UFRJ lamenta morte do professor emérito e decano do CCS, Luiz Eurico Nasciutti

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) comunica com  profundo pesar o falecimento, nesta quarta-feira, 29/7, do professor emérito do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) e decano do Centro de Ciências da Saúde (CCS), Luiz Eurico Nasciutti. Uma das mais importantes referências institucionais nas áreas de Biologia Celular e Tecidual, o docente deixa um significativo legado acadêmico, construído ao longo de mais de cinco décadas de dedicação à Minerva. Sua trajetória foi marcada pela formação de centenas de estudantes, mestres e doutores, e pelo compromisso com a universidade pública. 

Pesquisador reconhecido nacional e internacionalmente, foi responsável por importantes contribuições para o estudo da endometriose, do câncer de próstata, das interações celulares e da biologia do sistema reprodutor. Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade de Brasília (UnB), mestre em Histologia e Embriologia pela UFRJ e doutor em Biologia Celular e Molecular na Université Pierre et Marie Curie, em Paris, Nasciutti também liderou grupos de pesquisa de destaque.

Integrante do corpo docente da UFRJ desde 1975, o professor exerceu, ao longo da carreira,  várias funções de gestão universitária: chefe de departamento, coordenador de pós-graduação, diretor do ICB, vice-decano e, desde 2018, decano do CCS. Capacidade de diálogo, defesa incondicional da ciência e da educação pública, busca permanente por integração entre as diversas unidades do Centro de Ciências da Saúde foram características de sua liderança. 

Defensor da educação inspirada na pedagogia dialógica de Paulo Freire, o docente considerava o ensino um processo coletivo de construção do conhecimento, sempre associado ao compromisso social. Em reconhecimento à excelência de sua trajetória na UFRJ e à contribuição para o avanço da ciência brasileira, Luiz Eurico Nasciutti recebeu, no dia 8/6 deste ano, o título de professor emérito, a mais alta distinção acadêmica concedida pela Universidade. 

O velório será realizado amanhã, 30/7, das 9h às 12h, no Fórum de Ciência e Cultura (FCC), na Avenida Rui Barbosa, 762, Flamengo. Neste momento de dor, a  Reitoria da UFRJ solidariza-se com familiares, amigos, colegas, estudantes e toda a comunidade acadêmica. 

UFRJ lamenta a morte do professor emérito Luiz Felipe Alvahydo de Ulhoa Canto

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) manifesta profundo pesar pelo falecimento do professor emérito Luiz Felipe Alvahydo de Ulhoa Canto, ocorrido ontem (29/6), aos 81 anos.

Referência nacional e internacional em Física Nuclear, Luiz Felipe Canto dedicou mais de quatro décadas à UFRJ, instituição da qual foi aluno, mestre, professor titular e, posteriormente, professor emérito. Sua dissertação de mestrado, defendida em 1973, foi a primeira apresentada no Programa de Pós-Graduação em Física da Universidade.

Graduado em Engenharia Eletrônica pela UFRJ, em 1968, concluiu o doutorado na University of Oxford, em 1976, e realizou pós-doutorado na University of California, Berkeley. Ingressou como docente da UFRJ em 1978 e tornou-se professor titular em 1994. Mesmo após a aposentadoria, em 2014, permaneceu atuando como professor colaborador voluntário.

Ao longo de sua trajetória, destacou-se pelas contribuições à teoria de reações nucleares, com pesquisas sobre colisões de íons pesados, fusão nuclear, quebra de núcleos fracamente ligados e espalhamento nuclear. Reconhecido por sua produção científica de excelência, também exerceu papel fundamental na formação de gerações de físicos e na consolidação da pesquisa em Física Nuclear no Brasil.

Foi também coordenador do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Física, vice-diretor da unidade por duas vezes, membro de comitês científicos do CNPq e da Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj), além de integrar o corpo editorial do Brazilian Journal of Physics.

Professor admirado por colegas e estudantes, Luiz Felipe Canto deixa um legado que ultrapassa sua expressiva produção científica. Sua dedicação ao ensino, à pesquisa e à formação de novos pesquisadores marcou profundamente a história do Instituto de Física e da UFRJ.

A Reitoria da UFRJ solidariza-se com familiares, amigos, colegas, ex-alunos e toda a comunidade acadêmica neste momento de dor. O velório será realizado nesta terça-feira (30/6), das 12h30 às 15h30, na Capela 7 do Cemitério Memorial do Carmo.

UFRJ lamenta a morte do professor Marcos Cavalcanti, referência em inteligência estratégica e gestão do conhecimento

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) manifesta profundo pesar pelo falecimento do professor Marcos Cavalcanti, docente titular da Coppe/UFRJ, coordenador do Centro de Referência em Inteligência Estratégica (CRIE) e um dos principais especialistas brasileiros em gestão do conhecimento, ativos intangíveis, pensamento complexo e inteligência artificial.

Marcos Cavalcanti faleceu na madrugada desta terça-feira (23/6), aos 68 anos, em decorrência de um câncer. O velório será realizado nesta quarta-feira (24/6), das 11h às 14h, na Capela 8 do Cemitério São João Batista, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

Ao longo de mais de três décadas de atuação acadêmica e profissional, Marcos Cavalcanti dedicou sua trajetória à construção de pontes entre universidade, setor público, empresas e sociedade. Foi pioneiro em temas que hoje ocupam posição central nos debates contemporâneos, como a economia do conhecimento, a inteligência coletiva, a ciência das redes, o Big Data estratégico e a valorização dos ativos intangíveis.

Graduado em Matemática pela UFRJ, mestre e doutor em Informática pela Université Paris-Sud (Université de Paris XI), na França, Marcos construiu uma carreira marcada pela inovação e pela capacidade de antecipar tendências. Na Coppe, formou gerações de pesquisadores, gestores e profissionais, coordenando cursos de pós-graduação e projetos que contribuíram para consolidar a gestão do conhecimento como campo estratégico no Brasil.

À frente do CRIE, liderou dezenas de iniciativas voltadas à produção e aplicação do conhecimento em benefício da sociedade. Entre elas, destacam-se projetos desenvolvidos em parceria com instituições públicas, como o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, incluindo a plataforma MP em Mapas, referência nacional em dados georreferenciados e transparência pública.

Seu trabalho também teve projeção internacional. Marcos foi fundador e membro do conselho do The New Club of Paris, rede global dedicada aos estudos sobre a economia do conhecimento, e atuou em projetos inovadores voltados à avaliação de ativos intangíveis, inteligência estratégica e transformação digital.

Em maio de 2025, ao comentar os impactos econômicos e culturais do show da cantora Lady Gaga no Rio de Janeiro, Marcos destacou a importância da chamada economia criativa, tema ao qual dedicou boa parte de sua produção intelectual. Para ele, os grandes eventos revelavam uma transformação profunda da economia contemporânea, cada vez mais baseada em conhecimento, informação, cultura e inovação.

Em reconhecimento à sua contribuição para a sociedade, recebeu, em 2020, o Colar do Mérito do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, a mais alta honraria concedida pela instituição. Além de sua destacada trajetória acadêmica, Marcos Cavalcanti ocupou cargos de liderança na Faperj, onde foi diretor de Tecnologia e, posteriormente, presidente da instituição, contribuindo para o fortalecimento da pesquisa científica e da inovação no Rio de Janeiro.

Professor, pesquisador, gestor e pensador inquieto, Marcos Cavalcanti deixa um legado de conhecimento, inovação e compromisso com o desenvolvimento do país. Sua atuação ajudou a ampliar o papel da universidade na construção de soluções para desafios complexos da sociedade contemporânea.

A UFRJ solidariza-se com familiares, amigos, colegas, alunos e ex-alunos neste momento de dor e saudade.

UFRJ lamenta a morte de Doris Rosenthal, referência da endocrinologia brasileira

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lamenta profundamente o falecimento da professora Doris Rosenthal, aos 93 anos, ocorrido nesta sexta-feira (5/6). Docente aposentada do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), Doris construiu uma trajetória marcada pela excelência acadêmica, pelo pioneirismo científico e pela dedicação à formação de gerações de pesquisadores e médicos endocrinologistas.

Em reconhecimento à sua contribuição para a universidade e para a ciência brasileira, a professora foi agraciada, em 2023, com a Medalha Minerva do Mérito Acadêmico, uma das mais importantes honrarias concedidas pela UFRJ.

Graduada em Medicina pela então Universidade do Distrito Federal, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), em 1957, Doris Rosenthal obteve o título de doutora em Ciências Biológicas (Biofísica) pela UFRJ em 1975. Em 1978, realizou pós-doutorado no Instituto Nacional da Saúde e da Pesquisa Médica (INSERM), na França.

Em uma época em que a medicina e a pesquisa científica eram espaços predominantemente masculinos, destacou-se também pela defesa da participação das mulheres na carreira acadêmica e científica. Em 1977, ingressou como professora adjunta do Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, onde permaneceu até sua aposentadoria, em 2002.

Ao longo de sua trajetória na UFRJ, ministrou diversas disciplinas e desenvolveu pesquisas no Laboratório de Fisiologia Endócrina, atualmente denominado Laboratório de Fisiologia Endócrina Doris Rosenthal, em homenagem à sua contribuição para a área. Mesmo após a aposentadoria, continuou atuando voluntariamente no laboratório, colaborando com pesquisas e orientando novas gerações de cientistas.

Sua produção científica teve destaque nas áreas de endocrinologia e fisiologia, com ênfase em estudos sobre tireoide, envelhecimento, hipófise e as interações entre os sistemas tireoidiano e gonadal. Seu trabalho ajudou a consolidar importantes linhas de pesquisa na fisiologia endócrina brasileira.

Além da atuação na universidade, Doris Rosenthal exerceu papel fundamental em entidades científicas nacionais e internacionais. Foi sócia fundadora, vice-presidente e presidente da Latin American Thyroid Society (LATS), além de cofundadora, vice-diretora, diretora e integrante do conselho diretor da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). Também foi membro correspondente da European Thyroid Association (ETA) e membro honorário nacional da Academia Nacional de Medicina (ANM).

Ao longo da carreira, recebeu diversas distinções e homenagens, entre elas o Prêmio Prata da Casa, concedido pelo IBCCF em 2015, em reconhecimento à sua contribuição para a história e o desenvolvimento do Instituto.

Neste momento de tristeza, a UFRJ se solidariza com familiares, amigos, colegas, alunos e ex-alunos da professora Doris Rosenthal, cuja trajetória permanecerá como exemplo de dedicação à ciência, à educação pública e à formação de recursos humanos para o país.

O velório será realizado nesta sexta-feira (5/6), das 13h às 18h, na Capela A da Funerária Oswaldo Cruz, em Petrópolis.

UFRJ lamenta a morte de Noca da Portela, doutor honoris causa da Universidade

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lamenta profundamente a morte do sambista, compositor e baluarte da cultura popular brasileira Noca da Portela, ocorrida neste domingo (17/5), aos 93 anos. Autor de mais de 500 canções e um dos nomes mais importantes da história da Portela e do samba carioca, Noca deixa um legado marcado pela defesa da cultura popular, pela militância política e por uma obra que atravessou gerações.

Nascido em Leopoldina, Minas Gerais, com o nome de Osvaldo Alves Pereira, mudou-se ainda criança para o Rio de Janeiro. Começou cedo na música e, aos 14 anos, já compunha sambas-enredo. Em 1967, a convite de Paulinho da Viola, passou a integrar a ala de compositores da Grêmio Recreativo Escola de Samba Portela, tornando-se um de seus principais baluartes e autor de sambas campeões que marcaram a história da agremiação.

Além da trajetória na avenida, Noca construiu uma carreira marcada pelo engajamento social e político. Participou de movimentos culturais e democráticos, compôs jingles históricos e fez do samba também instrumento de memória, resistência e afirmação popular.

Em reconhecimento à sua contribuição para a cultura brasileira, a UFRJ concedeu ao sambista o título de doutor honoris causa em agosto de 2020, em cerimônia virtual realizada durante a pandemia de Covid-19. A homenagem foi celebrada presencialmente em junho de 2022, em sessão solene marcada pela emoção e pelo reconhecimento à importância de sua obra para o cancioneiro nacional e para a história da resistência à ditadura civil-militar de 1964.

Na ocasião, Noca agradeceu à Universidade pela honraria e afirmou estar “recebendo flores em vida”. O parecer que fundamentou a concessão do título destacou sua relevância para a música brasileira e seu papel como voz ativa da cultura popular e da memória democrática do país.

Ao longo dos anos, Noca manteve uma relação próxima com a UFRJ e participou de diferentes iniciativas ligadas à valorização da cultura popular. Em fevereiro deste ano, a Universidade apoiou o projeto do Centro Cultural Casa do Noca, iniciativa voltada à preservação de seu acervo e de sua trajetória artística, articulada pela Superintendência Geral de Ações Afirmativas, Diversidade e Acessibilidade (SGAADA).

O reitor da UFRJ, Roberto Medronho, amigo de longa data do compositor, também dividiu com Noca parcerias musicais e composições de samba ao longo dos anos. Ele lamentou a perda do artista e lembrou sua generosidade e alegria: “Era uma pessoa cheia de vida”.

O velório será realizado amanhã (19/5), na quadra da Portela, em Madureira, com cerimônia aberta ao público. Noca da Portela deixa filhos, netos, bisnetos e uma obra fundamental para a história do samba e da cultura brasileira.

Adeus a Luciana Jesus da Costa

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lamenta, com profundo pesar, o falecimento da professora Luciana Jesus da Costa, diretora do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes e vice-diretora do Núcleo de Enfrentamento e Estudos de Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes (Needier), ocorrido na madrugada de 7/4/2026.

Docente da UFRJ desde 2006, Luciana construiu uma trajetória marcada pela excelência acadêmica e pelo compromisso com a universidade pública. Referência nacional nas áreas de Virologia e Genética Molecular, desenvolveu pesquisas relevantes sobre HIV, chikungunya e SARS-CoV-2, contribuindo para o avanço do conhecimento científico e para a formação de novas gerações de pesquisadores.

Apaixonada pela docência, atuou de forma dedicada na graduação e na pós-graduação, além de participar ativamente de cursos e congressos científicos. Durante a pandemia de Covid-19, teve papel fundamental na otimização dos primeiros testes moleculares realizados na universidade e na criação do Needier, iniciativa estratégica no enfrentamento de doenças infecciosas emergentes e reemergentes.

Luciana também se destacou por sua atuação na gestão acadêmica, exercendo a direção do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes com responsabilidade, sensibilidade e espírito público, mesmo diante de desafios pessoais.

Mãe de Pedro, deixa familiares, amigos, colegas e uma comunidade acadêmica profundamente impactada por sua partida. Seu legado permanecerá vivo na ciência, na formação de seus alunos e na memória de todos que conviveram com sua generosidade, firmeza e compromisso.

O velório será realizado nesta quarta-feira, 8/4, das 13h às 15h30, no Átrio do Palácio Universitário, na Praia Vermelha.

A UFRJ se solidariza com familiares, amigos e toda a comunidade acadêmica neste momento de dor.

Adeus a Amilcar Tanuri

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lamenta, com profundo pesar, o falecimento do professor e pesquisador Amilcar Tanuri, ocorrido na tarde desta sexta-feira, 26/9, no Hospital Barra D’Or, no Rio de Janeiro.

Nascido em 4/9/1958, graduou-se no curso de Medicina da UFRJ em 1982, complementando sua formação com o mestrado em Biofísica e o doutorado em Genética, na mesma instituição. Fez especialização em Genética Molecular pela Universidade de Sussex, na Inglaterra, e pós-doutorado, de 1996 a 1998, pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), em Atlanta, nos Estados Unidos.

Professor titular do Departamento de Genética do Instituto de Biologia (IB) da UFRJ desde 2011, dedicou a vida à virologia, tornando-se referência em estudos sobre o HIV e arboviroses. Foi notável em grande número de publicações no assunto, servindo inclusive como consultor da Organização Mundial da Saúde na rede de pesquisa sobre a resistência do HIV aos medicamentos (HIV ResNet). 

Recentemente, reafirmando seu papel na atuação em emergências de saúde pública, tornou-se face do combate à covid-19, liderando pesquisas em diagnóstico molecular e vigilância genômica e sendo uma das vozes mais ativas na produção e divulgação de conhecimento sobre o tema. Foi o primeiro servidor da UFRJ a ser vacinado contra a covid-19, como símbolo. Sua atuação foi decisiva para a integração da ciência, saúde pública e informação de qualidade para a população, o que resultou na sua participação na criação do Núcleo de Enfrentamentos e Estudos de Doenças Infecciosas Emergentes e Reemergentes (Needier) da UFRJ.

Para amigos, colegas e alunos, o professor era sinônimo de humildade e simplicidade, uma pessoa que dedicou sua vida à produção de conhecimento voltado à melhora da saúde pública no Brasil, dedicando-se a levar para o SUS a tecnologia de ponta criada na Universidade.

Mais do que um excelente professor da teoria, foi exemplo prático do porquê faz-se ciência no Brasil e reafirmou o papel da universidade frente à sociedade: produzir conhecimentos que resultem em mudanças positivas para a nossa população. Amilcar sonhou, concretizou e ensinou aqueles que conviveram com ele a sonharem juntos – o sonho de fazer melhor e de fazer mais pelo povo e pela ciência do nosso país.

Amilcar Tanuri tinha 67 anos e faleceu por complicações no coração devido à diálise. Ele era casado com Andrea Tavares e tinha dois filhos, Luiza e João. O velório será realizado amanhã (27/9) no Atrio do Palácio Universitário, no campus da Praia Vermelha, de 10h às 14h. O acesso de pedestres se dará pela entrada localizada na Avenida Venceslau Brás, 71, ao lado do Hospital Philippe Pinel. Já o de veículos, pela da Rua Lauro Muller, 139, ao lado do portão 455 do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF). O enterro será logo em seguida, no cemitério São João Batista.

A excelência do seu trabalho, a mente brilhante e inovadora e o carinho pelo Brasil certamente se preservarão na memória e se perpetuarão nos atos de todos que tiveram o prazer de conviver com ele.

A UFRJ lamenta profundamente sua partida e transmite força aos familiares, amigos e à comunidade acadêmica neste momento de tristeza.

Adeus a Michel Misse

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) comunica, com profundo pesar, o falecimento do professor Michel Misse, aos 74 anos, nesta quinta-feira, 14/8. O velório será amanhã, sexta-feira, 15/8, das 10h às 15h, no Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs/UFRJ), unidade da qual foi diretor entre 1990 e 1993. 

Misse tinha câncer no pulmão e estava internado desde o fim de julho. Ele deixa a companheira, Joana Vargas, três filhos (André, Daniel e Michel Filho), e dois netos (Laila e Antonio).

Nascido em Cachoeiro de Itapemirim, sul do Espírito Santo, Misse construiu uma trajetória brilhante como sociólogo, consagrando-se como um dos mais importantes pesquisadores na área de violência, criminalidade e segurança pública no país.

Tornou-se professor da UFRJ em 1978, aposentando-se em 2018. Em 1999, no âmbito do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Antropologia (PPGSA), fundou o Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana (Necvu/UFRJ), do qual foi coordenador até 2023 e onde seguem sendo desenvolvidas algumas das pesquisas mais relevantes no país sobre crime, violência, conflito e justiça criminal e moralidades. O docente também dirigiu a Editora UFRJ, entre os anos de 2012 e 2019.

Michel Misse é o autor de obras de referência no campo da sociologia criminal, dentre as quais destacam-se Malandros, marginais e vagabundos: a acumulação social da violência no Rio de Janeiro (1999), Crime e violência no Brasil contemporâneo (2006) e O inquérito policial no Brasil: uma pesquisa empírica (2010).

A UFRJ solidariza-se com os familiares, amigos, colegas e estudantes neste momento de dor. Michel Misse deixa um legado inestimável para a Universidade, para gerações de alunos que ajudou a formar, para a sociedade e para as Ciências Sociais.

Adeus a José d’Albuquerque e Castro

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) comunica, com profundo pesar, o falecimento do professor José d’Albuquerque e Castro, na terça-feira (12/8). 

O docente esteve à frente do Instituto de Física (IF/UFRJ) nos períodos de 2002 a 2006 e de 2010 a 2013, trabalhando incansavelmente para a construção do prédio sede do Instituto, na Cidade Universitária.

Doutor em Física Matemática pelo Imperial College of Science, Technology and Medicine (Londres, 1981), o professor titular aposentado dedicou suas atividades de pesquisa ao estudo de propriedades magnéticas e de transporte de sistemas nanoestruturados. Também coordenou projetos de grande porte na área de Nanociência e Nanotecnologia.

José d’Albuquerque foi agraciado com a Comenda da Ordem Nacional do Mérito Científico, destinada a premiar personalidades nacionais e estrangeiras que se distinguiram por relevantes contribuições à Ciência e à Tecnologia. 

No cenário internacional, coordenou o Centro Brasileiro-Argentino de Nanociência e Nanotecnologia (Cban), presidiu o Comitê Gestor do Programa Sul-Americano de Apoio às Atividades de Cooperação em Ciência e Tecnologia (Prosul) e atuou como gestor na área de Nanociência e Nanotecnologia do Mecanismo de Integração e Coordenação Bilateral Brasil-Argentina (Micba).

Foi membro da Sociedade Brasileira de Física (SBF) e representante brasileiro no Centro Latino-Americano de Física (Claf).

D’Albuquerque será lembrado por sua postura agregadora e pelo trato gentil e respeitoso com todos, além do bom-humor e da simpatia que demonstrava pelos corredores do IF.

A UFRJ solidariza-se com os familiares, amigos, colegas e estudantes neste momento de dor. O professor deixa um legado inestimável para a Universidade e o campo científico.

O velório e a cremação foram realizados nesta quarta-feira (13/8), no Cemitério São João Batista, na Zona Sul da cidade do Rio de Janeiro.

Nota de pesar pelas vítimas do acidente com estudantes da UFPA

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lamenta, com profundo pesar, a morte de cinco pessoas em acidente ocorrido na madrugada desta quarta-feira, dia 16, na BR-153, em Goiás. Três vítimas eram estudantes da Universidade Federal do Pará (UFPA).

O ônibus em que eles estavam, que tinha como destino o 60º Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), em Goiânia, colidiu com uma carreta. Além dos estudantes, o motorista do ônibus e o motorista do outro veículo envolvido no acidente também faleceram.

Neste momento de dor, a UFRJ compartilha o  luto dos paraenses e manifesta solidariedade aos parentes e amigos das vítimas e à comunidade acadêmica da UFPA, desejando uma pronta recuperação aos feridos.