I Jornada de Doenças Raras UFRJ no anfiteatro nobre do IPPMG | Foto: Guilherme Albuquerque (HU Brasil)
Teve início na segunda-feira, 21/9, a I Jornada de Doenças Raras UFRJ: cuidado contínuo, cuidado integral, no anfiteatro nobre do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira (IPPMG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro, na Cidade Universitária. O objetivo do evento é promover o diálogo técnico-científico e institucional sobre a organização da rede de cuidado e da atenção integral às pessoas com doenças raras, abordando os desafios e as perspectivas no âmbito da saúde pública.
Entre os temas a serem discutidos ao longo dos dois dias da jornada, estão: desafios atuais e perspectivas do cuidado integral; políticas públicas; panorama da assistência de pacientes com doenças raras no estado; manejo dos pacientes na rede de atenção à saúde do município do Rio de Janeiro; e regulação e fluxo de pacientes entre serviços.
“Hoje temos a honra de receber um evento de doenças raras de todo o Complexo Hospitalar da UFRJ, que reúne o IPPMG, a Maternidade Escola (ME) e o Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF). O IPPMG, que há 72 anos cuida de crianças, foi escolhido para sediar esta jornada porque desde 2023 fomos reconhecidos oficialmente pelo Ministério da Saúde como um centro de referência para doenças raras. Desde esse ano, também somos o único centro de referência para terapia gênica no estado do Rio de Janeiro”, afirmou o superintendente-executivo do IPPMG, Giuseppe Pastura.
Mesa de abertura: superintendente-executivo do IPPMG, Giuseppe Pastura; reitor da UFRJ, Roberto Medronho; superintendente-geral do CH/UFRJ, Amâncio Carvalho; e representante da HU Brasil Aristides Vitorino de Oliveira Neto | Foto: Guilherme Albuquerque (HU Brasil)
Além de Pastura, a mesa de abertura foi composta pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho; pelo superintendente-geral do Complexo Hospitalar da UFRJ, Amâncio Carvalho; e por Aristides Vitorino de Oliveira Neto, gerente-executivo de gestão da atenção hospitalar da HU Brasil, estatal responsável pela administração de 47 hospitais universitários federais no país, incluindo o CH/UFRJ.
Medronho elogiou a adequação da ideia central do evento, que é o cuidado contínuo e integral à realidade vivenciada por quem convive com algum tipo de doença rara. O reitor também destacou a importância de reunir, no mesmo processo de abordagem, assistência, pesquisa, inovação, gestão e políticas públicas:
“O paciente com doença rara percorre um caminho imenso até o diagnóstico. Depois há um longo percurso de tratamento, acolhimento e reabilitação pelo resto da vida. E isso é de uma enorme complexidade. Certamente, além de prover com um centro de referência em doenças raras, o Complexo Hospitalar UFRJ pode contribuir na abordagem dos pacientes com doenças raras em diferentes frentes. A Universidade também pode contribuir com perguntas que nascem da assistência, vão para a pesquisa e de lá retornam ao Sistema Único de Saúde (SUS) e aos pacientes”, enfatizou Medronho.
Referência nacional em pediatria, o IPPMG/UFRJ possui diversos especialistas em doenças raras e assiste crianças de 0 a 13 anos que necessitam de atenção de média e de alta complexidade. De acordo com estimativas do Ministério da Saúde, no Brasil, mais de 13 milhões de pessoas são afetadas com algum dos mais de 5.000 tipos diferentes de doenças raras existentes, como, por exemplo, esclerose lateral amiotrófica (ELA), fibrose cística e distrofia muscular.
Mesa de abertura do evento comemorativo pelos 20 anos do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação da UFRJ do campus Praia Vermelha | Foto: Pedro Rabelo (CBG/UFRJ)
Na terça-feira, 15/9, foi realizada uma programação comemorativa pelos 20 anos de funcionamento do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação (CBG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), campus Praia Vermelha, no Auditório da Casa da Ciência, em Botafogo. Com o tema “Memórias, trajetórias e futuros da informação”, o evento contou com uma programação diversificada, incluindo conferência, mesa temática, mesa-redonda, homenagens e apresentação musical.
Além do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, participaram da mesa de abertura o decano do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE), Flávio Martins; o diretor da Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC), Marcos Pinto; o coordenador do CBG do campus Praia Vermelha, Danilo Freitas; a representante do Conselho Regional de Biblioteconomia da 7ª Região (CRB-7), Isaura Soares; o chefe do Departamento de Biblioteconomia, Thayron Rangel; a coordenadora do Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI) da UFRJ, Paula Mello; e o presidente da comissão organizadora dos 20 anos do curso, o professor Gustavo Freire.
Reitor da UFRJ, Roberto Medronho; decano do CCJE, Flávio Martins; e coordenadora do SiBI-UFRJ, Paula Mello | Foto: Erica Gomes (SGCOM/UFRJ)
“Esta comemoração reconhece todas as contribuições feitas ao longo do tempo, mas também nos convida a olhar para o futuro. O grande desafio da nossa sociedade já não é apenas ter acesso à informação, é saber encontrá-la, organizá-la, avaliá-la criticamente e transformá-la em conhecimento. É justamente aí que a Biblioteconomia assume uma importância estrondosa. O bibliotecário e a bibliotecária contemporânea vão muito além da imagem tradicional do profissional que cuida dos livros e das estantes. Formar profissionais capazes de selecionar criticamente as fontes, preservar a memória e democratizar o acesso ao conhecimento, inclusive utilizando as novas tecnologias, é uma missão essencial da universidade pública, e os colegas da Biblioteconomia são fundamentais nessa missão. A UFRJ tem muito orgulho desses 20 anos do curso de Biblioteconomia!”, enfatizou Medronho.
Homenageados: professores aposentados do CBG/UFRJ e familiares que representaram os docentes do curso já falecidos | Foto: CBG/UFRJ
Valorizando as contribuições dos diferentes atores que ajudaram a construir a história do curso, a programação comemorativa propôs um resgate da trajetória do CBG/UFRJ e promoveu uma reflexão sobre os desafios e as perspectivas para a Biblioteconomia e a formação em informação. A iniciativa possibilitou, ainda, o reencontro de docentes, estudantes, egressos, gestores e profissionais que contribuíram para a construção e a consolidação do curso ao longo dessas duas décadas.
Professores do curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação (CBG) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), campus Praia Vermelha | Foto: CBG/UFRJ
O evento comemorativo foi organizado por uma comissão de docentes do Departamento de Biblioteconomia do CBG/UFRJ, presidida pelo professor Gustavo Freire, com a colaboração de estudantes do Centro Acadêmico de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação Eliana Taborda, campus Praia Vermelha. Na ocasião, o trabalho do grupo também foi destacado pelo reitor da Universidade. Medronho elogiou o impacto positivo do acolhimento recebido ao chegar ao local, que conseguiu, inclusive, dispersar os efeitos do dia nublado no humor de um carioca como ele.
Estudantes do Centro Acadêmico de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação Eliana Taborda, campus Praia Vermelha, que colaboraram com a comissão organizadora do evento | Foto: CBG/UFRJ
Curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação
Vinculado à Faculdade de Administração e Ciências Contábeis (FACC) da UFRJ, atualmente o curso de Biblioteconomia e Gestão de Unidades de Informação da UFRJ é oferecido no campus da Praia Vermelha e na Cidade Universitária. Para mais informações, acesse https://depbiblio.facc.ufrj.br/graduacao . No link indicado, também está disponível uma entrevista com as coordenadoras da comissão de implantação do CBG/UFRJ, a professora e bibliotecária Mariza Russo e a bibliotecária Eliana Taborda.
Professora emérita da UFRJ, Ana Luiza Coelho Netto, juntamente com o reitor, Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci | Foto: Divulgação
Ana Luiza Coelho Netto recebeu na segunda-feira, 14/9, o título de Professora Emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A honraria formaliza o reconhecimento institucional da trajetória acadêmica da titular aposentada do Departamento de Geografia do Instituto de Geociências (Igeo) que, nos últimos cinquenta anos, dedicou-se ao ensino, à pesquisa e à formação de gerações de geógrafos e pesquisadores. A docente é considerada referência em estudos sobre evolução das paisagens, processos hidrológicos e erosivos de encostas, geomorfologia, geoecologia e gestão de riscos de desastres.
A cerimônia, realizada durante sessão solene do Conselho Universitário (Consuni), aconteceu no Salão Nobre da Decania do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), na Cidade Universitária. Na ocasião, além da homenageada, também participaram da mesa de honra, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho: a vice-reitora, Cássia Turci; o decano do CCMN, Cabral Lima; o diretor Edson Farias Mello e o orador da solenidade, o professor Marcelo Lopes de Souza, ambos do Igeo.
Cerimônia de concessão do título de Professora Emérita à docente Ana Luiza Coelho Netto | Foto: Wallace Pereira (CCMN/UFRJ)
Medronho enfatizou o significado da obra da professora Ana Luiza para a ciência e, sobretudo, para a sociedade, afirmando que, atualmente, poucas áreas são tão diretamente relacionadas à vida das pessoas como o campo de atuação da referida docente:
“Quando estudamos deslizamentos, inundações, erosão, ocupação de encostas, transformação das bacias hidrográficas, estamos falando de ciência, mas também de moradia, planejamento urbano, meio ambiente, desigualdade social e, muitas vezes, de vida e morte. A chuva pode cair para todos, mas seus efeitos são profundamente desiguais na sociedade. Nesse sentido, as relevantes contribuições da área de pesquisa da nossa homenageada tornam-se absolutamente fundamentais para lidarmos preventivamente com estes desastrosos impactos das mudanças climáticas, principalmente junto às populações mais vulneráveis. Parabéns pelo belo e relevante trabalho, professora Ana Luiza!”
Por sua vez, Cássia Turci frisou o significado daquela solenidade em relação à importância do investimento na representatividade de gênero na instituição: “É muito importante estar no CCMN concedendo o título de emérita para uma mulher, já que, comparativamente, o número de professoras agraciadas com a honraria ainda é pequeno, apesar da crescente valorização do papel das mulheres na nossa Universidade. Nesse sentido, é extremamente gratificante o reconhecimento e a homenagem prestada à professora Ana Luiza, que além de ter a emerência aprovada por aclamação pelo Consuni, continua trazendo suas relevantes contribuições para a sociedade, por meio dos conhecimentos acumulados ao longo de muitos anos dedicados à UFRJ”, afirmou.
Trajetória de referência
Durante sua fala, Ana Luiza, que também fundou e presidiu a União da Geomorfologia Brasileira (UGB), contou que escolheu tornar-se professora de Geografia por ter sido influenciada pela atuação inspiradora de uma docente dos tempos de colégio. De lá para cá, formou-se bacharel em Geografia (1973) e mestre em Geografia Física e Geomorfologia (1979) pela UFRJ; doutora em Geomorfologia e Geoecologia (1985) com distinção máxima (Summa cum laude) pela Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica; e pós-doutora (1988) pela Universidade da Califórnia-Berkeley, nos Estados Unidos.
A carreira na UFRJ teve início em 1976 como auxiliar de ensino. Posteriormente, Ana Luiza tornou-se professora assistente, professora adjunta e, em 1998, assumiu o cargo de docente titular. Em 1992, fundou o Laboratório de Geo-Hidroecologia e Gestão de Riscos (Geoheco), onde são estudados os efeitos das mudanças climáticas e ambientais na dinâmica dos processos geomorfológicos que governam a evolução das encostas, com foco especial nos perigos naturais e indutores de desastres socioambientais.
Entrada da homenageada e da comissão de honra na solenidade realizada no Salão Nobre da Decania do CCMN | Foto: Wallace Pereira (CCMN/UFRJ)
Integração: conhecimento científico e vivência popular
No discurso da nova professora emérita da UFRJ não faltaram lembranças emocionadas, agradecimentos, relatos de marcos profissionais, como a atuação pós-desastre climático na Região Serrana do Rio de Janeiro, em 2011, e o destaque para a importância da integração dos conhecimentos científicos e da vivência popular, enfatizando a relevância do protagonismo das comunidades na gestão territorial dos riscos:
“Cada vez mais, buscamos ampliar essa rede de conexões no circuito multitransdisciplinar nacional e internacional, cujo foco em comum é o interesse na redução dos riscos de desastres. Esta postura envolve um outro modo de pensar coletivamente, buscando novos padrões e funcionalidades no ordenamento territorial e instituindo procedimentos de gestão territorial participativa, integrando o conhecimento científico e o conhecimento da vivência. Nesse contexto, consideramos igualmente relevante dedicar atenção especial à educação formal e à educação coletiva das comunidades expostas a riscos associados a eventos climáticos extremos, para melhor enfrentarmos as ameaças e perigos naturais, especialmente diante das mudanças climáticas e ambientais em curso”, enfatizou Ana Luiza.
Foi realizada na segunda-feira, 24/8, a cerimônia de posse da nova diretoria da Faculdade de Odontologia (FO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Elson Braga de Mello, que participou da última gestão (2022-2026) foi reeleito como diretor, enquanto Marcos Hahlbohm Schroeder estreia no cargo de vice-diretor. Os dois ficarão à frente da unidade até 2030.
A solenidade, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, aconteceu no Auditório Professor Hélio Fraga, no Centro de Ciências da Saúde, na Cidade Universitária. Também estiveram presentes na cerimônia, a decana do CCS, Avany Fernandes Pereira, e a ex-diretora da FO, Márcia Grillo Cabral.
Em sua fala, Braga de Mello, muito emocionado, destacou a superação de desafios, enfrentados na última gestão, reafirmou o compromisso com a UFRJ nesta nova oportunidade e expressou gratidão:
“Há quatro anos, quando iniciei as atividades de gestão na Faculdade de Odontologia, ao lado da professora e amiga Márcia Grillo Cabral, eu tinha uma noção muito pálida dos futuros desafios e menor ainda de como superá-los. Mas, o idealismo e o amor a esta universidade, assim como a ajuda de inúmeros amigos e colegas, permitiram que mantivéssemos vivos os sonhos e a conquista conjunta de diversas realizações junto à FO. Nesta nova oportunidade conferida pelo corpo social a mim e ao professor Marcos Schroeder, continuaremos nos dedicando aos interesses coletivos da nossa instituição. Obrigado pela confiança que muito nos honra. Também agradeço pela sensibilidade e pelo acolhimento com que sempre fomos recebidos pela Reitoria em todas as ocasiões que buscamos o apoio do Gabinete para resolução de questões relacionadas à Faculdade de Odontologia”.
Assinatura do termo de posse pelo diretor da FO, Elson Braga de Mello, na presença do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e da decana do CCS, Avany Fernandes Pereira | Foto: Renato Mariz (CCS/UFRJ)
História, atendimento e saúde bucal
Além de destacar o fato de a Faculdade de Odontologia da UFRJ ser referência na formação profissional, na pesquisa científica, na pós-graduação, na extensão e na assistência à população, Medronho ainda frisou outros aspectos relevantes referentes à FO. Conforme relatou, a trajetória do curso de Odontologia da Universidade começou em 25/10/1884, quando foi criado por meio do Decreto nº 9.311, inicialmente como parte da Faculdade de Medicina. A consolidação da área como unidade oficialmente independente ocorreu em 28/11/1933, com a criação da Faculdade de Odontologia da UFRJ, pelo Decreto nº 23.512.
Juntamente com os destaques institucionais, o reitor resgatou também uma história particular com a unidade e o significado mais amplo de saúde bucal:
“É uma grande alegria participar desta posse. Trata-se de uma das unidades mais tradicionais e importantes da UFRJ. Foi nesta faculdade que surgiu tanto o ensino de graduação de Odontologia quanto a pós-graduação stricto sensu no país. Além disso, trago na memória, com muita gratidão, a lembrança de que, lá atrás, fui um cliente muito bem atendido na clínica da FO. Na época, era morador do subúrbio, não tinha plano particular, nem recursos. Sou testemunha da importância que tem esse tipo de iniciativa, não apenas para a formação dos alunos, mas também para oferecer saúde bucal, principalmente, à população mais vulnerável. A saúde bucal está diretamente relacionada à qualidade de vida, à alimentação, à comunicação, à autoestima e à dignidade humana. Ampliar o acesso à saúde bucal é, portanto, também enfrentar as profundas desigualdades sociais que este país tem”.
Durante discurso, reitor da UFRJ relembrou pioneirismo histórico da FO e atendimento recebido na clínica | Foto: Renato Mariz (CCS/UFRJ)
Decano do CCJE, Flávio Martins; Paula Chimenti e Eduardo Raupp, atual gestão diretiva do COPPEAD; reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e vice-reitora, Cássia Turci; Otávio Henrique Figueiredo e Elaine Maria Tavares Rodrigues, direção anterior do Instituto | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)
Nesta quarta-feira, 19/8, foi formalizada a nova diretoria do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (COPPEAD) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O professor Eduardo Raupp Vargas assumiu o cargo de diretor e a docente Paula Castro Chimenti, o de vice-diretora. A cerimônia, que deu posse à nova gestão (2026-2028) daquela que é considerada a primeira escola de negócios do país, aconteceu no Auditório da Coppetec, na Cidade Universitária.
O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, participaram do momento solene, que também marcou a despedida dos docentes responsáveis pelo mandato anterior: Otávio Henrique Figueiredo e Elaine Maria Rodrigues. Otávio recebeu uma placa das mãos do seu sucessor em reconhecimento à dedicação e às contribuições feitas ao COPPEAD. Já Elaine foi chamada por Raupp Vargas de “verdadeiro farol”, fazendo referência à fundamental atuação e ao compromisso com o funcionamento do Instituto durante o período da pandemia de covid-19.
Atual diretor do COPPEAD, Eduardo Raupp, entrega placa de homenagem e reconhecimento ao seu antecessor, o docente Otávio Figueiredo | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)
O decano do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) da UFRJ, Flávio Alves Martins, também compôs a mesa oficial do evento. Emoção e homenagens deram o tom da transição das duplas dirigentes, assim como a consciência da relevância do compromisso assumido. Referência nacional e internacional em ensino, pesquisa e formação na área de Administração, o COPPEAD tem mais de 50 anos de história e seu programa de pós-graduação possui nota 7, pontuação máxima na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes):
“Assumir a direção do COPPEAD é um título não só de grande honra, mas também de muita responsabilidade. É preciso preservar a excelência sem comodismo, mobilizar nossa tradição para continuar avançando. A nossa história demonstra, com muito orgulho, que uma escola pública brasileira pode produzir conhecimento em administração de vanguarda, formar líderes de mais alto padrão internacional e, com isso, transformar organizações e histórias de vida. O COPPEAD que somos e queremos combina rigor e impacto, excelência, inclusão e uma formação muito próxima do nosso estudante, inserção internacional, visão cosmopolita e compromisso local com o Rio de Janeiro, o Brasil, a América Latina e, sobretudo, com a UFRJ, com o fortalecimento do sistema federal de ensino superior”, afirmou Raupp Vargas.
Assinatura do termo de posse da direção do COPPEAD | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)
Capacidade de gestão estratégica
De maneira contextualizada, Medronho destacou a importância do papel estratégico do COPPEAD em um momento cujas significativas transformações em diversas áreas têm imposto desafios cada vez mais complexos às empresas, às instituições e ao próprio país. Afinal, nas palavras do reitor, atualmente administrar significa muito mais do que gerir recursos:
“Hoje, administrar é compreender ambientes complexos, tomar decisões baseadas em evidências, antecipar transformações, incorporar novas tecnologias, desenvolver pessoas, construir organizações inovadoras e estabelecer relações que combinem competição, cooperação e responsabilidade social. Precisamos formar lideranças que compreendam os seguintes aspectos: eficiência e compromisso social não são antagônicos; crescimento econômico e redução das desigualdades devem caminhar juntos; inovação deve estar associada à geração de oportunidades, à sustentabilidade e à melhoria da qualidade de vida da população. Por fim, precisamos de ciência, de inovação, de conhecimento e de capacidade de gestão, ponto em que, especialmente, o COPPEAD exerce um papel estratégico. Parabéns à antiga e à nova diretoria! Seguiremos caminhando juntos!”.
Gestão de excelência no tripé universitário
Em sua fala, Cássia Turci reforçou a relevância de algumas qualidades úteis para a gestão universitária, entre elas a capacidade de escuta, a reflexão, o uso de uma comunicação não violenta e a promoção de decisões pautadas no bem-estar de todo o corpo social. Além disso, dada a sua relevância, a vice-reitora sugeriu que, juntamente ao tripé universitário, fossem considerados outros aspectos:
“A gestão é algo muito importante. Sempre que falamos sobre o tripé ensino, pesquisa e extensão, hoje também devemos incluir a inovação e a gestão de excelência. Precisamos destes pontos para avançar como universidade, na educação, na questão de um país mais justo e equânime. Não queremos formar apenas as pessoas com bom nível técnico, mas como cidadãos que possam ajudar a construir uma sociedade melhor. Tenho certeza de que, assim como a antiga gestão, a nova direção do COPPEAD trará uma contribuição diferenciada para o CCJE e para nossa Universidade como um todo. Parabéns e muito sucesso!”
Reitor da UFRJ, Roberto Medronho, com a coordenadora do Inova CCJE, Kelyane Silva, e o decano do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas, Flávio Alves Martins | Foto: Sonia Toledo (SGCOM/UFRJ)
O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, participaram na terça-feira, 18/8, da cerimônia de inauguração do Centro de Inovação do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) no Campus da Praia Vermelha. Dedicado ao empreendedorismo, à colaboração e ao fortalecimento de conexões de impacto entre estudantes, professores, pesquisadores, iniciativas acadêmicas e parceiros, o novo espaço apresenta-se como um aliado para impulsionar ainda mais o ecossistema de inovação da Universidade.
O local, que abriga um ponto focal da Incubadora de Negócios de Impacto Social e Ambiental da UFRJ, a Inyaga, e laboratórios, também tornou-se a nova casa do InovaCCJE. O hub de inovação foi criado em 2020 com o compromisso de promover e disseminar a gestão da política institucional de inovação do Centro. Além de contribuir com o intercâmbio entre a UFRJ e o setor produtivo, a referida iniciativa também propicia a aplicação do conhecimento acadêmico em soluções úteis para a sociedade.
Referência brasileira com motivação estudantil
Conforme explicou a coordenadora do Inova CCJE, professora Kelyane Silva, as áreas que compõem o Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas há muito cooperam para pensar em inovação, desenvolvimento, gestão, políticas públicas e empreendedorismo no país, mas a motivação para o empenho encontra-se dentro da própria Minerva:
“É difícil falar de construção de políticas de inovação no Brasil sem encontrar contribuições do corpo docente do CCJE. Desejamos que este espaço possa tornar essas competências mais visíveis, conectadas e acessíveis. Além disso, desejamos aproximar ainda mais nossas unidades acadêmicas, assim como o CCJE das empresas, do governo, da sociedade e de todo o ecossistema de inovação da UFRJ. Os destinatários de todo este nosso esforço são nossos alunos, pois sem eles a construção do espaço nada significaria. Afinal, nada na Universidade faz sentido se não contribuir para o sucesso deles. Este espaço ainda é um embrião, que está pronto para começar uma nova etapa, receber ideias, projetos, pessoas, parcerias e novas possibilidades!”
Ilustração: Inova CCJE
O decano do CCJE, Flávio Alves Martins, agradeceu o esforço da equipe responsável pelo novo empreendimento e não escondeu a satisfação do retorno que o espaço de inovação trará para a sociedade: “Para mim, é uma alegria e um orgulho inaugurar este espaço acolhedor, organizado e que transmite um olhar para o futuro. Quero parabenizar as professoras Kelyane Silva e Eliane Ribeiro, que estão à frente desse projeto, assim como toda a comissão do Inova CCJE. Trata-se de uma equipe integrada por estudantes, técnicos e docentes do nosso CCJE e que já trazem também bagagem de suas respectivas unidades. Tenho certeza que cresceremos muito com aquilo que iremos devolver para a sociedade em termos de pesquisa, de extensão, de ensino. Afinal, esta é a função pública da nossa UFRJ”.
Conhecimento transformador
Para Medronho, o Centro de Inovação, localizado no anexo do CCJE, transcende à estrutura administrativa, na medida em que pode contribuir significativamente na formação de uma verdadeira cultura de inovação na UFRJ: “Precisamos estimular a inovação e a criatividade do nosso corpo social, que é de excelência, assim como mostrar aos nossos estudantes que inovar não significa apenas criar uma empresa ou desenvolver uma tecnologia. Inovar também é encontrar novas respostas para velhos problemas da sociedade. A universidade pública deve produzir conhecimento de excelência e criar caminhos para que esse conhecimento transforme a vida das pessoas. Por isso, o Centro de Inovação do CCJE deve ser um espaço de encontro entre diferentes áreas do conhecimento, entre a Universidade e a sociedade, entre a UFRJ e o setor produtivo, entre boas ideias e a possibilidade concreta de serem realizadas. Afinal, inovar é acima de tudo transformar conhecimento em um futuro mais desenvolvido, democrático, sustentável, justo e mais solidário para todos”.
Marcelo Macedo Corrêa e Castro recebeu o título de professor emérito da UFRJ pelas mãos do reitor, Roberto Medronho | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) concedeu nessa segunda-feira, 17/8, o título de professor emérito ao docente titular aposentado da Faculdade de Educação (FE) e ex-decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) Marcelo Macedo Corrêa e Castro. Com mais de 44 anos de dedicação à Minerva, em atividades de ensino, pesquisa, extensão e gestão, sempre defendeu a educação, especialmente o ensino de Língua Portuguesa, Literatura Brasileira e da formação de professores, com destaque para a valorização do ensino público.
A cerimônia, que aconteceu no Salão Dourado do Palácio Universitário, no Campus Praia Vermelha, na Urca, marcou uma dupla comemoração. É que, oficialmente, o reconhecimento institucional da significativa trajetória acadêmica de Corrêa e Castro foi realizada na data de aniversário de 70 anos do docente. Além do homenageado, a mesa de honra, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, teve a seguinte composição: a diretora da FE, Ana Paula Abreu Moura; o decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), Vantuil Pereira; e a professora Marlene de Carvalho, oradora da solenidade.
“Educador é educador até o último suspiro, não se aposenta. O professor Marcelo formou gerações e gerações de cidadãos críticos e empáticos, que hoje também ajudam a formar gerações e gerações. Reforço aqui que quem faz a beleza e a pujança da Universidade são as pessoas. Fico muito feliz de hoje termos um professor emérito que, além de educador, é poeta. Hoje, o professor Marcelo Macedo Corrêa e Castro entra para o panteão de glória dos eméritos, grupo que mensalmente reúno para ouvir a sapiência, representando uma área de grande relevância”, destacou Medronho.
Mesa de honra da cerimônia de emerência: professora Marlene de Carvalho; professor Marcelo Macedo Corrêa e Castro; reitor Roberto Medronho; decano do CFCH, Vantuil Pereira; e diretora da FE, Ana Paula Abreu Moura | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
Um oráculo muito especial
Durante a solenidade, muitas contribuições do docente foram destacadas, entre elas: a relevante contribuição do professor no processo de reconstrução da Faculdade de Educação; o fortalecimento do diálogo com o Colégio de Aplicação (CAp); a intensificação da interlocução com as escolas públicas; a criação da Revista Contemporânea de Educação; e a articulação permanente da FE tanto com outras unidades da UFRJ quanto com as instituições externas.
Simbolizando o respeito à experiência e à relevância intelectual e institucional de Corrêa e Castro, Ana Paula Abreu Moura lembrou a forma carinhosa e brincalhona que, por vezes, os colegas da FE se referem ao homenageado no dia a dia: “Em caso de dúvidas, é só perguntar para o nosso oráculo”. Pereira, por sua vez, enfatizou as qualidades essenciais que identifica no professor: “Ocupa um lugar muito especial e próprio. Além de ser uma liderança fantástica, é uma figura humana excepcional, franco, sempre disponível para ouvir e aprender, afetuoso, acolhedor e generoso, mesmo na discordância”.
Emoção e reconhecimento durante cerimônia no Palácio Universitário | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
Educador para sempre
Durante seu discurso, repleto de emoção e agradecimentos aos familiares, amigos, colegas, ex-estudantes, e servidores técnicos-administrativos em Educação (TAEs), Marcelo Macedo Corrêa e Castro compartilhou um fato relacionado ao período que antecedeu sua aposentadoria e que o fez compreender que, na vida de um educador, não existe uma última aula:
“Em dezembro de 2023, minha última turma descobriu que iria me aposentar e organizou uma festinha para o último dia de aula, mas houve um contratempo que não foi possível realizar o planejado. Enquanto tentava lidar com o vazio e a frustração por ter sido privado de oferecer minha última aula à turma, recebi a seguinte mensagem de um estudante de pedagogia: ‘Gostei muito das aulas e de ter conhecido o senhor. Já estava me preparando para levar o bolo e o café para que você soubesse o quanto é querido, não só por mim, mas por toda a turma. Muito obrigado por todo o conhecimento compartilhado, conversas e conselhos em relação à monografia. Você conseguiu tornar um prazer acordar sexta-feira de manhã. Isso é um grande feito!’. A mensagem me ajudou a entender que, apesar das dificuldades vividas, valeu a pena acordar para o mundo naquela sexta-feira de manhã em 17 de agosto de 1956”, relatou o professor.
Homenageado acompanhado pela sua comissão de honra | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
Domo Geodésico Art Tech no dia da inauguração do espaço no Parque Tecnológico da UFRJ | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).
Até a inauguração, realizada na quarta-feira, 29/7, uma cúpula esférica de 300 metros quadrados, instalada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vinha provocando a curiosidade de quem passava pelo local. A partir dessa data, no entanto, o nome e a finalidade da estrutura arquitetônica sustentável, formada por uma rede de triângulos interconectados, foram oficializados: trata-se do Domo Geodésico Art Tech do Parque Tecnológico da UFRJ, ou simplesmente Geodésica, como vem sendo chamado. O novo espaço institucional na Cidade Universitária visa estimular a integração entre cultura, inovação, tecnologia e economia criativa.
Na formalização do início das atividades da Geodésica, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, integraram a mesa de abertura intitulada “Por que cultura, gastronomia e bem-estar impulsionam a inovação?”. Na ocasião, ainda estiveram presentes o diretor-executivo do Parque Tecnológico, Romildo Toledo; o vice-decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Carlos Augusto da Nóbrega, que também coordena a Política de Sustentabilidade e Educação Regenerativa (SER) da Universidade; e a coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura (FCC), Christine Ruta.
“Investir em cultura é investir na ciência, na tecnologia e na inovação. É investir no bem-estar e na integração do nosso corpo social. Fundamental para aprofundar o pensamento crítico, a cultura não é um complemento, é parte constituinte das ações da UFRJ. Ela acontece em vários lugares da nossa instituição, circula e pulsa na veia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Agora, a cultura também vai ocorrer de forma estruturada e absolutamente fantástica aqui na Geodésica”, afirmou Medronho.
Reitor da UFRJ, Roberto Medronho, na mesa de abertura de inauguração da Geodésica | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).
O gerente substituto do Departamento de Ambientes de Inovação e Empreendedorismo da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Maurício Alves Syrio, e a representante da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Renata Gobert, também participaram do momento inicial do evento. Na ocasião, Turci ainda destacou a promoção de outro aspecto significativo da iniciativa: “Para mim, a Geodésica também é um projeto de inovação social na nossa Universidade. É um espaço de integração onde todas as áreas podem coexistir de forma harmônica. Trata-se de um espaço simples e bonito que, sem necessidade de muitos recursos, possibilita trazer para cá pessoas de diferentes áreas de formação, permitindo explorar toda a nossa potencialidade”.
Vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci, considera novo espaço um projeto de inovação social | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).
Um espaço eclético
Com recursos da Finep, o Domo Geodésico Art Tech é mais um dos espaços entregues pelo Parque Tecnológico da UFRJ com vistas a incentivar a inovação, que é atividade fim do respectivo ecossistema. Além de eventos, a área foi concebida para receber experiências imersivas, apresentações culturais, atividades de inovação e iniciativas voltadas à economia criativa. Os móveis presentes no local são modulados, permitindo que sejam movimentados a fim de atender à criação de diferentes espaços para promover conexões tecnológicas, culturais e artísticas:
“Como o próprio nome criado pela nossa equipe indica, esse é o local que une a cultura e a arte com a tecnologia. Neste sentido, queremos que o Domo Geodésico Art Tech seja um espaço eclético e próprio para quem está trabalhando e, ao sair para almoçar, possa encontrar alguma atividade que o permita parar por uns 15 minutos, que seja, para ter algum prazer em assistir algo e, posteriormente, voltar para sua rotina profissional. Aqui também teremos mostras gastronômicas, ou seja, momentos de diversidade cultural através da comida. Além disso, entre outras atividades, exposições e mostras artísticas, como as que teremos hoje, também vão compor a nossa programação”, explicou Toledo.
Diretor-executivo do Parque Tecnológico da UFRJ, Romildo Toledo, na cerimônia de inauguração do novo espaço institucional | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).
Palco inaugurado e reconhecimento
As apresentações a que se referiu o diretor-executivo do Parque foram anunciadas pela professora do Departamento de Artes Corporais (DAC) da Escola de Educação Física e Desportos (EEFD) da UFRJ, Julia Franca. A docente é coordenadora do Comunidança, projeto de extensão dedicado à promoção da dança em suas múltiplas manifestações; e do Circundança, projeto de pesquisa que articula criação artística, formação técnica e investigação corporal a partir do diálogo entre dança, artes circenses e análises do movimento. As duas performances, que inauguraram o palco da Geodésica e encantaram o público, foram criadas e interpretadas por duas discentes dessas iniciativas: Mafe Tipys e Tainá Pimenta.
“Desejo que aqui possa ser um espaço que traga essa identidade, esses micromovimentos, que dão força para a cultura. É muito importante esse diálogo com a tecnologia e com a inovação para que o campo da arte possa, finalmente, ser dignamente reconhecido enquanto conhecimento”, enfatizou a responsável pelos projetos de dança.
Respectivamente, a professora do DAC, Julia Franca; e duas discentes dos projetos de dança da Universidade, Mafe Tipys e Tainá Pimenta | Fotos: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).
Programação crescente e diversa
De acordo com Danielle Páscoa, coordenadora de Environmental, Social and Governance (ESG, sigla em inglês que representa a sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa) do Parque Tecnológico da UFRJ, o planejamento é que, semanalmente, haja alguma atividade sendo realizada na Geodésica. Festival gastronômico, piquenique comunitário e empreendimento de funcionários serão algumas das atrações:
“A ideia é que este espaço seja um ponto de encontro, que de alguma forma seja uma faísca da inovação. A partir da próxima semana, às quartas-feiras, vamos começar a programação movimentando o corpo com um alongamento às 9h. Entre 10h e 12h, sempre teremos atração, seja ela de cultura, gastronômica ou de lazer. Na semana seguinte, teremos também um campeonato de jogos e, na outra, um bate-papo. De maneira crescente, preparem-se para vivenciar esse espaço o máximo possível!”.
Coordenadora de ESG do Parque Tecnológico, Danielle Páscoa, fala sobre programação no Domo Geodésico Art Tech | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).
Comunidade universitária durante o 1° Encontro Ouvidoria da Mulher e Coletivos Femininos Discentes da UFRJ | Foto: Renan Silva (Sintufrj)
Promover a reflexão e o debate sobre táticas de enfrentamento em casos de violência contra a mulher no ambiente universitário: Esse foi o intuito do 1° Encontro Ouvidoria da Mulher e Coletivos Femininos Discentes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizado na segunda-feira, 15/12, no Auditório Professor Manoel Maurício de Almeida Albuquerque, situado no Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), no campus Praia Vermelha. A iniciativa faz parte do programa Movendo Estruturas, desenvolvido pela Ouvidoria da Mulher e pela Ouvidoria-Geral da Universidade.
A mesa de abertura contou com a presença do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e da vice-reitora, Cássia Turci. Também participaram desse momento inicial, a pró-reitora de Graduação, Maria Fernanda Santos Quintela da Costa Nunes; a superintendente-geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (Sgaada), Denise Góes; o decano do CFCH, Vantuil Pereira; a ouvidora-geral, Katya Gualter; e a representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) Mário Prata e do Coletivo de Mulheres Carolina Maria de Jesus da Faculdade Nacional de Direito (FND), Leticia Maia.
Durante o encontro foi possível conhecer ações já instituídas pela Universidade no enfrentamento à problemática, assim como aprender a identificar e agir frente aos episódios de violência de gênero. Representantes do Comitê Gestor do Programa Federal de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio e à Discriminação do Ministério da Gestão e Inovação (MGI) também trouxeram contribuições importantes. Além disso, grupos de trabalho discutiram temáticas como encorajamento à denúncia, protocolos de acolhimento e práticas cotidianas de enfrentamento.
“Estamos atentas ao clamor da UFRJ para extinguir todas as formas de violência das quais as mulheres são alvo. Iniciamos essa ação pelos coletivos femininos de nossas estudantes por serem uma parcela vulnerável do conjunto de mulheres da nossa Universidade. Há uma possibilidade de aproximação pela escuta, pela busca por táticas de enfrentamento às violências que atingem as mulheres no ambiente institucional. Táticas entendidas como a arte do fazer dos mais fracos, conforme conceitua Michel de Certeau”, explicou a ouvidora da Mulher, Angela Brêtas, mediadora do evento.
Paz sem voz, é medo!
Para Medronho, não é possível haver excelência acadêmica onde há silenciamento, medo e violência nas suas diferentes formas:
“Estou me referindo a todos os tipos de violência, seja ela física, psicológica, sexual, moral, institucional ou expressa em discriminações e desigualdades que se repetem e são naturalizadas. A Ouvidoria da Mulher existe para ser a porta de entrada e de confiança, um lugar onde a palavra encontra acolhimento, a dor não é tratada como exagero, nem como uma questão menor. Trata-se de uma estrutura de garantia de direitos dentro da UFRJ, que atua em quatro dimensões: acolhimento qualificado; encaminhamento e articulação; prevenção e formação; memória institucional e transparência responsável. Que saiamos deste encontro com encaminhamentos concretos, pois esta é a melhor homenagem que podemos fazer a quem sofreu ou sofre violência”.
Reitor da UFRJ defende combate a todas as formas de violência e silenciamento | Foto: Renan Silva (Sintufrj)
A representante da Associação dos Pós-Graduandos (APG) da UFRJ, Julia Garcia, fez uma alerta: “O assédio moral na pós-graduação tem afetado muito a saúde mental dos estudantes de modo geral. Mas o marcador de gênero agrava ainda mais a situação das mulheres”. Por sua vez, a discente que representou o DCE lançou um questionamento direto: “Como fazer a UFRJ ser um lugar melhor e mais acolhedor para as mulheres?”
Cássia Turci compartilhou o que considera fundamental para a construção de uma universidade livre de violência e assédio: “Para mudar este cenário, precisamos discutir o tema sem medo. Não podemos nos calar nunca! É por meio do diálogo franco que as questões emergem. A maioria dos assédios acontece dentro das universidades, principalmente aqueles velados. Isso é muito grave e tem provocado muito adoecimento mental. A universidade deve ser um lugar onde as pessoas se sintam bem”.
Ao falar sobre a participação das mulheres na Administração Central da UFRJ, a chefe de Gabinete da Reitoria lembrou um episódio vivenciado, no passado, como diretora da Escola de Química. Fabiana Fonseca narrou que, certa vez, um docente entrou de maneira abrupta e desrespeitosa na sala destinada à gestão, que era ocupada por mulheres, para questionar uma norma institucional:
“O professor não teve pudor algum em agir desta forma e questionar o motivo pelo qual eu utilizava uma vaga no estacionamento, tradicionalmente reservada para quem ocupava o cargo na direção da unidade. Duvido, se no meu lugar estivesse um homem, que ele teria tido esse tipo de atitude. Mas ainda bem que a UFRJ está caminhando, de modo irreversível, para um perfil cada vez mais diverso. Atualmente, 13 mulheres maravilhosas e competentes integram a equipe desta gestão”, disse, orgulhosa.
A Universidade Federal do Rio de Janeiro está em festa pelos 80 anos do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), considerado um dos mais importantes centros de pesquisa, formação acadêmica e impacto social do país. A cerimônia de celebração foi realizada na tarde de sexta-feira, 12/12, no Salão Nobre do Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da UFRJ, em Botafogo, Zona Sul do Rio. O reitor da Universidade, Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, integraram a mesa de honra do evento, que também foi composta pela vice-decana do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Lina Zingali. O IBCCF, por sua vez, foi representado pelo diretor, Kildare Rocha de Miranda, e pela vice-diretora, Adriane Regina Todeschini.
A programação, que uniu ciência, história e cultura, se estendeu até a noite. Foram várias atividades: apresentações sobre as contribuições científicas e os programas temáticos do instituto; lançamento do documentário “Curare – quando a ciência encontra a vida”, dirigido por Daniel dos Anjos; conferência do professor da University of Québec,Tiago H. Falk, com o tema “Rumo à saúde 5.0: o papel (e os riscos) da inteligência artificial”; apresentação musical de chorinho; exposição “25 anos do Espaço Memorial Carlos Chagas Filho (EMCCF)”. Além disso, não faltou reconhecimento para aquele que lançou as bases da octogenária instituição, com a criação de um núcleo estável de pesquisa experimental:
“É impossível falarmos do Instituto de Biofísica sem primeiramente reconhecermos todo o legado de Carlos Chagas Filho, egresso da Faculdade de Medicina, professor emérito e uma pessoa que tem seu nome colocado no nosso IBCCF. Tenho muita honra e gratidão por ter sido aluno dele. Nesta celebração, também temos que pensar no futuro, já que o Instituto de Biofísica exerce um papel estratégico ao atuar nesse território onde se investiga o que sustenta e também o que termina a vida. Temos inúmeros exemplos de grandes contribuições feitas por integrantes do instituto para a ciência, a tecnologia e a formação de estudantes. Neste sentido, como reitor da UFRJ, reafirmo nosso compromisso em defender a ciência com transparência, seus estudos, laboratórios, bibliotecas, equipes técnicas e estudantes”, afirmou Medronho no evento.
Reitor da UFRJ, Roberto Medronho, durante programação comemorativa do IBCC | Foto: Sonia Toledo
Fundado em 17 de dezembro de 1945 pelo cientista Carlos Chagas Filho, ao longo das décadas, o IBCCF tornou-se responsável por significativas contribuições em áreas como biofísica, bioquímica, fisiologia e biotecnologia. A respeito da trajetória do instituto, que é referência nacional e internacional em pesquisa interdisciplinar, Turci, não economizou nos elogios:
“Sempre que as pessoas pensam no IBCCF, logo associam à excelência. Não só no ensino, na pesquisa e na extensão, mas também na inovação. Que essa unidade continue sendo cada vez mais forte, fortalecendo a nossa Universidade e contribuindo com a formação de cidadãos conscientes do que precisamos fazer para que o nosso país seja ainda melhor, mais humano e mais justo!”.