O titular aposentado da Escola Politécnica, Claudio Luiz Baraúna Vieira, recebeu na terça-feira, 27/10, o título de professor emérito da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A honraria foi concedida durante sessão solene do Conselho Universitário (Consuni), no Salão Nobre da Decania do Centro de Tecnologia (CT), na Cidade Universitária. Referência nacional na Engenharia Naval e Oceânica, o docente construiu uma trajetória acadêmica com relevantes contribuições ao ensino, à pesquisa e à gestão universitária.
Além do novo emérito, a mesa de honra, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, também contou com as seguintes presenças: a vice-reitora, Cássia Turci; a decana do CT, Cláudia Morgado; o diretor da Escola Politécnica, Sérgio Lima Netto; e o professor emérito, Paulo Alcântara Gomes, orador da solenidade e membro da comissão de honra. Integrantes do corpo social da instituição, colegas, familiares e amigos acompanharam atentos os discursos, que relembraram as várias contribuições do professor Baraúna, como é conhecido.
“Esta é uma homenagem à competência, à dedicação e a uma vida comprometida com a universidade pública e com o Brasil. Baraúna contribuiu para a formação de gerações de engenheiros e para a consolidação de uma área estratégica para o país. Como diretor da Escola de Engenharia e decano do CT, ajudou a fortalecer nossa instituição e a ampliar as condições para que o conhecimento florescesse. Professor Baraúna, sua contribuição permanece em todos os profissionais que o senhor formou, nas iniciativas que ajudou a construir e no exemplo que oferece aos mais jovens. A UFRJ expressa hoje seu reconhecimento e gratidão” , enfatizou Medronho.

“A emerência faz com que enriqueçamos a nossa universidade com a experiência, tornando nossa instituição cada vez mais soberana, um lugar onde as pessoas desenvolvem um sentimento de pertencimento. Além de pesquisador e gestor, Baraúna é um professor de fato, que gosta de dar aula. Hoje, é a UFRJ que é a homenageada com a emerência de Cláudio Baraúna”, disse Cássia Turci.
Trajetória
Claudio Luiz Baraúna Vieira é graduado em Engenharia Naval pela antiga Escola Nacional de Engenharia da Universidade do Brasil (1968), mestre em Engenharia Oceânica pelo Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia (COPPE/UFRJ), em 1971, e doutor em Naval Architecture and Shipbuilding pela Newcastle University (1979).
Ao longo da carreira, o docente desenvolveu estudos nas áreas de construção naval, transporte aquaviário, análise estrutural de navios e pesquisa operacional aplicada ao transporte aquaviário. Na gestão, entre os anos de 1990 a 1994, foi diretor da então Escola de Engenharia, atual Politécnica, além de exercer, em diferentes mandatos, o cargo de decano do CT.

“Na Escola Politécnica, existem professores que são um exemplo para a sociedade, e o Baraúna é um deles. A instituição está concedendo o título de professor emérito a um professor a quem a UFRJ deve agradecer pela sua competência, qualidade, seriedade, pelo seu compromisso com o país, pela sua formação técnica e pelo que ele deixou e continua deixando aqui na Universidade. Sinto-me extremamente honrado em poder ter feito essa saudação”, expressou o professor emérito Paulo Alcântara Gomes.
Baraúna: reforço para o time de ouro
Falando de maneira metafórica, o diretor da Escola Politécnica, Sérgio Lima Netto, fez questão de mencionar o veterano corpo docente da unidade, que já foi contemplado com a mesma honraria do novo emérito: “A Escola Politécnica, nossa instituição de mais de 200 anos, tem a grande honra de ter um time de professores eméritos que até então era de futebol de salão, com cinco membros, e hoje, com a entrada do professor Baraúna, formamos um time de vôlei, com seis, o sexteto de ouro. Parabenizo todo o nosso time e o nosso novo reforço para a equipe, nosso jovem Baraúna”.

A decana do CT, Cláudia Morgado, parabenizou o homenageado e destacou a relevância da atuação do docente na UFRJ: “É notória a contribuição e a dedicação do professor Baraúna, principalmente porque ele é uma pessoa que pensa a Universidade. Hoje, merecidamente, ele se torna emérito e vai ter seu assento cativo na congregação da Escola Politécnica”, assegurou.
O homenageado e sua alma mater
Durante seu discurso, Baraúna fez uma sintética retrospectiva de uma carreira de mais de 50 anos de trabalho, discorrendo sobre alguns marcos de sua trajetória, entre eles: a consolidação dos cursos de graduação e pós-graduação em Engenharia Naval e Oceânica da UFRJ; a realização de encontros técnicos e científicos dentro e fora do país; a criação de novos laboratórios no Centro de Tecnologia; a reestruturação da Biblioteca Central do CT, que deu origem à plataforma Minerva de Bibliotecas e Museus da UFRJ; e a implantação do LabOceano.

“A Universidade Federal do Rio de Janeiro, a Universidade do Brasil, é a minha alma mater. Receber o título de professor emérito é a mais alta dignidade acadêmica concedida a um professor e significa o coroamento de toda uma vida profissional de dedicação e trabalho. No meu caso, posso dizer que é uma declaração de amor incondicional que me enche de alegria nesta fase final da vida. Além da honra, este título traz consigo uma enorme responsabilidade de continuar contribuindo dentro das minhas limitações pessoais para o contínuo desenvolvimento da engenharia brasileira. Ressalto que esse título não é só meu. É também de todos os colegas, professores, pesquisadores, técnicos administrativos e alunos com os quais tive a honra de conviver ao longo desta caminhada e sem os quais nada teria sido possível”, finalizou o homenageado, agradecendo ainda ao fundamental apoio de sua família.









































