Professores eméritos ampliam contribuição para pensar o futuro da UFRJ

A experiência acumulada por algumas das maiores referências acadêmicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) passa a integrar, de forma cada vez mais permanente, as reflexões sobre o futuro da instituição. Em reunião realizada nesta quinta-feira (2/7), o reitor Roberto Medronho recebeu 38 professores eméritos para discutir desafios estratégicos da universidade e fortalecer um espaço contínuo de diálogo voltado à construção de soluções para os desafios da instituição.

Mais do que discutir questões do cotidiano, o encontro reafirmou a proposta de transformar esse grupo em um espaço de pensamento estratégico, capaz de contribuir para a formulação de projetos voltados ao fortalecimento da UFRJ e ao planejamento da universidade para os próximos 20 ou 30 anos.

Na abertura da reunião, Medronho destacou que a universidade enfrenta desafios cada vez mais complexos, marcados por restrições orçamentárias, excesso de burocracia e pela necessidade permanente de defender a ciência, a tecnologia e a inovação como pilares da soberania nacional. Segundo o reitor, administrar uma universidade do porte da UFRJ exige enfrentar diariamente problemas urgentes, mas também criar condições para pensar o futuro.

“Gostaria de ouvi-los, com toda a sabedoria e experiência de vocês, para trazer soluções mais inovadoras e criativas”, conclamou Medronho, na abertura do segundo encontro com professores eméritos. O reitor também ressaltou que a UFRJ é um patrimônio da sociedade brasileira e precisa preservar sua autonomia para cumprir sua missão pública. Para Medronho, a experiência acumulada pelos professores eméritos representa um patrimônio intelectual capaz de contribuir para aperfeiçoar processos, reduzir entraves burocráticos e construir caminhos para o desenvolvimento institucional.

Ao longo da reunião, os participantes defenderam a consolidação desse espaço permanente de reflexão entre os professores eméritos e a reitoria, voltado a pensar os rumos da universidade diante das transformações científicas, tecnológicas, sociais e políticas do país. Para o professor emérito Carlos Vainer, a iniciativa deve funcionar como “o think tank da universidade”, reunindo diferentes experiências para pensar soluções e formular ideias capazes de orientar o desenvolvimento institucional.

Durante a reunião, o professor emérito José Sergio Leite Lopes, coordenador da Comissão Memória e Verdade da UFRJ, apresentou a proposta de diplomação simbólica de 25 estudantes da universidade mortos e desaparecidos entre 1970 e 1974. A iniciativa busca promover uma ação de reparação histórica, o reconhecimento das vítimas e a valorização da memória institucional, em consonância com recomendações da Comissão Nacional da Verdade.

Ao final do encontro, ficou reafirmado o compromisso de manter reuniões periódicas entre a reitoria e os professores eméritos, fortalecendo esse espaço permanente de reflexão e construção coletiva. A expectativa é que o grupo ajude a pensar os rumos da UFRJ nas próximas décadas, oferecendo contribuições estratégicas para enfrentar os desafios da universidade e fortalecer seu papel na produção de conhecimento e no desenvolvimento do país.