Nova direção da Escola Politécnica toma posse

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, empossou, nesta terça-feira (15/4), Sergio Lima Netto como novo diretor da Escola Politécnica, para o quadriênio  2026–2030. A cerimônia foi realizada no Salão Nobre da Decania do Centro de Tecnologia (CT), e reuniu autoridades acadêmicas, docentes, técnicos e estudantes. Também tomou posse o vice-diretor, Marcelo Gomes Miguez.

Em seu discurso, Medronho destacou o papel estratégico da universidade pública e, em especial, da Escola Politécnica, na formação de profissionais comprometidos com o desenvolvimento nacional e com a transformação social.

“A universidade precisa formar, antes de tudo, cidadãos comprometidos com as transformações de uma sociedade ainda profundamente desigual. Não apenas técnicos para o mercado, mas pessoas capazes de contribuir para um país mais justo”, afirmou.

O reitor também ressaltou a importância da ciência, da tecnologia e da inovação para a soberania nacional. Segundo ele, o fortalecimento dessas áreas é essencial para que o Brasil amplie sua autonomia e capacidade de enfrentar desafios contemporâneos.

“A soberania hoje passa pela capacidade de produzir conhecimento, desenvolver tecnologia e formar pessoas qualificadas. E a Escola Politécnica é uma das grandes forças nesse processo”, completou.

Ao final, o reitor reafirmou o apoio da Reitoria à nova gestão e destacou a relevância histórica da unidade. “A Politécnica é uma das joias da nossa universidade e seguirá tendo todo o suporte necessário para avançar ainda mais”, disse.

Parceria

Em sua fala,  o novo diretor enfatizou o caráter coletivo da gestão e o papel da Escola Politécnica como espaço de formação, inovação e articulação com a sociedade. Lima Netto destacou a evolução da unidade ao longo das últimas décadas, com iniciativas que vão além da sala de aula, como programas de intercâmbio, apoio a equipes de competição, aproximação com empresas e ações de extensão.

“A Escola Politécnica se transformou muito e hoje oferece uma formação ampla, que integra ensino, pesquisa, extensão e inovação. Isso só é possível com o trabalho conjunto de professores, técnicos e estudantes”, afirmou o novo diretor. Ele ressaltou que a gestão será pautada por parceria e diálogo. “O segredo é trabalhar junto. A escola é feita por todos nós”, argumentou. 

A cerimônia de posse contou com a participação da vice-reitora, Cássia Turci; da vice-decana do CT, Maria Inês Bruno Tavares; e da diretora da Escola Politécnica na gestão 2022–2026, Cláudia Morgado, além de outras autoridades acadêmicas. A posse marca a transição de gestão na unidade, uma das mais tradicionais da UFRJ, com mais de dois séculos de história e papel central na formação de engenheiros no país.

Reitor da UFRJ empossa nova diretoria do Museu Nacional

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Roberto Medronho, empossou na quarta-feira (8/4) Ronaldo Fernandes e Juliana Manso Sayão na direção do Museu Nacional para o quadriênio 20262/2030. Em cerimônia realizada na Sala das Vigas, no Palácio de São Cristóvão, Medronho ressaltou o papel estratégico da instituição e reafirmou o compromisso da universidade com a reconstrução do museu após o incêndio de 2018.

Em seu discurso, o reitor destacou que a articulação entre diferentes setores e parceiros, tanto públicos quanto privados, tem sido decisiva para o avanço das obras e para a retomada das atividades.

“O apoio institucional tem sido fundamental para a reconstrução desse verdadeiro símbolo da educação pública, da ciência brasileira e da cultura nacional”, afirmou, ao salientar que a universidade seguirá como parceira permanente do Museu Nacional.

Durante a cerimônia, Medronho também reforçou a importância da ciência para o desenvolvimento do país e criticou posições negacionistas. Para ele, reconstruir o Museu Nacional é também reafirmar um projeto de país baseado no conhecimento, na valorização da ciência e na defesa da vida.

Ao assumir o cargo, o novo diretor apontou o momento de transição vivido pelo museu e o caráter coletivo da gestão. “Na qualidade de biólogo, posso afirmar que vida é mudança. Estamos aqui celebrando uma mudança de gestão em um espaço carregado de memória”, afirmou Ronaldo Fernandes. Ele relembrou os impactos do incêndio, a mobilização institucional e o apoio nacional e internacional que viabilizaram o projeto Museu Nacional Vive, responsável por impulsionar a reconstrução do palácio e das atividades científicas.

Fernandes ressaltou ainda que a nova gestão dará continuidade a esse processo com foco na ciência, na educação e na cultura. Segundo ele, o trabalho será conduzido de forma integrada, envolvendo toda a comunidade acadêmica e técnica do museu.

A vice-diretora Juliana Manso Sayão destacou o simbolismo do momento e a responsabilidade do cargo. “Assumir essa função é reafirmar um compromisso com a memória, com a ciência e com o futuro desta instituição tão fundamental para o país”, disse. Ela enfatizou a importância do trabalho coletivo e definiu o museu como um espaço “vivo, pulsante e essencial para o pensamento crítico, para a educação e para a construção da identidade nacional”.

Fundado em 6 de junho de 1818 por D. João VI, o Museu Nacional/UFRJ é a mais antiga instituição científica do país. Desde o incêndio de 2018, que destruiu grande parte do acervo e do Palácio de São Cristóvão, o museu passa por um amplo processo de restauração, com retomada gradual de suas atividades acadêmicas, científicas e educativas.