica e impacto social do país. A cerimônia de celebração foi realizada na tarde de sexta-feira, 12/12, no Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da UFRJ, em Botafogo, Zona Sul do Rio. O reitor da Universidade, Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, integraram a mesa de honra do evento, que também foi composta pela vice-decana do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Lina Zingali. O IBCCF, por sua vez, foi representado pelo diretor, Kildare Rocha de Miranda, e pela vice-diretora, Adriane Regina Todeschini.

A programação, que uniu ciência, história e cultura, se estendeu até a noite. Foram várias atividades: apresentações sobre as contribuições científicas e os programas temáticos do instituto; lançamento do documentário “Curare – quando a ciência encontra a vida”, dirigido por Daniel dos Anjos; conferência do professor da University of Québec,Tiago H. Falk, com o tema “Rumo à saúde 5.0: o papel (e os riscos) da inteligência artificial”; apresentação musical de chorinho; exposição “25 anos do Espaço Memorial Carlos Chagas Filho (EMCCF)”. Além disso, não faltou reconhecimento para aquele que lançou as bases da octogenária instituição, com a criação de um núcleo estável de pesquisa experimental:

“É impossível falarmos do Instituto de Biofísica sem primeiramente reconhecermos todo o legado de Carlos Chagas Filho, egresso da Faculdade de Medicina, professor emérito e uma pessoa que tem seu nome colocado no nosso IBCCF. Tenho muita honra e gratidão por ter sido aluno dele. Nesta celebração, também temos que pensar no futuro, já que o Instituto de Biofísica exerce um papel estratégico ao atuar nesse território onde se investiga o que sustenta e também o que termina a vida. Temos inúmeros exemplos de grandes contribuições feitas por integrantes do instituto para a ciência, a tecnologia e a formação de estudantes. Neste sentido, como reitor da UFRJ, reafirmo nosso compromisso em defender a ciência com transparência, seus estudos, laboratórios, bibliotecas, equipes técnicas e estudantes”, afirmou Medronho no evento.

Reitor da UFRJ, Roberto Medronho, durante programação comemorativa do IBCC | Foto: Sonia Toledo

Fundado em 17 de dezembro de 1945 pelo cientista Carlos Chagas Filho, ao longo das décadas, o IBCCF tornou-se responsável por significativas contribuições em áreas como biofísica, bioquímica, fisiologia e biotecnologia. A respeito da trajetória do instituto, que é referência nacional e internacional em pesquisa interdisciplinar, Turci, não economizou nos elogios:

“Sempre que as pessoas pensam no IBCCF, logo associam à excelência. Não só no ensino, na pesquisa e na extensão, mas também na inovação. Que essa unidade continue sendo cada vez mais forte, fortalecendo a nossa Universidade e contribuindo com a formação de cidadãos conscientes do que precisamos fazer para que o nosso país seja ainda melhor, mais humano e mais justo!”.

UFRJ recebe presidente da Faperj

O Gabinete da Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) recebeu nesta terça-feira, 9/12, a visita da presidente da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), Caroline Alves da Costa. Um dos temas abordados,  durante a reunião na Cidade Universitária, foi a possibilidade de intensificar o apoio da agência de fomento na resolução de questões enfrentadas pela instituição. Um desses desafios foi a perda de 1.300 bolsas de mestrado e doutorado, entre 2018 e 2025, que eram subsidiadas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

A pedido do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2), João Torres de Mello Neto, apresentou sinteticamente alguns dos muitos projetos beneficiados pelo financiamento do órgão, entre eles: o LabOceano, o Núcleo de Enfrentamento e Estudos em Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes (Needier), o Museu Nacional Vive e o Espaço Ciência do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem), em Macaé. A conversa também teve a presença da vice-reitora, Cássia Turci; da chefe de gabinete, Fabiana Fonseca; e dos professores eméritos da UFRJ, Adalberto Vieyra e Luiz Davidovich.

Pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2), João Torres de Mello Neto, apresenta projetos da UFRJ financiados pela Faperj | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Presidente da Faperj: “Fortalecimento no orçamento da Fundação em 2026 irá espelhar na UFRJ” | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

A presidente da Faperj elogiou o comprometimento da UFRJ com a ciência e com o desenvolvimento de projetos de alto impacto social, como é o caso do luminol, utilizado para revelar vestígios invisíveis em investigações criminais e como aliado no combate à contaminação hospitalar. Caroline Costa também destacou o fato de a Universidade sempre ser a primeira colocada nas submissões da Fundação e a preocupação do órgão com o referido corte de bolsas. No entanto, também apresentou melhores perspectivas para o próximo ano:  

“O orçamento da Faperj tende a aumentar. Possivelmente, iniciaremos 2026 com mais R$70 milhões. Esse fortalecimento vai espelhar na UFRJ. Em 2025, saímos de 21 para 40 editais. Em 2026, pretendemos criar uma espécie de site para conectar todos os nossos bolsistas e as pesquisas desenvolvidas. Com a iniciativa, teremos um mapa do nosso investimento. Além disso, vamos criar algumas câmaras para promover uma escuta mais ativa sobre o que as universidades esperam da Faperj em relação a uma política de continuidade que contribua para o fortalecimento da ciência”, enfatizou.

Por um mundo multipolar

“A Universidade Federal do Rio de Janeiro está alinhada com a criação de um mundo multipolar”. Essa afirmação foi feita nesta segunda-feira, 8/12, pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, durante o Brazil–China Science and Technology Innovation Forum, realizado no auditório do Centro de Convenções do Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), na Cidade Universitária. Na ocasião, a Minerva também foi representada pela diretora de Tecnologia e Inovação do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe),  Marysilvia da Costa.  

O evento, que reúne executivos, pesquisadores e representantes do segmento, reforça a colaboração e as conexões estratégicas entre a UFRJ, por meio da Coppe; a Petrobras; a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), empresa petrolífera chinesa; e a China University of Petroleum (CUP). Entre as temáticas abordadas na programação, destacam-se apresentações sobre o futuro da energia e a utilização de inteligência artificial no setor.

Diretora de Tecnologia e Inovação da Coppe, Marysilvia da Costa, no Brazil–China Science and Technology Innovation Forum

Durante seu discurso, Medronho frisou a ampla colaboração existente entre as instituições de ensino de ambos os países do Sul Global, citando ainda a criação do Instituto de Engenheiros de Alto Desempenho, fruto de uma parceria entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva,  e o da China,  Xi Jinping. Além disso, em sua fala, também houve destaque à consolidada relação da UFRJ com a Petrobras: 

“É com muita honra que nós, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, através da parceria com a Petrobras, com as universidades e com as empresas chinesas, estamos  buscando avançar não apenas nas questões de prospecção de óleo e gás, mas, principalmente, no que se refere à sustentabilidade, à transição energética e aos novos combustíveis. Hoje temos grandes desafios na área de engenharia e sustentabilidade, mas, sem dúvida, o Brasil e a China podem dar lições não só para os países dos BRICS, mas para todo o mundo. Não queremos mais parcerias em que haja uma dominação, ao contrário, queremos cooperação. É por meio do respeito à diversidade, às especificidades de cada povo, cultura e história, que conseguiremos construir um mundo melhor, mais fraterno, mais justo e mais sustentável”, enfatizou o reitor da UFRJ, que também  integra o Conselho Econômico de Desenvolvimento Social e Sustentável do Governo Federal. 

Cooperação: linha mestra para transformação social

Na última sexta-feira, 5/12, o gabinete da Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro sediou o encontro entre os responsáveis pela administração central de duas expressivas instituições de ensino do Sul Global: Roberto Medronho, da UFRJ; e LI Luming, da Universidade de Tsinghua, considerada a 12ª melhor do mundo. Além dos dois reitores, a reunião também contou com a presença de uma delegação chinesa; do superintendente-geral de relações internacionais da UFRJ, Papa Matar Ndiaye; e da representante do Centro China Brasil, Rejane Rocha.  

A ocasião foi mais uma oportunidade para estreitar a cooperação relacionada às atividades de ensino, pesquisa e inovação entre as respectivas universidades. O entrosamento, em consonância com as diretrizes do Governo Federal em fortalecer os laços com os integrantes dos BRICS, vem sendo construído de modo bilateral, por meio de viagens e do reconhecimento das potencialidades locais e culturais.

Delegação da Universidade de Tsinghua com representantes da UFRJ | Foto: Sonia Toledo

Durante sua fala, Medronho lembrou a recente visita feita pelo presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil, e o fato de o Conselho Universitário (Consuni) da UFRJ ter decidido conceder o título de Doutor Honoris Causa ao dirigente chinês. A experiência de ter integrado a comitiva presidencial, quando Luiz Inácio Lula da Silva esteve no país asiático, também foi citada: 

“Depois que assumi a Reitoria em julho de 2023, realizei algumas visitas à China. Fiquei encantado com o país, não apenas pela sua cultura milenar, mas pelo seu grau de desenvolvimento social e econômico, que é uma lição para todo o mundo. Precisamos criar um mundo multipolar em que a cooperação seja a linha mestra para as transformações sociais. Precisamos aprofundar e já trabalhar para fazer os acordos específicos. Acredito que esta relação e este estreitamento ainda maior das nossas duas universidades contribuirão muito para o desenvolvimento social e econômico dos nossos países e para a construção de um mundo mais sustentável”, afirmou. 

UFRJ sedia abertura do VIII Encontro Nacional do Forcult

Teve início na segunda-feira, 1º/12, o VIII Encontro Nacional do Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras (Forcult). Desta vez, o anfitrião do evento, que vai até o dia 5/12, é o Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Servidores, discentes, agentes culturais, pesquisadores e terceirizados, que atuam na gestão cultural universitária do país, podem participar da programação híbrida, que inclui mesas temáticas, reuniões de grupos de trabalho e apresentação de relatos de experiências. 

Na mesa de abertura, realizada no Auditório Pedro Calmon, situado no Palácio Universitário, no campus Praia Vermelha, a UFRJ foi representada pelo reitor, Roberto Medronho, a vice-reitora, Cássia Turci, e a coordenadora do FCC, Christine Ruta. Na ocasião, também estiveram presentes o presidente do Forcult e pró-reitor de Cultura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fernando Mencarelli; e as secretárias do Ministério da Cultura (MinC) Roberta Martins, de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, e  Márcia Rollemberg, de Cidadania e Diversidade Cultural:  

“Falar em cultura é tratar de identidade nacional. Temos uma sociedade fantasticamente diversa com as contribuições de vários povos: indígenas, negros e os de matrizes europeias. A cultura costura todas essas diferenças e nos dá sentido de pertencimento. Essa é nossa grande fortaleza! No entanto, também temos uma realidade social profundamente desigual. Precisamos combater o apagamento de memórias e de manifestações culturais, que, durante muito tempo, foram negligenciadas. Temos que valorizar e integrar a cultura e a criatividade vindas das favelas e periferias. É necessário fortalecer a relação entre cultura, educação e cidadania. Sem cultura não há democracia, nem direitos humanos”, enfatizou Medronho.

Foto: Aní Coutinho (SGCOM/UFRJ)

Durante sua fala, Christine Ruta questionou que tipo de Brasil se deseja projetar com o poder simbólico da cultura. A resposta da coordenadora do FCC veio na colocação feita na sequência: “Nossas línguas, festas, tradições, religiões, museus, terreiros, quilombos e aldeias compõem um patrimônio vivo, que ninguém pode importar ou copiar. Quando o Estado brasileiro investe em cultura, protege fronteiras simbólicas, fortalece a democracia e garante a autonomia de pensamento, especialmente num país que já viveu a censura. Não há soberania cultural se as vozes que fundaram este país seguem silenciadas. As culturas afro-brasileiras e indígenas não são recortes, são pilares da nossa formação. Fortalecer políticas de cultura é enfrentar o racismo estrutural e o colonialismo interno, garantir recursos, espaços, formação e poder de decisão para artistas, mestres, griôs, lideranças indígenas e negras em todo o nosso território”.

Ao referir-se à programação do evento, Cássia Turci chamou a atenção para o caráter abrangente das atividades ofertadas ao longo do encontro, que amplia o tradicional entendimento a respeito da área cultural: “Quando consultamos esse conjunto de atividades, percebemos, na prática, que a cultura e a arte podem estar presentes em todas as áreas do conhecimento. Há, inclusive, uma temática relacionada à cultura e à crise climática”. Para quem quiser conferir, na íntegra, a programação do VIII Encontro Nacional do Forcult, basta acessar o link:  https://www.even3.com.br/8-forcult-nacional-635621/.

Sobre o Forcult

Entidade de natureza propositiva e consultiva, o Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras, composto por representações regionais e nacional, promove encontros anuais. A intenção é construir possíveis caminhos para uma gestão cultural universitária orientada pelo reconhecimento do papel cultural das Ipes e da transversalidade da cultura nas ações de ensino, pesquisa e extensão, assim como nos diversos campos de conhecimento. 

Principal rede nacional voltada à gestão cultural nas Ipes, o Fórum é um espaço de construção coletiva onde, além de discutir políticas culturais, há o compartilhamento de experiências, o fortalecimento dos vínculos institucionais e a ampliação da capacidade de atuação dos envolvidos — gestores, pesquisadores, estudantes, servidores técnico-administrativos em educação (TAEs), docentes e representantes governamentais.