Primeira plenária de decanos e diretores da UFRJ discute cenário de 2026 e apresenta iniciativas de extensão e inovação

O Salão Nobre do Conselho Universitário (Consuni), no Edifício Jorge Machado Moreira (JMM), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sediou, na manhã de quinta-feira, 5/3, a primeira plenária de decanos e diretores da instituição deste ano. O encontro teve como objetivo discutir e deliberar sobre projetos, além de questões administrativas e estratégicas. Representantes dos campi de Duque de Caxias e Macaé acompanharam a reunião de forma remota.

No início da plenária, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, afirmou que 2026 tende a ser um ano difícil para as universidades, marcado por questionamentos e pressões externas sobre as instituições públicas de ensino superior. Destacou, porém, que a melhor resposta da instituição é continuar produzindo conhecimento. “O que nós podemos fazer é ampliar as nossas entregas à sociedade e reafirmar nossa excelência acadêmica”, disse o reitor.

Como exemplo do reconhecimento social, mencionou que a UFRJ, pela terceira vez consecutiva, conquistou o 1º lugar na categoria Educação do prêmio Os Mais Amados do Rio, da Revista Veja, que revela lugares, marcas e serviços preferidos dos cariocas. Em menos de 20 dias, 10.000 pessoas escolheram seus favoritos em 50 setores relacionados à vida cotidiana.

Apresentação da PR-5

A  pró-reitora de Extensão da UFRJ, Ivana Bentes, mostrou que a gestão iniciou um mutirão para ampliar a inserção curricular da extensão em todos os cursos de graduação da Universidade. Segundo ela, a discussão sobre essa inserção começou em 2013, mas ainda não alcançou todos os cursos. Ela ressaltou que uma resolução do Conselho Nacional de Educação de 2018 determinou que 10% da carga horária dos cursos seja composta por atividades de extensão, o que exige mudanças nos projetos pedagógicos e registro das ações no sistema da Universidade para que possam ser contabilizadas pelo MEC.

A  pró-reitora de Extensão da UFRJ, Ivana Bentes, mostrou ações da PR-5 durante o encontro | Foto: Divulgação (SGCOM)

Ivana destacou o papel social da extensão universitária e lembrou que ela concretiza o princípio constitucional da indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão ao promover a troca entre universidade e sociedade. A pró-reitora mencionou ainda iniciativas da gestão para simplificar registros, ampliar ações e fortalecer a comunicação. “Hoje nós temos 2.200 ações de extensão. É um número enorme! Temos projetos, programas, cursos de extensão e eventos. Acabamos de aprovar recentemente a prestação de serviço gratuita também”, afirmou Bentes.

Concurso de Soluções Inovadoras – Prêmio Engaja UFRJ

Na reunião, o pró-reitor de Gestão e Governança da UFRJ, Fernando Peregrino, falou sobre o edital do I Concurso de Soluções Inovadoras da instituição. O objetivo é identificar, selecionar, valorizar e premiar até dez soluções inovadoras que contribuam para a modernização e melhoria da qualidade de vida da comunidade universitária. As sete áreas de enfoque são: segurança nos campi, acessibilidade, limpeza urbana e gestão de resíduos, alimentação coletiva sustentável, mobilidade, conectividade/telecomunicações e uso eficiente de água e energia.

O pró-reitor de Gestão e Governança da UFRJ, Fernando Peregrino, falou sobre o Concurso de Soluções Inovadoras da instituição | Foto: Divulgação (PR-6)

“Toda a comunidade universitária poderá participar: docentes, discentes, técnicos administrativos, integrantes das startups criadas na UFRJ, concessionários, permissionários e o corpo de servidores visitantes. Serão avaliados os potenciais de inovação e economia financeira da ideia, o impacto social, a facilidade de implementação e escalabilidade, o uso eficiente de recursos, a adequação da proposta ao tema e ao desafio, além da previsão da emissão de carbono”, explicou Peregrino.

As inscrições começam no dia 16/3 e vão até o dia 15/5, com propostas submetidas por meio de formulário eletrônico disponibilizado na página da PR-6. Confira o edital do concurso aqui.

UFRJ celebra 200 anos de expedição russa e impulsiona monitoramento ambiental no Bico do Papagaio

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou, na manhã de 13/2, no Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE), na Praia do Flamengo, o painel Às vésperas do 200º aniversário da primeira expedição russa à Amazônia. O encontro marcou a retomada histórica da cooperação científica entre Brasil e Rússia e discutiu a implantação da Estação de Monitoramento do Bico do Papagaio, iniciativa voltada ao estudo dos ciclos do carbono e das dinâmicas climáticas na Amazônia.

O evento reuniu professores da UFRJ, da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), que participaram remotamente, e representantes da Universidade Estatal de Tyumen (UTMN), instituição russa fundada em 1930. O painel resgatou o legado da Expedição Langsdorff (1821–1829), financiada pelo Império Russo e considerada o mais amplo inventário científico do Brasil no século XIX. A expedição produziu registros fundamentais sobre biodiversidade, geografia, clima, populações indígenas e paisagens naturais, muitos dos quais relacionados a áreas hoje estratégicas para o monitoramento ambiental.

Durante o encontro, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, ressaltou que a realização do painel carrega um significado histórico profundo para a cooperação científica entre os dois países visto que o projeto pode ser compreendido como uma versão contemporânea, mais sofisticada e tecnologicamente avançada, da expedição realizada no século XIX.

“Temos certeza de que a parceria que estamos aprofundando aqui hoje será muito importante para o mundo inteiro. Este é o início de uma longa caminhada para novos conhecimentos científicos e para que possamos contribuir com um dos temas mais relevantes da atualidade: as mudanças climáticas”, disse o reitor.

Painel comemorou os 200 anos da primeira expedição russa à Amazônia | Foto: Divulgação (SGCOM/UFRJ)

A programação do painel incluiu mesa de debates, sessão de perguntas e respostas, além de apresentação on-line sobre o estado da arte do projeto Bico do Papagaio. Ao estabelecer um paralelo entre passado e presente, os participantes destacaram que, se há dois séculos o território brasileiro era objeto de observação científica pioneira, atualmente o país se consolida como espaço de coprodução de conhecimento, voltado a desafios globais como as mudanças climáticas, a proteção da sociobiodiversidade e a governança ambiental baseada em dados.

A proposta de construção da Estação de Monitoramento do Bico do Papagaio foi apresentada como continuidade histórica dessa cooperação, agora sob o paradigma da ciência aberta, colaborativa e orientada à sustentabilidade. A integração da futura estação à Rede Polígono do Carbono Espelho, da Federação Russa, deverá fortalecer o papel da Amazônia e das áreas de transição ecológica como laboratórios naturais para a compreensão dos ciclos do carbono e de seus impactos climáticos globais.

O pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2) da UFRJ, João Ramos Torres de Mello Neto, destacou a posição da Universidade no cenário acadêmico nacional e internacional. Ressaltou ainda que a UFRJ possui áreas de excelência consolidadas, especialmente em engenharia e medicina, mas enfatizou o potencial estratégico das pesquisas em ecologia e mudanças climáticas. “Se antes o Brasil era sobretudo observado, hoje ele é parte de uma rede de cooperação horizontal, com ciência aberta, colaboração internacional e infraestrutura de pesquisa voltada para a sustentabilidade”, disse Torres de Mello.

O professor do Instituto de Biodiversidade e Sustentabilidade (Nupem/UFRJ), Francisco Esteves, lembrou da influência da tradição científica russa em sua formação e destacou o papel histórico de Langsdorff na organização de um núcleo multidisciplinar que produziu conhecimentos fundamentais sobre a flora e a fauna brasileiras. Para ele, o projeto atual retoma esse legado à luz da crise climática.

“Essa parceria que se inicia hoje representa o começo de uma caminhada que nos levará a uma grande contribuição para o conhecimento da biodiversidade, tanto terrestre quanto aquática, dos ecossistemas amazônicos e das áreas que os circundam”, afirmou Esteves.

 O encontro também reafirmou o valor simbólico da celebração dos 200 anos de intercâmbio científico entre Brasil e Rússia, projetando o legado histórico para o futuro por meio de infraestrutura de pesquisa capaz de formar recursos humanos e subsidiar políticas públicas ambientais. Participaram também do evento o professor João Paulo Machado Torres, da UFRJ, e Freud Romão, da UFNT, que realizou apresentação on-line. Pela Universidade russa estiveram presentes o reitor, Ivan Sergeevich Romanchuk; o primeiro vice-reitor, Andrey Viktorovich Tolstikov; o vice-reitor e diretor da Escola de Direito e Gestão, Sergey Sergeevich Zenin; o assessor do reitor, Ivan Sergeevich Prokhorov; o chefe do Departamento de Inovação e Ciência, Georgy Nikolaevich Suvorov; o chefe do Departamento de Política Estudantil, Denis Yuryevich Stepanchuk; o especialista em Brasil e tradutor de português, Ruslan Igorevich Proklov; e o cônsul da Federação Russa, Alexandr Alexandrovich Korolev.

Primeira reunião de 2026 do Consuni aprova por unanimidade nova titular da PR-3, títulos e debate segurança na UFRJ

O Conselho Universitário (Consuni) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) realizou, na quarta-feira, 12/2, a primeira reunião ordinária de 2026. A sessão, em formato híbrido, ocorreu às 9h30, na sala E-212 da Escola de Química, no Centro de Tecnologia, na Cidade Universitária.

Na abertura dos trabalhos, os conselheiros apreciaram a ata da sessão anterior, realizada em 11/12/2025. Em seguida, a pauta avançou sobre temas estratégicos para a administração central, a organização interna do colegiado e a vida acadêmica da Universidade.

“É importante demonstrar que na Universidade nós somos diversos, temos opiniões divergentes, mas que lidamos com ela de forma democrática, num momento que vemos vários tipos de violência na sociedade. Estamos juntos na luta por uma educação pública, gratuita e de qualidade e da ciência, tecnologia e inovação como verdadeiros sentidos da soberania nacional”, disse o reitor da UFRJ, Roberto Medronho.

Entre os principais pontos da ordem do dia esteve a discussão acerca da proposta de resolução que institui a Política de Gestão Integrada do Risco de Violência Urbana e formaliza o respectivo Plano de Contingência no âmbito da UFRJ. A iniciativa busca estabelecer diretrizes institucionais para prevenção e resposta a situações de risco nos campi.

Foram apresentadas três propostas de encaminhamento: apreciação do tema como primeiro ponto de pauta para a reunião do Conselho, no dia 12/3; recomendação de que já seja iniciada a contribuição de propostas de alteração para o documento encaminhado aos conselheiros, para agilizar a discussão; implementação de um protocolo parcial até que seja aprovado um definitivo. 

O Conselho aprovou, por unanimidade, a indicação da professora Gisele Viana Pires para o cargo de pró-reitora de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças, em cumprimento ao Estatuto da Universidade. Ela deixou o cargo de diretora de Desenvolvimento da Educação em Saúde que ocupava na Secretaria de Educação Superior do Ministério da Educação (Sesu/Mec).

Gisele Viana Pires foi aprovada, por unanimidade, para o cargo de pró-reitora de Planejamento, Desenvolvimento e Finanças da UFRJ | Foto: Sônia Toledo (SGCOM/UFRJ)

“Esse convite foi alicerçado em confiança, respeito e reconhecimento. Agradeço ao reitor e ao Conselho Universitário por terem referendado meu nome por unanimidade, o que me deixa muito feliz e aumenta a minha responsabilidade. Também gostaria de destacar o grande acolhimento que tive por toda a equipe de pró-reitores. Sei que teremos enormes desafios, mas nossa trajetória mostra que não temos medo de enfrentá-los, destacou Gisele.  

No campo das homenagens acadêmicas, o Conselho Universitário aprovou por unanimidade e aclamação a concessão do título de doutor honoris causa ao professor Fausto José da Conceição Alexandre Pinto, além dos títulos de professora emérita à professora Belita Koiller e de professores eméritos aos docentes Clemax do Couto Sant’Anna e Jerson Lima da Silva. As distinções, já aprovadas pelas respectivas congregações e conselhos de coordenação das unidades, reconhecem a trajetória, a excelência acadêmica e a contribuição dos homenageados para o ensino, a pesquisa e o desenvolvimento institucional da UFRJ.

“Fiz questão de registrar minha admiração pelo professor Clemax Sant’Anna, uma grande inspiração para todos nós: pessoa simples e humilde, mas de competência absoluta, reconhecido como grande especialista em tuberculose infantil do Brasil e da América. Foi meu professor homenageado da turma e enfrentou muitas barreiras por causa da cor da sua pele, em uma época em que não havia políticas reparatórias. Sua importância na minha formação e na de várias gerações de médicos e médicas é inegável. Da mesma forma, destaco o professor Jerson Lima, meu contemporâneo de faculdade, que sempre sobressaiu pela excelência. Além de grande cientista, reúne uma capacidade de gestão impressionante”, disse o reitor.

Outro item de destaque foi a eleição dos membros das comissões permanentes do Consuni, Legislação e Normas, Ensino e Títulos e Desenvolvimento, conforme prevê o Regimento Interno, que determina a escolha dos integrantes na primeira sessão de cada ano.

A pauta incluiu ainda a apreciação de proposta de resolução para criação da Coordenação de Relações Institucionais e Articulações com a Sociedade (Corin), com aprovação de seu regimento interno, além da análise da atuação da Fundação Universitária José Bonifácio (FUJB) como fundação de apoio à Fundação Casa de Rui Barbosa e à Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio).

No campo acadêmico, o Consuni deliberou sobre recursos relacionados a concursos públicos para docentes, pedidos de reposicionamento e alteração de regime de trabalho, bem como promoções e incentivos à qualificação. Também foram apreciados recursos contra cancelamento de matrícula por autodeclaração racial não confirmada por comissão de heteroidentificação.

Reunião tratou de temas estratégicos para a UFRJ | Foto: Sônia Toledo (SGCOM/UFRJ)

Com uma pauta extensa, composta por 40 itens, a primeira sessão do ano apontou  que 2026 será de grandes realizações.

José Sérgio Leite Lopes recebe o título de professor emérito da UFRJ

O professor do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional (PPGAS/MN) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), José Sérgio Leite Lopes, recebeu nesta segunda-feira, 15/12, o título de professor emérito da UFRJ. A cerimônia ocorreu na sala Copacabana, no prédio da Reitoria da Universidade. A solicitação de concessão do título foi realizada pelo PPGAS/MN e aprovada por aclamação pelo Conselho Universitário (Consuni) da UFRJ em 13/6/2024.

“O professor emérito é aquele que contribuiu, para além do seu fazer diário, para o desenvolvimento da Universidade. O professor José Sérgio encarna isso com muita propriedade, não apenas pela sua imensa contribuição à ciência e à memória, mas também pela luta contra a ditadura e contra as desigualdades”, disse o reitor da UFRJ, Roberto Medronho.

O antropólogo José Sérgio Leite Lopes graduou-se em Economia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro em 1969 e fez mestrado e doutorado em Antropologia Social pela UFRJ em 1975 e 1986. O pós-doutorado foi realizado na École des Hautes Etudes en Sciences Sociales de Paris entre 1988 e 1990. Leite Lopes é professor do Museu Nacional desde 1978, tendo atuado como professor visitante na Universidade Federal de Pernambuco entre 2003 e 2006. Além de coordenar o Programa de Memória dos Movimentos Sociais (Memov), sediado no Colégio Brasileiro de Altos Estudos (CBAE), é também coordenador da Comissão Memória e Verdade (CMV) da UFRJ.

Representantes do PPGAS/MN e da CMV também participaram da cerimônia | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

Leite Lopes destacou-se por pesquisas pioneiras sobre o trabalho e as classes trabalhadoras, especialmente no Nordeste canavieiro, articulando investigação empírica rigorosa e inserção institucional estratégica. Sua dissertação de mestrado, O Vapor do Diabo, e, posteriormente, a tese de doutorado, A tecelagem dos conflitos de classe na cidade das chaminés, tornaram-se referências na antropologia do trabalho no Brasil. Paralelamente à carreira acadêmica, teve papel central na articulação entre o PPGAS/MN e órgãos como a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contribuindo para a consolidação de grandes projetos coletivos de pesquisa e para a própria sustentabilidade institucional do Programa.

Ao longo das décadas seguintes, como professor do PPGAS/MN, o antropólogo ampliou seu campo de investigação para temas como antropologia do esporte, história social da sociologia do trabalho, ambientalização dos conflitos sociais e memória dos movimentos sociais, com forte inserção internacional, especialmente na França, em colaboração com Pierre Bourdieu e seu grupo. Foi coordenador de programas e núcleos de pesquisa de grande impacto, além de exercer funções acadêmicas e institucionais de destaque na UFRJ e em associações científicas nacionais. Sua atuação combina produção intelectual extensa, formação de gerações de pesquisadores, produção audiovisual etnográfica e compromisso com a pesquisa coletiva, a memória social e a interlocução pública das ciências sociais no Brasil.

“Celebramos hoje não só essa carreira vasta, rica e longa, mas também um modo de fazer a nossa universidade. Um modo responsável, com muita intelectualidade e também um modo de vida relacionado com a democracia, que precisamos muito reforçar na nossa universidade. Tem uma história relacionada ao campesinato, às classes trabalhadoras, aos movimentos sociais, às violações dos direitos que atravessam, infelizmente, até hoje, a história do Brasil. Sua obra é extremamente extensa e necessária”, destacou a coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Christine Ruta.

A coordenadora do Fórum de Ciência e Cultura da UFRJ, Christine Ruta, destacou a trajetória de José Sérgio Leite Lopes durante a cerimônia | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

Ao longo de toda a sua trajetória acadêmica, José Sérgio Leite Lopes orientou 26 mestres e 26 doutores e supervisionou oito pós-doutorados. Seu trabalho resultou em uma extensa lista de publicações no Brasil e no exterior, destacando-se 76 artigos publicados em periódicos, 16 livros publicados/organizados, 61 capítulos de livros publicados e produção em antropologia visual de cinco documentários (filmes) e cinco documentários de trajetórias biográficas. O antropólogo é bolsista 1A do CNPq, onde mantém a bolsa de produtividade continuamente desde 1983.

UFRJ celebra os 15 anos do Instituto de História

Uma importante cerimônia comemorou, na terça-feira, 9/12, os 15 anos do Instituto de História (IH) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Criado em dezembro de 2010, a partir da extinção do antigo Departamento de História do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs), o IH usufrui de autonomia institucional, integrando-se como unidade universitária independente do Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH). A celebração foi realizada no Salão Nobre do instituto, no Largo São Francisco de Paula, no centro do Rio de Janeiro.

“A UFRJ nos mostra que estamos sempre andando, acompanhando o crescimento do que nós precisamos para a educação desse país. Nosso maior capital é o capital humano, e precisamos investir muito para que tenhamos uma infraestrutura física que seja compatível com o nosso corpo social. Criamos um grupo de trabalho e, juntamente com a direção do instituto, temos feito reuniões com diferentes órgãos públicos para conseguir melhorias de infraestrutura. Vamos lutar juntos para conseguir melhorar as condições também para os nossos servidores técnico-administrativos em Educação, professores, para que os nossos estudantes tenham o melhor possível para mudar um pouco a situação tão precária que nós temos ainda nesse país”, disse a vice-reitora da UFRJ, professora Cássia Turci.

A vice-reitora da UFRJ, professora Cássia Turci, durante a cerimônia que comemorou os 15 anos do Instituto de História da UFRJ | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

Durante o evento, representantes do Centro Acadêmico Manoel Maurício de Albuquerque (Camma) pediram investimentos em melhorias estruturais no IH, além de destacarem a importância do instituto na construção da memória e da identidade nacional. Também enfatizaram o papel do Camma na organização de atividades acadêmicas e culturais ao longo dos últimos anos. Jessie Jane Vieira, diretora do Ifcs na época da criação do IH, lembrou a longa luta dos docentes pela transformação do departamento em instituto, reconhecendo as dificuldades administrativas enfrentadas, especialmente relacionadas à gestão e às estruturas institucionais.

Também compuseram a mesa solene o decano do CFCH, Vantuil Pereira; a diretora do IH, Marta Mega; a vice-diretora do IH, Lise Fernanda Sedrez; e a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise Pires de Carvalho. Eles apontaram a importância histórica e simbólica do Instituto de História, lembrando que sua criação representou mais do que uma mudança administrativa, mas a consolidação de um projeto coletivo construído ao longo de décadas. Destacaram ainda o protagonismo da graduação, o fortalecimento da pesquisa e da pós-graduação, além do papel central do instituto na formação de professores e historiadores. 

“Nesses 15 anos, o instituto é reconhecido como referência nacional na formação de historiadores. Oferece cursos de bacharelado e licenciatura em História, além de programas de pós-graduação reconhecidos. Os diferentes programas de pesquisa renovam continuamente a investigação histórica no Brasil, promovendo o diálogo interdisciplinar e a produção do conhecimento crítico. O Instituto de História também se destaca pelas atividades de extensão que aproximam a Universidade da sociedade, promovendo debates, jornadas de estudos, conferências e projetos que fortalecem o vínculo entre saber histórico e cidadania”, observou Marta Mega.

A diretora do IH, Marta Mega | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

Passado, presente e futuro do IH entrelaçaram-se na celebração, que contou com plateia lotada. Gratidão e esperança marcaram os 15 anos como um ponto de partida para novas conquistas. Os participantes reafirmaram, ainda, a inserção do instituto em um projeto mais amplo de revitalização cultural do centro do Rio, com o reconhecimento da importância do capital humano formado por docentes, técnicos e estudantes.

A celebração foi realizada no Salão Nobre do instituto, no Largo São Francisco de Paula, no centro do Rio de Janeiro | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

UFRJ celebra cinco anos do Instituto de Computação 

Uma cerimônia nesta segunda-feira, 1º/12, no Auditório Horta Barbosa, do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), comemorou os cinco anos do Instituto de Computação (IC). Criado da transformação do Departamento de Ciência da Computação do Instituto de Matemática (IM), foi instituído em 10/12/2020 com caráter permanente. Atualmente, está localizado na primeira ala do bloco E do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza (CCMN).

Um vídeo institucional, apresentado no início da celebração, mostrou como foi a história do Departamento de Ciência da Computação e como se deu a criação do IC. No início da década de 1970, a computação na UFRJ se destacou pela ênfase inédita em computação aplicada, o que impulsionou a criação do curso de Informática em 1974 e, posteriormente, da secretaria do então departamento, inaugurada em 1988, quando o setor ganhou seu primeiro espaço próprio. O avanço institucional prosseguiu com a criação do Programa de Pós-Graduação em Informática em 1997 e do doutorado em 2010, fortalecendo a área.

Mesa solene da cerimônia que comemorou os 5 anos do Instituto de Computação da UFRJ | Foto: Ani Coutinho (SGCOM/UFRJ)

A proposta de transformar o Departamento de Ciência da Computação em Instituto de Computação amadureceu ao longo de anos e foi finalmente aprovada pelo Conselho Universitário em dezembro de 2020, após discussões intensas, especialmente entre 2019 e 2020, durante a pandemia. Os primeiros anos do novo instituto foram marcados por desafios estruturais e orçamentários, atendendo mais de 600 estudantes de graduação e cerca de 200 da pós-graduação. Desde então, o IC tem ampliado sua atuação acadêmica, administrativa e curricular, consolidando-se como unidade essencial da UFRJ.

“A história do Instituto de Computação se confunde com a do Departamento de Ciência da Computação. Na verdade, deveríamos estar celebrando 50 anos, contando desde a criação do departamento. Hoje, tecnologicamente, temos uma outra realidade do que existia naquela época. O IC está inserido em uma área em que pode ajudar muito o desenvolvimento da UFRJ, seja a partir de softwares ou da integração com outros setores da Universidade, como a Superintendência-Geral de Tecnologia de Informação e Comunicação (SGTIC) e também as pró-reitorias. Nós precisamos trabalhar para ter uma melhor infraestrutura física, porque já temos o capital humano, que é o que nós temos de maior valor aqui na UFRJ”, disse o reitor da UFRJ, Roberto Medronho.

Além do reitor e da vice-reitora, Cássia Turci, também compuseram a mesa solene o decano do CCMN, Josefino Cabral Melo Lima; a diretora do IC, Anamaria Martins Moreira, e a vice-diretora do Instituto, Carla Amor Divino Moreira Delgado. Eles apontaram os desafios  enfrentados, como a atual estrutura física do IC e o tamanho do quadro de técnicos administrativos. Enfatizaram ainda o papel do Instituto em ampliar oportunidades e parcerias, e reforçaram o compromisso com a excelência acadêmica, com a interação com a sociedade e com a contribuição estratégica para a UFRJ. Uma representante do Centro Acadêmico de Informática também discursou na solenidade em nome dos estudantes.

Giovana Aguiar, representante do Centro Acadêmico de Informática, discursou durante solenidade | Foto: Ani Coutinho (SGCOM (UFRJ)

A vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci, que também é professora do CCMN, destacou a importância da criação do bacharelado em Inteligência Artificial no Instituto de Computação. A proposta, que já foi aprovada na congregação da unidade acadêmica, está sendo analisada pelo Conselho de Ensino de Graduação (CEG), órgão responsável por normatizar e supervisionar o ensino de graduação na Universidade.

Atualmente, o Instituto de Computação da UFRJ é responsável pelo bacharelado em Ciência da Computação, pela habilitação em Análise de Dados do bacharelado em Ciências Matemáticas e da Terra do CCMN, pelo Programa de Pós-Graduação em Informática, por disciplinas de cálculo numérico e computação para diversos cursos de Engenharia da Escola Politécnica, e por disciplinas de computação para os cursos de Astronomia, Biofísica, Física, Matemática, Meteorologia, Nanotecnologia e Química.

UFRJ firma parceria com universidade da República Dominicana para intercâmbio acadêmico

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) formalizou nesta segunda-feira, 3/11, no Gabinete do Reitor, um convênio estratégico com a Universidade Apec (Unapec), da República Dominicana. O objetivo é ampliar a cooperação científica e tecnológica entre as instituições. O acordo prevê atividades conjuntas de ensino, pesquisa e extensão, além do intercâmbio de estudantes e docentes. Também foi assinado um memorando que visa promover a cooperação acadêmica.

Além dos reitores da UFRJ, Roberto Medronho, e da Unapec, Erik Federico Pérez Vega, o cônsul-geral da República Dominicana, Roberto Enrique Rubio Cunillera, também participou do encontro.  

O convênio prevê que, por ano, em cada instituição, até cinco alunos de graduação e pós-graduação poderão participar de mobilidade acadêmica, com duração mínima de 6 meses e máxima de 18 meses. Os participantes terão acesso às bibliotecas, laboratórios e serviços das universidades, sendo obrigatória a contratação de seguro de saúde e acidentes. A taxa de matrícula permanece vinculada à instituição de origem.

Também estão previstas trocas de até dois professores por ano, mediante elaboração de plano de trabalho com cronograma de pesquisa, atividades de ensino e extensão, e participação na formação de estudantes em diferentes níveis. O convênio incentiva, ainda, a realização de eventos científicos, bancas de avaliação, publicação conjunta de artigos e projetos de pesquisa colaborativos.

Com validade inicial de cinco anos, o acordo pode ser renovado e rescindido mediante notificação prévia de seis meses. A parceria reforça a internacionalização da UFRJ e busca fortalecer o intercâmbio acadêmico entre Brasil e República Dominicana.

Memorando estabelece bases para intercâmbio, pesquisa conjunta e cooperação institucional

O acordo firmado entre a UFRJ e a Unapec estabelece diretrizes para ampliar a cooperação acadêmica entre as duas instituições. O memorando prevê ações integradas como visitas técnicas, intercâmbio de estudantes de graduação e pós-graduação, mobilidade de docentes para ministrar aulas e participar de projetos, além do compartilhamento de informações científicas e desenvolvimento de estudos conjuntos.

Documentos foram assinados no Gabinete do Reitor | Foto: Divulgação (UFRJ) 

As duas universidades deverão elaborar acordos específicos para cada programa, definindo coordenadores responsáveis, regras para acompanhamento das ações e procedimentos de solução de eventuais conflitos. O memorando também regulamenta a propriedade intelectual relativa a pesquisas, produtos e inovações desenvolvidas em parceria, determinando que os direitos serão compartilhados proporcionalmente à contribuição de cada parte. Para fins de transparência, um extrato do memorando será publicado no Boletim da UFRJ e no Diário Oficial da União.

Plenária de Decanos e Diretores da UFRJ marca avanços em pesquisa, internacionalização e divulgação científica

O Auditório Hertha Meyer, do Centro de Ciências da Saúde (CCS) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), foi palco, na manhã desta terça-feira, 28/10, da Plenária de Decanos e Diretores da instituição. O encontro teve como objetivo discutir e deliberar sobre questões administrativas, orçamentárias e estratégicas, além de projetos da instituição. Representantes dos campi de Duque de Caxias e Macaé acompanharam a reunião de forma remota.

No início da plenária, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, convidou os pró-reitores presentes para ocupar o palco do auditório e lembrou que nesta data se comemora o Dia do Servidor Público. Ele destacou, ainda, a primeira pauta da reunião: uma apresentação de editais lançados pela Reitoria para garantir o uso republicano das verbas CIP (Custo Indireto de Projetos) na UFRJ, evitando favorecimentos. “São recursos provenientes do custo indireto de projetos financiados, especialmente por empresas petrolíferas, como compensação pelos gastos de infraestrutura da Universidade. Esses editais visam diminuir disparidades internas e assegurar condições adequadas para ensino”, disse Medronho.

A chefe de Gabinete da Reitoria, Fabiana Fonseca, apresentou o Edital nº 979, de 15 de outubro de 2025 (página 16), que dispõe sobre a 16ª edição do Programa de Apoio a Docente Recém-Doutor Antônio Luiz Vianna (ALV’2025). Promovido pela Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2) e pelo Conselho de Ensino para Graduados (Cepg) da UFRJ, a iniciativa busca induzir pesquisas que contemplem o uso ou desenvolvimento de Inteligência Artificial.

A chefe de Gabinete da Reitoria, Fabiana Fonseca, apresentou editais de 2025 e 2026 | Foto: Vitor Ramos (SGCOM/UFRJ)

“O programa vai disponibilizar R$ 1.400.000 para o financiamento de 35 projetos de todas as áreas do conhecimento, com limite de R$ 40.000 por proposta. Os recursos serão geridos pela Fundação Coppetec e poderão ser usados para aquisição de materiais permanentes ou de consumo, e contratação de serviços de pessoa física ou jurídica. Cada docente poderá submeter apenas uma proposta”, explicou Fabiana. 

Estão aptos a concorrer professores doutores do quadro ativo permanente da UFRJ, em regime de 40h com dedicação exclusiva, que tenham obtido o título de doutor após 1/1/2019 e até o prazo final de submissão. Beneficiados em edições anteriores do programa não poderão participar novamente.

Também foram apresentadas informações sobre outro edital, ainda não lançado, que buscará oferecer apoio institucional a iniciativas relacionadas à inovação e empreendedorismo dentro da Universidade, realizadas pelo corpo social da instituição. “Professores, pesquisadores e técnicos administrativos, que tiverem uma ideia que for julgada inovadora e factível, poderão ter sua proposta financiada, com um valor inicial de dois milhões de reais”, ressaltou a chefe de Gabinete da Reitoria.

Visita à China

Juntamente com Fabiana Fonseca, o pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ, João Neto, contou sobre a participação deles em uma comitiva de 14 representantes da UFRJ em uma missão internacional na China neste mês. A delegação foi inicialmente recebida pela Universidade do Petróleo da China, com a qual foi formalizado um acordo para um mestrado conjunto nas engenharias, que prevê o intercâmbio de estudantes entre as instituições. Além disso, a missão incluiu uma visita à cidade de Suzhou, relacionada a um novo projeto de desenvolvimento de biofertilizantes em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), a Nova Indústria Brasil (NIB) e o Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST).

Por fim, a delegação participou de uma grande conferência internacional em Xangai e, posteriormente, de um fórum de inovação em Hangzhou, integrando uma das maiores representações universitárias brasileiras no evento, com a formalização de diversos convênios e projetos de cooperação nas mais diferentes áreas.

Ações da PR-2

O pró-reitor de Pós-Graduação e Pesquisa da UFRJ apresentou, ainda um panorama das ações recentes da PR-2, destacando especialmente a elaboração do projeto Capes Global, que tem demandado grande dedicação da equipe. A proposta será liderada pela UFRJ e integrará uma rede com outras cinco instituições brasileiras, envolvendo 105 programas de pós-graduação em quatro eixos temáticos estratégicos: educação e ciência básica; energia e cidades sustentáveis; ciências da vida, saúde e meio ambiente; e equidade e justiça social.

O orçamento previsto é de cerca de R$ 104.000.000 para o período de 2026 a 2029, com possível extensão até 2030, contemplando diversas modalidades de bolsas nacionais e internacionais. “Serão seis universidades trabalhando em conjunto através de um comitê gestor formado com pró-reitores das instituições e mais alguns técnicos. A gestão do projeto não vai ser algo simples, mas estamos esperançosos de que vai dar muitos frutos”, destacou João Neto.

Pesquisa e cultura

Além de alguns questionamentos e informes feitos pelos participantes, todos foram convidados a acompanhar a grande final do concurso 3 Minutos de Tese da UFRJ (3MT), que será realizado no dia 30/10 no Auditório Horta Barbosa, Bloco A, do Centro de Tecnologia (CT). O evento reunirá os 21 finalistas das três grandes áreas do conhecimento, que apresentarão ao vivo suas teses em três minutos. A votação será realizada por um júri específico e pela plateia presente no evento. O primeiro colocado de cada área receberá um prêmio de R$ 5.000.

Também foi apresentada a Revista Minerva, uma iniciativa da Reitoria sob responsabilidade da PR-2, dedicada à divulgação científica da UFRJ. O objetivo da publicação é apresentar à sociedade a produção de excelência da Universidade. O periódico terá alto cuidado visual e qualidade editorial. O lançamento oficial ocorrerá em 5/11, às 17h, na Casa da Ciência, que fica na Rua Lauro Müller, 3, Botafogo, Rio de Janeiro.

Revista Minerva será lançada em novembro na Casa da Ciência da UFRJ | Aní Coutinho (SGCOM/UFRJ)

Os presentes também foram convidados a participar da última apresentação de O grito de mueda: primeira ópera nacional moçambicana, que será realizada no dia 25/11, às 18h30, no Salão Leopoldo Miguez, da Escola de Música da UFRJ – Rua do Passeio, 98, no Centro do Rio de Janeiro. A ópera é resultado de um trabalho de criação coletiva no qual participaram vários músicos e dramaturgos moçambicanos, argentinos e brasileiros.

UFRJ concede diplomas de Dignidade Acadêmica a 243 alunos com elevado desempenho na graduação

O auditório Horta Barbosa, no Centro de Tecnologia (CT) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi palco, nesta quarta-feira, 8/10, da solenidade de entrega dos Diplomas de Dignidade Acadêmica. Presidida pela vice-reitora, Cássia Turci, a celebração contou com a participação da pró-reitora de graduação, Maria Fernanda Quintela, de decanos dos centros e dos diretores das unidades acadêmicas, além de amigos e familiares dos agraciados.

Promovida pela Pró-Reitoria de Graduação (PR-1), a solenidade laureou 243 alunos de diferentes áreas do conhecimento que concluíram a formação superior com êxito. O diploma é concedido em diferentes graus: Summa Cum Laude, para estudantes com coeficientes de rendimento acumulado (CRA) igual ou superior a 9,5; Magna Cum Laude, para alunos com CRA igual ou superior a 9,0; e Cum Laude, para aqueles com CRA igual ou superior a 8,0. Também é necessário que o estudante tenha obtido número de créditos não inferior a 80% do total de cada curso, além de não ter sofrido qualquer sanção disciplinar ao longo da graduação.

A vice-reitora da UFRJ, Cássia Turci, e a pró-reitora de graduação, Maria Fernanda Quintela, participaram da celebração | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

“O que se coloca aqui não é simplesmente um coeficiente de rendimento acumulado, mas  outras características implícitas, que constituirão durante toda a vida pessoal e profissionalmente. Apesar de todas as dificuldades enfrentadas ao longo dos anos, nós continuamos desenvolvendo nossas atividades com excelência, com qualidade, com ética e com comprometimento. Desejo vivamente que a jornada profissional de cada um siga um caminho esplendoroso, com os valores éticos, democráticos e reflexivos que a nossa Universidade sintetiza”, destacou a pró-reitora de graduação.

A vice-reitora destacou a dedicação do corpo social na formação dos alunos. “Estamos lutando para que os estudantes recebam a melhor formação possível. Não só a formação técnica, mas a formação cidadã, para que possam trabalhar com ética e empatia, para fazerem a diferença neste nosso país, que ainda é tão injusto. Passamos dificuldades em termos de infraestrutura, principalmente para nossa graduação, mas sabemos que a maior riqueza que temos é o nosso corpo social: nossos professores, professoras, decanos e decanas, nossos servidores técnico-administrativos em educação e os nossos estudantes”, disse.

A concessão dos Diplomas de Dignidade Acadêmica é realizada por meio de solicitação do próprio aluno. Basta fazer um requerimento de análise do desempenho acadêmico pelo e-mail dignidadeacademica@pr1.ufrj.br. As instruções para as solicitações estão disponíveis no site da PR1.

UFRJ realiza plenária de decanos e diretores na Escola de Química

O auditório da Escola de Química, no Centro de Tecnologia (CT) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sediou, na manhã desta terça-feira, 30/9, a plenária de decanos e diretores da instituição. O objetivo foi discutir e deliberar sobre questões administrativas, orçamentárias e estratégicas da instituição. Representantes dos campi de Duque de Caxias e Macaé acompanharam a reunião de forma remota.

Durante a plenária, o reitor da UFRJ, Roberto Medronho, defendeu a busca de soluções criativas e inovadoras para suplantar as dificuldades orçamentárias da instituição. “Temos muitos problemas, mas a gente tem que sair da caixinha, buscar novas formas de resolver as demandas. Somos um corpo social de excelência, com pesquisas e descobertas com impacto no Brasil inteiro. Imagina se estivéssemos recebendo o nosso orçamento justo!”, disse Medronho. 

Uma das pautas do encontro foi a Plataforma Alumni UFRJ, criada pelo Laboratório do Futuro da Coppe/UFRJ, que busca monitorar a trajetória dos egressos e fortalecer a conexão entre eles e a Universidade. Nela, ex-alunos podem atualizar seus dados, acessar estatísticas sobre a UFRJ e seus egressos e interagir com a comunidade acadêmica. A diretora da Inova UFRJ, Daniela Uziel, mostrou detalhes do funcionamento da plataforma aos presentes e respondeu a questionamentos.

A diretora da Inova UFRJ, Daniela Uziel, falou sobre a Plataforma Alumni UFRJ | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

“Conseguimos acompanhar os egressos também no mercado de trabalho, observando onde eles se empregam, o tipo de ocupação que eles têm, as empresas que os empregam. Nossos egressos de Engenharia de Produção, por exemplo, se empregam muito fortemente no setor de educação, na administração pública, na fabricação de refino de petróleo. Além de atuarem como engenheiros de produção, trabalham também como professores, gerentes ou assistentes administrativos, obviamente com uma variação da faixa salarial”, explicou Daniela.

Em seguida, o pró-reitor de gestão e governança da UFRJ, Fernando Peregrino, falou sobre a construção do equipamento multicultural onde funcionava a antiga casa de espetáculos Canecão, no campus da Praia Vermelha. O terreno, que pertence à Universidade, foi concedido por 30 anos para exploração pelo consórcio Bônus-Klefer. A concessão prevê investimentos de aproximadamente R$180 milhões em infraestrutura.

“Entre as contrapartidas, estão a construção de um restaurante universitário e um prédio com salas de aula, ambos de uso exclusivo da comunidade acadêmica. O restaurante terá capacidade de oferecer até 2 mil refeições por dia, suprindo uma demanda histórica. O novo edifício, com três pavimentos e cerca de 70 salas de aula, trará melhores condições de ensino e convivência”, destacou Peregrino.

O pró-reitor também apresentou detalhes e respondeu a perguntas sobre a alienação de 11 unidades corporativas pertencentes à UFRJ no Edifício Ventura Corporate Towers, no Centro do Rio. O leilão está marcado para 7/11, na B3, em São Paulo. Como contrapartida, a UFRJ receberá cerca de 84 mil metros quadrados em obras, que contemplarão salas de aula no Centro de Ciências da Saúde (CCS), um prédio para o curso de Dança, um restaurante universitário na Faculdade de Letras, um grande edifício acadêmico para o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) e o Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE), novas instalações para os Institutos de Matemática e Química, dois prédios para a Escola de Música, um restaurante universitário em Macaé e o edifício Fronteiras, do Centro de Ciências da Saúde (CCS).

o pró-reitor de gestão e governança da UFRJ, Fernando Peregrino | | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

O processo foi marcado por uma série de encontros com o objetivo de prestar esclarecimentos e garantir transparência à comunidade universitária. A alienação só pôde ser viabilizada após a desafetação da área ser autorizada pela Resolução n.º 61, de 10/6/2022, do Conselho de Curadores da UFRJ e aprovada pelo Conselho Universitário, em 8/8/2024.

Por fim, a coordenadora de articulação institucional da UFRJ, a professora Fabiana Ribeiro, ressaltou que a Universidade tem buscado parcerias público-privadas, patrocínios, uso de mecanismos como a Lei Rouanet e, principalmente, emendas parlamentares. Ela explicou o funcionamento das emendas individuais e de bancada, ressaltando a necessidade de apresentar a deputados e senadores projetos claros, de impacto social e relevância política, o que possibilitou a participação da UFRJ em plenárias em Brasília ao lado de outras instituições.

Fabiana Ribeiro, durante a plenária de decanos e diretores | Foto: Moisés Pimentel (SGCOM/UFRJ)

“Em 2023 a Universidade conseguiu captar R$ 2 milhões e em 2024 esse valor saltou para mais de R$ 21 milhões, contemplando diferentes áreas, como o Complexo Hospitalar, o Hospital Universitário, o Museu Nacional e o Núcleo Intersetorial de Saúde e Assistência às Mulheres Vítimas de Violência Doméstica. Parte desse êxito veio de estratégias de articulação, visitas a gabinetes e presença em plenárias, onde conseguimos sensibilizar parlamentares ao apresentar projetos ligados a demandas urgentes da UFRJ”, afirmou Fabiana.