Adeus a Flavio Fonseca Nobre

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lamenta, com profundo pesar, o falecimento do professor Flavio Fonseca Nobre, 76 anos, do Programa de Engenharia Biomédica (PEB) do Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (Coppe/UFRJ). 

Engenheiro eletrônico formado pela Faculdade de Engenharia Mauá (1971), Flavio foi aluno da segunda turma do PEB, onde obteve o mestrado em 1975. Pouco depois, seguiu para Londres para fazer Doutorado no Imperial College of Science and Technology, sob a orientação do emérito cientista Bruce McArthur Sayers, em 1981. 

Flavio construiu toda a sua carreira de professor e cientista no PEB, desde as suas origens. Fundador da Sociedade Brasileira de Engenharia Biomédica, ele foi um dos criadores da área de Engenharia de Sistemas de Saúde, onde atuou na análise de dados epidemiológicos, com uma breve passagem pelo Center of Disease Control, em Atlanta. Mesmo aposentado, o professor nunca se desligou do PEB.

Flavio Fonseca Nobre foi velado na sexta-feira (23/5), na Capela 4 do Crematório da Penitência (Caju).

Adeus a Igor Sacramento

É com pesar que a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) comunica o falecimento do pesquisador e professor Igor Sacramento, docente da Escola de Comunicação (ECO). Igor faleceu aos 41 anos, no mês passado, em Paris, durante seu pós-doutorado na École des Hautes Études en Sciences Sociales, em decorrência de uma meningite bacteriana.

Com carreira promissora pela frente, a partida precoce do docente nos demonstra a fragilidade da vida. Ainda jovem, Igor iniciou a graduação em jornalismo na Escola de Comunicação da UFRJ, onde também cursou mestrado e doutorado. Na instituição, construiu uma trajetória brilhante, fruto de dedicação e amor pela ciência. 

Com sorriso no rosto e perguntas inquietantes, a narrativa do professor ultrapassa as linhas de seus livros e artigos. A atuação de Igor está no cotidiano, na pesquisa, na motivação dos seus alunos e no ativismo racial.  Considerado um dos maiores especialistas em comunicação da contemporaneidade, ele recebeu Menção Honrosa do Prêmio Capes e do Prêmio Compós pela singularidade da sua tese de doutorado. 

Doutor (2012) e mestre (2008) em Comunicação e Cultura pela ECO/UFRJ, com estágio pós-doutoral na mesma instituição (de 2012 a 2014), o docente foi pesquisador visitante no Institut de Recherche Interdisciplinaire sur les Enjeux Sociaux (sciences sociales, politique, santé) da École des Hautes Études en Sciences Sociales (Paris/França). Também participou do Laboratório de Pesquisa em Comunicação e Saúde do Instituto de Comunicação e Informação Científica e Tecnológica em Saúde da Fundação Oswaldo Cruz (Laces/Icict/Fiocruz). 

Na UFRJ, atuava como professor do quadro permanente do Programa de Pós-Graduação em Comunicação e Cultura (PPGCOM/UFRJ) e pesquisador do Núcleo de Estudos e Projetos em Comunicação (Nepcom/ECO/UFRJ). Além disso, integrou, na condição de vice-presidente, a Associação Brasileira de Pesquisadores em História da Mídia (Alcar). Em seu currículo, constam mais de 15 livros publicados que abordam temas sobre comunicação, história e saúde. Foi bolsista de produtividade em pesquisa pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e Cientista do Nosso Estado pela Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

A  Universidade Federal do Rio de Janeiro lamenta profundamente a partida. Igor deixa um legado de dedicação e amor à docência e à pesquisa. Neste momento de profunda tristeza, desejamos força aos familiares, amigos, orientandos e alunos. Que o amor de Igor pelo saber nos sirva de inspiração e que possamos honrar o seu legado! 

Adeus a Roberto de Regina

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lamenta, com pesar, a morte do cravista, regente e luthier Roberto de Regina, que ocorreu nesta sexta-feira, 25/4, por causas naturais, aos 98 anos. Em fevereiro de 2025, a UFRJ concedeu ao músico o título de doutor honoris causa.

Formado em Medicina pela UFRJ, em 1952, Roberto de Regina já se dedicava à música nos tempos de estudante, atividade que acabou prevalecendo e o destacou no cenário nacional. Como cravista, destacou-se no cenário nacional desde a década de 1940, atuando também como regente. Já como luthier, conseguiu alterar a trajetória da cena musical brasileira. Foi o primeiro construtor brasileiro de cravo no século XX, contribuindo para a difusão do instrumento no país.

Em 1973, participou, com grande sucesso, de um concerto com Aurèle Nicolet, um dos maiores flautistas da época. A partir de 1974, focou na realização de recitais solo, realizados em espaços variados, como na Sala Cecília Meireles, Casa de Rui Barbosa e Teatro Senac, com obras de Couperin, Lully, Bach, Purcell entre outros. 

Entre 1978 e 1999, desenvolveu seus recitais em espaços alternativos, como o Teatro da Reitoria da UFF, o Planetário da Gávea, o Teatro Vanucci, o auditório da Sondotécnica, o Jóquei Clube, o Espaço BNDES, a Igreja do Outeiro da Glória, o Centro Cultural Cândido Mendes e a Uerj, onde participou da série Uerj Clássica. 

Paralelamente às atividades de cravista e regente, o trabalho de Roberto de Regina como luthier é um divisor de águas na cena musical brasileira. A partir da década de 1960, tornou-se o primeiro construtor brasileiro do instrumento no século XX, o que permitiu que muitos pudessem começar a tocá-lo, sem a necessidade de recorrer à importação, contribuindo para a difusão do instrumento no país.

O músico  teve  presença destacada em diversas rádios do país, como a Rádio MEC, o Jornal do Brasil e o programa Clássicos JB. Suas múltiplas atividades profissionais ainda incluíram palestras, cursos e presenças como professor de cravo em festivais de música pelo país. Sua discografia contabiliza 26 álbuns e cinco DVDs, tendo recebido o Prêmio Sharp na categoria música instrumental. 

A vida e a obra do artista serão representadas nas telas em O Cravista, longa-metragem documental que está sendo produzido com direção e roteiro de Luiz Eduardo Ozório.

A iniciativa em conceder o título de doutor honoris causa a Roberto de Regina partiu do Departamento de Instrumentos de Teclado, sendo aprovada pela Congregação da Escola de Música e pelo Conselho Universitário da UFRJ. 

O falecimento de Roberto de Regina foi anunciado pelo centro cultural criado pelo músico, a Capela Magdalena, em Guaratiba, no Rio de Janeiro, local onde viveu desde os anos 1970. 

Adeus a Vilma de Carvalho

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lamenta, com profundo pesar, o falecimento da professora Vilma de Carvalho, 93 anos, ocorrido na segunda-feira, dia 21/4, em Lisboa (Portugal). Professora titular do Departamento de Enfermagem de Saúde Pública da Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN), Vilma era enfermeira, filósofa e referência ética e epistemológica na enfermagem brasileira. 

A professora dedicou sua vida ao ensino, à pesquisa e ao cuidado, formando gerações de profissionais e pesquisadores comprometidos com um cuidar sensível, crítico e transformador. Vilma de Carvalho era graduada em Enfermagem pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1954)  e em Filosofia pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (1967), além de ser pós-graduada no Medical Surgical Nursing – Wayne State University (1962). 

Vilma de Carvalho coordenou a mudança do currículo do curso de graduação em Enfermagem e Obstetrícia da EEAN/UFRJ, como parte de um projeto nacional patrocinado e financiado pelo MEC e denominado “Projeto Novas Metodologias para o Ensino Superior”. Durante o período 1976 – 1985, a professora ocupou a posição de coordenadora especial da mudança curricular em nível de graduação (1976 a 1982) e o cargo de Coordenadora do Curso de Graduação da EEAN (1983 a 1985). Foi diretora da EEAN entre 1986 e 1989. 

A professora esteve presente em momentos emblemáticos da história da saúde no Brasil. Em 1988, diante do desastre provocado pelas fortes chuvas no Rio de Janeiro, colaborou ativamente na reabertura do Hospital Escola São Francisco de Assis (HESFA), demonstrando sua capacidade de articulação e compromisso com o cuidado em situações de crise. 

Era autora de diversas obras fundamentais, como o livro “Lex Art: a arte de cuidar”, um marco na discussão do cuidado como ato ético-estético-político. A produção científica da professora pode ser dividida em três tipos principais: proposições sobre a enfermagem e sua prática; contribuições sobre o ensino de enfermagem; e ensaios de natureza crítica especulativa com intenções gnoseológicas.

“Ela dedicou sua vida profissional à enfermagem e à Escola de Enfermagem Anna Nery”, disse a diretora da EEAN, Elisabete Pimenta Araújo Paz, sobrinha de Vilma. Elisabete decretou três dias de luto oficial pela morte de Vilma. Também serão feitas homenagens póstumas, em data ainda a ser definida.   

Vilma de Carvalho morreu de causas naturais, segundo informou a sobrinha. Era solteira e deixa irmãos e sobrinhos. O enterro será na quarta-feira, dia 23/4, em Portugal.

Adeus a Heloisa Teixeira

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lamenta, com profundo pesar, o falecimento da professora emérita e imortal da Academia Brasileira de Letras (ABL) Heloisa Teixeira, ocorrido nesta sexta-feira, 28/3. A professora e escritora, de 85 anos, morreu após complicações de uma pneumonia e insuficiência respiratória aguda. Ela estava internada na Casa de Saúde São Vicente, na Gávea. O velório será neste sábado, 29/3, na sede da ABL, no centro do Rio de Janeiro.

Nascida em 26 de julho de 1939, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, Heloisa se mudou com a família para o Rio de Janeiro aos 4 anos. Em 1961, formou-se em Letras Clássicas pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-Rio). De 1964 a 1965, especializou-se em teoria da literatura. Fez mestrado e doutorado em Literatura Brasileira na UFRJ e pós-doutorado em Sociologia da Cultura na Universidade de Columbia, em Nova York. 

Heloisa ingressou na UFRJ em 1964 como docente auxiliar, ministrando aulas sobre Lima Barreto, José de Alencar e Mário de Andrade. Em 1969, tornou-se professora titular da Universidade. Durante sua trajetória na instituição, desenvolveu pesquisas com foco na relação entre cultura e desenvolvimento, com atenção voltada a áreas como poesia, relações de gênero e étnicas, culturas marginalizadas e cultura digital.

Na década de 1980, assumiu a direção do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro – MIS/RJ. Em 1986, criou a Coordenação Interdisciplinar de Estudos Culturais (Ciec), laboratório de pesquisa de pós-graduação da Escola de Comunicação da UFRJ, que marca a passagem de seu foco de pesquisa da literatura marginal para as questões literárias de raça e gênero. Ao mesmo tempo, atuou como cronista do Jornal do Brasil.

Uma das principais vozes do feminismo

Segundo a biografia “Helô Teixeira: crítica como vida”, lançada em 2024, pelos autores André Botelho e Caroline Tresoldi, em meados da década de 1980, ela passou a atuar intensamente em questões voltadas à raça e ao gênero. A partir daí, a professora e escritora tornou-se uma das maiores pensadoras do feminismo brasileiro. Lançou obras marcantes como “Macunaíma, da literatura ao cinema”, “O feminismo como crítica da cultura”; “Marginais anos 70”, “Rebeldes e marginais: Cultura nos anos de chumbo” e “26 Poetas hoje”. 

Em 2010, foi reconhecida como professora emérita da UFRJ por todo o trabalho desenvolvido na Universidade. Em 2023, foi eleita para ocupar a trigésima cadeira da ABL, sucedendo a escritora Nélida Piñon. Heloisa  tomou posse na ABL, em 28 de julho de 2023, com uma nova identidade. Onze dias antes da cerimônia, ela deixou de usar o sobrenome do primeiro marido, o advogado e galerista Luiz Buarque de Hollanda. Na época, aos 83 anos, passou a adotar o sobrenome materno Teixeira.

Na UFRJ, a professora foi diretora do Programa Avançado de Cultura Contemporânea (PACC-Letras/UFRJ), onde coordenou o Laboratório de Tecnologias Sociais, do projeto Universidade das Quebradas, e o Fórum Mulher (Fórum M), espaço aberto para o debate sobre a questão da mulher. Dirigiu ainda a Aeroplano Editora e Consultoria e a Editora UFRJ. Também esteve à frente do Programa Culturama, na TVE; do Café com Letra, na Rádio MEC; além de dirigir documentários como “Dr. Alceu” e “Joaquim Cardozo”.

Filha de um médico, professor, e uma dona de casa, Heloísa teve três filhos, os cineastas Lula, André e Pedro. O velório será neste sábado, 29/3, na sede da ABL, no centro do Rio de Janeiro.

Adeus a Etienne Wilfried Nseme Obiang

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lamenta, com profundo pesar, o falecimento do estudante Etienne Wilfried Nseme Obiang, ocorrido no dia 17/2.

Natural do Gabão,  Etienne ingressou na UFRJ em 2023 no curso de Português como Língua Estrangeira. Graças ao seu bom rendimento, foi aprovado no exame de proficiência de língua portuguesa e, no ano seguinte, ingressou no curso de Comunicação Visual – Design da Escola de Belas Artes (EBA).

O jovem, que fazia parte do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G), será lembrado pela sua determinação e dedicação aos estudos. 

A UFRJ manifesta os sentimentos a todos os familiares, amigos, colegas e professores de Etienne.

Com informações da Pró-Reitoria de Graduação (PR-1).

Adeus a Lúcio Pereira de Souza

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lamenta, com profundo pesar, o falecimento do professor aposentado Lúcio Pereira de Souza, ocorrido no sábado, 15/2.

Formado em Medicina pela UFRJ em 1969, Lúcio conquistou a admiração e o carinho de pacientes, além de ter cativado gerações de alunos, como docente e pesquisador da Faculdade de Medicina (FM), cargo que ocupava desde 1970.

Na Universidade o docente ocupou diversas posições, entre elas, a de coordenador de graduação e, mais recentemente, representante dos ex-alunos na congregação da FM.

O cardiologista será lembrado pelo corpo social da instituição por sua cordialidade, dedicação e competência. Ele deixa um legado de respeito, ética e integridade no exercício da atividade docente e de assistência à saúde.

A UFRJ manifesta os sentimentos a todos os familiares, amigos, colegas de trabalho e admiradores do professor Lúcio.

Adeus a Celuta Sales Alviano

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lamenta, com profundo pesar, o falecimento da professora Celuta Sales Alviano, ocorrido na quinta-feira, 16/1. 

Como professora titular do Departamento de Microbiologia Geral do Instituto de Microbiologia Paulo de Góes (IMPG), Celuta contribuiu para a formação de profissionais e pesquisadores na área da Microbiologia, o que a tornou reconhecida pelas comunidades acadêmicas nacional e internacional.

Celuta dedicou mais de 50 anos de sua vida à educação, como docente da UFRJ. Em reconhecimento à excelência do seu trabalho e à sua inestimável contribuição para a ciência e para esta instituição, recebeu o título de professora emérita – aprovado pelo Conselho Universitário (Consuni) por unanimidade – no primeiro semestre de 2024. 

Graduada em Química Industrial pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), em 1969, concluiu o mestrado e o doutorado  pela UFRJ, nos anos de 1973 e 1978, respectivamente. Possuía notável experiência na sua área de formação, especializando-se no estudo da estrutura de superfície de fungos, bactérias e protozoários. Atuou, ainda, na avaliação de bioativos, com ênfase em atividade antimicrobiana, isolados de extratos de plantas/microrganismos. Foi bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq – nível sênior.

A UFRJ manifesta os sentimentos a todos os familiares, amigos e admiradores da professora Celuta, que será sempre lembrada por seu brilhantismo, cordialidade e carisma.

Adeus a Edson Pereira de Souza

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lamenta, com profundo pesar, o falecimento do professor aposentado Edson Pereira de Souza, ocorrido na quinta-feira, 9/1.

Edson, como era chamado pelos amigos, foi professor e diretor do Instituto de Física (IF), onde exerceu importante papel na transição democrática da UFRJ, nos anos 1980.

Foi substituto de Horácio de Macedo – que viria a ser o primeiro reitor democraticamente eleito pela UFRJ, no final da ditadura –, exercendo o cargo de decano do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN) entre 1982 e 1985, função que assumiu de maneira titular entre 1985 e 1989 e pro-tempore em 1990.

Militante político pela democracia, defendeu de forma inegociável a autonomia universitária, em um momento crítico para a história da democracia brasileira.

O velório será realizado na sexta-feira, 10/1, na capela 1 do cemitério Jardim da Saudade, no Jardim Sulacap.

A UFRJ manifesta os sentimentos a todos os familiares, amigos e admiradores do professor Edson.

Adeus a Angela Maria Mendes Abreu

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) lamenta, com profundo pesar, o falecimento da professora Angela Maria Mendes Abreu, ocorrido na manhã de quinta-feira, 19/12. Professora titular do Departamento de Enfermagem de Saúde Pública da Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN), Angela atuou brilhante e intensamente no ensino, na pesquisa e na extensão, sempre integrando graduação e pós-graduação. 

A professora era amplamente reconhecida por seu compromisso com a saúde pública, a saúde do trabalhador e a prevenção do uso e abuso de álcool e outras substâncias psicoativas. A dedicação dela marcou profundamente a trajetória acadêmica de seus alunos, colegas e da comunidade acadêmica.

Angela graduou-se em Enfermagem pela EEAN em 1980, concluiu o mestrado em 1997 e o doutorado em 2005, ambos pela mesma instituição. O pós-doutorado foi feito na Escola Superior de Enfermagem de Coimbra, Portugal, de 2014 a 2015. 

Desde 1994 ela integrava o corpo docente da escola, onde se consolidou como referência em ensino, pesquisa e extensão na área de álcool e trânsito. As pesquisas desenvolvidas pelo grupo liderado por Angela Abreu tiveram impacto nas políticas de redução de danos causados pelo abuso de álcool, incluindo a Lei Seca, no município do Rio de Janeiro. Nessa temática Angela foi uma pesquisadora com projeção internacional: membro do International Network on Brief Interventions for Alcohol Other Drugs (Inebria).

Na UFRJ, ocupou os cargos de diretora-geral do Instituto de Atenção à Saúde São Francisco de Assis (Hesfa), de 2001 a 2005; foi chefe do Departamento de Enfermagem de Saúde Pública, de 2008 a 2011; coordenadora acadêmica do Núcleo de Atendimento ao Acidentado do Trânsito (Naiat), de 2009 a 2016; coordenadora acadêmica da Unidade de Atendimento a Pacientes com Problemas Relacionados ao Álcool e Outras Drogas (Uniprad), do Hesfa, de 2019 a 2024.

No trabalho, Angela foi uma professora companheira, com muito otimismo e alegria apoiava seus colegas e alunos. A UFRJ perde, assim, um de seus mais emblemáticos sorrisos, que a partir de agora estará guardado nos corações de quem a conheceu. A instituição solidariza-se com familiares e amigos, manifestando profunda gratidão pela relevante contribuição a esta Universidade.

O velório e a cremação da professora serão realizados no dia 21/12, das 9 às 11h, no Crematório São Francisco Xavier, Capela B Premium, no bairro do Caju, Zona Portuária do Rio de Janeiro.

Com informações do Departamento de Enfermagem de Saúde Pública da Escola de Enfermagem Anna Nery.