O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, empossou na quarta-feira (8/4) Ronaldo Fernandes e Juliana Manso Sayão na direção do Museu Nacional para o quadriênio 20262/2030. Em cerimônia realizada na Sala das Vigas, no Palácio de São Cristóvão, Medronho ressaltou o papel estratégico da instituição e reafirmou o compromisso da universidade com a reconstrução do museu após o incêndio de 2018.
Em seu discurso, o reitor destacou que a articulação entre diferentes setores e parceiros, tanto públicos quanto privados, tem sido decisiva para o avanço das obras e para a retomada das atividades.
“O apoio institucional tem sido fundamental para a reconstrução desse verdadeiro símbolo da educação pública, da ciência brasileira e da cultura nacional”, afirmou, ao salientar que a universidade seguirá como parceira permanente do Museu Nacional.
Durante a cerimônia, Medronho também reforçou a importância da ciência para o desenvolvimento do país e criticou posições negacionistas. Para ele, reconstruir o Museu Nacional é também reafirmar um projeto de país baseado no conhecimento, na valorização da ciência e na defesa da vida.
Ao assumir o cargo, o novo diretor apontou o momento de transição vivido pelo museu e o caráter coletivo da gestão. “Na qualidade de biólogo, posso afirmar que vida é mudança. Estamos aqui celebrando uma mudança de gestão em um espaço carregado de memória”, afirmou Ronaldo Fernandes. Ele relembrou os impactos do incêndio, a mobilização institucional e o apoio nacional e internacional que viabilizaram o projeto Museu Nacional Vive, responsável por impulsionar a reconstrução do palácio e das atividades científicas.
Fernandes ressaltou ainda que a nova gestão dará continuidade a esse processo com foco na ciência, na educação e na cultura. Segundo ele, o trabalho será conduzido de forma integrada, envolvendo toda a comunidade acadêmica e técnica do museu.
A vice-diretora Juliana Manso Sayão destacou o simbolismo do momento e a responsabilidade do cargo. “Assumir essa função é reafirmar um compromisso com a memória, com a ciência e com o futuro desta instituição tão fundamental para o país”, disse. Ela enfatizou a importância do trabalho coletivo e definiu o museu como um espaço “vivo, pulsante e essencial para o pensamento crítico, para a educação e para a construção da identidade nacional”.
Fundado em 6 de junho de 1818 por D. João VI, o Museu Nacional/UFRJ é a mais antiga instituição científica do país. Desde o incêndio de 2018, que destruiu grande parte do acervo e do Palácio de São Cristóvão, o museu passa por um amplo processo de restauração, com retomada gradual de suas atividades acadêmicas, científicas e educativas.
