Nota de pesar


foto: Foca Lisboa/UFMG

Foi com pesar que a Reitoria da UFRJ teve ciência, nesta quinta-feira, 18/6, do falecimento de  Tomaz Aroldo da Mota Santos, professor emérito e ex-reitor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Uma triste perda não apenas para a comunidade acadêmica da UFMG, mas para o país.

Tomaz Aroldo foi o primeiro e único reitor negro da universidade mineira. Muito antes de o programa de ações afirmativas com cotas étnico-raciais ter sido implementado nas universidades, já defendia direitos e inclusão.

O professor se graduou em Farmácia e fez o doutorado em Bioquímica e Imunologia, ambas as formações pela UFMG. Fez também pós-doutorado em Imunologia pelo Instituto Pasteur (Paris/França). Foi, ainda, pró-reitor de Extensão, diretor do Instituto de Ciências Biológicas e, então, reitor da UFMG, entre 1994 e 1998. Com experiência na área de Imunologia, com ênfase em Imunoparasitologia e Imunobiologia, pesquisou principalmente esquistossomose, imunidade adquirida, mastócito e histamina, desenvolvimento e seleção de repertório de linfócitos B, com contribuições relevantes para a universidade pública. Em 1998 e 1999, foi professor visitante do Instituto Gulbenkian de Ciência (Oeiras/Portugal). Em 2015 e 2016, foi reitor pela segunda vez, agora na Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab).

Membro da Câmara de Biologia e Biotecnologia da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), Tomaz Aroldo integrou o Conselho Estadual de Educação e o Conselho Curador da Fundação Palmares, hoje (des)organizada por liderança que causa constrangimentos à população negra brasileira.

Na Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições de Ensino Superior (Andifes), Tomaz Aroldo foi vice-presidente e presidente, quando criou a Rede Negritude. No Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras (Crub), foi integrante de diretório. Como prêmios e distinções, recebeu a Medalha da Inconfidência e a Medalha Santos Dumont, concedidas pelo governo do estado de Minas Gerais, além do Prêmio Silva Lima, da Academia Nacional de Medicina (ANM).

Tomaz Aroldo deixa um importante legado. A Reitoria da UFRJ presta sinceras condolências à família, aos amigos e à comunidade acadêmica da UFMG, aos quais desejamos força e esperança neste momento difícil.

Reitoria da UFRJ
18/6/2020