Vantuil Pereira é reconduzido à decania do Centro de Filosofia e Ciências Humanas

O professor Vantuil Pereira foi reconduzido à decania do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH/UFRJ) para a gestão 2026-2030. A cerimônia de posse foi realizada nesta quarta-feira, 16/9, no campus da Praia Vermelha. Adriana Patrício Delgado assumiu a vice-decania, ocupada na gestão anterior por Paulo César Castro de Sousa.

À frente do CFCH desde 2022, Vantuil Pereira apontou a defesa dos direitos humanos e da dignidade humana entre os compromissos que pretende manter no segundo mandato. Também citou a autonomia universitária, a liberdade de cátedra, a transparência na gestão dos recursos públicos e a necessidade de recomposição do orçamento da Universidade.

“A recondução não é um cheque em branco. Eu recebo esse mandato com a obrigação e o compromisso de servir ao CFCH e à UFRJ”, afirmou.

Entre as prioridades para os próximos quatro anos, o decano mencionou melhorias na infraestrutura e nas condições de permanência estudantil e defendeu maior participação da comunidade universitária nas decisões da instituição. Vantuil Pereira também incluiu, entre os compromissos da gestão, o enfrentamento ao racismo e a outras formas de violência e discriminação.

O reitor, Roberto Medronho, dedicou parte da sua fala ao papel das Ciências Humanas em uma universidade que é também referência em outras áreas. “Em uma grande universidade, a pergunta ‘o que somos capazes de fazer?’ é absolutamente incompleta. Precisamos também perguntar: por que devemos fazer? Para quem devemos fazer? E que sociedade queremos construir?”, disse Medronho, ressaltando a contribuição das Ciências Humanas para a compreensão dos impactos sociais da produção científica e tecnológica.

Professora da UFRJ desde 2018, Adriana Patrício Delgado iniciou a carreira na educação básica e acumula experiência no ensino superior e em gestão. Em seu discurso de posse, ela apontou o diálogo com os diferentes segmentos da comunidade como princípio para o trabalho no CFCH.

“Nós nos colocamos em defesa do diálogo e da escuta. Um diálogo estabelecido com todos e todas que fazem essa Universidade viva cotidianamente”, declarou.

Paulo César Castro de Sousa deixou a vice-decania após quatro anos, mas permanece na Coordenação de Integração de Extensão do CFCH.

UFRJ oficializa nova gestão da Faculdade de Odontologia

Foi realizada na segunda-feira, 24/8, a cerimônia de posse da nova diretoria da Faculdade de Odontologia (FO) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Elson Braga de Mello, que participou da última gestão (2022-2026) foi reeleito como diretor, enquanto Marcos Hahlbohm Schroeder estreia no cargo de vice-diretor. Os dois ficarão à frente da unidade até 2030.

A solenidade, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, aconteceu no Auditório Professor Hélio Fraga, no Centro de Ciências da Saúde, na Cidade Universitária. Também estiveram presentes na cerimônia, a decana do CCS, Avany Fernandes Pereira, e a ex-diretora da FO, Márcia Grillo Cabral.

Em sua fala, Braga de Mello, muito emocionado, destacou a superação de desafios, enfrentados na última gestão, reafirmou o compromisso com a UFRJ nesta nova oportunidade e expressou gratidão:

“Há quatro anos, quando iniciei as atividades de gestão na Faculdade de Odontologia, ao lado da professora e amiga Márcia Grillo Cabral, eu tinha uma noção muito pálida dos futuros desafios e menor ainda de como superá-los. Mas, o idealismo e o amor a esta universidade, assim como a ajuda de inúmeros amigos e colegas, permitiram que mantivéssemos vivos os sonhos e a conquista conjunta de diversas realizações junto à FO. Nesta nova oportunidade conferida pelo corpo social a mim e ao professor Marcos Schroeder, continuaremos nos dedicando aos interesses coletivos da nossa instituição. Obrigado pela confiança que muito nos honra. Também agradeço pela sensibilidade e pelo acolhimento com que sempre fomos recebidos pela Reitoria em todas as ocasiões que buscamos o apoio do Gabinete para resolução de questões relacionadas à Faculdade de Odontologia”.

Assinatura do termo de posse pelo diretor da FO, Elson Braga de Mello, na presença do reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e da decana do CCS, Avany Fernandes Pereira | Foto: Renato Mariz (CCS/UFRJ)

História, atendimento e saúde bucal

Além de destacar o fato de a Faculdade de Odontologia da UFRJ ser referência na formação profissional, na pesquisa científica, na pós-graduação, na extensão e na assistência à população, Medronho ainda frisou outros aspectos relevantes referentes à FO. Conforme relatou, a trajetória do curso de Odontologia da Universidade começou em 25/10/1884, quando foi criado por meio do Decreto nº 9.311, inicialmente como parte da Faculdade de Medicina. A consolidação da área como unidade oficialmente independente ocorreu em 28/11/1933, com a criação da Faculdade de Odontologia da UFRJ, pelo Decreto nº 23.512.

Juntamente com os destaques institucionais, o reitor resgatou também uma história particular com a unidade e o significado mais amplo de saúde bucal:

“É uma grande alegria participar desta posse. Trata-se de uma das unidades mais tradicionais e importantes da UFRJ. Foi nesta faculdade que surgiu tanto o ensino de graduação de Odontologia quanto a pós-graduação stricto sensu no país. Além disso, trago na memória, com muita gratidão, a lembrança de que, lá atrás, fui um cliente muito bem atendido na clínica da FO. Na época, era morador do subúrbio, não tinha plano particular, nem recursos. Sou testemunha da importância que tem esse tipo de iniciativa, não apenas para a formação dos alunos, mas também para oferecer saúde bucal, principalmente, à população mais vulnerável. A saúde bucal está diretamente relacionada à qualidade de vida, à alimentação, à comunicação, à autoestima e à dignidade humana. Ampliar o acesso à saúde bucal é, portanto, também enfrentar as profundas desigualdades sociais que este país tem”.

Durante discurso, reitor da UFRJ relembrou pioneirismo histórico da FO e atendimento recebido na clínica | Foto: Renato Mariz (CCS/UFRJ)

Escola de Serviço Social da UFRJ empossa nova diretoria em solenidade marcada por afeto e representatividade

O auditório da Escola de Serviço Social (ESS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), no Campus da Praia Vermelha, foi palco, na sexta-feira, 21/8, de uma emocionante cerimônia de posse da nova diretoria da instituição. Com o auditório ornamentado e repleto de estudantes, docentes, técnicos administrativos e trabalhadores terceirizados, a professora Gracyelle Costa Ferreira assumiu o cargo de diretora, tendo ao seu lado o professor Luis Eduardo Acosta como vice-diretor.

A solenidade, presidida pelo reitor da UFRJ, Roberto Medronho, marcou a transição da gestão liderada anteriormente pelos professores Ana Izabel Moura de Carvalho e Guilherme Silva de Almeida. Também compuseram a mesa de honra da cerimônia a vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci, e o decano do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH), Vantuil Pereira.

Durante a cerimônia, o reitor Roberto Medronho resgatou a história da Escola de Serviço Social, iniciada na década de 1930, ainda na Universidade do Brasil, consolidando-se como referência intelectual nacional e internacional. Medronho homenageou os professores eméritos José Paulo Netto e Carlos Nelson Coutinho, reafirmando que a excelência acadêmica não se dissocia do compromisso prático com a sociedade.

Reitor Roberto Medronho participou da cerimônia na ESS | Foto: Divulgação (SGCOM/UFRJ).

“Nossa missão não é formar técnicos para o mercado de trabalho, é formar cidadãos para transformar o mundo. Dirigir uma unidade universitária é assumir a responsabilidade de cuidar das pessoas, defender a pluralidade, promover o diálogo e, ao mesmo tempo, preservar a inquietação intelectual que faz uma universidade avançar”, destacou o reitor.

Despedida emocionada dos ex-diretores 

Os diretores que estão deixando a gestão da ESS expressaram profunda gratidão pela jornada à frente da instituição. O professor Guilherme de Almeida destacou o papel fundamental dos técnicos administrativos e recorreu à poesia de Cora Coralina para resumir o sentimento de dever cumprido: “O que vale da vida não é o ponto de partida, e sim nossa caminhada”.

Mesa de honra da cerimônia de posse na ESS | Foto: Divulgação (SGCOM/UFRJ).

Por sua vez, a professora Ana Izabel relembrou os desafios cotidianos e o esforço constante para fortalecer o trabalho coletivo. Citando o educador Paulo Freire, ela enfatizou que “não há educação sem amor”, desejando pleno sucesso aos novos gestores.

Os desafios e as bandeiras da nova gestão

O novo vice-diretor, Luis Eduardo Acosta, destacou sua origem uruguaia e sua vinculação histórica à tradição da reforma universitária de Córdoba. Acosta evocou o pensamento de Álvaro Vieira Pinto, professor histórico da casa, para defender uma universidade que olhe continuamente para os trabalhadores e setores populares que ainda não conseguiram nela ingressar. Ele também alertou para os desafios da “revolução cognitiva” provocada pela inteligência artificial e afirmou que a tecnologia deve ser capitaneada a favor da humanidade e não contra ela.

Gracyelle Costa Ferreira assinou o termo de posse como nova diretora da ESS da UFRJ | Foto: Divulgação (SGCOM/UFRJ).

A nova diretora, Gracyelle Costa Ferreira, compartilhou uma memória marcante de sua caminhada. Em 2025, ao subir as escadas do auditório, ouviu de um trabalhador terceirizado que ela seria a próxima diretora da Escola. Na época, ela sorriu e recusou a ideia, mas a lembrança daquele momento a fez refletir sobre a força coletiva da comunidade escolar, que engloba docentes, técnicos, estudantes e terceirizados. Gracyelle prestou homenagem às suas ancestrais, mulheres trabalhadoras domésticas a quem foi negado o direito à alfabetização, e afirmou com orgulho ser produto direto das políticas de ações afirmativas na graduação. 

“Nós apostaremos na esperança como a práxis coletiva que transforma a escuta em planejamento, que transforma o planejamento em ação compartilhada e ação em aprendizado e construção propositiva. Essa esperança coletiva é maior do que uma equipe de gestão. Ela se concretiza através de vocês, através de nós, porque pessoas que aceitam assumir este ciclo aceitam junto também reafirmar a defesa de uma universidade pública, popular, fundada nos direitos e defendendo os seus direitos mais profundos no que envolve a democracia e os direitos humanos e sociais. É por isso que defender a Escola e o serviço social é também defender a capacidade da UFRJ de responder aos grandes problemas e desafios nacionais”, disse Gracyelle.

Homenagens da comunidade acadêmica

O encerramento da solenidade foi coroado por um momento de emoção, conduzido por aqueles que representam a própria razão de ser da instituição.  O estudante Ezequiel subiu ao palco para presentear a nova diretora com o poema “Flores para você”. Ele dedicou os versos a quem, segundo suas palavras, o incentivou a seguir em frente e a continuar caminhando quando parecia não haver mais saída. 

A nova diretoria da ESS foi homenageada por alunos e ex-alunos | Foto: Divulgação (SGCOM/UFRJ).

Logo em seguida, a assistente social Cristiane, que trilhou toda a sua trajetória acadêmica na Escola, da graduação ao mestrado, e hoje atua na instituição após ser aprovada em concurso público, tomou a palavra. Relembrando com carinho que o vice-diretor Luiz Acosta foi seu professor na graduação e que a nova diretora é uma “colega de trabalho incrível”, Cristiane expressou os sentimentos de toda a comunidade acadêmica. Em nome dos técnicos administrativos, docentes e estudantes, ela desejou à nova gestão uma caminhada repleta de energia, esperança, renovação, compromisso e afeto. Os participantes ainda caíram no samba no final da cerimônia, com a presença de uma bateria que animou o público.

Com uma equipe de gestão motivada, a Escola de Serviço Social da UFRJ inicia este novo capítulo reafirmando seu papel histórico de defesa dos direitos sociais e humanos no Brasil.

Cerimônia de posse oficializa nova direção do COPPEAD

Nesta quarta-feira, 19/8, foi formalizada a nova diretoria do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração (COPPEAD) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O professor Eduardo Raupp Vargas assumiu o cargo de diretor e a docente Paula Castro Chimenti, o de vice-diretora. A cerimônia, que deu posse à nova gestão (2026-2028) daquela que é considerada a primeira escola de negócios do país, aconteceu no Auditório da Coppetec, na Cidade Universitária. 

O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, e a vice-reitora, Cássia Turci, participaram do momento solene, que também marcou a despedida dos docentes responsáveis pelo mandato anterior: Otávio Henrique Figueiredo e Elaine Maria Rodrigues. Otávio recebeu uma placa das mãos do seu sucessor em reconhecimento à dedicação e às contribuições feitas ao COPPEAD. Já Elaine foi chamada por Raupp Vargas de “verdadeiro farol”, fazendo referência à fundamental atuação e ao compromisso com o funcionamento do Instituto durante o período da pandemia de covid-19. 

Atual diretor do COPPEAD, Eduardo Raupp, entrega placa de homenagem e reconhecimento ao seu antecessor, o docente Otávio Figueiredo | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

O decano do Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE) da UFRJ, Flávio Alves Martins, também compôs a mesa oficial do evento. Emoção e homenagens deram o tom da transição das duplas dirigentes, assim como a consciência da relevância do compromisso assumido. Referência nacional e internacional em ensino, pesquisa e formação na área de Administração, o COPPEAD tem mais de 50 anos de história e seu programa de pós-graduação possui nota 7, pontuação máxima na avaliação da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes): 

“Assumir a direção do COPPEAD é um título não só de grande honra, mas também de muita responsabilidade. É preciso preservar a excelência sem comodismo, mobilizar nossa tradição para continuar avançando. A nossa história demonstra, com muito orgulho, que uma escola pública brasileira pode produzir conhecimento em administração de vanguarda, formar líderes de mais alto padrão internacional e, com isso, transformar organizações e histórias de vida. O COPPEAD que somos e queremos combina  rigor e impacto,  excelência, inclusão e uma formação muito próxima do nosso estudante,  inserção internacional, visão cosmopolita e compromisso local com o Rio de Janeiro, o Brasil, a América Latina  e, sobretudo, com a UFRJ, com o fortalecimento do sistema federal de ensino superior”, afirmou Raupp Vargas. 

Assinatura do termo de posse da direção do COPPEAD | Foto: Fábio Caffé (SGCOM/UFRJ)

Capacidade de gestão estratégica

De maneira contextualizada, Medronho destacou a importância do papel estratégico do COPPEAD em um momento cujas significativas transformações em diversas áreas têm imposto desafios cada vez mais complexos às empresas, às instituições e ao próprio país. Afinal, nas palavras do reitor, atualmente administrar significa muito mais do que gerir recursos: 

“Hoje, administrar é compreender ambientes complexos, tomar decisões baseadas em evidências, antecipar transformações, incorporar novas tecnologias, desenvolver pessoas, construir organizações inovadoras e estabelecer relações que combinem competição, cooperação e responsabilidade social. Precisamos formar lideranças que compreendam os seguintes aspectos: eficiência e compromisso social não são antagônicos; crescimento econômico e redução das desigualdades devem caminhar juntos; inovação deve estar associada à geração de oportunidades, à sustentabilidade e à melhoria da qualidade de vida da população. Por fim, precisamos de ciência, de inovação, de conhecimento e de capacidade de gestão, ponto em que, especialmente, o COPPEAD exerce um papel estratégico. Parabéns à antiga e à nova diretoria! Seguiremos caminhando juntos!”. 

Gestão de excelência no tripé universitário

Em sua fala, Cássia Turci reforçou a relevância de algumas qualidades úteis para a gestão universitária, entre elas a capacidade de escuta, a reflexão, o uso de uma comunicação não violenta e a promoção de decisões pautadas no bem-estar de todo o corpo social. Além disso, dada a sua relevância, a vice-reitora sugeriu que, juntamente ao tripé universitário, fossem considerados outros aspectos: 

“A gestão é algo muito importante. Sempre que falamos sobre o tripé ensino, pesquisa e extensão, hoje também devemos incluir a inovação e a gestão de excelência. Precisamos destes pontos para avançar como universidade, na educação, na questão de um país mais justo e equânime. Não queremos formar apenas as pessoas com bom nível técnico, mas como cidadãos que possam ajudar a construir uma sociedade melhor. Tenho certeza de que, assim como a antiga gestão, a nova direção do COPPEAD trará uma contribuição diferenciada para o CCJE e para nossa Universidade como um todo. Parabéns e muito sucesso!”

Depois de mais de um século, Escola de Enfermagem Anna Nery empossa seu primeiro diretor homem

O auditório lotado, as antigas diretoras reunidas, a presença de professores, estudantes e servidores e a chama da tradicional Cerimônia da Lâmpada deram um tom especial à posse da nova direção da Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN/UFRJ), realizada nesta sexta-feira (10/7), no histórico Pavilhão de Aulas da unidade, inaugurado em 1927. Pela primeira vez, em 103 anos de história, a Escola passa a ser dirigida por um homem: o professor Rafael Celestino da Silva, que comandará a unidade no quadriênio 2026-2030 ao lado da vice-diretora Andreza Pereira Rodrigues.

A solenidade reuniu representantes da Administração Central, docentes, técnicos, estudantes, ex-diretoras da Escola e a professora emérita Maria Antonieta Rubio Tyrrell, uma das maiores referências da enfermagem brasileira, responsável pelo acendimento da lâmpada mestra — cerimônia inspirada no legado de Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna. O ritual simboliza a transmissão do conhecimento, da ética e do compromisso com o cuidado às novas gerações de enfermeiros.

Em seu discurso de posse, Rafael Celestino afirmou que assume a direção consciente do peso histórico da instituição, fundada em 1923 e considerada a primeira escola brasileira organizada segundo os princípios de Florence Nightingale. “Como explicar a chegada de um homem que altera o histórico e a mística da liderança de uma escola com mais de cem anos?”, questionou.

Segundo ele, a novidade não representa uma ruptura com a identidade da Escola, mas a continuidade de uma trajetória construída por sucessivas lideranças femininas. “A imagem de um homem nordestino que reconhece as lideranças femininas, respeita a identidade annaneriana e construiu sua trajetória ao longo de quase vinte anos nesta escola é o que me traz até aqui”, afirmou.

Rafael destacou que sua gestão será pautada pela integração de pessoas e saberes, pela gestão democrática, pela inovação e pelo fortalecimento da excelência acadêmica. Também anunciou prioridades como a modernização da infraestrutura da unidade, maior inserção da Escola no Complexo Hospitalar da UFRJ, ações de sustentabilidade e acessibilidade e o fortalecimento da graduação, da pós-graduação e da internacionalização.

Em sua fala, Medronho ressaltou a importância estratégica da enfermagem para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde. Foto: Divulgação

Ao dar posse ao novo diretor, o reitor Roberto Medronho destacou que a Escola de Enfermagem Anna Nery é um patrimônio da educação superior brasileira e uma das principais responsáveis pela consolidação da enfermagem moderna no país. “A Escola de Enfermagem Anna Nery não é apenas uma escola. Ela é um patrimônio da educação superior brasileira”, disse.

Em sua fala, Medronho ressaltou a importância estratégica da enfermagem para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde e lembrou que a pandemia evidenciou o papel essencial desses profissionais. “Não existe Sistema Único de Saúde forte sem a atuação competente, dedicada e incansável dos profissionais de enfermagem”, afirmou, ao acrescentar que investir na formação desses profissionais significa fortalecer a saúde pública e a soberania sanitária do Brasil.

Outro momento marcante da cerimônia foi protagonizado pela professora Maria Antonieta Tyrrell, responsável pelo acendimento da lâmpada. O reitor  Medronho quebrou o protocolo e a convidou a dar boas vindas ao novo diretor. Em conjunto com ex-diretoras da Escola, Maria Antonieta ressaltou que a chegada de Rafael representa o reconhecimento de sua competência e sensibilidade, para além da questão de gênero. “Independentemente da questão de gênero, quero ressaltar a competência e a sensibilidade do Rafael. Dou as boas-vindas ao primeiro homem que vai dirigir esta casa”, comemorou.

A professora emérita Maria Antonieta Tyrrell foi a responsável pelo acendimento da lâmpada mestra — cerimônia inspirada no legado de Florence Nightingale, considerada a fundadora da enfermagem moderna. Foto: Divulgação

A vice-reitora Cássia Turci também ressaltou o significado histórico da posse e destacou que assumir a gestão de uma unidade exige diálogo, compromisso e capacidade de acolhimento. Afirmou ainda ter confiança de que a nova direção dará continuidade à tradição de excelência da Escola.

Instalada desde 1927 em um edifício histórico de arquitetura neocolonial, construído com apoio da Fundação Rockefeller para sediar o primeiro curso superior de enfermagem do país, a Escola de Enfermagem Anna Nery integra a UFRJ desde 1945 e permanece como uma das principais referências nacionais na formação de enfermeiros, na pesquisa e na produção de conhecimento em saúde. Ao longo da cerimônia, a tradição e a inovação caminharam lado a lado, simbolizadas pela chama da lâmpada que, geração após geração, continua representando o compromisso da enfermagem com o cuidado, a ética e a vida.

A solenidade reuniu representantes da Administração Central, docentes, técnicos, estudantes, ex-diretoras da Escola de Enfermagem Anna Nery. Foto: Divulgação

Nova direção do Instituto de Química assume com compromisso de fortalecer ensino, pesquisa e inovação

O Instituto de Química (IQ) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) iniciou um novo ciclo nesta terça-feira (30/6) com a posse da professora Marlice Aparecida Sípoli Marques na direção da unidade para a gestão 2026-2030. A cerimônia foi presidida pelo reitor Roberto Medronho, no Salão Nobre da Decania do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN), e reuniu dirigentes, docentes, técnicos-administrativos, estudantes e ex-diretores do Instituto.

Ao empossar a nova diretora e Carlos Adam Conte Júnior na vice-direção, o reitor Roberto Medronho destacou a importância estratégica do Instituto de Química para a universidade e para o desenvolvimento científico do país. “A Química está no centro de muitos dos grandes desafios do nosso tempo. Está na transição energética, na busca por novos materiais, na indústria farmacêutica, na segurança alimentar, na preservação ambiental, na saúde, na biotecnologia e na transformação digital”, afirmou o reitor.

Medronho também destacou a tradição da unidade na formação de recursos humanos, na produção de conhecimento e na integração entre ensino, pesquisa, extensão e inovação. Ao desejar sucesso à nova gestão, reafirmou o compromisso da reitoria com o fortalecimento da universidade pública e da excelência acadêmica.

Ao assumir o cargo, Marlice Marques afirmou que inicia um novo ciclo para o Instituto de Química, pautado pelo fortalecimento da excelência no ensino, na pesquisa, na extensão e na inovação. Ela destacou que a unidade oferece cursos de graduação com conceito máximo no MEC, mantém cinco programas de pós-graduação — dois deles com nota 7 da Capes — e atende, além de seus próprios estudantes, outros 13 cursos da UFRJ.

Ex-diretora do Instituto de Química, a vice-reitora Cássia Turci lembrou momentos marcantes da trajetória da unidade, como a consolidação dos programas de pós-graduação e a comemoração dos 50 anos do Instituto. Ela destacou que o IQ se consolidou como uma unidade de excelência no ensino, na pesquisa, na extensão e na inovação, desempenhando papel decisivo na formação científica da UFRJ.

Criado em 1959, o Instituto de Química é uma das unidades mais tradicionais da universidade e desempenha papel central na formação de profissionais, na produção de conhecimento e no desenvolvimento científico e tecnológico do país. A nova direção terá mandato de quatro anos. O  decano do CCMN, Cabral Lima, e o diretor da gestão 2022-2026, Cláudio José de Araújo Mota, também participaram da cerimônia.

Reitor empossa nova direção da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo para a gestão 2026-2030

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou nesta sexta-feira (8/5) a cerimônia de posse da nova direção da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) para a gestão 2026-2030. O professor Alexandre José de Souza Pessoa assumiu o cargo de diretor da unidade ao lado do vice-diretor, professor Carlos Eduardo Nunes Ferreira, em solenidade realizada no Salão Nobre do Conselho Universitário, no edifício Jorge Machado Moreira, na Cidade Universitária.

Em seu discurso, Alexandre Pessoa destacou a trajetória histórica da FAU e reafirmou o compromisso da nova gestão com a defesa da universidade pública, da inovação e da formação crítica dos estudantes. O novo diretor lembrou que a escola completa, em 2026, 200 anos do ensino de arquitetura no Brasil e 80 anos como unidade independente da UFRJ.

“200 anos não são apenas um número expressivo, são uma marca profunda na formação desse país. Por mais de um século fomos a única escola de arquitetura do Brasil. Isso significa que grande parte dos arquitetos que pensaram, desenharam e construíram esse país passaram por aqui”, afirmou Pessoa.

Ao longo do pronunciamento, o novo diretor ressaltou o papel histórico da FAU na formação da arquitetura e do urbanismo brasileiros, lembrou a participação da unidade na criação de instituições como o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) e o CREA-RJ, além da atuação da faculdade em projetos estratégicos da universidade, como os estudos para moradias estudantis no campus da Cidade Universitária.

Alexandre Pessoa também destacou os desafios enfrentados pela universidade pública diante do subfinanciamento e defendeu a ampliação das políticas de inclusão e permanência estudantil.

“A Universidade pública brasileira é um patrimônio da sociedade, é um espaço de produção de conhecimento, de formação cidadã e de construção de alternativas para o país”, declarou.

O novo diretor ainda defendeu a aproximação entre arquitetura, tecnologia e compromisso social. Segundo ele, ferramentas como inteligência artificial, modelagem digital e fabricação avançada já fazem parte da realidade profissional e precisam integrar a formação acadêmica de forma crítica e responsável.

“Queremos uma escola que prepare profissionais capazes de atuar em múltiplas frentes, que saibam projetar, pesquisar, ensinar, inovar e também criar novas formas de inserção no mundo do trabalho”, disse.

Na cerimônia, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, ressaltou a relevância histórica da FAU para a universidade e para o desenvolvimento nacional, destacando a contribuição da unidade para o pensamento urbano, a formulação de políticas públicas e a transformação das cidades brasileiras.

“A FAU é uma dessas grandes expressões da nossa inteligência pública brasileira. Ao longo de sua trajetória, formou gerações de arquitetos, urbanistas, pesquisadores, professores, gestores públicos e profissionais que ajudaram a pensar, a projetar e a transformar os espaços urbanos, as cidades, os edifícios, os territórios e mesmo o modo de vida”, afirmou o reitor.

Medronho também destacou o papel da arquitetura e do urbanismo diante dos desafios contemporâneos, como desigualdade social, sustentabilidade e planejamento urbano. “Em um país como o nosso, marcado por profundas desigualdades sociais e territoriais, a arquitetura e o urbanismo não podem ser vistos como mero campo técnico ou estético. São também campos políticos, científicos, econômicos e civilizatórios”, disse.

O reitor ainda enfatizou a importância da excelência acadêmica e da inovação como pilares da universidade pública e defendeu investimentos estruturantes para fortalecer a educação, a ciência e a tecnologia no país. 

Ao passar o cargo para o novo diretor da FAU, Guilherme Carlos Lassance destacou em seu discurso o caráter coletivo da gestão encerrada e a importância da continuidade institucional na universidade pública. Ele ressaltou a parceria com Alexandre Pessoa ao longo dos últimos quatro anos e afirmou que muitas das realizações da gestão foram construídas de forma compartilhada.

“Queria reforçar a importância dessa continuidade. A gente entende também que existem projetos de Estado e não de governo. Numa democracia madura, precisamos compreender essas continuidades para além das veleidades de cada gestão”, afirmou Lassence. E lembrou que Alexandre Pessoa “já foi diretor durante quatro anos”, em referência à atuação como vice-diretor na gestão anterior.

A cerimônia contou ainda com a presença do decano do Centro de Letras e Artes, professor Afrânio Gonçalves Barbosa, além de docentes, técnicos-administrativos, estudantes e convidados.

Papa Matar toma posse como diretor da Escola de Química

A Escola de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou, nesta terça-feira (29/4), a cerimônia de posse de Papa Matar como novo diretor da unidade, em um evento marcado por emoção e simbolismo. Primeiro docente negro a assumir o cargo na história da instituição, ele foi conduzido à função em solenidade que reuniu comunidade acadêmica, familiares e autoridades, marcada pelo reconhecimento de trajetórias e pela reafirmação de compromissos institucionais.

Em seu discurso de posse, Papa Matar falou sobre os desafios contemporâneos da universidade, especialmente diante das transformações no perfil dos estudantes e das mudanças tecnológicas. Defendeu que a formação acadêmica deve ir além da excelência técnica e incorporar uma dimensão cidadã.

“A nossa tarefa é resgatar aquilo que é mais essencial: a verdade e a formação de cidadãos capazes de transformar a sociedade”, afirmou Papa. Ele também enfatizou a necessidade de adaptação às novas realidades, incluindo o avanço da inteligência artificial e as mudanças no ensino superior, defendendo uma universidade atenta ao seu tempo e comprometida com o futuro.

Durante a solenidade, o reitor Roberto Medronho destacou o significado da posse como um marco para a universidade. em sua avaliação, a nomeação do primeiro diretor negro da Escola de Química representa um avanço na construção de uma instituição mais diversa e comprometida com a equidade. “Não basta declarar que não somos racistas. Precisamos atuar de forma ativa na construção de uma universidade antirracista”, disse.

O reitor também ressaltou a trajetória acadêmica de Papa Matar, classificando-a como “absolutamente fantástica” e destacando seu perfil direto, ético e comprometido com o interesse público. Ao encerrar, Medronho reforçou o papel da universidade na formação de cidadãos e lideranças capazes de enfrentar desigualdades sociais, unindo excelência acadêmica e compromisso social.

A cerimônia foi marcada pela despedida de Fabiana Fonseca, que deixou a direção da Escola de Química há pouco mais de um ano para assumir a chefia de gabinete da Reitoria. Durante sua ausência, a condução da unidade ficou sob responsabilidade da então vice-diretora, professora Andréa Medeiros Salgado, que assumiu a direção em exercício até a posse da nova gestão.

Em discurso emocionado, Fabiana relembrou sua trajetória e destacou o caráter coletivo da gestão. “Este não é um adeus. É um até breve com a serenidade de quem confia no que construímos juntos”, afirmou. Ela também ressaltou a confiança na nova direção e a trajetória de Papa Matar na Escola. Segundo a professora, o novo diretor reúne “competência, espírito coletivo e visão institucional”, qualidades fundamentais para conduzir a unidade nos próximos anos.

Trajetória acadêmica

Nascido no Senegal, Papa Matar construiu sua formação acadêmica no Brasil. Graduou-se em Engenharia Química pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro, fez mestrado pela Coppe/UFRJ e doutorado pela própria Escola de Química. Desde 2013, é professor da UFRJ, atuando também na pós-graduação em Engenharia de Processos Químicos e Bioquímicos e no Programa de Engenharia Química da Coppe.

Antes, ele foi professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), onde também atuou na pós-graduação. Ao longo da carreira, publicou cerca de 40 artigos científicos na área de termodinâmica aplicada, com ênfase em biodiesel e sistemas envolvendo petróleo. Possui três patentes relacionadas a catalisadores e processos de purificação de biodiesel e realizou pós-doutorado na United Arab Emirates University.

Na Escola de Química, já exerceu a chefia do Departamento de Engenharia Química e integra o grupo de pesquisa ATOMS, coordenando laboratório voltado a processos de fluidos e descarbonização.

A posse de Papa Matar simboliza a continuidade de um projeto coletivo consolidado nos últimos anos na Escola de Química, marcado por avanços na gestão, na infraestrutura e na formação acadêmica, ao mesmo tempo em que inaugura uma nova etapa para a unidade.

A cerimônia de posse foi acompanhada por familiares do novo diretor, entre eles sua filha e seu irmão, professor do Cefet, em um momento que reuniu reconhecimento institucional e dimensão pessoal. Também participaram da mesa da posse a vice-decana do Centro de Tecnologia, Maria Inês Bruno Tavares e o novo vice-diretor da Escola, Ladimir José de Carvalho.

Posse na Escola de Belas Artes tem performance e marca início de nova gestão

A cerimônia de posse da nova direção da Escola de Belas Artes (EBA) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), realizada nesta quinta-feira (16/4), foi marcada por uma abertura fora do protocolo tradicional. O evento começou com uma apresentação artística — uma leitura cênica inspirada em texto da carnavalesca e docente Rosa Magalhães, falecida em julho de 2024 —, que imprimiu à solenidade o caráter criativo e simbólico da unidade.

Na sequência, o reitor Roberto Medronho conduziu a cerimônia e oficializou a posse do novo diretor da EBA, Daniel Lima Marques de Aguiar, para a gestão 2026–2030. Também foi empossado o vice-diretor, Clorisval Gomes Pereira Júnior. A solenidade reuniu a comunidade acadêmica no auditório da EBA.

Em sua fala, o reitor destacou o papel histórico da Escola de Belas Artes na formação cultural do país e sua contribuição para a universidade. “A Escola de Belas Artes ajudou a formar gerações de artistas, pesquisadores e profissionais que marcaram profundamente a cultura brasileira”, afirmou.

Medronho também ressaltou a importância da arte na construção de uma universidade mais sensível e comprometida com a sociedade. “A arte nos ensina a olhar de novo, a perceber o invisível e a ampliar os horizontes do possível. Defender a arte e a cultura é defender uma sociedade mais justa e mais humana”, disse.

Ao assumir o cargo, Daniel Lima agradeceu à comunidade da EBA e reforçou o compromisso com uma gestão participativa. “Pretendo honrar a confiança de vocês com dedicação ao trabalho, fortalecendo o espírito coletivo e a escuta ativa”, afirmou o novo diretor. Segundo ele, a gestão será pautada pela ampliação dos espaços de participação e pelo diálogo entre todos os segmentos da escola.

Performance

Na abertura da cerimônia de posse, o professor Samuel Abrantes fez uma performance, interpretando a personagem “Samile Cunha”, construída a partir de referências históricas e culturais. Em cena, deu voz a uma narrativa inspirada em texto da carnavalesca e docente Rosa Magalhães, evocando memórias, personagens e contextos ligados à formação cultural brasileira. A interpretação trouxe elementos simbólicos e críticos, conectando passado e presente e reforçando o papel da arte como forma de reflexão e expressão.

Além do reitor, a mesa da cerimônia de posse foi composta pela vice-reitora Cássia Turci, pelo decano do Centro de Letras e Artes, Afrânio Gonçalves Barbosa, pela diretora da Escola de Belas Artes na gestão 2022–2026, Madalena Ribeiro Grimaldi, pela vice-diretora da mesma gestão, Larissa Cardoso Feres Elias.

Nova direção da Escola Politécnica toma posse

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, empossou, nesta terça-feira (15/4), Sergio Lima Netto como novo diretor da Escola Politécnica, para o quadriênio  2026–2030. A cerimônia foi realizada no Salão Nobre da Decania do Centro de Tecnologia (CT), e reuniu autoridades acadêmicas, docentes, técnicos e estudantes. Também tomou posse o vice-diretor, Marcelo Gomes Miguez.

Em seu discurso, Medronho destacou o papel estratégico da universidade pública e, em especial, da Escola Politécnica, na formação de profissionais comprometidos com o desenvolvimento nacional e com a transformação social.

“A universidade precisa formar, antes de tudo, cidadãos comprometidos com as transformações de uma sociedade ainda profundamente desigual. Não apenas técnicos para o mercado, mas pessoas capazes de contribuir para um país mais justo”, afirmou.

O reitor também ressaltou a importância da ciência, da tecnologia e da inovação para a soberania nacional. Segundo ele, o fortalecimento dessas áreas é essencial para que o Brasil amplie sua autonomia e capacidade de enfrentar desafios contemporâneos.

“A soberania hoje passa pela capacidade de produzir conhecimento, desenvolver tecnologia e formar pessoas qualificadas. E a Escola Politécnica é uma das grandes forças nesse processo”, completou.

Ao final, o reitor reafirmou o apoio da Reitoria à nova gestão e destacou a relevância histórica da unidade. “A Politécnica é uma das joias da nossa universidade e seguirá tendo todo o suporte necessário para avançar ainda mais”, disse.

Parceria

Em sua fala,  o novo diretor enfatizou o caráter coletivo da gestão e o papel da Escola Politécnica como espaço de formação, inovação e articulação com a sociedade. Lima Netto destacou a evolução da unidade ao longo das últimas décadas, com iniciativas que vão além da sala de aula, como programas de intercâmbio, apoio a equipes de competição, aproximação com empresas e ações de extensão.

“A Escola Politécnica se transformou muito e hoje oferece uma formação ampla, que integra ensino, pesquisa, extensão e inovação. Isso só é possível com o trabalho conjunto de professores, técnicos e estudantes”, afirmou o novo diretor. Ele ressaltou que a gestão será pautada por parceria e diálogo. “O segredo é trabalhar junto. A escola é feita por todos nós”, argumentou. 

A cerimônia de posse contou com a participação da vice-reitora, Cássia Turci; da vice-decana do CT, Maria Inês Bruno Tavares; e da diretora da Escola Politécnica na gestão 2022–2026, Cláudia Morgado, além de outras autoridades acadêmicas. A posse marca a transição de gestão na unidade, uma das mais tradicionais da UFRJ, com mais de dois séculos de história e papel central na formação de engenheiros no país.