Estante de livros chineses é inaugurada na UFRJ

Um espaço dedicado a livros e materiais educacionais chineses foi inaugurado na quarta-feira, 9/9, na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). A cerimônia reuniu o reitor Roberto Medronho, representantes do Consulado-Geral da China no Rio de Janeiro e uma delegação da China Education Publishing & Media Group (CEPMG), grupo ligado ao Ministério da Educação chinês. A iniciativa é resultado do acordo de cooperação firmado com a Universidade, em 2025, e prevê a doação anual de 300 títulos, além do desenvolvimento de ações conjuntas nas áreas de educação e cultura.

Em seu discurso, Medronho destacou a importância estratégica da aproximação da Universidade com instituições chinesas e afirmou que a cooperação acadêmica, científica e cultural entre os dois países vem se fortalecendo. Segundo o reitor, as parcerias estão apoiadas em valores comuns, como a valorização da educação, o compromisso com a ciência e o entendimento de que o conhecimento deve contribuir para o desenvolvimento econômico, social e humano.

“Mais do que aproximar duas instituições, iniciativas como esta aproximam sociedades. O conhecimento das línguas e das culturas é uma das formas mais sólidas de construir confiança, respeito mútuo e cooperação duradoura entre Brasil e China”, afirmou Medronho.

Ao falar sobre a inauguração, o vice-presidente da CEPMG, Li Zhifa, destacou o papel dos livros e do ensino de línguas na aproximação entre os dois países. “Os livros são mensageiros que atravessam os oceanos, e as línguas são pontes que conectam os corações”, disse.

Durante o encontro, o reitor Medronho ressaltou ainda o potencial de ampliação da parceria. Entre as possibilidades estão a produção conjunta de livros e materiais bilíngues, a formação continuada de professores, a criação de plataformas digitais, o intercâmbio de especialistas e o desenvolvimento de tecnologias aplicadas ao ensino de línguas.

O cônsul-geral interino da China no Rio de Janeiro, Wang Haitao, ressaltou que a estante amplia o acesso a livros chineses e cria mais um espaço de intercâmbio cultural. “Que cada livro aqui disponível seja plenamente utilizado e que esta estante se torne um espaço dinâmico de intercâmbio educacional e cultural entre China e Brasil”, disse.

A Estante CEPMG é resultado do acordo de cooperação firmado entre a UFRJ e o grupo chinês em julho de 2025. Pelo acordo, a CEPMG se comprometeu a doar anualmente 300 títulos à Universidade. A parceria também prevê atividades culturais, desenvolvimento conjunto de materiais didáticos em chinês e português e fornecimento de recursos para o ensino.

A CEPMG atua em diferentes segmentos do sistema educacional chinês, da publicação de livros e periódicos à educação digital e às plataformas de ensino. O grupo reúne editoras como a People’s Education Press, a Higher Education Press e a Language Press.

Além do reitor, a solenidade contou com a participaçãodo cônsul-geral interino da China no Rio de Janeiro, Wang Haitao; do vice-presidente da CEPMG, Li Zhifa; e do presidente da People’s Education Press (PEP), Sun Qiang. Também integraram a comitiva chinesa Chen Zhe, vice-diretor do Departamento de Recursos Humanos da CEPMG, e Chen Xia, diretor do Departamento de Direitos Autorais e Cooperação Internacional da PEP.

Pela UFRJ, participaram ainda a superintendente de Relações Internacionais e diretora brasileira do Instituto Confúcio da UFRJ, Andrea Lima Belfort Duarte; o diretor adjunto de Graduação da Faculdade de Letras, Pedro Schmidt; o coordenador do Complexo de Formação de Professores, Joaquim Fernando Mendes; e Jiang Quanhong, diretor chinês do Instituto Confúcio da UFRJ. Após a cerimônia de inauguração, representantes da Universidade e da delegação chinesa participaram de uma reunião estratégica sobre novos projetos de parceria.

UFRJ inaugura Laboratório de Microplásticos do IMA

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou, na quinta-feira, 20/8, a inauguração oficial do Laboratório de Microplásticos do Instituto de Macromoléculas Professora Eloísa Mano (IMA), no  Centro de Tecnologia (CT). O projeto inovador chama a atenção não apenas pelo seu impacto científico, mas também por sua criatividade e sustentabilidade estrutural: o laboratório funciona integralmente dentro de um contêiner adaptado, doado à Universidade.

O laboratório foi montado buscando máxima sustentabilidade e aproveitamento de recursos. Com exceção das bancadas de trabalho e dos novos instrumentos científicos adquiridos, toda a sua estrutura interna e mobiliário foram reaproveitados de outros espaços. Para o financiamento da montagem e a modernização do laboratório, os pesquisadores captaram recursos especiais do CIP (Custo Indireto de Projeto), verba proveniente de projetos na área de petróleo destinados ao desenvolvimento de laboratórios acadêmicos.

Durante a cerimônia, no auditório do IMA, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destacou a importância das atividades que serão desenvolvidas no laboratório, e trouxe uma perspectiva epidemiológica alarmante, apontando que a poluição por plásticos e microplásticos ultrapassou as barreiras ecológicas e consolidou-se como um grave desafio de saúde pública. Medronho recordou que partículas microscópicas de micro e nanoplásticos já foram identificadas em diversos tecidos e fluidos humanos, motivando uma convocação por parte da Organização Mundial de Saúde (OMS) para investigações científicas profundas sobre os impactos dessa exposição a longo prazo.

Reitor visitou as instalações do Laboratório de Microplásticos no IMA | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ).

“Poucas instituições estão tão naturalmente vocacionadas para enfrentar esse problema como o nosso IMA. Este laboratório deve ser o lugar para compreender o problema e, sobretudo, para criar soluções inovadoras para identificar e quantificar microplásticos, compreender sua degradação e seus efeitos, desenvolver novos materiais, aperfeiçoar o processo de reciclagem e de economia circular, reduzir a geração de resíduos, apoiar políticas públicas públicas, transferir tecnologia e dialogar por empresas, governos e sociedade”, destacou Medronho.

Pesquisa prática, monitoramento e economia circular

No cotidiano das atividades laboratoriais, o novo espaço exercerá um papel amplo no monitoramento ambiental do Rio de Janeiro. Segundo a diretora do IMA, Maria Inês Bruno Tavares, a equipe se dedicará a identificar e caracterizar microplásticos na areia das praias, na água do mar, na Baía de Guanabara, em águas engarrafadas e em alimentos de consumo diário.

O laboratório foi montado buscando máxima sustentabilidade e aproveitamento de recursos | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ).

“Paralelamente ao diagnóstico, o laboratório vai focar na pesquisa de mitigação de resíduos de descarte inadequado, com especial atenção ao isopor, amplamente utilizado em embalagens de refeições. A geração de microplásticos ocorre de forma indiscriminada pela população, pela indústria e pelo comércio. Se nós reaproveitarmos, reutilizarmos e reciclarmos esses materiais, recorrendo inclusive à reciclagem mecânica ou à incineração quando não houver outra alternativa, conseguiremos minimizar o impacto”, explicou Maria Inês.

O legado de Eloísa Mano e a defesa da racionalidade científica

A cerimônia de inauguração foi permeada por emoção e homenagens à professora Eloísa Biasotto Mano, falecida em 2019, pioneira no estudo de polímeros no Brasil e fundadora do IMA. A decana do CT, Cláudia do Rosário Vaz Morgado, e a vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci, lembraram o DNA de excelência e a união coletiva consolidados pela professora que resultam hoje no compromisso acadêmico de destaque da unidade. Completaram a mesa de honra da cerimônia os coordenadores do Laboratório de Microplásticos, Fernando Altino Medeiros Rodrigues e Paulo Sérgio Rangel Cruz da Silva.

Mesa de honra da cerimônia de inauguração do Laboratório de Microplásticos no IMA | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ).

UFRJ inaugura Centro de Inovação do CCJE no Campus Praia Vermelha

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, participaram na terça-feira, 18/8, da cerimônia de inauguração do Centro de Inovação do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) no Campus da Praia Vermelha. Dedicado ao empreendedorismo, à colaboração e ao fortalecimento de conexões de impacto entre estudantes, professores, pesquisadores, iniciativas acadêmicas e parceiros, o novo espaço apresenta-se como um aliado para impulsionar ainda mais o ecossistema de inovação da Universidade. 

 O local, que abriga um ponto focal da Incubadora de Negócios de Impacto Social e Ambiental da UFRJ, a Inyaga, e laboratórios, também tornou-se a nova casa do InovaCCJE.  O  hub de inovação foi criado em 2020 com o compromisso de promover e disseminar a gestão da política institucional de inovação do Centro. Além de  contribuir com o intercâmbio entre a UFRJ e o setor produtivo, a referida iniciativa também propicia a aplicação do conhecimento acadêmico em soluções úteis para a sociedade. 

Referência brasileira com motivação estudantil

Conforme explicou a coordenadora do Inova CCJE, professora Kelyane Silva, as áreas que compõem o Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas há muito cooperam para pensar em inovação, desenvolvimento, gestão, políticas públicas e empreendedorismo no país, mas a motivação para o empenho encontra-se dentro da própria Minerva: 

“É difícil falar de construção de políticas de inovação no Brasil sem encontrar contribuições do corpo docente do CCJE. Desejamos que este espaço possa tornar essas competências mais visíveis, conectadas e acessíveis. Além disso, desejamos aproximar ainda mais nossas unidades acadêmicas, assim como o CCJE das empresas, do governo, da sociedade e de todo o ecossistema de inovação da UFRJ. Os destinatários de todo este nosso esforço são nossos alunos, pois sem eles a construção do espaço nada significaria. Afinal, nada na Universidade faz sentido se não contribuir para o sucesso deles. Este espaço ainda é um embrião, que está pronto para começar uma nova etapa, receber ideias, projetos, pessoas, parcerias e novas possibilidades!”

 Ilustração: Inova CCJE

O decano do CCJE, Flávio Alves Martins, agradeceu o esforço da equipe responsável pelo novo empreendimento e não escondeu a satisfação do retorno que o espaço de inovação trará para a sociedade: “Para mim, é uma alegria e um orgulho inaugurar este espaço acolhedor, organizado e que transmite um olhar para o futuro. Quero parabenizar as professoras Kelyane Silva e Eliane Ribeiro, que estão à frente desse projeto, assim como toda a comissão do Inova CCJE. Trata-se de uma equipe integrada por estudantes, técnicos e docentes do nosso CCJE e que já trazem também bagagem de suas respectivas unidades. Tenho certeza que cresceremos muito com aquilo que iremos devolver para a sociedade em termos de pesquisa, de extensão, de ensino. Afinal, esta é a função pública da nossa UFRJ”.

Conhecimento transformador

Para Medronho, o Centro de Inovação, localizado no anexo do CCJE, transcende à  estrutura administrativa, na medida em que pode contribuir significativamente na formação de uma verdadeira cultura de inovação na UFRJ: “Precisamos estimular a inovação e a criatividade do nosso corpo social, que é de excelência, assim como mostrar aos nossos estudantes que inovar não significa apenas criar uma empresa ou desenvolver uma tecnologia. Inovar também é encontrar novas respostas para velhos problemas da sociedade. A universidade pública deve produzir conhecimento de excelência e criar caminhos para que esse conhecimento transforme a vida das pessoas. Por isso, o Centro de Inovação do CCJE deve ser um espaço de encontro entre diferentes áreas do conhecimento, entre a Universidade e a sociedade, entre a UFRJ e o setor produtivo, entre boas ideias e a possibilidade concreta de serem realizadas. Afinal, inovar é acima de tudo transformar conhecimento em um futuro mais desenvolvido, democrático, sustentável, justo e mais solidário para todos”.

UFRJ reinaugura espaço do Inova com foco em transformação social e integração científica

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou na sexta-feira, 14/8, a reinauguração do Inova UFRJ, localizado no Parque HUB+, no Parque Tecnológico, na Cidade Universitária. O evento marcou a consolidação do espaço físico, ocupado desde janeiro de 2025, como um novo capítulo na estratégia de inovação da Universidade.

A Inova UFRJ é uma iniciativa voltada à aplicação e difusão dos múltiplos aspectos de transformação dentro da UFRJ. Entre suas atribuições, estão ainda o gerenciamento dos processos de proteção do conhecimento oriundos de pesquisas acadêmicas, o licenciamento de tecnologias e a promoção de parcerias entre empresas e a UFRJ, de modo que o conhecimento produzido na instituição possa, de fato, chegar à sociedade.

Durante a cerimônia, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, destacou que a atual gestão está investindo pesadamente na área para garantir que a ciência e a tecnologia produzidas na Universidade se transformem em produtos e serviços tangíveis para a sociedade.

“É através da inovação que transformamos a ideia em produtos e serviços para que possamos desenvolver, do ponto de vista social e econômico, a nossa sociedade. Acredito que, quanto mais as pessoas souberem o que o Inova tem a oferecer, teremos muito mais produtos e serviços para disponibilizar à sociedade”, disse o reitor.

Reitor participou da reinauguração do Inova UFRJ, no Parque HUB+ | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Na reinauguração, a Direção do Inova UFRJ apresentou um balanço das entregas operacionais nos últimos três anos, focando na otimização de processos por meio de dados.

O desenvolvimento de dashboards de patentes, calculadoras de contrapartida para compartilhamento de infraestrutura e o aplicativo “Polaris” para valoração de ativos foram algumas das inovações apresentadas. Também foi possível observar dados do “Conecta UFRJ”, desenvolvido para facilitar o mapeamento das competências da UFRJ. Programas de empreendedorismo também ganharam destaque, por meio de iniciativas como o “InovAÇÃO” e o “InovaSeed”, que fomentam desde ideias de alunos de graduação até projetos maduros em transição energética e saúde.

“O novo ambiente foi pensado para integrar diferentes saberes. A proposta central é construir “pontes” entre pesquisadores de bancada e áreas como artes e comunicação, promovendo a colaboração interdisciplinar. A ideia realmente é fazer as pessoas se conhecerem, e quem não conhece o nosso espaço passar a frequentá-lo”, explicou a diretora do Inova UFRJ, Daniela Uziel.

A diretora do Inova UFRJ, Daniela Uziel | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Olhando para o futuro, Uziel manifestou o desejo de fomentar eixos temáticos, como parkinson e acessibilidade, para unir expertises moleculares, mecânicas e elétricas de diferentes unidades da UFRJ em torno de desafios comuns.

A cerimônia contou ainda com apresentações dos óculos de realidade virtual, com a professora Cátia Marciel, na sala Sala de Descompressão, e da Partitura Encenada, com o professor Lenini Vasconcelos, na sala Arena.

Domo Geodésico Art Tech é inaugurado no Parque Tecnológico da UFRJ 

Até a inauguração, realizada na quarta-feira, 29/7, uma cúpula esférica de 300 metros quadrados, instalada na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), vinha provocando a curiosidade de quem passava pelo local. A partir dessa data, no entanto, o nome e a finalidade da estrutura arquitetônica sustentável, formada por uma rede de triângulos interconectados, foram oficializados: trata-se do Domo Geodésico Art Tech do Parque Tecnológico da UFRJ, ou simplesmente Geodésica, como vem sendo chamado. O novo espaço institucional na Cidade Universitária visa estimular a integração entre cultura, inovação, tecnologia e economia criativa. 

Na formalização do início das atividades da Geodésica, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, integraram a mesa de abertura intitulada “Por que cultura, gastronomia e bem-estar impulsionam a inovação?”. Na ocasião, ainda estiveram presentes o diretor-executivo do Parque Tecnológico, Romildo Toledo; o vice-decano do Centro de Letras e Artes (CLA), Carlos Augusto da Nóbrega, que também coordena a Política de Sustentabilidade e Educação Regenerativa (SER) da Universidade; e a coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura (FCC), Christine Ruta. 

“Investir em cultura é investir na ciência, na tecnologia e na inovação. É investir no bem-estar e na integração do nosso corpo social. Fundamental para aprofundar o pensamento crítico, a cultura não é um complemento, é parte constituinte das ações da UFRJ. Ela acontece em vários lugares da nossa instituição, circula e pulsa na veia da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Agora, a cultura também vai ocorrer de forma estruturada e absolutamente fantástica aqui na Geodésica”, afirmou Medronho.

Reitor da UFRJ, Roberto Medronho, na mesa de abertura de inauguração da Geodésica | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).

O gerente substituto do Departamento de Ambientes de Inovação e Empreendedorismo da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Maurício Alves Syrio,  e a representante da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), Renata Gobert, também participaram do momento inicial do evento. Na ocasião, Turci ainda destacou a promoção de outro aspecto significativo da iniciativa: “Para mim, a Geodésica também é um projeto de inovação social na nossa Universidade. É um espaço de integração onde todas as áreas podem coexistir de forma harmônica. Trata-se de um espaço simples e bonito que, sem necessidade de muitos recursos, possibilita trazer para cá pessoas de diferentes áreas de formação, permitindo explorar toda a nossa potencialidade”.

Vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci, considera novo espaço um projeto de inovação social | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).

Um espaço eclético

Com recursos da Finep, o Domo Geodésico Art Tech é mais um dos espaços entregues pelo Parque Tecnológico da UFRJ com vistas a incentivar a inovação, que é atividade fim do respectivo ecossistema. Além de eventos, a área foi concebida para receber experiências imersivas, apresentações culturais, atividades de inovação e iniciativas voltadas à economia criativa. Os móveis presentes no local são modulados, permitindo que sejam movimentados a fim de atender à criação de diferentes espaços para promover conexões tecnológicas, culturais e  artísticas:   

“Como o próprio nome criado pela nossa equipe indica, esse é o local que une a cultura e a arte com a tecnologia. Neste sentido, queremos que o Domo Geodésico Art Tech seja um espaço eclético e próprio para quem está trabalhando e, ao sair para almoçar, possa encontrar alguma atividade que o permita parar  por uns 15 minutos, que seja, para ter algum prazer em assistir algo e, posteriormente, voltar para sua rotina profissional. Aqui também teremos mostras gastronômicas, ou seja, momentos de diversidade cultural através da comida. Além disso, entre outras atividades, exposições e mostras artísticas, como as que teremos hoje, também vão compor a nossa programação”, explicou Toledo. 

Diretor-executivo do Parque Tecnológico da UFRJ, Romildo Toledo, na cerimônia de inauguração do novo espaço institucional | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).

Palco inaugurado e reconhecimento

As apresentações a que se referiu o diretor-executivo do Parque foram anunciadas pela professora do Departamento de Artes Corporais (DAC) da Escola de Educação Física e Desportos (EEFD) da UFRJ, Julia Franca. A docente é coordenadora do Comunidança, projeto de extensão dedicado à promoção da dança em suas múltiplas manifestações; e do Circundança, projeto de pesquisa que articula criação artística, formação técnica e investigação corporal a partir do diálogo entre dança, artes circenses e análises do movimento. As duas performances, que inauguraram  o palco da Geodésica e encantaram o público, foram criadas e interpretadas por duas discentes dessas iniciativas:  Mafe Tipys e Tainá Pimenta. 

“Desejo que aqui possa ser um espaço que traga essa identidade, esses micromovimentos, que dão força para a cultura. É muito importante esse diálogo com a tecnologia e com a inovação para que o campo da arte possa, finalmente, ser dignamente reconhecido enquanto conhecimento”, enfatizou a responsável pelos projetos de dança. 

Respectivamente, a professora do DAC, Julia Franca; e duas discentes dos projetos de dança da Universidade, Mafe Tipys e Tainá Pimenta | Fotos: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).

Programação crescente e diversa

De acordo com Danielle Páscoa, coordenadora de Environmental, Social and Governance (ESG, sigla em inglês que representa a sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa) do Parque Tecnológico da UFRJ, o planejamento é que, semanalmente, haja alguma atividade sendo realizada na Geodésica. Festival gastronômico, piquenique comunitário e empreendimento de funcionários serão algumas das atrações:

“A ideia é que este espaço seja um ponto de encontro, que de alguma forma seja uma faísca da inovação. A partir da próxima semana, às quartas-feiras, vamos começar a programação movimentando o corpo com um alongamento às 9h. Entre 10h e 12h, sempre teremos atração, seja ela de cultura, gastronômica ou de lazer. Na semana seguinte, teremos também um campeonato de jogos e, na outra, um bate-papo. De maneira crescente, preparem-se para vivenciar esse espaço o máximo possível!”. 

Coordenadora de ESG do Parque Tecnológico, Danielle Páscoa, fala sobre programação no Domo Geodésico Art Tech | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ).