Até a inauguração, realizada na quarta-feira, 29/7, uma cúpula esférica de 300 metros quadrados, instalada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vinha provocando a curiosidade de quem passava pelo local. A partir dessa data, no entanto, o nome e a finalidade da estrutura arquitetônica sustentável, formada por uma rede de triângulos interconectados, foram oficializados: trata-se do Domo Geodésico Art Tech do Parque Tecnológico da UFRJ, ou simplesmente Geodésica, como vem sendo chamado. O novo espaço institucional na Cidade Universitária visa estimular a integração entre cultura, inovação, tecnologia e economia criativa.
Na formalização do início das atividades da Geodésica, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, integraram a mesa de abertura intitulada “Por que cultura, gastronomia e bem-estar impulsionam a inovação?”. Na ocasião, ainda estiveram presentes o diretor-executivo do Parque Tecnológico, Romildo Toledo; o vice-decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Carlos Augusto da Nóbrega, que também coordena a Política de Sustentabilidade e Educação Regenerativa (SER) da Universidade; e a coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura (FCC), Christine Ruta.
“Investir em cultura é investir na ciência, na tecnologia e na inovação. É investir no bem-estar e na integração do nosso corpo social. Fundamental para aprofundar o pensamento crítico, a cultura não é um complemento, é parte constituinte das ações da UFRJ. Ela acontece em vários lugares da nossa instituição, circula e pulsa na veia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Agora, a cultura também vai ocorrer de forma estruturada e absolutamente fantástica aqui na Geodésica”, afirmou Medronho.

O gerente substituto do Departamento de Ambientes de Inovação e Empreendedorismo da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Maurício Alves Syrio, e a representante da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Renata Gobert, também participaram do momento inicial do evento. Na ocasião, Turci ainda destacou a promoção de outro aspecto significativo da iniciativa: “Para mim, a Geodésica também é um projeto de inovação social na nossa Universidade. É um espaço de integração onde todas as áreas podem coexistir de forma harmônica. Trata-se de um espaço simples e bonito que, sem necessidade de muitos recursos, possibilita trazer para cá pessoas de diferentes áreas de formação, permitindo explorar toda a nossa potencialidade”.

Um espaço eclético
Com recursos da Finep, o Domo Geodésico Art Tech é mais um dos espaços entregues pelo Parque Tecnológico da UFRJ com vistas a incentivar a inovação, que é atividade fim do respectivo ecossistema. Além de eventos, a área foi concebida para receber experiências imersivas, apresentações culturais, atividades de inovação e iniciativas voltadas à economia criativa. Os móveis presentes no local são modulados, permitindo que sejam movimentados a fim de atender à criação de diferentes espaços para promover conexões tecnológicas, culturais e artísticas:
“Como o próprio nome criado pela nossa equipe indica, esse é o local que une a cultura e a arte com a tecnologia. Neste sentido, queremos que o Domo Geodésico Art Tech seja um espaço eclético e próprio para quem está trabalhando e, ao sair para almoçar, possa encontrar alguma atividade que o permita parar por uns 15 minutos, que seja, para ter algum prazer em assistir algo e, posteriormente, voltar para sua rotina profissional. Aqui também teremos mostras gastronômicas, ou seja, momentos de diversidade cultural através da comida. Além disso, entre outras atividades, exposições e mostras artísticas, como as que teremos hoje, também vão compor a nossa programação”, explicou Toledo.

Palco inaugurado e reconhecimento
As apresentações a que se referiu o diretor-executivo do Parque foram anunciadas pela professora do Departamento de Artes Corporais (DAC) da Escola de Educação Física e Desportos (EEFD) da UFRJ, Julia Franca. A docente é coordenadora do Comunidança, projeto de extensão dedicado à promoção da dança em suas múltiplas manifestações; e do Circundança, projeto de pesquisa que articula criação artística, formação técnica e investigação corporal a partir do diálogo entre dança, artes circenses e análises do movimento. As duas performances, que inauguraram o palco da Geodésica e encantaram o público, foram criadas e interpretadas por duas discentes dessas iniciativas: Mafe Tipys e Tainá Pimenta.
“Desejo que aqui possa ser um espaço que traga essa identidade, esses micromovimentos, que dão força para a cultura. É muito importante esse diálogo com a tecnologia e com a inovação para que o campo da arte possa, finalmente, ser dignamente reconhecido enquanto conhecimento”, enfatizou a responsável pelos projetos de dança.

Programação crescente e diversa
De acordo com Danielle Páscoa, coordenadora de Environmental, Social and Governance (ESG, sigla em inglês que representa a sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa) do Parque Tecnológico da UFRJ, o planejamento é que, semanalmente, haja alguma atividade sendo realizada na Geodésica. Festival gastronômico, piquenique comunitário e empreendimento de funcionários serão algumas das atrações:
“A ideia é que este espaço seja um ponto de encontro, que de alguma forma seja uma faísca da inovação. A partir da próxima semana, às quartas-feiras, vamos começar a programação movimentando o corpo com um alongamento às 9h. Entre 10h e 12h, sempre teremos atração, seja ela de cultura, gastronômica ou de lazer. Na semana seguinte, teremos também um campeonato de jogos e, na outra, um bate-papo. De maneira crescente, preparem-se para vivenciar esse espaço o máximo possível!”.

