Reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destaca que parcerias estão focadas na cooperação | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)
“A Universidade Federal do Rio de Janeiro está alinhada com a criação de um mundo multipolar”. Essa afirmação foi feita nesta segunda-feira, 8/12, pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, durante o Brazil–China Science and Technology Innovation Forum, realizado no auditório do Centro de Convenções do Centro de Pesquisas, Desenvolvimento e Inovação Leopoldo Américo Miguez de Mello (Cenpes), na Cidade Universitária. Na ocasião, a Minerva também foi representada pela diretora de Tecnologia e Inovação do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (Coppe), Marysilvia da Costa.
O evento, que reúne executivos, pesquisadores e representantes do segmento, reforça a colaboração e as conexões estratégicas entre a UFRJ, por meio da Coppe; a Petrobras; a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC), empresa petrolífera chinesa; e a China University of Petroleum (CUP). Entre as temáticas abordadas na programação, destacam-se apresentações sobre o futuro da energia e a utilização de inteligência artificial no setor.
Diretora de Tecnologia e Inovação da Coppe, Marysilvia da Costa, no Brazil–China Science and Technology Innovation Forum
Durante seu discurso, Medronho frisou a ampla colaboração existente entre as instituições de ensino de ambos os países do Sul Global, citando ainda a criação do Instituto de Engenheiros de Alto Desempenho, fruto de uma parceria entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o da China, Xi Jinping. Além disso, em sua fala, também houve destaque à consolidada relação da UFRJ com a Petrobras:
“É com muita honra que nós, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, através da parceria com a Petrobras, com as universidades e com as empresas chinesas, estamos buscando avançar não apenas nas questões de prospecção de óleo e gás, mas, principalmente, no que se refere à sustentabilidade, à transição energética e aos novos combustíveis. Hoje temos grandes desafios na área de engenharia e sustentabilidade, mas, sem dúvida, o Brasil e a China podem dar lições não só para os países dos BRICS, mas para todo o mundo. Não queremos mais parcerias em que haja uma dominação, ao contrário, queremos cooperação. É por meio do respeito à diversidade, às especificidades de cada povo, cultura e história, que conseguiremos construir um mundo melhor, mais fraterno, mais justo e mais sustentável”, enfatizou o reitor da UFRJ, que também integra o Conselho Econômico de Desenvolvimento Social e Sustentável do Governo Federal.
Roberto Medronho e LI Luming durante reunião na Reitoria da UFRJ | Foto: Sonia Toledo
Na última sexta-feira, 5/12, o gabinete da Reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro sediou o encontro entre os responsáveis pela administração central de duas expressivas instituições de ensino do Sul Global: Roberto Medronho, da UFRJ; e LI Luming, da Universidade de Tsinghua, considerada a 12ª melhor do mundo. Além dos dois reitores, a reunião também contou com a presença de uma delegação chinesa; do superintendente-geral de relações internacionais da UFRJ, Papa Matar Ndiaye; e da representante do Centro China Brasil, Rejane Rocha.
A ocasião foi mais uma oportunidade para estreitar a cooperação relacionada às atividades de ensino, pesquisa e inovação entre as respectivas universidades. O entrosamento, em consonância com as diretrizes do Governo Federal em fortalecer os laços com os integrantes dos BRICS, vem sendo construído de modo bilateral, por meio de viagens e do reconhecimento das potencialidades locais e culturais.
Delegação da Universidade de Tsinghua com representantes da UFRJ | Foto: Sonia Toledo
Durante sua fala, Medronho lembrou a recente visita feita pelo presidente da China, Xi Jinping, ao Brasil, e o fato de o Conselho Universitário (Consuni) da UFRJ ter decidido conceder o título de Doutor Honoris Causa ao dirigente chinês. A experiência de ter integrado a comitiva presidencial, quando Luiz Inácio Lula da Silva esteve no país asiático, também foi citada:
“Depois que assumi a Reitoria em julho de 2023, realizei algumas visitas à China. Fiquei encantado com o país, não apenas pela sua cultura milenar, mas pelo seu grau de desenvolvimento social e econômico, que é uma lição para todo o mundo. Precisamos criar um mundo multipolar em que a cooperação seja a linha mestra para as transformações sociais. Precisamos aprofundar e já trabalhar para fazer os acordos específicos. Acredito que esta relação e este estreitamento ainda maior das nossas duas universidades contribuirão muito para o desenvolvimento social e econômico dos nossos países e para a construção de um mundo mais sustentável”, afirmou.
Mesa de abertura do VIII Encontro Nacional do FORCULT, no Palácio Universitário, na Praia Vermelha | Foto: Aní Coutinho (SGCOM/UFRJ)
Teve início na segunda-feira, 1º/12, o VIII Encontro Nacional do Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras (Forcult). Desta vez, o anfitrião do evento, que vai até o dia 5/12, é o Fórum de Ciência e Cultura (FCC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Servidores, discentes, agentes culturais, pesquisadores e terceirizados, que atuam na gestão cultural universitária do país, podem participar da programação híbrida, que inclui mesas temáticas, reuniões de grupos de trabalho e apresentação de relatos de experiências.
Na mesa de abertura, realizada no Auditório Pedro Calmon, situado no Palácio Universitário, no campus Praia Vermelha, a UFRJ foi representada pelo reitor, Roberto Medronho, a vice-reitora, Cássia Turci, e a coordenadora do FCC, Christine Ruta. Na ocasião, também estiveram presentes o presidente do Forcult e pró-reitor de Cultura da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Fernando Mencarelli; e as secretárias do Ministério da Cultura (MinC) Roberta Martins, de Articulação Federativa e Comitês de Cultura, e Márcia Rollemberg, de Cidadania e Diversidade Cultural:
“Falar em cultura é tratar de identidade nacional. Temos uma sociedade fantasticamente diversa com as contribuições de vários povos: indígenas, negros e os de matrizes europeias. A cultura costura todas essas diferenças e nos dá sentido de pertencimento. Essa é nossa grande fortaleza! No entanto, também temos uma realidade social profundamente desigual. Precisamos combater o apagamento de memórias e de manifestações culturais, que, durante muito tempo, foram negligenciadas. Temos que valorizar e integrar a cultura e a criatividade vindas das favelas e periferias. É necessário fortalecer a relação entre cultura, educação e cidadania. Sem cultura não há democracia, nem direitos humanos”, enfatizou Medronho.
Foto: Aní Coutinho (SGCOM/UFRJ)
Durante sua fala, Christine Ruta questionou que tipo de Brasil se deseja projetar com o poder simbólico da cultura. A resposta da coordenadora do FCC veio na colocação feita na sequência: “Nossas línguas, festas, tradições, religiões, museus, terreiros, quilombos e aldeias compõem um patrimônio vivo, que ninguém pode importar ou copiar. Quando o Estado brasileiro investe em cultura, protege fronteiras simbólicas, fortalece a democracia e garante a autonomia de pensamento, especialmente num país que já viveu a censura. Não há soberania cultural se as vozes que fundaram este país seguem silenciadas. As culturas afro-brasileiras e indígenas não são recortes, são pilares da nossa formação. Fortalecer políticas de cultura é enfrentar o racismo estrutural e o colonialismo interno, garantir recursos, espaços, formação e poder de decisão para artistas, mestres, griôs, lideranças indígenas e negras em todo o nosso território”.
Ao referir-se à programação do evento, Cássia Turci chamou a atenção para o caráter abrangente das atividades ofertadas ao longo do encontro, que amplia o tradicional entendimento a respeito da área cultural: “Quando consultamos esse conjunto de atividades, percebemos, na prática, que a cultura e a arte podem estar presentes em todas as áreas do conhecimento. Há, inclusive, uma temática relacionada à cultura e à crise climática”. Para quem quiser conferir, na íntegra, a programação do VIII Encontro Nacional do Forcult, basta acessar o link: https://www.even3.com.br/8-forcult-nacional-635621/.
Sobre o Forcult
Entidade de natureza propositiva e consultiva, o Fórum de Gestão Cultural das Instituições Públicas de Ensino Superior Brasileiras, composto por representações regionais e nacional, promove encontros anuais. A intenção é construir possíveis caminhos para uma gestão cultural universitária orientada pelo reconhecimento do papel cultural das Ipes e da transversalidade da cultura nas ações de ensino, pesquisa e extensão, assim como nos diversos campos de conhecimento.
Principal rede nacional voltada à gestão cultural nas Ipes, o Fórum é um espaço de construção coletiva onde, além de discutir políticas culturais, há o compartilhamento de experiências, o fortalecimento dos vínculos institucionais e a ampliação da capacidade de atuação dos envolvidos — gestores, pesquisadores, estudantes, servidores técnico-administrativos em educação (TAEs), docentes e representantes governamentais.
Reitor, Roberto Medronho, e vice-reitora, Cássia Turci, na entrega do título de professora emérita à Beatriz Vieira de Resende | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
Beatriz Vieira de Resende é a mais recente professora emérita da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Titular da Faculdade de Letras (FL), a docente teve o título outorgado na sessão solene doConselho Universitário (Consuni) da UFRJ, realizada na tarde desta terça, 25/11, no Salão Nobre da Faculdade Nacional de Direito (FND), no Centro do Rio. A homenageada, especialista no autor Lima Barreto, também já ministrou aulas de artes cênicas e ocupou cargos na gestão institucional, quando foi coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura e esteve na direção da Editora UFRJ.
Na mesa da cerimônia, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, também estavam a vice-reitora, Cássia Turci; o decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Afrânio Barbosa; a diretora da Faculdade de Letras, Sonia Cristina Reis; e o professor emérito Eduardo Coutinho, integrante da comissão de honra, responsável pelo discurso de saudação à docente. Com uma biografia marcada pela paixão pelos livros, pela defesa da democracia e por um apreço especial pela educação pública, o que não faltou foi o reconhecimento de sua relevante trajetória por parte da Administração Central da UFRJ:
“A professora Beatriz tem sua história ligada à faculdade pública. Ela é bacharel e licenciada em Português e Literaturas pela UFRJ, mestre em Teoria da Literatura e doutora em Letras também pela Universidade, além de ter realizado estágio de pós-doutorado no Museu Nacional da UFRJ. Enfim, ela é cria da casa, filha da Minerva, que está em seu DNA. Parabéns, professora Beatriz Resende, muito bem-vinda a este panteão de glória!”, enfatizou Medronho.
Cássia Turci, por sua vez, destacou que ficou maravilhada com a escolha da homenageada em compor sua comissão de honra com integrantes que ilustram a representatividade do corpo social da Universidade, ou seja, técnicos administrativos em educação, docentes e alunos: “A professora Beatriz espelha o que temos de mais precioso na UFRJ: o capital humano. Ela mostra em sua trajetória não só sua competência técnica, mas algo muito maior, ao juntar a questão da arte, da literatura e a preocupação social. Que sorte a centenária Minerva ter professores eméritos como nossa homenageada!”, elogiou.
Integrantes da mesa e da comissão de honra da professora Beatriz Resende durante a sessão solene do Consuni | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
Além dos colegas, Beatriz Vieira fez questão de frisar, com gratidão, a contribuição recebida de familiares, amigos e mestres, fundamentais para a construção de seu legado e de sua postura. Dentre outros, a docente lembrou o papel do ex-diretor da Faculdade de Letras e ex-ministro da Educação, Eduardo Portella; da amiga e docente Heloísa Buarque de Hollanda (depois, Teixeira); e do ex-reitor da UFRJ Aloísio Teixeira, ao longo de sua formação. Lima Barreto e as Letras também receberam homenagem literária da nova emérita que, durante sua fala, alertou que as artes, assim como as ciências, precisam de autonomia para existir:
“Há uma crônica de Lima Barreto, desse autor negro que sempre me comove, que diz o seguinte: ‘Queimei os meus navios, deixei tudo por essa coisa de Letras. Abandonei todos os caminhos por esse das Letras; e o fiz conscientemente, superiormente, sem nada de mais forte que me desviasse de qualquer outra ambição’. O curso de Letras me deu tudo o que desejava”, falou emocionada.
Familiares, amigos e corpo social da UFRJ aplaudem significativa trajetória da nova emérita da Universidade | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
Mesa de honra da cerimônia de celebração dos 72 anos do IPPMG | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)
Nesta quinta-feira, 06/11, foi dia de celebrar os 72 anos de uma das cinco unidades do Complexo Hospitalar da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CH/UFRJ): o Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira, referência no atendimento à saúde infantil e formação de pediatras no país. Na cerimônia, realizada no Anfiteatro Nobre do IPPMG, na Cidade Universitária, foi possível conhecer alguns dos desafios, transformações e conquistas que marcaram estas sete décadas de existência. O hospital foi criado pelo médico Martagão Gesteira com apoio de Getúlio Vargas com o propósito de colocar o cuidado com a criança como prioridade.
Para comemorar essa trajetória, além do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, integraram a mesa de honra: o decano do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Luiz Eurico Nasciutti; o superintendente-geral do Complexo Hospitalar da UFRJ/Ebserh, Amâncio Paulino Carvalho; o superintendente executivo, Giuseppe Mario Carmine Pastura, e a gerente de atenção à saúde, Márcia Cristina Pereira de Oliveira Bomfim, ambos do IPPMG; e a chefe do Departamento de Pediatria da Faculdade de Medicina, Flavia Nardes.
“Gostaria de destacar a importância do IPPMG para a saúde deste país, especialmente na formação de pessoas para os desafios da pediatria em todas as áreas. Nestes 72 anos de história, o Instituto teve muitas conquistas: assistência de excelência a todos os pacientes, complexidade em reunir quase todas as especialidades e subespecialidades do Rio de Janeiro, entre outras. Além disso, passaram por aqui grandes nomes. Todas as pessoas que frequentaram, assistiram aulas, atenderam pacientes, pesquisaram e fizeram descobertas maravilhosas fazem parte desta história. O IPPMG faz parte da minha história”, frisou Medronho, que cursou um ano de Pediatria no Instituto, movido pelo sonho de reduzir a mortalidade infantil.
Superintendente executivo do IPPMG, Giuseppe Pastura, destaca oferta de saúde de qualidade como forma de diminuir desigualdade| Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)
O sonho do reitor também é compartilhado por muitos que atuam no dia a dia do Instituto de Puericultura e Pediatria Martagão Gesteira. Entre os hospitais universitários do estado, é no IPPMG que funciona a única emergência pediátrica aberta 24 horas por dia, durante os sete dias da semana: “Aqui dentro, lembramos todos os dias que, segundo os dados do Unicef, o Brasil já tem 28 milhões de crianças adolescentes na pobreza, 30% de crianças não alfabetizadas, 38% sem saneamento, 11% sem acesso à moradia e 36% com insegurança alimentar. E qual é o nosso papel aqui? A gente pode diminuir a desigualdade oferecendo saúde de qualidade para essas crianças”, enfatizou Giuseppe Pastura.
Contemplados na 2ª edição do Prêmio Luiz Afonso Henriques Mariz no Anfiteatro Nobre do IPPMG | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)Apresentação do Sôdade Brasilis, grupo de choro da Escola de Música da UFRJ, na abertura do evento comemorativo | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)
Durante a cerimônia, também foi entregue a 2ª edição do Prêmio Luiz Afonso Henriques Mariz aos profissionais que tiveram destaque na pediatria, no ensino, na pesquisa e na extensão do IPPMG. A honraria leva o nome do professor da Faculdade de Medicina que dedicou 49 anos ao hospital e cuja contribuição foi fundamental para a construção do nível de excelência conquistado pelo instituto. A celebração contou ainda com a apresentação do grupo de choro da Escola de Música da UFRJ, o Sôdade Brasilis.
Centenário do DDIP/UFRJ é celebrado com selo e programação em três dias | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)
A Minerva está em festa pela celebração dos 100 anos de existência da disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DIP) da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Para marcar o centenário, foi criado, inclusive, um selo oficial, feito pela estudante Lara Mota Vieira Souza, vencedora do concurso promovido para este fim. Apesar de estar em período de férias, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, fez questão de participar do workshop de abertura das comemorações, realizado na quinta-feira, 9/10, no Auditório Halley Pacheco, situado no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), na Cidade Universitária.
Também estiveram presentes na solenidade de abertura o superintendente-geral do Complexo Hospitalar da UFRJ, Amâncio Carvalho; o diretor da Faculdade de Medicina, Alberto Schanaider; e o chefe e a coordenadora de Graduação do Departamento de Doenças Infecciosas e Parasitárias (DDIP), Mariano Zalis e Simone Nouér. Atuante na área de Saúde Pública, com ênfase em Epidemiologia, Medronho, que é professor titular do DDIP da Universidade, expressou o significado da rememoração desse marco, articulando com a vivência de quem também já esteve por quase uma década na direção da Faculdade de Medicina da UFRJ.
“Em 2025, quando a Faculdade de Medicina faz 217 anos, a disciplina de Doenças Infecciosas e Parasitárias da UFRJ alcança seu centenário. Trata-se de uma disciplina que foi dirigida por Carlos Chagas, um dos cientistas mais notáveis do Brasil e do mundo, responsável pelo feito de descrever a Doença de Chagas em todos os seus aspectos, desde os parasitários até os determinantes sociais envolvidos no processo saúde-doença. Com essa breve contextualização, fica evidente o quanto a celebração deste momento tão especial para a ciência, a tecnologia e a inovação do nosso país é motivo de muito orgulho e alegria para a Universidade Federal do Rio de Janeiro”, destaca Medronho, que foi um dos professores contemplados com a medalha comemorativa do centenário.
Professores do departamento recebem medalha comemorativa pelos 100 anos | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ) Medronho relembra a relevância de Carlos Chagas para a ciência brasileira e mundial na abertura das comemorações | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)
O pesquisador Carlos Chagas inaugurou a primeira cadeira de Moléstias Tropicais na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, que deu origem ao atual DDIP. De acordo com Simone Nouér, a posse do sanitarista, em 1925, como professor titular, constituiu-se o marco inicial da disciplina. “Desde então, a disciplina se expandiu para um serviço de assistência nos hospitais, pesquisa com o programa de pós-graduação e um departamento dentro da Faculdade de Medicina”, explica a professora.
Amâncio Carvalho fez questão de destacar o papel do corpo discente na construção dos próximos passos, que o departamento irá traçar daqui por diante: “Hoje, além desse passado tão importante, relatado pelos que trouxeram as histórias relacionadas à trajetória do DDIP, lançamos também as bases para os próximos 100 anos. Temos a perspectiva de atuar no campo da internacionalização. Esperamos poder avançar, olhando para o futuro, voltados para os problemas que surgem, para as doenças emergentes e reemergentes. Para isso, contamos com nossos estudantes, muitos aqui presentes, que venham a se interessar pela área infectocontagiosa”, afirma.
Plateia atenta no workshop realizado no Hospital Universitário Clementino Fraga Filho | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)
Mesa de abertura do I Seminário Humanas, Ciências! no Ifcs | Foto: Ana Marina Coutinho (SGCOM/UFRJ)
Quais os motivos pelos quais as Ciências Humanas enfrentam tantas dificuldades no fomento à pesquisa? Por que determinados saberes são tradicionalmente priorizados em detrimento de outros, muitos oriundos de culturas africanas e indígenas, por exemplo? Essas são algumas das reflexões que estão em pauta no I Seminário Humanas, Ciências!, realizado entre os dias 15 e 17/9, no Instituto de Filosofia e Ciências Humanas (Ifcs) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O evento, organizado pelos professores Rachel Aguiar e Fernando Santoro, é resultado de um projeto de cooperação interdisciplinar, que reúne programas de pesquisa e cursos de graduação e pós-graduação do Centro Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH). Logo de início, o seminário já deu mostras de que todos os saberes são bem-vindos no fortalecimento da relação entre ciência, tecnologia e sociedade.
A própria mesa de abertura expressou a diversidade das várias áreas do conhecimento convidadas para o debate. Além do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, que é médico, mestre e doutor em Saúde Pública, também estiveram presentes o decano do Centro de Tecnologia (CT), Walter Suemitsu; a representante da Decania do Centro de Ciências da Saúde Maria da Soledade; o decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Afranio Gonçalves Barbosa; o decano do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), Cabral Lima; o decano do Centro de Filosofia e Ciência Humanas (CFCH), Vantuil Pereira; a coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura (FCC), Christine Ruta; a diretora do Núcleo de Estudos de Políticas Públicas em Direitos Humanos (Nepp-DH), Ana Claudia Tavares; o representante do Complexo Hospitalar da UFRJ, babalorixá e professor Ivanir dos Santos; e a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise Pires de Carvalho.
Representantes de diversas áreas do conhecimento integrados no debate para valorização e diálogo das Ciências Humanas | Foto: Ana Marina Coutinho (SGCOM/UFRJ)
A intenção do seminário é promover a troca de experiências, o compartilhamento de pesquisas e a integração de saberes entre os centros da Universidade. Muito mais que um evento pontual, pretende-se que a iniciativa seja um movimento permanente de valorização da ciência e da área das humanidades. Para Medronho, a democratização da ciência é um aspecto fundamental e deve ser firmada em via dupla, inclusive, simbolicamente:
“Na UFRJ temos uma ponte do saber e isso só reforça que precisamos estar junto com a comunidade, ouvindo respeitosamente e mudando nossos conceitos a partir dos conhecimentos, que são produzidos no dia a dia, que estão nos saberes ancestrais, muitos passados através de história oral. Como nesses anos todos a ciência não se debruçou sobre essas questões? Temos que romper com essa visão colonizadora. Somos a vanguarda junto com a população para esse novo paradigma que tem que ser criado. Além disso, precisamos ter um foco na justiça social e na justiça cognitiva, que reconhece e valoriza a diversidade dos saberes e dos diferentes conhecimentos produzidos neste país”, finaliza o reitor.
Lembrando que, além de mesas temáticas e apresentação de trabalhos, a 5ª Mostra do Filme Marginal, que difunde produções audiovisuais independentes que trazem à cena personagens e temáticas socialmente marginalizadas, também integra a programação do I Seminário Humanas, Ciências!. Todas as atividades do evento podem ser consultadas por meio do link : https://www.instagram.com/humanascienciasemi/p/DOjAQ0gjiFU/?img_index=4 .
Abertura do Primeiro Simpósio de Sustentabilidade e Educação Regenerativa da UFRJ na Cidade Universitária | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
Teve início nessa terça-feira, 2/9, o 1º Simpósio de Sustentabilidade e Educação Regenerativa (SER) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Auditório CGTEC-CT2, na Cidade Universitária. Durante os dois dias de evento, especialistas, pesquisadores, gestores e estudantes estarão reunidos em prol da construção coletiva de uma Universidade mais sustentável, ética e regenerativa. Na programação, palestras inclusivas, mesas temáticas, intervenções artísticas, momentos de trocas de experiências e propostas. A mesa de abertura, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, foi composta pelo coordenador-geral do SER, Francisco Esteves, e pela coordenadora do encontro, Jussara Miranda.
Antes do anúncio do corpo solene, houve a apresentação do Grupo de Pesquisa Partitura Encenada, vinculado ao Programa de Ensino, Pesquisa e Extensão em Dança da Universidade. Após os aplausos da performance, vieram os agradecimentos pelo apoio recebido por meio do corpo social, técnico e da administração central. Colaboração que, de acordo com Esteves, tem sido fundamental para que a coordenação e a equipe do SER articulem, junto à comunidade universitária, o início de uma frutífera jornada:
“Agradecido, lembro que uma das primeiras ações do reitor, após tomar posse, foi montar um grupo de trabalho heterogêneo e interdisciplinar de sustentabilidade, com integrantes de todos os centros. Posteriormente, tivemos que reduzir o GT, mas seguimos conversando com os centros e órgãos administrativos, fazendo apresentações mais detalhadas e também o levantamento de ações e projetos que já existiam, porém de forma isolada. O que faltava era uma política para integrar essas iniciativas que surgiam na Universidade. E assim, trabalhando bastante, conseguimos conjuntamente construir uma política robusta para a UFRJ, que tem a educação como eixo da sustentabilidade. Esse é o nosso diferencial”, frisou o coordenador-geral do SER.
Coordenador-geral, Francisco Esteves, relata processo colaborativo de constituição do SER | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
Um diferencial robusto
Robustez e diferencial que fizeram com que o Conselho Universitário (Consuni) aprovasse, por unanimidade, a referida política, denominada como SER/UFRJ, na sessão do dia 12/12/2024. O acrônimo para sustentabilidade e educação regenerativa nomeia, ao mesmo tempo, a coordenação e a política de sustentabilidade institucional, cujos conceitos, princípios e diretrizes, por meio de valores e práticas, progressivamente estão sendo integrados às atividades de ensino, pesquisa, extensão, inovação, gestão, governança, planejamento e gerenciamento de projetos e obras na UFRJ:
“Convidamos todos à reflexão sobre esse par: sustentabilidade e educação regenerativa. Aquela educação, que passa para além da sustentabilidade, que é holística, ecossistêmica, que fala de todas as espécies em equilíbrio e daquilo que é necessário restaurar. É uma educação em que a gente precisa ser também pioneira na UFRJ. Não vamos conseguir caminhar na sustentabilidade sem uma educação regenerativa, sem uma educação que seja abrangente a todas as fases. Neste simpósio, temos palestras que, por exemplo, abordam a sustentabilidade, a importância da ambientalização curricular. Como nós vamos inserir essa discussão nos currículos das nossas disciplinas de graduação e de pós-graduação? Quais são as estratégias com que a UFRJ vai contribuir para o enfrentamento dos desastres ambientais?”, questionou Jussara Miranda.
Jussara Miranda ressalta importância da educação regenerativa para sustentabilidade | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
Educação como estratégia
Para Medronho, o enfrentamento dos impactos ambientais, econômicos e sociais decorrentes das mudanças climáticas se faz por meio das mudanças nos hábitos de vida dos cidadãos e das sociedades. Neste quesito, sem dúvida, a UFRJ tem muito com o que colaborar:
“É fundamental educar, já que a educação é o motor principal para o progresso. Nelson Mandela já tinha dito que a educação é a mais poderosa arma para mudar o mundo. Ao criar uma política moderna de sustentabilidade e educação regenerativa, a UFRJ, mais uma vez, se torna protagonista de uma importante ação de grande alcance científico e social. Através de propostas concretas e objetivas, que estão sendo discutidas e implementadas no âmbito da Coordenação, não há dúvidas de que elas resultarão em maior sustentabilidade, inclusive financeira, para nossa Universidade. Uma política de sustentabilidade com foco em educação regenerativa hoje significa reconciliar sociedade e natureza, garantindo que cada geração aprenda não só a mitigar os impactos, mas a recriar condições para que a vida floresça cada vez mais e melhor na nossa sociedade”, finaliza o reitor.
Reitor Roberto Medronho destaca protagonismo da UFRJ com o SER | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
Escola de Química da UFRJ celebra 92 anos de existência na cerimônia de abertura oficial da SEQ
“Uma alegria estar comemorando os 92 anos de nossa jovem senhora”. Foi dessa maneira que a diretora em exercício, Andréa Salgado, referiu-se carinhosamente à Escola de Química (EQ) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), durante a cerimônia de celebração, realizada nesta segunda-feira, 25/8, na Cidade Universitária. A solenidade, que abriu oficialmente a Semana da Escola de Química (SEQ) 2025, ocorreu no auditório da EQ, situado no Centro de Tecnologia (CT). Também foram prestadas algumas homenagens àqueles que marcaram a construção dessa história, como ex-alunos, professores e estudantes.
A mesa, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, foi composta pela vice-reitora, Cássia Turci; pela representante da Decania do CT, Elaine Vazquez; pela diretora licenciada da Escola de Química e chefe de gabinete da Reitoria da UFRJ, Fabiana Fonseca; pela diretora em exercício da Escola de Química, Andréa Salgado; pela presidente da Comissão Organizadora da Semana da EQ, Carla Camargo; e pelo representante do Diretório Acadêmico da EQ, Kauã Fagundes. Em seus depoimentos, os convidados de honra ratificaram a jovialidade da nonagenária instituição, destacando ações inovadoras e de relevância significativa nas áreas de ensino, pesquisa e extensão.
Encontro de gerações
O depoimento do representante do Diretório Acadêmico sintetizou o significado da Semana da Escola de Química (SEQ) 2025, que vai até sexta-feira, 29/8, com uma programação acadêmica, cultural e esportiva variada. Estudante do curso de Engenharia Química na EQ, Fagundes ajudou na divulgação, na criação da identidade visual e na organização desta edição, que tem como lema Ciência, Pertencimento e Inclusão:
“A escolha dessas palavras foi para traduzir não apenas o que fazemos, mas quem somos, valores que estão no nosso dia a dia, na comunidade acadêmica e que dão sentido ao que construímos juntos. Nesse processo, tive a oportunidade de conhecer de perto os professores, a direção, a coordenação e, principalmente, de levar as vozes e demandas dos alunos para esses espaços. Descobri também que a SEQ é um ponto de encontro de gerações: aquelas que constroem a EQ há décadas e nós, que hoje damos continuidade. Ver de dentro a construção de algo tão grande muda a forma como a gente enxerga a nossa própria história aqui na Universidade”, compartilha.
Representante do Diretório Acadêmico, Kauã Fagundes, participa da abertura da SEQ 2025 | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
Formação e pertencimento
Para além da ótima formação técnica oferecida aos discentes, o reitor da UFRJ afirmou que ficou impactado com a fala de Fagundes e que as palavras do estudante exemplificam a excelência da Escola de Química: “Acho que um dos nossos maiores compromissos como professores é formar os futuros cidadãos deste país. Kauã, tão jovem, já apresenta uma formação cidadã muito marcada. O discurso dele me remeteu à época em que conheci a Escola de Química, em 1977, quando entrei para a Faculdade de Medicina e visitava meu irmão, que era professor da EQ. Hoje é um prazer muito grande vir aqui, não só pelas minhas reminiscências, mas pela excelência da Escola de Química e de seu corpo social. Tanto que tenho vários membros da EQ na minha gestão”, disse Medronho, que não escondeu o desejo de ser engenheiro químico, nos tempos de estudante da UFRJ.
Reitor Roberto Medronho destaca excelência da Escola de Química | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
A vice-reitora lembrou que a Escola de Química da UFRJ tem uma infraestrutura e uma equipe que contribuem para essa formação diferenciada dos estudantes da Universidade: “No Brasil, celebrar uma instituição que se mantém sólida e firme ao longo de tantos anos não é uma tarefa fácil. A infraestrutura da Escola de Química é um exemplo em que temos de nos espelhar para proporcionar a todos os nossos alunos. A EQ tem excelentes laboratórios, salas de aula, além de contar com docentes e TAEs maravilhosos, que fornecem a melhor formação para os nossos estudantes, enriquecida pela diversidade que temos aqui na UFRJ”, frisou Cássia Turci.
Vice-reitora Cássia Turci elogia infraestrutura e equipe da EQ | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
Para a chefe de gabinete da Reitoria da UFRJ, uma palavra define a Escola de Química: “Pertencimento! Sinto que todos os que aqui entram, sejam ou não ex-alunos, mesmo estando cada um dedicando-se às suas tarefas diárias, quando a Escola de Química chama, todo mundo vem. Nesta cerimônia, por exemplo, estão presentes colegas que não são mais docentes, aposentados, alunos… Essa é a minha 25ª Semana da Escola de Química, desde a primeira como aluna do mestrado, depois como professora e, posteriormente, como vice-diretora, quando assumi a responsabilidade de organizar a SEQ, atividade que muito me realiza e pela qual tenho grande carinho”, contou Fabiana Fonseca, que, este ano, mesmo como diretora licenciada da EQ, aceitou o convite para organizar o baile, que finaliza a programação do evento comemorativo.
Chefe de gabinete da Reitoria, Fabiana Fonseca, enfatiza senso de pertencimento do corpo social da EQ | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)
Quem quiser participar das palestras, oficinas, visitas técnicas e atividades interativas oferecidas durante a Semana da Escola de Química 2025 da UFRJ pode acessar a programação completa pelo link https://eq.ufrj.br/seq-2025/. Lembrando que a SEQ promove a integração entre estudantes, docentes, servidores técnico-administrativos em educação (TAEs) e convidados externos.
Debate sobre modelos inovadores e cases de sucesso no setor de saúde no Brasil | Foto: Ana Marina Coutinho (SGCOM/UFRJ)
Um respirador desenvolvido dentro da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), logo no início da pandemia de Covid-19, não pôde ser utilizado pela população. O motivo foi não haver uma empresa que produzisse o invento em grande escala. O relato, feito pelo reitor da UFRJ, ocorreu nesta quinta-feira, 14/8, na Rio Innovation Week (RIW) 2025,a maior conferência global de tecnologia e inovação. O exemplo foi citado durante a participação de Roberto Medronho no painel “Parcerias público-privadas no setor de saúde no Brasil: modelos inovadores e cases de sucesso”.
Ao lado dele, estiveram Luiz Augusto Maltoni Jr, diretor-executivo da Fundação do Câncer; Renato Sucupira, presidente da BF Capital; e Daniel Soranz, secretário municipal de saúde do Rio de Janeiro. Durante o debate, os palestrantes, oriundos dos setores público e privado, trocaram experiências concretas para potencializar a colaboração entre as áreas. Mas será que as Parcerias Público-Privadas (PPPs) realmente podem proporcionar um efetivo respiro diante dos desafios estruturais e operacionais da saúde no país?
Desafios de parceria
Para Medronho, que também é médico com mestrado e doutorado em saúde pública, não há dúvidas sobre a resposta: “O Brasil tem que ampliar a parceria público-privada, que tem sido fundamental para o desenvolvimento econômico e social de muitos países. Precisamos abrir mão de alguns preconceitos, pois não podemos mais ficar dependentes do que é produzido no exterior. Temos expertise para isso, vide o caso do respirador e tantas outras contribuições produzidas dentro da UFRJ”.
Reitor da UFRJ foi um dos palestrantes da RIW 2025 | Foto: Ana Marina Coutinho (SGCOM/UFRJ)
De acordo com Sucupira, as PPPs são a solução para os desafios enfrentados na área da saúde no Brasil, pois possibilitam ações que englobam desde a construção de unidades básicas de saúde até hospitais de alta complexidade em diversas esferas de governo: “Há diversos exemplos de PPPs no país e já começamos a ter resultados com uma avaliação positiva da sociedade sobre esse sistema, que passa a gestão da saúde pública para o privado”, afirma.
Soranz mencionou a adesão da UFRJ à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) e destacou a importância de se ter um leque de opções, tal como o PPP, para, de acordo com a necessidade, aplicar o modelo mais adequado. Sobre essas opções de gestão, Maltoni Jr. também enfatizou que cada instituição tem suas peculiaridades, fazendo-se necessária a existência de alternativas para se pensar o modelo que melhor se ajuste às parcerias.
Com a experiência de quem esteve nove anos como diretor da Faculdade de Medicina da UFRJ, Medronho finalizou sua exposição lembrando a importância do papel da Universidade para estimular o espírito empreendedor e inovador nos estudantes e que se trata de uma questão estratégica e de soberania nacional promover o estreitamento das relações entre a área pública e a privada no que se refere à saúde no Brasil.